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Cartão Verde: votaram sempre pelas florestas; Cartão Amarelo: quem votou contra as florestas uma vez e depois mudou de ideia; Cartão Vermelho: em todas as oportunidades votaram contra as florestas!

Saiba quem votou contra as florestas, dos demais estados brasileiros AQUI

Não vote em quem votou contra as florestas

Já que não existe instituída uma Ficha Limpa Ecológica, ajudamos a lembrar quem votou contra as florestas e também a lembrar dos partidos e dos ditos representantes do povo, aqui no RS que:

Votaram pelas queimadas (aprovado, sancionado, mas suspensa pela justiça por ser inconstitucional): da região sul votaram pelas queimadas os deputados Catarina Paladini (PSB) e Pedro Pereira (PSDB). Já o riograndino Alexandre Lindenmeyer (PT)  e a pelotense Miriam Marroni(PT) foram nossos únicos representante da região que votaram a favor da biodiversidade.

Votaram pela tentativa de mudança da lei dos Agrotóxicos (PL 78/2012-arquivado): os deputados Edson Brum (PMDB), Marco Alba (PMDB), João Fischer (PP), Pedro Westphalen (PP), Lucas Redecker (PSDB), Heitor Schuch (PSB) e Raul Carrion (PCdoB). Os únicos deputados que votaram contra foram Edegar Pretto (PT) e Raul Pont (PT).

Queriam/querem mudar o Código Estadual de Meio Ambiente (PL 154/2009-arquivado, mas que voltou a tramitar em 2012): proposta da Comissão de Agricultura, Pecuária e Cooperativismo, na qual é composta, atualmente, pelos deputados: Ernani Polo – PP, Aloísio Classmann – PTB. Titulares: Adão Villaverde – PT, Altemir Tortelli – PT, Jeferson Fernandes – PT, Aldacir Oliboni – PT, Edson Brum – PMDB, Gerson Burmann – PDT, Alceu Barbosa – PDT, Frederico Antunes – PP, Lucas Redecker – PSDB, Heitor Schuch – PSB. Atualmente a mesma está para parecer pelo deputado Edegar Pretto (PT).

Ainda encontramos referências estimulantes e esperançosas para os MPEs e MPFs pelo Brasil a dentro perseguirem, não só pela inicitava (mérito), mas também pela forma.

Decisão vale para autorizações emitidas desde 16 de março e atende pedido do MPF; multa pelo descumprimento é de R$ 10 mil

Uma liminar concedida pelo juiz federal Alexandre Sormani, da 1ª Vara Federal de Marília (SP), obriga a Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental (Cetesb) a exigir estudo de impacto ambiental como condição para a autorização da queima controlada da palha de cana-de-açúcar na região de Marília.

A decisão atende pedido do Ministério Público Federal em ação civil pública e vale para as autorizações concedidas desde o dia 16 de março. O juiz fixou em R$ 10 mil a multa para cada autorização futura que descumpra a liminar.

Baseada em legislação estadual, a Cetesb não exige o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e o Relatório de Impacto sobre o Meio Ambiente (Rima) para a autorização de queimadas controladas da palha de cana no Estado de São Paulo, o que motivou o MPF a ingressar com ações civis públicas em várias regiões canavieiras.

De acordo com o procurador da República Jefferson Aparecido Dias, autor da ação proposta pelo MPF em Marília, a queima da palha de cana causa danos à saúde pública e à saúde dos trabalhadores, oferece riscos ao meio ambiente e degradação da atmosfera, argumentos que foram aceitos pelo juiz federal.

Na liminar, Sormani decidiu que a própria legislação estadual prevê prazo para a eliminação da queima da palha, o que evidencia “risco de significativa degradação do meio ambiente”.

O juiz reconheceu que a exigência de prévio estudo poderá gerar custos econômicos ao empreendedor, mas a necessidade de preservação ambiental e a proteção à saúde humana devem prevalecer. “Não vejo no rol hierárquico de valores constitucionais os “custos” em patamar superior à preservação ambiental e à proteção à saúde humana”, decidiu Sormani.

O juiz na decisão, sugere que os produtores podem tentar dividir custos dos estudos de impacto ambiental: “Não vejo óbice para que produtores de uma mesma região se valham de um mesmo EIA/Rima, que abranja a área de suas propriedades e as peculiaridades locais, consorciando-se nos custos”, mas adverte que os produtores “não poderão se valer de estudo destinado a outra região ou a outra realidade ambiental”.

