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Para começar nosso “Especial CEA em Cuba”, iniciamos com um pouco da música cubana, a música engajada na luta ecológica, na Educação Popular dos Cubanos e Cubanas em la Red. O grupo trabalha desenvolvendo a educação popular ambiental através da música nas comunidades.

Apresentamos aqui o  videoclip institucional para Cubanos en la Red y el Movimiento Agroecológico Latinoamericano:

por Cíntia Barenho

O cenário estava montado para que o agronegócio, empresas de agrotóxicos, deputados da bancada ruralistas “deitaram e rolarem” mostrando falsos argumentos sobre a necessidade de flexibilizar a lei dos agrotóxicos gaúcha. O tema: audiência pública que debaterá a Lei n.º 7.747, de 22 de dezembro de 1982, que dispõe sobre o controle de agrotóxicos e outros biocidas a nível estadual, e dá outras providências.

Mas o dia Internacional de luta contra o uso de Agrotóxicos, 3 de dezembro, trouxe o inconveniente de debater e mostrar o contraditório daqueles que querem e lutam por um RS livre de Agrotóxicos.

A mobilização da sociedade, mais uma vez, foi imprescindível para evidenciar que não vamos deixar os deputados e o agronegócio seguir nos envenenando, com a desculpa de que a não liberação de determinados agrotóxicos no RS, por conta da nossa lei, esteja emperrando o dito desenvolvimento.

O debate que iniciou com a presença, de pelo menos, seis deputados da Comissão de Agricultura, Pecuária e Cooperativismo da Assembleia Legislativa do Estado do RS, encerrou com apenas 2: deputado Ernani Polo (PP), presidente da Comissão; e Adão Vilaverde (PT), membro da mesma. Os demais, podem ter sentido o tom que audiência pública tomou e foram debandando aos poucos.

No debate, conseguimos garantir, pelo menos uma entidade a apresentar o contraditório, numa mesa quase que tomada pelos apoiadores dos agrotóxicos. Ana Valls, da Agapan, além de ressaltar o vanguardismo da nossa legislação (base para a lei federal) lembrou da triste frequência em instituir semanas de diferentes tipos de câncer, como o câncer de próstata e o de mama. Além de lembrar que ao mesmo tempo que discute-se a flexibilização da legislação, o orçamento da saúde está sendo votado e as relações diretas entre agrotóxicos e câncer são “ignoradas” (ao final post mais detalhes).

Também estavam conosco, ou melhor, com a coletividade (humana e não humana) o diretor-presidente da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), Carlos Fernando, no qual se posicionou contrário a qualquer flexibilização da lei estadual e mais, afirmou a necessidade de encaminhar resolução ao Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente) expandindo a legislação do RS para o restante do Brasil.

A fala mais trágica foi a do representante da Andef – Associação Nacional de Defesa Vegetal – entidade preconceituosa frente aos vegetais, já que defende aqueles em que o uso dos agrotóxicos possam gerar lucro, trazer acumulação de capital. Para ele é óbvio que o eles atuam com remédio, ou seja, o veneno colocado deixa a plantinha “saudável”. Por isso, somos um país campeão no consumo de agrotóxicos de forma consciente #sóquenão, como dizem aqui na internet.

Em suma, que consigo me lembrar (não anotei) são contrárias a mudança da lei a Fepam, Emater, CAOMA/MP-RS, Delegacia RS MDA, Deputado Adão Villaverde, entidades ecológicas da sociedade civil, cidadãos e cidadãs que se manifestaram com vaias e questionamento às barbaridades faladas por poucos.

Cabe destacar parte da fala brilhante do engenheiro agrônomo/florestal, Sebastião Pinheiro, exímio pesquisador sobre os agrotóxicos, um incansável lutador da agroecologia. Ele lembrou que em 1989, quando da discussão da construção da lei federal sobre agrotóxicos, foi convidado pelo governo para grupo de trabalho. Disse que estava lá pois não tinha medo de sentar com as grandes empresas de veneno para discutir. O seu medo era que a discussão desse setor se desse apenas, atrás das cortinas/biombos sem encarar de frente a sociedade…

Como nós da coletividade não queremos veneno na mesa, na lavoura, nas águas, em todas a natureza seguiremos encarando de frente. 2012 vencemos essa pequena grande batalha.

Agora é comemorar 30 anos da lei dos agrotóxicos (22/12) e mais, celebrar a vida dedicada a agricultura ecológica de Ana Primavesi, que possivelmente será homenageada pelo governador Tarso Genro no dia 20/12/2012.

Se querem te envenar, nós que não vamos deixar, tchê!!

