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Não seria nenhum despautério, após essa retratação do cético Richard Muller, os ecologistas/ambientalistas, especialmente os não antropocêntricos e simpáticos a ecologia profunda, poderiam dizer, sem nenhuma prepotência, ainda que seja uma inútil mas verdadeira frase: “eu bem que te avisei!!”

Quantos”céticos” ou aproveitadores de céticos climáticos ou ecológicos andam por ai, sem a mesma capacidade científica e muito menos sem a vontade de “dar o braço a torcer”? Claro, nesse grupo estão os que se beneficiam com a crise ecológica (degradação ambiental e injustiças sociais), sem dar a mínima para as vida humana e não humana.

Apesar de assistir razão aos movimentos ecológico/ambiental, esta é, vai de regra, reconhecida quase sempre tardiamente, quando o dano ambiental já se apresenta consumado ou de complexa e difícil reversão. Assim, mesmo que sirva para recuperar a moral e e dar crédito as suas avaliações sobre a crise ecológica, no que tange a superar e/ou enfrentar esta última, na maioria das vezes, pouco ou nada adiante, uma vez que a reversão das diversas formas de degradação ambiental planetária é uma tarefa caríssima, cuja possibilidade técnica e ecológica é baixa ou inexistente.

Ou seja, de nada adianta os ecologistas/ambientalistas terem razão nas suas análises “catastróficas” se a crise ecológica avança e se trona cada vez mais irreversível.

Claro que isso não quer dizer que tudo que é falado ou defendido pelos ecologistas/ambientalista é certo, verdadeiro ou incriticável. Claro que não!! Mas ao mesmo tempo serve para refletir se o rechaço hegemônico de suas teses, como hoje é feito pela elite dominante, pela mídia e pelos governos em geral merece crédito.

Depois não digam que não foram avisados!!

Forum Global 92. Foto: Antonio Soler/CEA

A Cúpula dos Povos, mobilização da sociedade civil durante a Rio+20, será realizada de 15 a 23 de junho, no Aterro do Flamengo, Rio de Janeiro, mesmo espaço onde, há exatos 20 anos, foi realizado o Fórum Global, histórico encontro que reuniu milhares de militantes e simpatizantes das causas socioambientais durante a Rio-92. Cerca de dez mil pessoas de todo o mundo são aguardadas para participar da Cúpula dos Povos.

Agora está confirmado: a Cúpula dos Povos (15 a 23 de junho, no Rio de Janeiro) acontecerá no Aterro do Flamengo, mesmo espaço onde, há exatos 20 anos, foi realizado o Fórum Global, histórico encontro que reuniu milhares de militantes e simpatizantes das causas socioambientais durante a Rio-92.

A decisão atende à reivindicação das redes, organizações e movimentos sociais que integram o Comitê Facilitador da Sociedade Civil para a Rio+20 e vinham negociando a utilização do Aterro do Flamengo com a Prefeitura do Rio. O principal nó das negociações – encontrar um local para alojar cerca de dez mil pessoas de todo o mundo que são aguardadas para a Cúpula dos Povos – foi desatado de forma considerada satisfatória pelo Comitê Facilitador, com a perspectiva de alojar a todos os participantes em espaços públicos localizados no entorno do Aterro.

Foram oferecidos – e prontamente aceitos – como opção de alojamento aos participantes da Cúpula dos Povos, os CIEPs Tancredo Neves (no bairro do Catete) e José Pedro Varela (Centro), que têm capacidade para alojar cerca de cinco mil pessoas, além das novas instalações dos camarotes do Sambódromo (entre duas e quatro mil pessoas). Também foram oferecidos um galpão de 5 mil m² na Praça Mauá e um terreno de 16 mil m² na região do Cais do Porto, mas ambos ainda precisam ser mais bem avaliados.

Os organizadores da Cúpula dos Povos se comprometeram a apresentar até a próxima segunda-feira (2 de abril) ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) sua proposta de ocupação do Parque do Flamengo, que será compartilhado com o governo. O acordo para a ocupação do local foi selado durante reunião dos membros do Grupo de Articulação que organiza a Cúpula dos Povos com o prefeito Eduardo Paes, o representante do Itamaraty e secretário nacional do Comitê de Organização da Rio+20, Laudemar Aguiar, e o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho.