Sormani esclareceu que a necessidade de estudos de impacto ambiental não representa nenhuma punição à atividade canavieira. “Qualquer empreendimento, público ou privado, tem que levar em conta seu contexto a proteção ambiental”, apontou.

Leia aqui a íntegra da decisão judicial na ACP nº 0000141-77.2012.403.6111

Fonte: http://noticias.pgr.mpf.gov.br/noticias/noticias-do-site/copy_of_meio-ambiente-e-patrimonio-cultural/11-04-12-2013-liminar-exige-estudo-de-impacto-ambiental-para-autorizacao-da-queima-da-palha-da-cana-na-regiao-de-marilia

Passa ano, entra ano é a história é a mesma: para que planejar a médio e longo prazo sobre a problemática da estiagem, se todos os anos é possível acessar um dinheiro “fácil” para ações emergenciais? Como nos afirma Hadj Garm’Orin “De tanto postergar o essencial em nome da urgência, termina-se por esquecer a urgência do essencial.”. Infelizmente os “interééses” são outros…

A Lei Estadual nº 13.931/2012 fica suspensa até o julgamento, pelo Órgão Especial do TJRS, do mérito da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIn) movida pelo Ministério Público.

Na decisão, o Desembargador Caminha lembrou que o teor dessa legislação, que amplia as hipóteses de utilização de fogo em pastagens nativas e exóticas além de outras formas de queimadas, já foi objeto de outra lei, editada anteriormente (nº 11.498/2000). Essa norma foi considerada inconstitucional pelo TJRS (ADIn nº 70001436658).

Salientou ainda ser sabido que a prática de queimadas, permitida somente em hipóteses excepcionais tanto pela lei federal quanto estadual, é por demais prejudicial ao meio ambiente e à qualidade de vida da população, de forma que a manutenção da sua vigência, principalmente nessa época em que o Estado do Rio Grande do Sul atravessa uma das maiores estiagens dos últimos 10 anos, pode trazer prejuízos de toda a sorte.

Ainda não há previsão de data do julgamento do mérito da ADIn.

ADIn nº 70047341656

Fonte: TJ-RS

Pelo menos agora o MP-RS está cumprindo seu dever de zelar pela constituição, já que o poder legislativo e executivo se omitiu, aprovando e sancionando algo inscontitucional e pior, que vai de encontro a coletividade e a preservação e conservação ambiental do nosso estado. Podem até dizer que o governador não sancionou a lei, mas então porque não vetou algo inconstituicional? Conivências…

Ação pede que Lei das Queimadas seja suspensa no Rio Grande do Sul

Nesta sexta-feira (3), foi distribuída no Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) contra a Lei Estadual 13.931, conhecida como Lei das Queimadas. A lei, promulgada em 30 de janeiro deste ano pelo vice-presidente da Assembleia Legislativa, deputado José Sperotto, altera o Código Florestal do Rio Grande do Sul.

A liminar pede a suspensão dos efeitos da Lei, alegando que o texto é contrário à Constituição Estadual. O artigo 251 prevê que o Estado deve desenvolver ações permanentes de proteção, restauração e fiscalização do meio ambiente, e inclusive combater as queimadas, responsabilizando o usuário da terra por suas consequências.

“A vedação é direta na legislação do Estado, e muitas legislações municipais que autorizaram as queimadas foram já declaradas inconstitucionais pelo Tribunal de Justiça, algumas desde 1995”, argumentou Ivory Coelho Neto.

Conforme a ADI, a Lei das Queimadas ampliou, de forma indevida, as hipóteses de utilização de fogo em pastagens nativas e exóticas, permitindo seu emprego para limpeza, remoção de touceiras, de palhadas e como quebra de dormência de sementes, desrespeitando a proteção ambiental assegurada constitucionalmente. Isso permite, segundo a ação, manejo que fomenta a erosão, a destruição de nascentes e banhados e acarreta perda da biodiversidade, além de oferecer “riscos imediatos à população, devido à possibilidade de incêndios e acidentes”.

