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Mapa elaborado pelo Professor Maurício Polidori, da UFPel.

17 de dezembro foi decretado como dia do Bioma Pampa, em 2007, pelo Presidente da República. Uma homenagem ao nascimento de José Lutzenberger que em 2012 completaria 86 anos.

Abaixo uma pequena mostragem de parte da área proposta para ser transformada na APA das Lagoas, elaborada pelo CEA, ONG Grupo Especial de Estudos e Proteção do Ambiente Aquático (GEEPAA),, com apoio de outras instituições e pessoas.

Capão Seco, Rio Grande/RS. Foto: Antonio Soler/CEA

Zonas Úmidas na Laguna dos Patos, Rio Grande/RS. Foto: Cintia Barenho/CEA

Capão Seco, Rio Grande/RS. Foto: Antonio Soler/CEA

Leia mais sobre o Pampa AQUI

Marco Gottinari: Lançamento do CD Tudo uma Canção

Marco Gottinari: violão, flautas e violinos. Foto: Cíntia Barenho/CEA

 “Um milagre somente acontece

Depois que a mente pede, logo esquece

Deita tudo na mão do destino

Somos homens, anjos, seres divinos

….Quero ver um sorriso na boca do povo…”

por Cíntia Barenho

Na última quarta-feira, 24/10, aconteceu em Porto Alegre o lançamento do disco “Tudo uma Canção”de Marco Gottinari.

Na plateia muitos pelotenses, portoalegrenses, mas especialmente pessoas que já conviveram  e admiram a família musical e ecológica dos Gottinarri, que vivem no Templo das Águas na Colônia Maciel de Pelotas/RS.

No palco Gottinari, além de cantar suas belas canções com a “tipo banda” (como ele mesmo denomina seus parceiros musicais de palco) ele brinca e diverte o público. Nada passa despercebido às piadinhas que ele faz no palco, até mesmo com seu filho, parceiro musical, no qual disse que ainda vai gravar junto um disco tipo “pop”.

Marco Gottinari: Lançamento do CD Tudo uma Canção

Marco Gottinari e seu banquinho de taquara+violão. Foto Cíntia Barenho/CEA

No seu banquinho de taquara, desenvolvido especialmente para o show, entre uma arrumação e outra, ele conta vários causos de sua vida, de sua música.

Em determinado momento, chama seu irmão, que junto com crianças de um projeto social de Pelotas, abrilhantam ainda mais o espetáculo, com suas flautas e violinos.

“o avesso do fim renascer”

Agora o que chama atenção é o fato que a música entrou de fato na sua vida em 2004, como uma salvação à agricultura agrotóxica desenvolvida por Gottinari.

Em 2004 um incêndio em galpão da propriedade, fez com que todo seu aparato de agricultura fosse destruído. Diante de tal “tragédia” veio seu renascer. Ele nos conta, que na época, plantando tomate, eram cerca de 100 aplicações de agrotóxicos no ciclo de plantação (cerca de 3 meses).

“Eu alimentava vocês com agrotóxicos, com veneno!” Grita ele do palco.

Querendo sair daquela vida escrava dos agrotóxicos, mas endividado no Banco, aos poucos foi se reerguendo com a música. Inclusive ele problematizou que ao buscar a agricultura ecológica para trabalhar, enfrentou as dificuldades de não acesso a financiamento, já que os bancos (e públicos) financiam as lavouras envenenadas.

Como ele mesmo canta “um milagre somente acontece… depois que a mente pede…deita tudo na mão do destino”, aos poucos o Templo das Águas foi se formatando, a música foi se consolidando e hoje vivem, não com muito dinheiro, mas com a dignidade necessária.

“Depois que as cidades desaparecerem ficam os matos.”

O Templo das Águas, localiza-se a uns 37km de Pelotas. Como o próprio nome indica é local de águas abundantes, com cachoeira alimentada pelo arroio Pelotas, além de ter piscina de pedra, turbilhões e duchas naturais.

A propriedade conta com trilhas, um sistema Agro Florestal e um labirinto de bambus/taquaras. A permacultura, a agricultura ecológica orientam todo o desenvolvimento do Templo.

Há uma série de portais moldados para embelezar ainda mais.

O local também já serviu de locação para um seriado global, mas isso é o menos relevante, diante da beleza natural do local.

“Coloque a semente no barro

o barro para proteger

depois ofereça pra terra

que ela acolhe com todo o prazer”

Conheci e convivi bastante com Marco e Marta durante o desenvolvimento do projeto “Construindo a Agenda 21 de Pelotas”, desenvolvido pela SQA com recursos do FNMA/MMA, em parceria com entidades de Pelotas. Nós do CEA atuávamos na Orla da Laguna dos Patos e a Teia Ecológica na Colônia de Pelotas. Marta e Marco engajaram-se nas ações do projeto, que coincidiu com o momento de transição para a agricultura ecológica, para a permacultura.