Fonte: http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=19877&alterarHomeAtual=1

 ONGs da APEDEMA, no XVII EEEE, em Passo Fundo, na década de 90. Foto: Antonio Soler / CEA

ONGs da APEDEMA, no XVII EEEE, em Passo Fundo, na década de 90. Foto: Antonio Soler / CEA

A Assembléia Permanente de Entidades em Defesa do Meio Ambiente do Estado do Rio Grande do Sul (APEDeMA/RS) que congrega, de forma pioneira e exclusiva, as entidades ambientalistas/ecologistas realizará mais uma reunião, agora em Porto Alegre para, tratar de questões relativas a sua organização e funcionamento, bem como da preparação para a Rio + 20, entre outras questões atinentes a política ambiental estadual.

A APEDEMA/RS foi criada no final de 1990, em Novo Hamburgo/RS, com o objetivo de articular as entidades ecológicas do Rio Grande do Sul, especialmente o Movimento Ecológico Gaúcho (MEG) e atualmente congrega as organizações não governamentais (ONGs) ecológicas suprapartidárias, sem fins lucrativos, legalmente constituídas e que tenham como objetivo estatutário principal a defesa do equilíbrio ambiental, este entendido como constituído por fatores variáveis, químicos, físicos, biológicos, sociais, econômicos, políticos e culturais e a construção de uma sociedade ecologicamente sustentável, conforme decisões do X Encontro Estadual  de Entidades Ecológicas (X EEEE), ocorrido em Caxias do Sul, em 1989, onde foram estabelecidos os chamados “Critérios de Caxias”.

A APEDeMA/RS é coordenada hoje pela ONG Centro de Estudos Ambientais (CEA), Instituto Biofilia e o Núcleo Amigos da Terra (NAT).

Segundo a bióloga Cintia Barenho, do CEA, “todas entidades filiadas estão convocadas para participarem da Assembléia Geral Ordinária”, que será realizada no dia 5 de novembro de 2011, na sede do NAT, na rua Olavo Bilac, 192, a partir das 9hs.

Maiores informações pelo mail: apedemars@gmail.com

Fonte: http://apedemars.wordpress.com/about-2/

Encerra hoje (30 de junho) a exposição denominada História do Ambientalismo Gaúcho, no Memorial da Câmara Municipal de Porto Alegre , que homenageia a passagem do Dia Mundial do Meio Ambiente (5 de Junho).

A mostra é inspirada no livro Pioneiros da Ecologia, de Elmar Bones e Geraldo Hasse (Já Editores) e reúne 16 banners que abordam aspectos do movimento em defesa da natureza no Rio Grande do Sul.

A exposição aponta as contribuições de Luis Roessler e de Padre Balduíno Rambo até a emergência da geração de militantes formada por José Lutzenberger, Augusto Carneiro, Caio Lustosa, Flávio Lewgoy e Sebastião Pinheiro. Também valoriza o trabalho das mulheres ao movimento ecológico, citando as pioneiras Hilda Zimmermann, Giselda Castro e Magda Renner, além do papel da imprensa local nas lutas pela preservação da natureza.

“As mulheres foram intelectuais de destaque no movimento, escrevendo notáveis textos em defesa da ecologia”, afirma o coordenador do Memorial da Câmara, Jorge Barcellos. “A imprensa gaúcha tomou uma posição na luta ambientalista porque colaborou na divulgação, através de inúmeros artigos de seus militantes e de pautas ambientalistas.”

Henrique Roessler, pioneiro na luta ecológica no RS

Os painéis não deixam de fora grandes lutas dos ecologistas gaúchos, como o combate ao uso dos agrotóxicos e pela constituição de políticas voltadas para o meio ambiente no Estado, notadamente no município de Porto Alegre.

O pionerismo de luta ecológica da América Latina foi protagonizado pela União Propetora da Natureza (UPN) e pela Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (AGAPAN), foi fundada por gaúchos.

Entrada franca, encerra as 16 horas. Informações: (51) 3220-4187.

Fonte: www.agapan.org.br e http://roessler.org.br.

A polícia do Paraná investiga a motivação da chacina de cinco ambientalistas em um condomínio de Piraquara, região metropolitana de Curitiba, na madrugada de sábado. Dois homens são suspeitos do crime.