Com informações do MP-RS

Fonte: Sul21

BM lança operação para combater queimadas em agosto/2011. Em 2010, o CABM constatou a queima de 3.850 hectares de área nos municípios da Região das Hortênsias e Campos de Cima da Serra. Foto Correio do Povo

BM lança operação para combater queimadas em agosto/2011. Em 2010, o CABM constatou a queima de 3.850 hectares de área nos municípios da Região das Hortênsias e Campos de Cima da Serra. Foto Correio do Povo

Então é natal e digníssimos 28 deputados (as) votaram sim ao inconstitucional PL 175/2011 que libera as queimadas no RS. Sim, no RS como um todo. Desses “papais-noéis” incendiários, dois deles são aqui da nossa região, quais sejam: Catarina Paladini (PSB) e Pedro Pereira (PSDB). Inclusive Catarina é de Pelotas e parece que se esqueceu da bandeira de juventude, pois vai deixar um legado “amargo” pra elas. O riograndino Alexandre Lindenmeyer (PT)  e a pelotense Miriam Marroni(PT) foram nossos únicos representante da região que votaram a favor da biodiversidade.

CAPÍTULO IV DO MEIO AMBIENTE

XIII – combater as queimadas, responsabilizando o usuário da terra por suas conseqüências;
XIII – combater as queimadas, ressalvada a hipótese de que, se peculiaridades locais justificarem o emprego do fogo em práticas agropastoris ou florestais, ocorra permissão estabelecida em ato do poder público municipal, estadual ou federal circunscrevendo as áreas e estabelecendo normas de precaução; (Redação dada pela Emenda Constitucional n.º 32, de 26/06/02) (Vide ADI n.º 70005054010)

Mesmo com o PT votando pela biodiversidade onde está o governo, que tem uma maioria na assembleia, numa hora dessas? Estava apenas preocupado em votar os contratos emergenciais  etc e tal (até importantes numa SEMA/FEPAM que estão há anos sendo desmontadas) e não se preocuparam em apresentar nenhuma proposta de política pública aos produtores agropecuaristas dos Campos de Cima da Serra. De certa forma se omitaram e deixaram algo inconstitucional ser aprovada na Assembleia, nas vésperas do final do ano.

Agora contamos com o bom senso do governador Tarso Genro em seguir a risca a constituição do RS, bem como o Ministério Público volte a se manifestar e zelar pela constituição como já o fez em outras épocas.

Veja a nominata da votação do PL 175/2011 – Edson Brum


PARTIDO UF PARLAMENTAR VOTO
PT RS   Alexandre Lindenmeyer N
PT RS   Altemir Tortelli N
PT RS   Ana Affonso N
PT RS   Edegar Pretto N
PT RS   Jeferson Fernandes N
PT RS   Luis Fernando Schmidt N
PT RS   Luis Lauermann N
PT RS   Marisa Formolo N
PT RS   Miriam Marroni N
PT RS   Nelsinho Metalúrgico N
PT RS   Raul Pont N
PT RS   Valdeci Oliveira N
PMDB RS   Alexandre Postal S
PMDB RS   Álvaro Boessio S
PMDB RS   Edson Brum S
PMDB RS   Giovani Feltes S
PMDB RS   Márcio Biolchi S
PMDB RS   Maria Helena Sartori S
PP RS   Ernani Polo S
PP RS   João Fischer S
PP RS   Pedro Westphalen S
PP RS   Silvana Covatti S
PSDB RS   Jorge Pozzobom S
PSDB RS   Lucas Redecker S
PSDB RS   Pedro Pereira S
PSDB RS   Zilá Breitenbach S
PDT RS   Alceu Barbosa S
PDT RS   Dr. Basegio S
PDT RS   Gerson Burmann S
PDT RS   Gilmar Sossella S
PDT RS   Marlon Santos S
PTB RS   Aloísio Classmann S
PTB RS   Cassiá Carpes S
PTB RS   José Sperotto S
PTB RS   Marcelo Moraes S
PTB RS   Ronaldo Santini S
DEM RS   Paulo Borges S
PSB RS   Catarina Paladini S
PSB RS   Heitor Schuch S
PSB RS   Miki Breier S
PCdoB RS   Raul Carrion N

Total SIM: 28
Total NÃO: 13
Total de Votos: 41

Contra as Queimadas! O PL 175/211, que libera a prática criminosa de queimadas, estará de novo em votação na AL-RS a partir das 10hs, desta quarta-feira 21/12.

A foto abaixo evidencia a agonia de um tamanduá, espécie silvestre que ocorre na Mata Atlântica (Bioma onde está os Campos de Cima da Serra). A fotos abaixo é do fotógrafo Araquém Alcântara, que comenta a triste e revoltante cena:  “De perto, vi que estava queimado e cego. Ele ainda quis se defender, em pé, de braços abertos, mas não era mais um gesto de defesa. Era súplica. Ele parecia dizer: ‘Quem é você, o que pode fazer por mim?, lembra”.