Se quiser ler mais: Lei gaúcha que restringe entrada de agrotóxicos é tema de audiência na Assembleia

Confira o vídeo-reportagem sobre o debate realizado no 1º Seminário Agrotóxicos e Câncer, em novembro no Instituto Nacional do Câncer (Inca), no Rio de Janeiro. O vídeo traz alguns momentos e reflexões do Seminário, que discute a relação entre agroquímicos e carcinogênese. (Fonte: MST)

Electrotango Rural Caxiense, filmado em São Francisco de Paula

Saiba mais sobre o Projeto CComa Aqui

Marco Gottinari: Lançamento do CD Tudo uma Canção

Marco Gottinari: violão, flautas e violinos. Foto: Cíntia Barenho/CEA

 “Um milagre somente acontece

Depois que a mente pede, logo esquece

Deita tudo na mão do destino

Somos homens, anjos, seres divinos

….Quero ver um sorriso na boca do povo…”

por Cíntia Barenho

Na última quarta-feira, 24/10, aconteceu em Porto Alegre o lançamento do disco “Tudo uma Canção”de Marco Gottinari.

Na plateia muitos pelotenses, portoalegrenses, mas especialmente pessoas que já conviveram  e admiram a família musical e ecológica dos Gottinarri, que vivem no Templo das Águas na Colônia Maciel de Pelotas/RS.

No palco Gottinari, além de cantar suas belas canções com a “tipo banda” (como ele mesmo denomina seus parceiros musicais de palco) ele brinca e diverte o público. Nada passa despercebido às piadinhas que ele faz no palco, até mesmo com seu filho, parceiro musical, no qual disse que ainda vai gravar junto um disco tipo “pop”.

Marco Gottinari: Lançamento do CD Tudo uma Canção

Marco Gottinari e seu banquinho de taquara+violão. Foto Cíntia Barenho/CEA

No seu banquinho de taquara, desenvolvido especialmente para o show, entre uma arrumação e outra, ele conta vários causos de sua vida, de sua música.

Em determinado momento, chama seu irmão, que junto com crianças de um projeto social de Pelotas, abrilhantam ainda mais o espetáculo, com suas flautas e violinos.

“o avesso do fim renascer”

Agora o que chama atenção é o fato que a música entrou de fato na sua vida em 2004, como uma salvação à agricultura agrotóxica desenvolvida por Gottinari.

Em 2004 um incêndio em galpão da propriedade, fez com que todo seu aparato de agricultura fosse destruído. Diante de tal “tragédia” veio seu renascer. Ele nos conta, que na época, plantando tomate, eram cerca de 100 aplicações de agrotóxicos no ciclo de plantação (cerca de 3 meses).

“Eu alimentava vocês com agrotóxicos, com veneno!” Grita ele do palco.

Querendo sair daquela vida escrava dos agrotóxicos, mas endividado no Banco, aos poucos foi se reerguendo com a música. Inclusive ele problematizou que ao buscar a agricultura ecológica para trabalhar, enfrentou as dificuldades de não acesso a financiamento, já que os bancos (e públicos) financiam as lavouras envenenadas.

Como ele mesmo canta “um milagre somente acontece… depois que a mente pede…deita tudo na mão do destino”, aos poucos o Templo das Águas foi se formatando, a música foi se consolidando e hoje vivem, não com muito dinheiro, mas com a dignidade necessária.

“Depois que as cidades desaparecerem ficam os matos.”

O Templo das Águas, localiza-se a uns 37km de Pelotas. Como o próprio nome indica é local de águas abundantes, com cachoeira alimentada pelo arroio Pelotas, além de ter piscina de pedra, turbilhões e duchas naturais.

A propriedade conta com trilhas, um sistema Agro Florestal e um labirinto de bambus/taquaras. A permacultura, a agricultura ecológica orientam todo o desenvolvimento do Templo.

Há uma série de portais moldados para embelezar ainda mais.

O local também já serviu de locação para um seriado global, mas isso é o menos relevante, diante da beleza natural do local.

“Coloque a semente no barro

o barro para proteger

depois ofereça pra terra

que ela acolhe com todo o prazer”

Conheci e convivi bastante com Marco e Marta durante o desenvolvimento do projeto “Construindo a Agenda 21 de Pelotas”, desenvolvido pela SQA com recursos do FNMA/MMA, em parceria com entidades de Pelotas. Nós do CEA atuávamos na Orla da Laguna dos Patos e a Teia Ecológica na Colônia de Pelotas. Marta e Marco engajaram-se nas ações do projeto, que coincidiu com o momento de transição para a agricultura ecológica, para a permacultura.

Marco chimarreando antes do show com Dercio Marques, em Pelotas/2005. Foto: Cíntia Barenho/CEA

Depois disso, fizemos alguns projetos culturais juntos, como da vinda do violeiro Dercio Marques à Pelotas, que partiu recentemente.