Entre os mortos está o ex-secretário do Meio Ambiente de Pinhais Jorge Grando. Os corpos foram encontrados na casa dele com as mãos amarradas e com marcas de tiro nos olhos. Além de Jorge e do seu irmão, Antônio, foram mortos o funcionário da Sanepar (Companhia de Saneamento do Paraná) Albino Silva; o agente penitenciário Valdir Vicente Lopes e o empresário Gilmar Reinert.

A casa estava revirada, mas é pouco provável que o massacre tenha sido feito por assaltantes, já que nenhum objeto de valor foi roubado. A polícia divulgou que os dois suspeitos conheciam as vítimas, mas não deu mais detalhes.

Jorge estava trabalhando em um projeto para transformar o condomínio de Piraquara em uma região de preservação natural com características de uma ecovila.
Jorge Grando atuava na proteção do Rio Iguaçu e da Serra do Mar
Fonte: http://www.destakjornal.com.br/readContent.aspx?id=14,94654

Recebido por Jorge Amaro.

Um dos grupos que referenciaram o Maricá estaria de aniversário. Somos gratos a CLEPEI pois suas idéias e lutas influenciaram os novos militantes que surgiram em defesa do meio ambiente em Viamão e todos recantos gaúchos! Parabéns a tod@s aqueles que fizeram parte deste processo e jornada tão rica e valiosa. Abaixo, reproduzimos texto do Gerson Buss*, muito bem elaborado e com um toque de nostalgia.

Em 06 de janeiro de 1985 foi criada a Comissão de Luta pela Efetivação do Parque Estadual de Itapuã (CLEPEI). Esse evento ocorreu em um bar da Zona Sul, no retorno de um acampamento ecológico na Praia do Tigre, promovido pela AGAPAN. O Parque estava ocupado por loteamentos irregulares, pedreiras, e completamente abandonado pelo Estado. A situação hoje é completamente diferente, o Parque está implantado.

O Parque de Itapuã é uma pequena e frágil Unidade de Conservação de Proteção Integral, pois só tem 5.560 ha e está situado em uma península que adentra a Laguna dos Patos. O impacto da ação humana na área foi muito sério e extinguiu espécies importantes da fauna, como veados e porcos do mato. O uso humano dessa área deve ser apenas de caráter indireto, como visitação, lazer e pesquisa científica, respeitando seu Plano de Manejo. Devemos deixar essa área em paz e acompanhar seu processo de recuperação. O manejo deve ser mínimo e de acordo com o especificado no SNUC para essa categoria de Unidade de Conservação. Não podemos incorrer no erro de colocar populações humanas nessa frágil Unidade de Conservação, pois populações crescem e culturas mudam. Um erro não conserta outro.
O Parque de Itapuã é sagrado para todos nós!!

Vida longa ao Parque Estadual de Itapuã!

*Gerson Buss é biólogo e trabalha no ICMBio. Ele foi um dos fundadores da CLEPEI e também integrou o grupo Macacos Urbanos que estuda as populações de bugio-ruivo na região metropolitana de Porto Alegre e o InGa.
Fonte: http://vhecologia.blogspot.com/2011/01/hoje-faz-26-anos-que-clepei-nasceu.html

PERÍODO:  31/05/2010 a 06/06/2010

PROMOÇÃO:
Secretaria Municipal de Educação e Cultura – SMEC, Secretaria Municipal de Agricultura, Pecuária, Indústria e Comércio – SMAPIC, União Pedritense de Proteção ao Ambiente Natural – UPPAN, Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural – EMATER, Companhia Riograndense de Saneamento – CORSAN e Câmara Municipal de Vereadores.

por Daniela Lima

https://i0.wp.com/www.gresta.com.br/blog/img/HORA%20DO%20PLANETA.jpgHoje, sábado, dia 27 de março, entre 20h30 e 21h30 (hora de Brasília), o Brasil participa oficialmente da Hora do Planeta, evento promovido pela WWF, onde todos estão convidados a apagarem as luzes de suas casas, durante uma hora para mostrar aos líderes mundiais nossa preocupação com o aquecimento global.
Este ato simbólico é muito bonito e até emocionante, mas, se você acha que apagar as luzes UMA VEZ AO ANO durante UMA HORA neste sábado é o suficiente para demonstrar sua preocupação com as mudanças climáticas e todos os demais problemas ambientais que estamos enfrentando, vou pedir um favor, NÃO APAGUE AS LUZES! É justamente por esta tendência de oba, oba, a falta de aprofundamento, que a campanha vem sendo criticada por muitos, e não posso tirar a razão destes críticos.