A APEDeMA-RS está convocando para na terça-feira, dia 20, as 11 horas da manhã, estarem presentes no Gabinete da Presidência da AL/RS afim de apresentarem seus argumentos contra Queimadas (ditas por alguns como sapecadas), ou seja, contra o PL 175/2011 que poderá ir a votação caso haja acordo de líderes.

Portanto, dia 20/12, é dia de mobilização para que não aja votação ao “apagar das luzes” de 2011 e sem debate público, do qual o Conselho Estadual de Meio Ambiente (CONSEMA), também foi excluído. Cabe a nós, cidadãos e cidadãs gaúchas essa mobilização junto aos deputados e suas bancadas, bem como ao governo estadual!

Para tanto, achamos pertinente voltarmos ao ciberativismo, a fim de mostrarmos aos deputados o quanto nos indignamos frente ao uso das queimadas como “técnica” agrícola.

Sugestão de Email para deputad@s gaúchos

Caro deputado(a),

Venho através deste externar, minha contrariedade ao PL 175/11. O citado PL altera a Lei nº 9.519, que institui o Código Florestal do RS, visando permitir o uso do fogo ou queimadas nas florestas e demais formas de vegetação natural.

Quem defende a promoção de saúde e luta por um ambiente ecologicamente equilibrado não pode ser favorável à liberação das queimadas, porque:

  • destroem o solo, ao retirar dele a matéria orgânica, base de uma agricultura ecológica, acidificando o solo e o obrigando ao uso de adubos e calcários;
  • afetam a biodiversidade natural, destruindo a fauna e flora. A mesma biodiversidade que, numa agricultura ecológica, controla as ditas “pragas” agrícolas;
  • matam a fauna silvestre, uma vez que a mesma geralmente não consegue escapar dos locais queimados. Os animais que conseguem fugir, frequentemente, são encontrados mortos atropelados nas estradas próximas ou ainda podem se tornar risco de acidentes de trânsito;
  • destroem as melhores plantas forrageiras, deixando no campo só aquelas que resistem ao manejo com o fogo, piorando a qualidade dos pastos;
  • comprometem e descaracterizam as paisagens naturais;
  • geram gases de efeito estufa (GEF) que tem provocado processos de mudanças climáticas, onde a atividade agrícola é uma das mais atingidas, pois as secas e enxurradas ameaçam as safras
  • prejudicam e comprometem a saúde humana, por conta de doenças respiratórias e cardiovasculares relacionados aos gases tóxicos liberados;
  • colocam em risco a segurança de motoristas, pois prejudicam a visibilidade nas áreas em que há incêndios;
  • interferem na aviação, o que é extremante indesejável em rotas de aeronaves ou para regiões que querem construir aeroportos;
  • contraria a Política Gaúcha sobre Mudanças Climáticas, prevista na Lei 13.594/10, aprovada pela AL-RS, a qual o combate, justamente, as emissões de GEF, bem como os princípios constitucionais de um ambiente ecologicamente equilibrado além de representam um retrocesso ambiental. E tudo as vésperas da Rio+20!
Sendo assim, solicito o seu apoio contra o PL 175/11, que “legaliza” a destruição da biodiversidade pelas ultrapassadas queimadas é lesivo ao interesse público e a vida em geral, pelos seus aspectos ambientais, econômicos, sociais, jurídicos e de saúde.
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Endereço de Emails (mande dividido em 2 emails e em para, cc e cco)
adilson.troca@al.rs.gov.br; ajbrito@al.rs.gov.br; alceu.barbosa@al.rs.gov.br; alexandre.lindenmeyer@al.rs.gov.br; alexandre.postal@al.rs.gov.br; aloisio.classmann@al.rs.gov.br; altemir.tortelli@al.rs.gov.br; alvaro.boessio@al.rs.gov.br; ana.affonso@al.rs.gov.br; carlos.gomes@al.rs.gov.br; cassia.carpes@al.rs.gov.br; catarina@al.rs.gov.br; daniel.bordignon@al.rs.gov.br; dr.basegio@al.rs.gov.br; edegar.pretto@al.rs.gov.br; edson.brum@al.rs.gov.br; ernani.polo@al.rs.gov.br; frederico.antunes@al.rs.gov.br; gerson.burmann@al.rs.gov.br; gilberto.capoani@al.rs.gov.br; gilmar.sossella@al.rs.gov.br; giovani.feltes@al.rs.gov.br; heitor.schuch@al.rs.gov.br; jeferson.fernandes@al.rs.gov.br; joao.fischer@al.rs.gov.br; pozzobom@al.rs.gov.br; jose.sperotto@al.rs.gov.br; juliana.brizola@al.rs.gov.br; jurandir.maciel@al.rs.gov.br; lucas.redecker@al.rs.gov.br; luciano.azevedo@al.rs.gov.br; luis.schmidt@al.rs.gov.br; luis.lauermann@al.rs.gov.br; gab.manochanges@al.rs.gov.br; marcelo.moraes@al.rs.gov.br; marcio.biolchi@al.rs.gov.br; marco.alba@al.rs.gov.br; maria.sartori@al.rs.gov.br; marisa.formolo@al.rs.gov.br; marlon.santos@al.rs.gov.br; miki.breier@al.rs.gov.br; miriam.marroni@al.rs.gov.br; nelsinho.metalurgico@al.rs.gov.br; paulo.azeredo@al.rs.gov.br; paulo.borges@al.rs.gov.br; paulo.odone@al.rs.gov.br; pedro.pereira@al.rs.gov.br; pedro.westphalen@al.rs.gov.br; raul.carrion@al.rs.gov.br; raul.pont@al.rs.gov.br; ronaldo.santini@al.rs.gov.br; silvana.covatti@al.rs.gov.br; valdeci.oliveira@al.rs.gov.br; villaverde@al.rs.gov.br; zila.breitenbach@al.rs.gov.br