Marco chimarreando antes do show com Dercio Marques, em Pelotas/2005. Foto: Cíntia Barenho/CEA

Depois disso, fizemos alguns projetos culturais juntos, como da vinda do violeiro Dercio Marques à Pelotas, que partiu recentemente.

Sementes boas plantadas na terra fértil de Pelotas, que atualmente amarga processos anti-ecológicos, especialmente se olharmos para a Orla da Laguna dos Patos e para o incentivo à Cultura.

“Recolhi no quintal

folhas e frutos para todo o mal

entre as mãos fiz abençoar

alecrim, gerivá, hortelã, butiá

zepelim eu quero voar”

Voltando ao show é merecido o destaque aos coquinhos distribuídos ao público, por Gottinari. Segundo ele, a base de sua alimentação e energia necessária, desde quando trabalhava como diaristas nas colheitas locais até hoje no seu dia-a-dia mais ecológico. Brincou que quando trabalhava, mesmo sendo muito franzinho, foi o  coquinho que fez ele conquistar o recorde na colheita do pêssego: “enchi um caminhão apenas num dia, só não foi mais, porque faltou caixas”.

O coquinho de gerivá (ou jerivá) remete a minha infância, muito quebrei coquinho para comer a amêndoa que havia dentro. Obviamente não me furtei em trazer num saquinho alguns para comer em casa.

Disco produzido pela Nativu Design, ilustrado com belas fotos do Templo das Águas, letras das músicas e um bambuzinho para dar um ar mais ecológico. Destaque para a licença Creative Commons, que permite cópia e compartilhamento do disco. Como bem disse Marco, quanto mais gente nos conhecer melhor!

E para finalizar, além de comprar o disco “Tudo uma canção”, recheado de canções extremamente ecológicas e muito bem produzido em Pelotas, também voltei cheia de Cavalinha e Macela. Essas ervas estavam dispostas na decoração do palco e ao final do show, gentilmente todos e todas foram convidadas a levar essas ervas santas para casa e seguir na luta ecológica, já que, como canta Marco “o sol ta mudando de cor…a terra pedindo socorro”.

Deixo aqui mais uma bela canção desse disco, Deus de Paus, produção do Rastro Selvagem

Se quiser saber mais sobre o Templo das Águas, veja no Facebook: AQUI

Veja mais fotos do show AQUI

Ieda Denise, no estande do CEA, no IV EDEA. Foto: Antonio Soler/CEA

O EDEA segue hoje (26.09.12), com o lançamento da Publicação do Código Estadual do Meio Ambiente, no estande do CEA, ao final da tarde.

A publicação do Código Estadual de Meio Ambiente, organizada pela Assembleia Legislativa do RS e impressa pela Companhia Rio-grandense de Artes Gráficas (CORAG), tem por objetivo divulgar um importante instrumento de proteção ambiental do pampa e da Mata Atlântica.

A legislação ambiental tem sido questionada sistematicamente por argumentos que advogam ser a preservação e o desenvolvimento dois objetivos antagônicos e que, por isso, o arcabouço legal e técnico existente precisa ser flexibilizado.

Tal tentativa foi extensamente debatida e contestada pelo Movimento Ecológico Gaúcho (MEG), parlamentares e pelo Centro de Apoio Operacional de Defesa do Meio Ambiente do Ministério Público/RS.

As fotos que ilustram a capa da publicação foram feitas por Cíntia Barenho e Antônio Soler.

Assim, a Comissão de Saúde e Meio Ambiente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul apresenta a publicação do Código Estadual de Meio Ambiente visando instrumentalizar processos de gestão e de educação ambiental.

Além do texto da lei, há dois artigos que reforçam a importância da legislação e do processo vivenciado de tentativa de mudança da mesma. Um dos artigos foi produzido pelo advogado ambientalista e pioneiro no Direito Ambiental no RS, Antônio Soler, do Centro de Estudos Ambientais (CEA), entidade filiada à Assembléia Permanente de Entidades em Defesa do Meio Ambiente do RS (APEDeMA/RS). Já o outro foi elaborado pelo Promotor de Justiça, Júlio Almeida, ex-coordenador do Centro de Apoio Operacional de Defesa do Meio Ambiente – CAOMA MP/RS.

“De forma inequívoca, o DA devidamente articulado com a EA, num ambiente de democracia crescente, onde a transparência é um dos seus sustentáculos, são instrumentos adequados e potentes para o enfrentamento da crise, ainda que, importante destacar, não sejam suficientes.” Antonio Soler (CEA)

Mesa de debates do IV EDEA, em 25.09.12: Rio+20. Da esquerda para direita: Antônio Soler (CEA); Sirio Velasco (FURG); José Vicente (MEC) e Caio Floriano (PPGEA). Foto Ieda Denise/CEA

Veja a programação do EDEA aqui: http://cpeasul.blogspot.com.br/p/programacao.html

Cintia Barenho, do CEA, na Rio + 20, fazendo a conexão com o mundo… Foto: CEA

O IV Encontro e Diálogos com a Educação Ambiental (IV EDEA) começa hoje em edição conjunta do V Colóquio de Pesquisadores em Educação Ambiental da Região Sul (V CPEASul), na Universidade Federal de Rio Grande (FURG), em Rio Grande/RS.