Sementes boas plantadas na terra fértil de Pelotas, que atualmente amarga processos anti-ecológicos, especialmente se olharmos para a Orla da Laguna dos Patos e para o incentivo à Cultura.

“Recolhi no quintal

folhas e frutos para todo o mal

entre as mãos fiz abençoar

alecrim, gerivá, hortelã, butiá

zepelim eu quero voar”

Voltando ao show é merecido o destaque aos coquinhos distribuídos ao público, por Gottinari. Segundo ele, a base de sua alimentação e energia necessária, desde quando trabalhava como diaristas nas colheitas locais até hoje no seu dia-a-dia mais ecológico. Brincou que quando trabalhava, mesmo sendo muito franzinho, foi o  coquinho que fez ele conquistar o recorde na colheita do pêssego: “enchi um caminhão apenas num dia, só não foi mais, porque faltou caixas”.

O coquinho de gerivá (ou jerivá) remete a minha infância, muito quebrei coquinho para comer a amêndoa que havia dentro. Obviamente não me furtei em trazer num saquinho alguns para comer em casa.

Disco produzido pela Nativu Design, ilustrado com belas fotos do Templo das Águas, letras das músicas e um bambuzinho para dar um ar mais ecológico. Destaque para a licença Creative Commons, que permite cópia e compartilhamento do disco. Como bem disse Marco, quanto mais gente nos conhecer melhor!

E para finalizar, além de comprar o disco “Tudo uma canção”, recheado de canções extremamente ecológicas e muito bem produzido em Pelotas, também voltei cheia de Cavalinha e Macela. Essas ervas estavam dispostas na decoração do palco e ao final do show, gentilmente todos e todas foram convidadas a levar essas ervas santas para casa e seguir na luta ecológica, já que, como canta Marco “o sol ta mudando de cor…a terra pedindo socorro”.

Deixo aqui mais uma bela canção desse disco, Deus de Paus, produção do Rastro Selvagem

Se quiser saber mais sobre o Templo das Águas, veja no Facebook: AQUI

Veja mais fotos do show AQUI

Atualizado: Do alimento com agrotóxico ao sorriso na boca do povo: a música de Gottinari

Ontem aconteceu , em Porto Alegre, o show de Marco Gottinari com o lançamento do seu disco “Tudo uma Canção”. Estamos preparando um post, mas enquanto o mesmo não vem, fica a boa música que é a Caminhos…

ATUALIZADO

por Cíntia Barenho

The Power of Community: How Cuba Survived Peak Oil PosterThe Power of Community: How Cuba Survived Peak Oil é um documentário que aborda como Cuba “sobreviveu”, ou melhor, precisou se adaptar radicalmente quando a União Soviética (União das Repúblicas Socialistas Soviéticas-URSS) dissolveu-se. Assim, todos os subsídios, especialmente petrolíferos foram cortados, fazendo com que toda a agricultura cubana, até então petróleo e química-dependente (como a grande parte da nossa agricultura-agronegócio), tivesse que se modificar radicalmente sob a pena de não dar conta de alimentar sua população. Abordando a agricultura ecológica, a agricultura urbana, tal documentário se desenrola, fazendo uma grande crítica ao consumo e  dependência do petróleo.

Tal questão é pouco conhecida e debatida pelas bandas de cá. Inclusive, dias atrás, lendo o relato de uma estudante brasileira que participou das brigadas em Cuba, me pareceu que para a sociedade cubana a questão da agricultura não mais petro-dependente está tão introjetada, que não parece nenhuma novidade discutir tais questões com os estrangeiros que lá visitam.

A agricultura em grande escala, mecanizada e monocultural é totalmente petro-dependente e consumidora de insumos químicos, sejam estes fertilizantes/adubos (também derivados do petróleo) e agrotóxicos.

Claro que o bloqueio econômico, imposto à Cuba pelos Estados Unidos trás uma série de implicações  e sanções para a população e o desenvolvimento local. No entanto, ouso dizer que por conta do pouco acesso ao petróleo, em parte sanado pelo solidariedade bolivariana da Venezuela, a agricultura cubana tem avanços importantíssimo visando uma sociedade para além do petróleo, para além da dependência desse ouro negro que degrada a natureza e explora as sociedades.

Alguns males, podem até vir para bem…veja o documentário e faça suas próprias conclusões.