Não deixe o RS ficar em chamas!

Fogo nos campos? Poluição Atmosférica? Mudanças Climáticas?

Diga não ao PL 175/2011!!

Chega mais um Natal e os deputados (a), neste caso, Edson Brum, Giovani Feltes, Maria Helena Sartori, “presenteiam” o RS com Projeto de Lei (PL) 175/2011, que autoriza as sapecas, ou seja, as queimadas “controladas” em diversas regiões do estado. O PL já está na Ordem do Dia das votações na Assembleia Legislativa do RS (AL/RS), mas depende do acordo de líderes partidários.

Portanto, dia 20/12, próxima terça-feira, é dia de mobilização para que não aja votação ao “apagar das luzes” de 2011 e sem debate público, do qual o Conselho Estadual de Meio Ambiente (CONSEMA), também foi excluído. Cabe a nós, cidadãos e cidadãs gaúchas essa mobilização junto aos deputados e suas bancadas, bem como ao governo estadual!

Quem defende a promoção de saúde e luta por um ambiente ecologicamente equilibrado não pode ser favorável à liberação das queimadas, porque:

  • destroem o solo, ao retirar dele a matéria orgânica, base de uma agricultura ecológica, acidificando o solo e o obrigando ao uso de adubos e calcários;
  • afetam a biodiversidade natural, destruindo a fauna e flora. A mesma biodiversidade que, numa agricultura ecológica, controla as ditas “pragas” agrícolas;
  • matam a fauna silvestre, uma vez que a mesma geralmente não consegue escapar dos locais queimados. Os animais que conseguem fugir, frequentemente, são encontrados mortos atropelados nas estradas próximas ou ainda podem se tornar risco de acidentes de trânsito;
  • destroem as melhores plantas forrageiras, deixando no campo só aquelas que resistem ao manejo com o fogo, piorando a qualidade dos pastos;
  • comprometem e descaracterizam as paisagens naturais;
  • geram gases de efeito estufa (GEF) que tem provocado processos de mudanças climáticas, onde a atividade agrícola é uma das mais atingidas, pois as secas e enxurradas ameaçam as safras
  • prejudicam e comprometem a saúde humana, por conta de doenças respiratórias e cardiovasculares relacionados aos gases tóxicos liberados;
  • colocam em risco a segurança de motoristas, pois prejudicam a visibilidade nas áreas em que há incêndios;
  • interferem na aviação, o que é extremante indesejável em rotas de aeronaves ou para regiões que querem construir aeroportos;
  • contraria a Política Gaúcha sobre Mudanças Climáticas, prevista na Lei 13.594/10, aprovada pela AL-RS, a qual o combate, justamente, as emissões de GEF, bem como os princípios constitucionais de um ambiente ecologicamente equilibrado além de representam um retrocesso ambiental. E tudo as vésperas da Rio+20!