“O evento integrado V CPEASul / IV EDEA constitui-se na perspectiva de consolidarmos o campo da Educação Ambiental como mobilizador para a construção de uma sociedade justa e sustentável, por meio da proposição de integrar diferentes olhares e vozes que compõem o polifônico coro da educação ambiental na busca de estratégias para o enfrentamento da crise socioambiental contemporânea”, informam os organizadores.

A conferência de abertura cabe a reconhecida educadora ambiental, Michele Sato, com o tema Educação Ambiental e Direitos Humanos, às 18hs.

Logo após, as 19:30h, acontece a mesa a qual tem como escopo proporcionar uma avaliação da Rio+20. Além do prof. de Direito Ambiental, Antonio Soler, que falará pelo coletivo do CEA (que esteve no Rio, em Joanesburgo e, de novo no Rio), também estão previstos Sírio Velasco (FURG), José Vicente (MMA) e Caio Santos (aluno do PPGEA/FURG).

O CEA também estará presente com um estande, onde os membros do CEA Luiz Rampazzo, Ieda Elste, Cintia Barenho, Anderson Alexis, Antonio Soler e Eugenia Dias estarão apresentando os 30 anos de luta ecológica pioneira do CEA, a serem compeltados em 2013.

Amanhã (26.09), no estande do CEA será lançada uma publicação da Assembléia Legislativa do RS sobre o Código Estadual do Meio Ambiente, organizado pela mestre em educação ambiental Cintia Barenho.

Na foto: Anderson Andrade Alexis (CEA), Fabrina Furtado, Magnólia Said, Lucia Schild Ortiz, Luis Fernando Novoa Garzon, Patricia Bonilha, Cintia Barenho (CEA), Miguel Borba de Sa e Pedro Villardi Freixo, em Luziânia, Goias. Agosto de 2012. Foto: CEA

O CEA acompanha a IX Assembléia da Rede Brasil sobre Instituições Financeiras Multilaterais, em Luziânia, no estado Goiás, no Cerrado brasileiro.

Em breve aqui no Blog do CEA mais detalhes. Por ora, uma foto.

Cintia Barenho e Luiz Rampazzo, no Ambientalistas Educadores. Foto: Antonio oler/ CEA.

Como já é sabido, todas às segundas-feiras, por volta das 9:30h, o CEA participa da programação da RadioCom (104.5 FM) de Pelotas/RS, durante o Programa Contraponto, com um comentário sobre ecologia política.

O comentário sobre as questões ambientais, locais, nacionais e internacionais e a crise ecológica, esta a cargo do ecologista Luiz Rampazzo, membro histórico do CEA.

Não deixe de ouvir o comentário do CEA, o Coletivo pela Sustentabilidade,  todas as segundas, numa parceira com a RadioCom (104.5, FM ou http://www.radiocom.org.br/), desde o inicio de suas atividades.

Marcha dos Povos 20.06.12

Marcha dos Povos durante a Cúpula dos Povos, nas ruas do Rio de Janeiro. Foto: Cíntia Barenho/CEA

por Cíntia Barenho*

A Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável – Rio+20 – consolidou resultados que saíram do nada para lugar algum, para nós povos e entidades em luta contra a mercantilização da vida. Claro que essa é uma afirmação genérica, uma vez que em resultados mercantis e para as grandes corporações houve bons avanças, apesar destas terem esperado mais.

Claro que também para a diplomacia brasileira, para ONU a Rio+20 foi um sucesso, apesar do “boi na linha” afirmado pelo secretário-geral da ONU, no qual se retratou após “puxão de orelha” do Brasil. Nesse sentido Ban Ki-moon afirmou que “o documento final da Rio+20 fornece uma base sólida para promoção do desenvolvimento sustentável”. Algo tão sólido, mas tão sólido que se desmancha no ar, reafirmaria Marx.

O que prevaleceu foi a captura corporativa do sistema ONU. Tanto que se verificarmos quais eram, especialmente, os parceiros oficiais e os fornecedores oficiais entende-se essa captura da ONU pelas corporações. Dentre as empresas destacamos: a Vale que recebeu prêmio internacional de pior corporação do mundo no Public Eye Awards, conhecido como o “Nobel” da vergonha corporativa mundial; e a Petrobrás a grande empresa pública brasileira de exploração dos combustíveis fósseis e que se acha “dona” do pré-sal e, para tanto, só tem uma visão explorá-lo e esgotá-lo sem, sequer, avaliar o que poderia se deixar para as futuras gerações (humanas e não humanas), fora que patrocina diversos projetos ambientais, para fingir uma responsabilidade socioambiental, que não encobre seus passivos ecológicos e sociais, especialmente lá no Rio de Janeiro. Importante também destacar os fornecedores oficiais como Braskem, Coca-Cola, Foz (privatização da água), Suzano papel e celulose, BMW Group, Michelin (Pneus), dentre outras.