Na versão HQ

Na versão desenho animado

Leia também: Porto Alegre: Movimento em Defesa Pública da Alegria lança nota de protesto

Fonte: ColetivoCatarse

Pau-brasil (detalhe)

Pau-brasil (detalhe). Foto de Antonio Carlos Castejón

por Cíntia Barenho 

Vi recentemente um excelente documentário sobre a árvore da música: o Pau-Brasil. Essa árvore brasileira expropiada e expoliada do Bioma Mata Atlântica do Brasil, desde nossa colonização por Portugal. Além de símbolo de nossa nação, a árvore é por sua excelência o único tipo de madeira utilizada para fazer os arcos utilizados para tocar violinos, violaocelos…

O Pau-Brasil (Caesalpinia echinata) é uma árvore da Mata Atlântica, bioma brasileiro que só possui cerca de 8% de sua formação original (Atlas da Mata Atlântica). Assim como a Mata Atlântica corre risco de desaparecer, ainda mais com a atual mudança Código Florestal, também o Pau-Brasil está seriamente ameaçado. O mesmo encontra-se desde 1992 listado na Convenção sobre o Comércio Internacional de Espécies da Flora e Fauna Selvagens em Perigo de Extinção – CITES . Pouco conhecido, a CITES \regulamenta a exportação, importação e reexportação de animais e plantas, suas partes e derivados, através de um sistema de emissão de licenças e certificados que são expedidos quando se cumprem determinados requisitos. Um dos requisitos para expedição de licenças é se determinado tipo de comércio prejudicará ou não a sobrevivência da espécie. No caso do Pau-Brasil, o mesmo está listado na Portaria 37/92, na categoria de ameaçada, e sua exploração deve estar de acordo com o que determina a Resolução Conama nº 278/2001 e Resolução Conama nº 317/2002. Como ainda não foram estabelecidos critérios técnicos, cientificamente embasados, sua exploração está proibida e, em conseqüência, a exportação também.

Assim como o Pau-Brasil segue correndo risco de extinção, cada vez mais corre tal risco a profissão de Archeteiro. A Archeteria é a arte de fabricação artesanal de arcoshospedagem grátis de sites, profissão e condição indispensável para apreciarmos uma boa música advinda de um instrumento de cordas que utiliza arco.

O documentário evidencia a relação intrínseca entre natureza-arte-música, no qual muitos negam, inclusive advogando contra e mudando leis de preservação e conservação florestal. Sem pau-brasil não há arcos com a qualidade necessária, consequentemente não haverá boa música. Nessa mundão da tecnologia, não há substituto para a nossa árvore símbolo.  Em tempo de mudança do código florestal, segue mais um vídeo aliado da luta ecológica, inclusive fazendo com que archeteiros do mundo inteiro mobilizem-se para preservar também sua espécie…um pouco antropocêntrico, mas necessário.

Abaixo apresentamos o trailer do documentário, visto na tv a cabo e não encontrado completo na internet para disponibilizarmos aqui.

Saiba mais no Blog do documentário premiado ou no site da Interface Filmes

As corporações…você sabe o que significa? O quanto estas interferem no seu dia-a-dia? O quanto estão cada vez mais intrinsicamente ligadas ao mundo da políticas públicas, das eleições municipais? O quanto estão aliadas às Nações Unidas (ONU)? O quanto causam de degradação ambiental? O que estão fazendo você comer, beber, vestir, consumir?? Veja o vídeo e faça suas próprias ideias.

Diante de tais questões, Porto Alegre, há uma efervescência popular contra as medidas corporativas tomadas pela prefeitura municipal.

intervenção urbana retrata como a cidade que já foi referência em participação popular, considerada até cidade da educação popular tem diferenciado(ou não) público e privado.

Para saber mais leia: Coca-Cola terá que sair da Bolívia antes do fim do mundo, já em Porto Alegre…

Para saber mais leia: Enquanto reproduzem-se estádios para Copa, o seu mascote corre risco de extinção

Daniel Viglietti canta en concierto homenaje a Salvador Allende . El hombre de la paz la escribió Mario Benedetti para Salvador Allende.

“para matar al hombre que era un pueblo tuvieron que quedarse sin pueblo”

…do teu silêncio nascem violetas, se abrem caminhos e crescem crianças…

A plantação de eucaliptos para a produção de celulose é uma das atividades mais agressivas para o meio-ambiente e para a sociedade. Assoreamento dos rios, dizimação das espécies nativas, concentração de terra, violência no campo, decadência da atividade pesqueira, trabalho semi-escravo, são apenas algumas das consequências desse grande negócio para exportação. Baixe em Torrent ou assista os demais AQUI
Apesar da qualidade de imagem não ser muito boa, trata-se de um dos filmes mais abrangentes sobre o assunto.

Fonte: DocVerdade

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“De tanto postergar o essencial em nome da urgência, termina-se por esquecer a urgência do essencial.” Hadj Garm'Orin

Apresentação

O Centro de Estudos Ambientais (CEA) é a primeira ONG ecológica da região sul, constituída em Rio Grande/RS/Brasil, em julho de 1983.

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