Não adianta apagar as luzes se você não é capaz de recusar uma sacola plástica, se escova os dentes com a torneira aberta, se não separa seus resíduos para a coleta seletiva, se deixa luzes e aparelhos eletrônicos ligados sem estar usando, se você não deixa o carro  nem para ir até a padaria da esquina, joga lixo da janela do carro ou ônibus e por aí vai! [Segue AQUI]

Em Santa Vitória do Palmar-RS, 6 e 7 de fevereiro

Contato via email ballaenaaustralis@gmail.com ou telefone: 5335033053
Reservas no Ecocamping até dia 05/02 as 18h

Baixe AQUI a programação

Arroio Chui, Água da Integração.

Arroio Chui, Água da Vida e da Preservação.

Abaixo seguem materiais, informações, notícias e diferentes conteúdos relevantes na temática, mas que não foi possível publicarmos antes.

  • O povo Mapuche segue em luta <aqui>
  • Carrinho a bateria alivia a carga dos catadores <aqui>
  • Confronto de tecnologias- A incineração de lixo começa a ser vista como uma forma alternativa de redução de resíduos sólidos e de geração de energia. Mas os impactos ambientais dessa prática são muito mais nocivos que seus propalados benefícios, por Elisabeth Grimberg (Le Monde Diplomatique) <aqui>
  • Cartilha mostra como a participação social pode melhorar a qualidade de vida <aqui>
  • Desenvolvimento e meias-verdades: a quem desenvolve o BNDES? <aqui>
  • Direito à Moradia ameaçado pela PUCRS <aqui>
  • PUC-RS: a verdadeira face! <aqui>
  • Emflor: Carta das Mulheres da Floresta <aqui>
  • Manifesto pela Reconstrução do Sistema de Meio Ambiente do Estado de São Paulo <aqui>
  • ‘A natureza vai seguir seu curso’ – entrevista com Wangari Maathai <aqui>
  • Pesca artesanal faz encontro de protesto por propostas não implementadas pelo governo <aqui>
  • Projetos sucroalcooleiros com recursos do BNDES afetam organização de comunidades indígenas <aqui>
  • PAC pode aprofundar genocídio dos Mbya se não há demarcação <aqui>
  • Declaração da Assembleia das Mulheres Rurais da África Austral em Limpopo – Guardiãs da Terra, Vida e Amor <aqui>
  • Carta dos Atingidos pelo BNDES <aqui>
  • Presidente do BNDES frustra movimentos sociais <aqui>

Nos parece importante publicarmos na íntegra a carta do recente evento realizado no Palácio do Ministério Público, em 18/12/2009.

Ministério Público discute em seminário o Projeto de Lei 154/09


Carta do Evento “AS DIVERSAS FACES DO PL 154 E A PRESERVAÇÃO DA LEGISLAÇÃO AMBIENTAL GAÚCHA”