De fato as corporações seguiram avançando sobre convenções, regimes internacionais. Por exemplo, na Rio+20 as grandes multinacionais firmaram 24 compromissos em prol do “capital natural”, vulgo mercantilização da natureza. O que significa mais de 500 bilhões de dólares em negócios. Já algumas empresas brasileiras que integram o Pacto Global das Nações Unidas anunciaram metas relacionadas à Economia Verde.

A Rio+20 ratificou o que, nós ecologistas afirmamos há muito tempo, os países industrializados não querem abdicar de sua confortável posição (e que não é para todos); os países emergentes querem alcançar os industrializados (vide o Brasil com o PAC), e os países pobres querem ser emergentes num falso juízo que tais economias são mais justas, democráticas etc e tal.

Diante disso, acorda-se um documento que em nenhum momento reconhece que vivemos num planeta limitado e em processo de esgotamento; mantém-se o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambientes sem nenhum poder de decisão, como por exemplo, é a Organização Mundial do Comércio (OMC); retirada da expressão “direitos sexuais e reprodutivos”, por pressão da Santa-Sé (mera observadora); os objetivos não foram definidos, apenas o processo de elaboração foi anunciado, onde as metas deverão estar prontas até 2013, para entrarem em vigor em 2015.

Pode-se dizer que o mais avançado foi a proposta do presidente Rafael Correa (Equador) no qual apresentou a iniciativa Yasuní-ITT proposta pelo governo evitaria a exploração de 800 milhões de barris de petróleo no Parque Nacional Yasuní. Porém a proposta está atrelada ao compromisso internacional de que o país receba o equivalente a no mínimo metade da quantia que apuraria caso explorasse a reserva.

Diante desses 40 anos de conferências da ONU, fica evidente que a crise é de implementação e não de ausência de um marco decente para mudar o modelo de desenvolvimento. A tensão política e econômica seguirá tergiversando que tal conferência não era ecológica/ambiental, mas sim de desenvolvimento sustentável, como se pudesse existir crescimento-desenvolvimento econômico ilimitado num planeta com bens limitados.

Sempre é interessante relembrar que Ecologia e Economia têm origem no grego: ecologia “oikos”, que significa casa, e “logos”, estudo; já economia é a junção do “oikos”, com “nomos” ‘gerir, administrar’.

Assim, a ONU e seus respectivos países, seguirão que há salvação para o capitalismo, dentro do próprio capitalismo. E para tanto seguira apostando num futuro privado onde são as corporações aquelas que podem “salvaguardar” a natureza seguiremos em profunda crise. Só será preciso ajustar um pouco a tal Economia Verde, uma vez que não houve consensos nessa contradição.

Na Cúpula dos Povos – por Justiça Social e Ambiental – as milhares de pessoas reunidas, reafirmaram a não confiança no processo ONU captaneado por Corporações que se aproveitam dos países e de seus governos para reforçar sua lógica privada mercantil que não visa à democracia, à solidariedade ou à mudança radical de padrões de produção e consumo.

A mobilização dos povos, através dos movimentos sociais, ecológicos, religiosos, campesinos, indígenas, sindicais, se consolidou em defesa da vida e dos bens comuns, justiça social e ambiental, contra a mercantilização da natureza e a “economia verde”. Houve avanços na consolidação da luta ecológica como de fato uma luta política e não uma luta burguesa, mas sim uma luta dos povos contra o capitalismo que tem na sua essência o antropocentrismo, o racismo, o machismo, a homofobia, a xenofobia e outras subjugações.

Ou futuro será dos povos contra a mercantilização de todas as formas de vida ou não será.

*Bióloga e Mestre em Educação Ambiental do Centro de Estudos Ambientais. Texto publicado na versão impressa do Jornalismo B

Hoje, ao ler a notícia, reproduzida pelo Governo Federal, de que um mosquito transgênico será usado no combate à dengue e que  fábrica com maior capacidade mundial de produção do mosquito da dengue estéril foi inaugurada em Juazeiro  na Bahia (Leia Mais) resolvi buscar informações sobre a autorização da CTNBio (Comissão Técnica Nacional de Biossegurança) a pesquisa e produção de tal ser transgênico. Não encontrei nada via “google” e muito menos no site da Comissão. Será que a  CTNBIo tem “regalias” frente a Lei de Acesso à Informação? Inclusive o Poder Judiciário vem cobrando tais acessos como podemos ver aqui. No entanto, ao ler o  boletim de 2010 da ASPTA, é de impressionar de como  “Os/as doutores/as da CTNBio ” não estão nem ai para o cumprimento da nossa lei de biossegurança ou muito menos com a saúde pública. É vexatório a conivência do governo federal permitindo que o Brasil, ao lado das Ilhas Cayman, figure na lista de cobaias globais do mosquito transgênico. Abaixo reproduzimos texto recente da ASPTA sobre a publicidade que os mosquitos vem ganhando, publicidade essa que só apresenta os “ganhos” da população, sem questionar o óbvio. (Cíntia Barenho, pelo CEA)

Nas asas do mosquito transgênico

Propaganda é a alma do negócio. A indústria dos transgênicos bem sabe disso e usa e abusa da velha máxima. A mais nova promessa de redenção atende pelo nome de mosquito transgênico. Uma versão geneticamente modificada do Aedes aegypti para teoricamente combater a dengue.