Os defensores do PL 175/2011 se utilizam de argumentos que mascaram suas reais intenções. Tecnologias alternativas já existem, com melhor divisão dos campos, adubação verde, roçadas e incorporação de matéria orgânica ao solo. No entanto, não há projetos de lei e/ou política pública para implementação de programas para as viabilizarem. Quem não tem recursos para tais alternativas agrícolas, sobrevive de uma lavoura e pecuária com baixos índices de rendimento, que mal sustentam sua as famílias. Assim o PL visa manter a estrutura política oligárquica rural, que não defende os interesses dos trabalhadores da terra, mas sim a manutenção do atual poder político e econômico. Estrutura de dominação e exploração não só da vida humana, como da vida não humana, beneficiada pelas das queimadas, usurpando das matas nativas das Reservas Legais e das Áreas de Preservação Permamente.

Enfim, o PL 175/2011 que “legaliza” a destruição da biodiversidade pelas ultrapassadas queimadas é lesivo ao interesse público e a vida em geral, pelos seus aspectos ambientais, econômicos, sociais, jurídicos e de saúde.

Queimadas no meu Rincão, não!!

Centro de Estudos Ambientais

Saiba Mais:

https://centrodeestudosambientais.wordpress.com/2011/09/15/porque-queimam-os-campos-da-nossa-natureza/

https://centrodeestudosambientais.wordpress.com/2011/12/18/queimada-um-passo-atras-para-o-homem-e-a-mulher-do-campo/

http://www.oeco.com.br/reportagens/24336-queimadas-afetam-a-qualidade-do-ar-no-rs

http://www.anda.jor.br/01/09/2010/queimadas-no-norte-do-rs-atingem-gravemente-os-animais

http://www.mp.rs.gov.br/ambiente/doutrina/id18.htm

http://www.al.rs.gov.br/Legis/Arquivos/13.594.pdf

 


Em 2002, a APEDEMA/RS, através de sua coordenação – composta pela AGAPAN, CEA e Movimento Roessler – se mobilizou contra um determinado PL que tramitava na Assembleia Legislativa do RS visando a permissão da prática ultrapassada e criminosa de queimadas, como uma “técnica” de manejo agrícola. Alguns anos passaram e a matéria está de volta ao legislativo gaúcho, no qual, alguns deputados pretendem aprová-la, de forma apressada, nessa semana, a última do calendário parlamentar. De novo o Movimento Ecológico Gaúcho, através da APEDEMA, se mobilizará para evitar esse retrocesso ambiental.

Abaixo seguem fotos da mobilização da época, bem como o Manifesto produzido pela coordenação da APEDEMA/RS.

Apedema contra Queimadas na AL-RS. Fotos arquivo Agapan, 2002.

Apedema contra Queimadas na AL-RS. Fotos arquivo Agapan, 2002.

https://i0.wp.com/1.bp.blogspot.com/-S-D7sTSMRGA/TmQy1Q3tiHI/AAAAAAAAAPE/VFyolvChvZk/s1600/IMG_5979.JPG
Fumaça sobre Caxias do Sul – detalhe

Funciona assim, na Serra Gaúcha, mais especificamente nos Campos de Cima da Serra: com a chegada do Inverno, que é muito rigoroso nessa parte do País, o campo nativo fica queimado com o gelo das geadas. O gelo queima, você sabe disso. Como a geada dura uma noite inteira por aqui, ou, às vezes, um pouco mais, as folhas das pastagens queimam e acabam morrendo. Ou seja, perdem o seu valor nutritivo, viram uma palha seca.

Essa palha seca acaba não alimentando o gado que está no campo e que tem um dono, um fazendeiro. Essa é a época da entressafra da carne do RS todo. O gado fica magro.

Quando se aproxima o fim do Inverno, o produtor rural (de rebanhos) aguarda o momento em que ele pode acabar de uma vez por todas com esse pasto queimado pela geada e, assim, dar lugar à nova pastagem, muito nutritiva para o seu gado e ganhar dinheiro com a venda da carne. Ou seja, o fazendeiro espera a elevação da temperatura, o fim do frio, e a chegada das chuvas da Primavera. Esse processo acontece naturalmente todos os anos (o fim do Inverno, o aumento da temperatura e as chuvas da Primavera).

O gado dos fazendeiros ainda enfrenta outro problema. O pasto queimado fica rígido e machuca o focinho das reses que tentam pegar brotos mais rentes ao solo. Por esse fator também não se alimenta direito.

Bem, assim que o Inverno acaba, o fazendeiro, em vez de retirar mecanicamente o pasto queimado, com máquinas (roçadeiras – tratores), ele se utiliza de uma forma incrivelmente mais fácil de fazer o trabalho. Aliás, o trabalho que ele não faz, que é o da retirada desse pasto seco. O único trabalho dele é atear fogo no campo. O fogo trabalha gratuitamente para ele, em detrimento do meio ambiente.

