Não seria nenhum despautério, após essa retratação do cético Richard Muller, os ecologistas/ambientalistas, especialmente os não antropocêntricos e simpáticos a ecologia profunda, poderiam dizer, sem nenhuma prepotência, ainda que seja uma inútil mas verdadeira frase: “eu bem que te avisei!!”

Quantos”céticos” ou aproveitadores de céticos climáticos ou ecológicos andam por ai, sem a mesma capacidade científica e muito menos sem a vontade de “dar o braço a torcer”? Claro, nesse grupo estão os que se beneficiam com a crise ecológica (degradação ambiental e injustiças sociais), sem dar a mínima para as vida humana e não humana.

Apesar de assistir razão aos movimentos ecológico/ambiental, esta é, vai de regra, reconhecida quase sempre tardiamente, quando o dano ambiental já se apresenta consumado ou de complexa e difícil reversão. Assim, mesmo que sirva para recuperar a moral e e dar crédito as suas avaliações sobre a crise ecológica, no que tange a superar e/ou enfrentar esta última, na maioria das vezes, pouco ou nada adiante, uma vez que a reversão das diversas formas de degradação ambiental planetária é uma tarefa caríssima, cuja possibilidade técnica e ecológica é baixa ou inexistente.

Ou seja, de nada adianta os ecologistas/ambientalistas terem razão nas suas análises “catastróficas” se a crise ecológica avança e se trona cada vez mais irreversível.

Claro que isso não quer dizer que tudo que é falado ou defendido pelos ecologistas/ambientalista é certo, verdadeiro ou incriticável. Claro que não!! Mas ao mesmo tempo serve para refletir se o rechaço hegemônico de suas teses, como hoje é feito pela elite dominante, pela mídia e pelos governos em geral merece crédito.

Depois não digam que não foram avisados!!

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