1 – É inconstitucional a legislação estadual que reduz o grau de proteção pré-estabelecido em nível federal para as áreas de preservação permanente;
2 – Reduzir as metragens relativas às APPs no entorno dos mananciais caracteriza retrocesso socioambiental, passível de ser contestado em ação direta de inconstitucionalidade, gerando insegurança jurídica, além de representar ofensa ao princípio da dignidade da pessoa humana (art. 1°, III, CF/88);
3 – Suprimir da legislação estadual a vedação ao corte raso significa liberá-lo com significativos impactos ambientais negativos;
4 – Permitir a recuperação de APPs mediante o plantio de exóticas, a não ser em caráter excepcional e mediante estudo técnico inserido em licenciamento ambiental, afronta a Constituição e o sistema normativo ambiental;
5 – Vedar ao Batalhão de Polícia Ambiental o poder de autuação relativo a infrações contra o meio ambiente e permitir somente ao órgão licenciador esse mesmo poder desarticula o sistema de proteção ambiental e fragiliza as atividades de prevenção, repressão e reparação dos danos ao meio ambiente;
6- Essa vedação afronta aos princípios constitucionais da eficiência e da economicidade relativos à Administração Pública.
7 – Reduzir o valor da multa por infração administrativa ambiental para patamar inferior ao previsto em nível federal é inconstitucional, além de incentivar que a atividade econômica predatória venha a priorizar o Estado do Rio Grande do Sul;
8 – Os dispositivos do PL 154 que atentam contra o princípio da publicidade e da participação popular são inconstitucionais por ferirem os dispositivos que regulam: O Estado Democrático de Direito (art. 1º, § único); A coparticipação da sociedade na preservação do meio ambiente (art. 225, caput); O direito fundamental à informação (art. 5º, XXXIII); Os princípios da administração pública (art. 37, caput);
9 – Suprimir o capítulo destinado à proteção da Mata Atlântica do Código Estadual de Meio Ambiente significa desprezo a um dos dois únicos biomas do Estado
10 – Permitir a revogação de dispositivos relacionados à Mata Atlântica na legislação estadual pode representar dificuldades e até eliminar a possível captação de recursos financeiros, inclusive de origem internacional;
11 – A retirada da paridade entre a sociedade civil e entes governamentais no Consema, bem como a alteração da sua composição desatende ao princípio constitucional da democracia participativa (art. 1º, § único);
12 – O plantio de exóticas deve ser submetido a licenciamento ambiental, por tratar-se de atividade potencialmente poluidora;
13 – Antes de ser submetido à votação na Assembleia Legislativa o PL, que pretende criar um novo Código Ambiental para o RS, deve passar pelos Conselhos máximos da política estadual de meio ambiente: CRH e Consema.


“No hemos terminado”, advierte la sociedad civil

Por Raúl Pierri y Daniela Estrada

La COP-15 demostró ser un “espectacular fracaso en sus propios términos”, pero la sociedad civil tuvo algunos “éxitos”, como imponer temas en la agenda climática y hacer oír más fuerte la voz el Sur.

Así evaluaron activistas sus esfuerzos al cierre de la COP-15 (15 Conferencia de las Partes de la Convención Marco de las Naciones Unidas sobre el Cambio Climático), que todavía sesionaba agónicamente el sábado.

Excluidos del Bella Center, sede de las conversaciones oficiales, y soportando la represión contra algunas de las numerosas manifestaciones en la capital danesa, representantes de la sociedad civil, reunidos en forma paralela en Copenhague en el Klimaforum, destacaron victorias en estas dos semanas.

“A pesar de la falta de transparencia, el movimiento social ha permitido hacer visible las posturas más consistentes con la justicia climática, que nosotros la concebimos como la única forma de transitar hacia un mundo sustentable”, dijo a TerraViva Eduardo Geisen, coordinador para América Latina y el Caribe del Programa de Justicia Climática y Energía de Amigos de la Tierra Internacional.

Además,“hemos dado un vital apoyo para que los países en desarrollo se hayan mantenido unidos frente a las exigencias del mundo industrializado y no hayan cedido a las presiones que en algunos casos rayaron en lo colonialista”, añadió.

Las dos semanas de actividades en el Klimaforum fueron selladas el viernes con un espectáculo artístico y el traspaso de la organización de la próxima cumbre paralela, en 2010, a representantes de México y América Latina.

“El sentimiento generalizado es que lo que no se logró en el Bella Center se logró en el Klimaforum”, en términos de sintonía de contenidos y construcción de alianzas, resumió Giesen.

Por su parte, la periodista e investigadora canadiense Naomi Klein llamó a los activistas a no desanimarse.

“Es realmente importante asegurarnos de que no nos vayamos de esta reunión desalentados”, afirmó.

El hecho de que los negociadores en el Bella Center no logren un acuerdo dentro de sus propias concepciones de cómo resolver el problema demuestra que se trata de un modelo fallido, sostuvo.

“Es muy importante contar una historia diferente de lo que ocurrió en Copenhague. La historia debe ser que su modelo demuestra ser un espectacular fracaso incluso en sus propios términos”, afirmó.

“Y porque su modelo fracasó, ahora es nuestro turno. Por tanto, no se permitan deprimirse”, añadió.