Antes mesmo da comprovação da eficácia do método os novos mosquitos têm povoado o noticiário nacional e internacional. Uma nova fábrica de mosquitos acabou de ser inaugurada com pompa e circunstância e prestigiada pelo ministro da saúde e pelo governador da Bahia, entre outras autoridades. A fábrica custou R$ 1,7 milhão e é operada pela Moscamed, organização social ligada ao Ministério da Agricultura e ao governo da Bahia. No meio de tamanha euforia só mesmo um estraga prazeres lembraria de perguntar sobre os potenciais riscos desses milhares de mosquitos transgênicos que desde 2011 vêm sendo soltos em bairros da cidade de Juazeiro-BA.

A técnica da dominância letal foi desenvolvida pela empresa inglesa Oxitec. Em tese, o macho modificado em laboratório cruza com as fêmeas silvestres do mosquito e transmite esterilidade às larvas, desde que na ausência de contato com o antibiótico tetraciclina.

Mas ficam algumas perguntas. Todos os mosquitos descententes do cruzamento com o macho modificado morrem? A Oxitec fala em 3% de sobrevivência. O que acontece nesses casos, considerando que as áreas dos testes são habitadas? O relatório parcial dos ensaios a campo apresentado à Comissão Técnica Nacional de Biossegurança em novembro do ano passado, ao qual a AS-PTA teve acesso, não traz essa informação. Diz apenas que “a construção do transgene é prevista para que o transgene não se fixe no meio ambiente em nenhuma hipótese”.

No laboratório são produzidos machos e fêmeas, e teoricamente só os machos são liberados no meio ambiente. Qual a chance de fêmeas modificadas serem também liberadas? Existe método de separação 100% eficaz?

Quais os efeitos ecológicos de se reduzir a população de A. aegypti, que também transmite a febre amarela? Outros vetores ocuparão seu nicho? Seria mais oportuna uma estratégia de substituir o mosquito de modo a não evitar um vazio ecológico?

Na presença do antibiótico tetraciclina as larvas transgênicas sobrevivem. Há estudos mostrando que certa quantidade do produto é encontrada em lodo e áreas úmidas nos ambientes urbanos. Essas quantidades são suficientes para não ativar o transgene que suprime as larvas? Os bairros onde o experimento está sendo feito possuem saneamento precário, informa o relatório.

Qual o efeito de supressão das larvas verificado a campo? Qual a taxa de redução da presença do mosquito? E sua relação com a incidência da doença?

A população local foi informada sobre os potenciais riscos da tecnologia ou só sobre os potenciais benefícios do projeto, divulgados em jingles e spots promocionais em rádio e TV? Foram ao menos informados que se trata de um inseto transgênico?

As 17 páginas do relatório não apresentam conclusões nem essas informações, deixando os estraga prazeres sem resposta. Enquanto isso, voam os “transgênicos alados do sertão”, como destacado hoje na capa do jornal O Globo. Mas se promessas transgênicas ganham asas, o mesmo não se pode dizer dos resultados que se colhe quando as mesmas aterrissam. Mas até lá a fanfarra estará ocupada aunciando a próxima novidade.

Fonte: ASPTA

Cintia Barenho, do CEA, já esta na Cúpula. No final de semana chegam mais “ceanos”. Foto: CEA.

Rio de Janeiro- Começa hoje (15) a Cúpula dos Povos, evento da sociedade civil paralelo à Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20. O encontro deve receber cerca de 15 mil participantes, brasileiros e estrangeiros, até o dia 23 de junho, em mais de 600 eventos espalhados pelo Aterro do Flamengo, na zona sul da cidade.

Organizado por cerca de 200 organizações da sociedade civil, como o movimento indígena, de mulheres, de negros, por religiosos e ambientalistas do mundo inteiro, a cúpula pretende denunciar “as causas da crise socioambiental”, além de se contrapor ao conceito de economia verde, defendido na conferência da ONU que reunirá chefes de Estado no Riocentro.

Em entrevista à Rádio Nacional, um dos organizadores da cúpula, Ivo Lesbaupin, disse que as soluções apresentadas pela Rio+20 “são insuficientes em relação à gravidade da situação” do planeta. “Nossa intenção é fazer uma análise crítica das falsas soluções, como a economia verde, e apresentar caminhos para enfrentar a crise ambiental que vivemos”, explicou.

Com o tema Na Rio+20 por Justiça Social e Ambiental, serão promovidos nos próximos dias debates, assembleias, shows e manifestações. Entre as mais importantes está o protesto na Vila Autódromo – comunidade ameaçada pelas obras dos Jogos Olímpicos, em Jacarepaguá, na zona oeste – que ocorrerá dia 20, paralelamente à abertura do encontro de cúpula da conferência.