Imagine: o pasto está seco e foi ateado fogo. É juntar “a fome com a vontade de comer”, ou seja, o fogo se alastra com facilidade espantosa. Ainda mais porque a passagem do Inverno para a Primavera acarreta em ventos mais fortes na região da Serra Gaúcha. É como se houvesse uma batalha em que o Inverno não quer sair, a Primavera quer chegar e o Sol já está retornando ao seu lugar de Verão (ou o planeta está mudando se ângulo em relação ao Sol, conforme o seu eixo movimenta-se), o que torna inexorável o fim do Inverno. Novamente, explicando, as geadas acabarão, a temperatura aumentará, as chuvas, que são abundantes o ano todo na região, continuarão.

Tudo isso faz com que, depois de ateado o fogo no campo, acabado o frio com formação de geadas, a temperatura começe a se elevar, chegadas as chuvas da Primavera, brote o muito nutritivo pasto novo para  alimentar o gado do fazendeiro.

O que devemos ter em mente é outra coisa da física: quando queimamos, qualquer coisa, há um resultado dessa combustão. Há, em primeiríssimo lugar, a carbonização de um combustível (o material que está sendo queimado), nesse caso as gramíneas secas pelo Inverno e uma imensurável e absurda quantidade de outros elementos, tais como inúmeros sais minerais e uma infinidade de seres vivos. Tudo é queimado. Tudo é combustível para o fogo. Outro resultado dessa combustão toda é a fumaça.

Uma fumaça muito densa (você já viu campos pegando fogo? Às vezes é uma barreira intransponível!) Como a quantidade de pasto a ser queimada está na casa dos milhares de hectares, juntando todos os fazendeiros produtores de carne dos Campos de Cima da Serra, a fumaça gira em torno das centenas de toneladas no ar atmosférico, sendo carregada pelos ventos até a fronteira Oeste do RS ou indo para o Sul (pois os ventos, ou as frentes frias, vindos do Sul estão barradas com o fim do Inverno).

Veja as fotos abaixo tiradas no dia 02 de Setembro de 2011, o primeiro dia de grandes queimas de campo no Rio Grande em 2011, em Caxias do Sul. Ainda havia mais um fator que contribuiu fortemente para que a situação chegasse naquele ponto: a umidade do ar estava em torno de 50% ou até, em certos momento, abaixo desse patamar (chegou a estar em 45% naquele dia).

Impressione-se com o ar que era respirado em toda a Serra Gaúcha, quer seja em Caxias do Sul, em Cambará do Sul, em Gramado, Canela ou Bento Gonçalves. Note na primeira foto, que mostra o horizonte da cidade, a camada escura de fumaça imediatamente acima da cidade e, mais alto, o céu lípido. E foi com esse céu limpo e atmosfera transparente que amanheceu naquele dia em Caxias do Sul.

O que houve nesse dia com a população que respirava esse ar enquanto trabalhava e fazia os seus afazeres diários? Com aquela quantidade de material particulado em suspensão no ar (fumaça e cinzas), como na maioria das combustões, imediatamente os olhos começaram a arder (as cinzas são ácidas, o que, chovendo nesse momento, cai um chuva ácida). Outras fatores também foram sentidos, concorrentes com a umidade baixa: irritação nos brônquios, garganta arranhando e boca e nariz secos.
O problema das queimadas não é apenas do meio ambiente. É também de saúde pública. As queimadas são proibidas e assim devem permanecer. O policiamento tem se preparado para a época das queimadas no RS (Agosto, Setembro e Outubro), mas não dá conta. Os produtores rurais chegam a combinar datas específicas para fazer a grande queima, em grandes números, o que dificulta a fiscalização.

A perda de habitat é o fator primordial para a extinção das espécies. As espécies, tanto animais quanto vegetais e outras, ainda, como fungos, são os que mantém o equilíbrio do nosso meio ambiente em que vivemos. O Estado deve intervir mais rigorosamente na questão das queimadas. Estamos vivendo num mundo em que a resiliência, isto é, a capacidade de retornar ao estado anterior, está cada vez mais fraca.

O planeta Terra é o único lugar em que podemos viver.

Fonte: Instituto Orbis de Proteção e Conservação da Natureza 

Estudo amplia papel das florestas no combate ao aquecimento – As florestas mundiais têm um papel maior do que se imaginava no combate à mudança climática, disseram cientistas no mais abrangente estudo já realizado a respeito da capacidade de absorção florestal do dióxido de carbono atmosférico.