Para Klein, todo el proceso está fallido por su énfasis en el mercado de carbono y otros mecanismos de carácter económico.

“El discurso sobre cambio climático ha sido asaltado por tecnócratas… y se ha vuelto extremadamente exclusivo. Esto es de hecho muy similar a las discusiones sobre comercio hace una década, donde todo eran acrónimos, todo eran conversaciones increíblemente largas e impenetrables”, dijo.

“Mucha gente pensaba: no puedo ser parte de la discusión, no tengo un título en economía”, agregó.

La canadiense subrayó la necesidad de rechazar “el modelo” en que se manejan las negociaciones en el marco de la Convención.

“Debemos rechazar cualquier medida que permita a los países que crearon el problema evadir su responsabilidad: deben recortar sus emisiones”, enfatizó.

Por su parte, Giesen repudió a organizaciones no gubernamentales (ONG) internacionales que “siguen el discurso” de los países del Norte, y apoyan mecanismos que tienen efectos contraproducentes.

“Nosotros somos ONG que trabajamos con las comunidades por la justicia ambiental. No nos hemos convertido en empresas consultoras que buscamos financiarnos de cualquier modo, como lo están haciendo algunas ONG multinacionales, que han visto en el mercado de carbono una forma de adquirir mucho dinero. Han entrado en el orden del capitalismo”, afirmó.

Mientras, Klein destacó los “éxitos” de las últimas dos semanas.

“El mundo rico ya no puede argüir no saber lo que implica dejar de actuar. Las voces del Sur, el costo de millones de vidas, la desaparición de países y culturas… todo eso ha aterrizado en la agenda”, indicó.

Cambiando el sistema
“Cambiemos el sistema, no el clima”, es el título de la declaración final del Klimaforum, firmada por unas 360 organizaciones de todo el mundo.

Preparado desde hace meses y discutido durante la semana pasada en la capital danesa, el documento de seis puntos plantea que “hay soluciones a la crisis del clima”.

“Lo que necesitan los pueblos y el planeta es una transición justa y sostenible de nuestras sociedades a un modelo que garantice el derecho a la vida y la dignidad de todas las personas, y entregue un planeta más fértil y vidas más plenas a las generaciones presentes y futuras”, señala.

Los firmantes llamaron a los gobiernos a abandonar los combustibles fósiles en los próximos 30 años, con metas específicas para cada período quinquenal.

También exigieron una reducción inmediata de las emisiones de gases de efecto invernadero de los países industrializados de 40 por ciento respecto de 1990 para 2020, así como el reconocimiento y pago de la deuda generada por el consumo excesivo del espacio atmosférico y los efectos sobre las poblaciones afectadas.

El texto rechaza las “falsas y peligrosas soluciones orientadas al mercado”, como la energía nuclear, los agrocombustibles, la captura y almacenamiento de carbono, los Mecanismos de Desarrollo Limpio, el carbón vegetal, los transgénicos denominados “climate ready” y la iniciativa REDD (Reducción de Emisiones de Carbono causadas por la Deforestación y la Degradación de los Bosques).

Las “soluciones reales” estarían basadas en el “uso seguro, limpio, renovable y sostenible de los recursos naturales, y la transición a la soberanía alimentaria, energética, sobre la tierra y las aguas”.

También propusieron un impuesto equitativo a las emisiones de dióxido de carbono, en lugar del régimen de cuotas comerciables, y el reemplazo de los organismos financieros multilaterales, como el Banco Mundial y el Fondo Monetario Internacional, por instituciones “equitativas y democráticas”.

Asimismo, buscan la creación de un mecanismo que controlelas operaciones de las empresas trasnacionales.

“Independientemente de los resultados de la Cumbre de Copenhague sobre el Cambio Climático, hay una necesidad urgente de construir un movimiento mundial de movimientos que trabajen a largo plazo a favor de una transición sostenible para nuestras sociedades”, concluyeron.

Fonte: IPS

Imagem: IPS news

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“De tanto postergar o essencial em nome da urgência, termina-se por esquecer a urgência do essencial.” Hadj Garm'Orin

Apresentação

O Centro de Estudos Ambientais (CEA) é a primeira ONG ecológica da região sul, constituída em Rio Grande/RS/Brasil, em julho de 1983.

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