Experiências bem-sucedidas nas áreas de agroecologia e energia renovável serão apresentadas em minicursos durante o evento. Passeios a empreendimentos considerados tóxicos na Baixada Fluminense estão sendo divulgados. Um Fórum de Mídia Livre vai debater políticas de comunicação, entre outros temas, e uma rádio na internet vai amplificar as declarações dos participantes.

Durante assembleia, no último dia, será feito um balanço das atividades e das ações desde a Cúpula da Terra, realizada há 20 anos na Rio92, além de traçar um agenda de lutas e campanhas.

Fonte: http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2012-06-15/cupula-dos-povos-sera-aberta-hoje-no-aterro-do-flamengo

Fórum Global, Aterro do Flamento, 1992. Foto: Antonio Soler/CEA

O Centro de Estudos Ambientais (CEA), a primeira ONG ecológica da região sul do RS, com atuação prioritária e ininterrupta em Rio Grande e Pelotas, esta chegando hoje no Rio de Janeiro para acompanhar a Rio + 20, a quarta Conferência da ONU sobre meio ambiente e desenvolvimento e para a Cúpula dos Povos: por justiça social e ambiental, evento paralelo organizado pela sociedade civil, o qual pretende que a pauta socioambiental seja discutida e ouvida, não só pela ONU, mas para todo o planeta.

O CEA esteve no Rio de janeiro, lá em 1992, acompanhado a popular Eco 92 e o Fórum Global, notadamente em atividades de Direito e Educação Ambiental, representado por Renata Schlee e Antonio Soler. Posteriormente, o CEA esteve em todos os grandes eventos da ONU conexos a Eco 92. Como a Rio + 5, que também aconteceu na capital carioca, com a presença de Alexandre Melo. Em Johanesburgo, em 2002 não foi diferente. Na chamada Rio + 10, na África do Sul, Cimara Correa Machado representou o CEA.

Dessas experiências, muito o CEA aplicou em elaboração de leis e ações e projetos de Educação Ambiental, especialmente em Rio Grande e em Pelotas, nos seus quase 29 anos (o CEA faz aniversario em 18 de julho) de luta ecológica. É o caso das leis de reestruturação e posterior funcionamento do COMDEMA, em Rio Grande e do COMPAM, em Pelotas.

E agora chega a hora de acompanhar mais uma vez um evento da ONU que tratar da questão ambiental e seus eventos paralelos.

Cintia Barenho, já esta no Rio de Janeiro e juntamente com os demais membros que se juntarão a delegação do CEA (Anderson Alexis, Aline Menezes, Antonio Soler e Eugênia Dias), acompanharão os debates e as negociações, porém com uma expectativa bem diferente de 20 anos atrás. O cenário é de sobreposição da economia sobre a ecologia, com brutal retrocesso e flexibilização ambiental, o que compromete a evolução para um caminho que reverta a degradação ambiental e injustiça social planetária, como se pretendia na Eco 92.

Acompanhe, aqui no Blog do CEA, a Rio + 20 e a Cúpula dos Povos.

Dia da Biodiversidade. Foto Cíntia Barenho/CEA

Cintia Barenho, do CEA, juntamente com Francisco Milanez, da AGAPAN, participam do primeira edição do Ciclo de Debates 2012, promovido pela Asscoiaççao Brasileira de Engenharia Sanitaria e Ambiental (ABES), amanhã, 18.04, em Porto Algre.

Show The Wall, de Roger Waters, em Porto Alegre, abril de 2012. Fotos:Cintia Barenho/CEA

A passagem de Roger Waters, a “alma” do Pink Floyd, pelo Brasil evidenciou o seu conhecimento e engajamento às lutas sociais e ambientais/ecológicas da sociedade brasielira. As críticas da ONGs ambientalistas/ecologistas quanto à flexibilização do Código Florestal estavam presentes –  “O novo código florestal vai matar o Brasil – no tradicional porco gigante, que é jogado na platéia. Sua crítica aos diferentes “ismos” impostos como “verdades” também estava expressa na frase – “Brasil é um país laico”. O debate da laicidade do Estado está em evidência no RS, uma vez que os movimentos sociais locais, especialmente feministas e LGBT,  conquistaram junto ao Conselho da Magistratura do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS) a retirada dos símbolos religiosos das dependências da Justiça gaúcha. Inclusive nós, do CEA, aderimos à Carta do RS pelos Direitos Laicos.

Enfim, Waters tocou e cantou as clássicas The Wall, o décimo primeiro disco do rock progressivo do Pink Floyd e demonstrou seu engajamento com uma política progressista (que não é aquela do PP).

Abaixo sugerimos a música “Comfortably Numb” com David Gilmor. Vale a pena conferir nesse domingo de páscoa, seja para laicos e não laicos…

“A criança cresceu
O sonho se foi
E eu me tornei
Confortavelmente entorpecido”

Se gostas de rock progressivo e/ou queres conferir o espetáculo que é a Ópera Rock The Wall, assista abaixo a turnê realizada em  Londres/2011.