O estudo deve contribuir para a implementação do Redd (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação), um programa da Organização das Nações Unidas (ONU) para a criação de um mercado global de créditos de carbono, recompensando projetos que protejam as florestas tropicais. Se essas florestas armazenam mais carbono do que se imaginava, os projetos se tornam mais valiosos.

Reportagem de David Fogarty, da Reuters.

Já se sabia que as árvores, ao crescerem, capturam grandes quantidades de dióxido de carbono (CO2), o principal dos gases do efeito estufa. Mas até agora não havia sido possível calcular quanto CO2 as árvores absorvem em diferentes partes do planeta, e qual é o total global de gases liberado na derrubada e queima das matas.

O estudo a ser divulgado na sexta-feira na revista Science discrimina a capacidade de absorção nas florestas tropicais, temperadas e boreais, e mostra que as árvores capturam mais de 10 por cento do CO2 gerado por atividades humanas, mesmo quando se leva em conta todas as emissões decorrentes do desmatamento.

“Esta análise coloca as florestas num nível de importância ainda mais elevado na regulamentação do CO2 atmosférico”, disse Pep Canadell, um dos autores do estudo e diretor do Projeto Carbono Global, ligado à Organização de Pesquisa Científica e Industrial da Commonwealth, na Austrália.

Com base em dados estatísticos, informações de satélites e modelos computacionais, os cientistas calcularam que as florestas estabelecidas e recém-replantadas nos trópicos absorveram quase 15 bilhões de toneladas de CO2 no último ano – equivalente a cerca de metade das emissões causadas por indústrias, transportes e outras fontes. Por outro lado, o desmatamento gerou 10,7 bilhões de toneladas.

Uma grande surpresa foi o fato de que florestas recém-replantadas nos trópicos são muito mais eficazes do que se pensava na absorção do CO2, totalizando quase 6 bilhões de toneladas de CO2, aproximadamente a emissão total dos EUA em um ano.

Para Canadell, isso mostra que alguns países estão abrindo mão de grandes benefícios do programa Redd ao menosprezarem as oportunidades geradas pela recuperação florestal.

Reportagem da Reuters, no Estadão.com.br

EcoDebate, 15/07/2011

CONVITE – Palestra sobre Incêndios Florestais no Brasil com Augusto Carneiro – 8/10/2010

É com alegria que convidamos a todos e todas sócios, amigos e simpatizantes dos Amigos da Terra para a palestra sobre INCENDIOS FLORESTAIS NO BRASIL, a ser proferida pelo nosso querido Mestre Sr. AUGUSTO CARNEIRO, a partir das 9h. no auditório do Jardim Botânico de Porto Alegre (Rua Doutor Salvador França, 1427).

Será o momento para uma reflexão histórica sobre o tema das queimadas, que foi extremante preocupante este ano em todo o país, a partir das lutas atuais e das décadas passadas. A palestra será seguida de homenagem no Jardim ao Pioneirismo na Ecologia.

O evento é aberto ao público e uma iniciativa da Assembléia Permanente de Entidades em Defesa do Meio Ambiente (APEDeMA-RS), organizada pelo Amigos da Terra Brasil, com o apoio da Fundação Zoobotânica/Porto Alegre, Instituto Biofilia/Porto Alegre, IGRÉ – Amigos da Água/Porto Alegre, Os Verdes/Tapes, ASPAN/São Borja, Marica/Viamão, Mira-Serra/Porto Alegre e Instituo Gaúcho de Estudos Ambientais – InGá/Porto Alegre.

O que: Palestra com Augusto Carneiro sobre Incêndios Florestais no Brasil e Homenagem ao Pioneirismo na Ecologia
Onde: Auditório do Jardim Botânico de Porto Alegre – Rua Doutor Salvador França, 1427
Quando: Dia 8 de outubro de 2010, sexta-feira, a partir das 9 horas da manhã


Acesso no O ECO o mapa das Queimadas 2010 AQUI

Climatologista explica a poluição do ar trazida ao Rio Grande do Sul desde as queimadas no Centro Oeste e Amazônia

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“De tanto postergar o essencial em nome da urgência, termina-se por esquecer a urgência do essencial.” Hadj Garm'Orin

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O Centro de Estudos Ambientais (CEA) é a primeira ONG ecológica da região sul, constituída em Rio Grande/RS/Brasil, em julho de 1983.

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