Fonte: Diário do Grande ABC e CEA

Eugênia Antunes Dias e Cintia Barenho do CEA, no VI FBEA, no RJ, em 2010. Foto: Antonio Soler/CEA

Assim, como em outras edições (Goiana/2004 e Rio de janeiro/2010), o Centro de Estudos Ambientais (CEA), a primeira ONG ecológica do sul do Rio Grande do Sul, estará presente no VII Fórum Brasileiro de Educação Ambiental (FBEA), o mais importante evento da Educação Ambiental (EA) no país. Essa edição será em Salvador (BA), de 28 e 31 de março de 2012, com o tema “Educação Ambiental: Rumo a Rio +20 e às Sociedades Sustentáveis”. O VII Fórum, também visa contribuir para avaliação e fortalecimento da Política Nacional de Educação Ambiental (PNEA).

Anderson Alexis, levará a experiência pioneira do CEA em EA no VII FBEA. Foto: Lucinda/GESP.

O FBEA reúne educadores ambientais que compõem a Rede Brasileira de Educação Ambiental (REBEA), criada em 1992, no contexto da mobilização da Rio-92, a qual tem o Tratado de Educação Ambiental para as Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global como documento de princípios e cuja construção o CEA acompanhou durante o Fórum Global, em 1992, no Rio de Janeiro,

O CEA levará para Salvador toda a sua bagagem pioneira e premiada em EA, articulada com uma ecologia política direcionada para a transformação, bem como uma avaliação crítica sobre a Rio + 20, cuja tendência é fortalecer a Economia Verde e seus Pagamentos por Serviços Ambientais (PSAs) entre outros mecanismos do chamado ambientalismo de mercado, cujo interesse principal não esta na proteção ambiental, mas sim o fortalecimento do sistema capitalista, que é antiecológico na sua essência, associada ao afastamento da sociedade civil da gestão ambiental e da flexibilização da legislação pertinente.

Entre outras atividades o CEA participará da reunião do GT de EA e Agenda 21 do FBOMS.

Acompanhe o Blog do CEA para outras novidades e informações sobre o II FBEA, em Salvador.

Conheça a REBEA

Leia mais AQUI

por Cíntia Barenho

Primeiramente é importante reforçar que existem muitos pontos em comum entre as estratégias e discursos de dominação da natureza, dos territórios e dos corpos das mulheres. Igualmente existe um paralelo entre a exploração da natureza e do tempo das mulheres: parecem fontes inesgotáveis e flexíveis e são usados como variável que pode ser ajustada fácil e continuamente, garantindo lucro do mercado e sustentabilidade da vida às custas do sobretrabalho das mulheres e da apropriação privada dos bens comuns!

Diante disso que gostaria de colocar os argumentos que nós da Marcha Mundial das Mulheres e do CEA defendemos em relação à água pública, reforçando que o acesso à água potável e ao saneamento básico é um direito humano (não humano) essencial como declarado pela ONU em 2010.

Em 2010 nós também marchamos contra a privatização da natureza e dos bens comuns.    Para nós acesso universal à água potável e ao saneamento básico, assim como aos serviços públicos de qualidade (saúde, educação, transporte coletivo) devem ser assegurados pelo Estado, que deve atuar como garantidor dos direitos e necessidades básicas. Também discutimos questões sobre o hidronegócio, seja através do modelo energético brasileiro dominado por hidrelétricas, pela expansão da monocultura irrigada, mineração e siderurgia, e até mesmo com as grandes obras de infra-estrutura, como a transposição do São Francisco.

É importante estarmos atentas que o processo de privatização não algo de agora e muito menos uma maligna ideia de algum prefeito (apesar de…bom..) desde o final do século água passou a ser considerada pelas agências internacionais (como FMI-OMC) como tema central para as negociações nas arenas econômicas. Mas para isso inicialmente começaram a difundir a ideia de “crise mundial da água”, fixar metas de garantia de “água para todos”, assim abriu-se caminho para a privatização.

Em escala global os bens naturais passam a ser vistos como estoques, mercados de commodities ou de futuro, a serem regulados diretamente pelos conglomerados transnacionais. Isso estão fazendo não só com água, mas já estão loteando o ar, com os tais créditos de carbono.    

Assim os interesses do mercado tem pressionado os países a construir novo marco regulatório liberando o comercio de serviços públicos em geral. O que está em jogo é o domínio dos serviços de água, impulsionado por uma lógica que vê a água como mercadoria submetida à regulação do mercado, e por isso também é ambíguo o entendimento de que não é a água que está em discussão, mas os serviços.

No Brasil já vivemos amargos anos em que a política pública era da privatização. Sarney, Collor e o advento com o FHC. Muito foi privatizado e vendido a preço de “banana”, ou melhor, entregue quase de graça a iniciativa privada. Importante destacar que na América Latina houve fracasso nos processos de privatização da água, evidenciando o fracasso das políticas neoliberais no continente. Vide o caso de Cochabamba/Bolivia (2000), no episódio conhecido por “Guerra da água” (2000) onde a empresa Bechtel Corporation ( EUA) comprou a concessão por 40 anos e até as águas das chuvas estavam privatizadas.

No entanto, atualmente mesmo que a presidenta Dilma afirme que o Brasil já está vacinado ao neoliberalismo, os processos privatizações seguem, como podemos ver aqui em Santa Cruz do Sul e em outros municípios do RS. Claro que cabe lembrar que nossos últimos governos estaduais havia claro alinhamento com as políticas neoliberais.

O argumento básico é sempre o mesmo: Privatiza-se para pagar dívidas, melhor atender a demanda, aumentar a eficiência e a qualidade já que a empresa estatal não dá conta de fazê-lo;

Privatizar ou desregulamentar a água significa amortecer as nervuras sociais de uma coletividade, significa minar a capacidade de planejar as políticas públicas com foco na universalidade de direitos e no controle social.

Violação do nosso direito à autodeterminação, direito de decidir que país e mundo queremos. E mais, tais processos visam acabar com os vínculos entre as pessoas, e entre elas e seu espaço, em função de vínculos individuais e monetários com empresas concessionárias. Combatem o usufruto coletivo da água, justificando como “fator de desperdício”. Colonizam a vida cotidiana impondo o que consideram padrões “adequados” de clientilização e de “consumo racional”.

Me preparando pro nosso debate busquei subsídios na privatização das águas de  Manaus, sob domínio da empresa Suez (monopólio transnacional francês da água, eletricidade e gás natural) que impõe, desde 2000, tarifas muito superiores às cobradas em Roma, que possui infinitamente menos corpos d’água, que a capital amazonense.

Para a Suez, foi um excelente negócio: pagou 193 milhões de reais, por um serviço com valor contábil estimado em 480 milhões, por 45 anos de concessão.

Claro que por lá, a agência reguladora estatal abandonou sua responsabilidade pública e passou a não fiscalizar a concessão.

Em Manaus há um péssimo serviço prestado pela empresa, inclusive recentemente a empresa, para evitar eventuais problemas em relação à qualidade do serviço, propôs a divisão da cidade de Manaus em duas áreas: a área “consolidada”, onde a água distribuída será potável e a área de “expansão” (isto é, boa parte da periferia) onde o respeito pelas normas de potabilidade não poderá ser garantido. Ou seja: uma espécie de apartheid social da água.
    
Mas quais são os impactos para nós mulheres? Por que nós mulheres devemos estar unidas contra a privatização da água?
A privatização das águas de Manaus, região onde há concentração de quase 70% da água doce na América do Sul, evidencia o impacto sobre a vida cotidiana das mulheres:

  • a gestão da vida cotidiana ainda é papel predominantemente feminino. O trabalho não pago exercido pelas mulheres na esfera do cuidado, no âmbito doméstico, delimitam sua inserção nas atividades do mercado. Para se ter uma ideia, se o trabalho doméstico fosse contabilizado significaria 12,7% do PIB brasileiro, algo próximo ao produzido pela agricultura. Mas para o sistema capitalista mais vantagem há em manter-se invisível o trabalho das mulheres, apropriando-se do trabalho como externalidade;
  • a privatização afeta as mulheres tanto no âmbito produtivo como no reprodutivo;
  • é predominante às mulheres o trabalho de carregar água para dentro de casa e fazer a gestão cotidiana da escassez, geralmente em penosas condições que sobrecarregam o trabalho doméstico. São as mulheres que sacrificam seu tempo de trabalho remunerado, seu estudo ou simplesmente seu momento de lazer;
  • a gestão cotidiana da água impede muitas mulheres de terem uma vida regular de trabalho. As mulheres cobram que a Suez deveria indenizá-las pelo tempo perdido;
  • a privatização dos serviços de distribuição de água agravam as situações de pobreza, consequentemente são as mulheres as maiores vítimas já que 70% dos pobres do mundo são mulheres;
  • se as mulheres são as mais pobres, consequentemente tem dificuldade em pagar as contas domiciliares, assim a água se transforma em um bem impossível de ser usado.as políticas de ajuste estrutural, de Estado mínimo, não só penalizam as mulheres como também aprofundam as desigualdades de gênero;
  • Ou seja, não há neutralidade e não há equidade de gênero nos processos de privatização.

Assim, cabe reforçarmos a luta em defesa de água pública através da aprovação da PEC da Água (206/2011) que tramita na Assembleia Legislativa e tensionar para que haja um projeto de lei nacional. Que haja projetos de Saneamento para a cidadania, não para o retorno financeiro. O direito à água facilita o trabalho cotidiano das mulheres, permitindo inclusive avanços nos processos de equidade de gênero. Sendo assim que nossa luta seja pela água como direito à vida, à equidade e ao desenvolvimento, e não como uma mercadoria.

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O Centro de Estudos Ambientais (CEA) é a primeira ONG ecológica da região sul, constituída em Rio Grande/RS/Brasil, em julho de 1983.

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