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Foto: Tatiana Cardeal

Foto: Tatiana Cardeal.

O Brasil detém a marca de maior produtor mundial de celulose branqueada. As unidades industriais estão distribuídas entre o norte do Espírito Santo e o sul da Bahia. Nessa região, segundo dados levantados pela pesquisa O FALSO VERDE, as empresas de celulose estão ligadas a diversos crimes, dentre eles lavagem de dinheiro, fraude, corrupção, sonegação de impostos e crimes ambientais e trabalhistas.

O principal controlador das empresas envolvidas com os problemas é o BNDES, seguido por Votorantim e Fibria. O banco aumentou a injeção de recursos no setor em 2009, em decorrência da crise internacional. Hoje, é o principal investidor em celulose no mundo.
A pesquisa, liderada pelo jornalista Marques Casara, mostra o passo a passo das fraudes e dos crimes tributários, ambientais e trabalhistas ligados à cadeia produtiva da celulose.
Mostra também como as empresas da região falsificaram documentos e se uniram a oficiais do Exército para expulsar moradores que habitavam a região.
A pesquisa é uma iniciativa do Instituto Observatório Social e da Papel Social Comunicação. A íntegra do documento estará disponível para download a partir do dia 18 de dezembro, no site das duas organizações.
O responsável pelo estudo, o jornalista Marques Casara, atua em pesquisas de cadeias produtivas desde 2002, quando identificou a existência de trabalho escravo na produção do aço brasileiro. Desde então, publicou diversos estudos sobre problemas socioambientais nas cadeias produtivas da siderurgia, da mineração, da madeira e do vestuário. Casara foi duas vezes agraciado com o Prêmio Esso de Jornalismo e outras duas com o prêmio Vladimir Herzog.

Fonte: http://redesustentavelbrasil.com.br/2012/12/10/celulose-fraudes-suborno-grilagem/

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Obs: Por falar em Fibria, a mesma recentemente foi multada por “brincar”na bolsa de valores: leia AQUI

Capacidade de produção excessiva no mercado externo, câmbio desfavorável às exportações e baixo consumo absoluto no país postergaram por prazo indeterminado os planos da sueco-finlandesa Stora Enso de ampliar a produção de papel em solo brasileiro. Dona de uma fábrica de papel utilizado em impressões gráficas no Paraná e sócia da Fibria na Veracel, produtora de celulose branqueada de eucalipto instalada no sul da Bahia, a companhia planejava, inicialmente, aumentar sua participação no mercado brasileiro de papéis via produção local. Mas a deterioração do cenário econômico e condições adversas aos negócios do segmento levaram a mudanças na estratégia para o país.

Assim, ao longo de 2009, a Stora Enso encampou uma série de medidas anticrise, que passaram por reestruturação, revisão de contratos, nova política administrativa e lançamento de produtos para garantir taxas de ocupação mais elevadas. “É utopia pensar em ampliar capacidade em um mundo superofertado”, diz o vice-presidente de Operações da Stora Enso América Latina, Glauco Affonso.

Em 2006, quando comprou da International Paper (IP) a fábrica de Arapoti (PR), única no país a produzir papel revestido de baixa gramatura (LWC), a sueco-finlandesa tinha por objetivo conhecer o mercado brasileiro e, mais adiante, ampliar a plataforma de produção doméstica. A desvalorização do dólar e a crescente importação de papel isento de impostos para outras finalidades que não as previstas na legislação, contudo, jogaram um balde de água fria nos planos da companhia. “A desvalorização do dólar cria uma situação bastante desafiadora, porque temos custos em reais e as exportações são remuneradas em dólares”, explica.

Além do impacto do câmbio sobre as exportações, que hoje giram em torno de 5% da produção em Arapoti ante fatia entre 30% e 40% em 2006, a Stora Enso teve de enfrentar o encolhimento do mercado nacional de papel LWC. Até setembro, a queda no consumo aparente desse tipo de papel chegou a 23%, para 164 mil toneladas. “No mesmo período, conseguimos um recuo de apenas 10% nas vendas de papel”, comemora Affonso, referindo-se a um dos resultados da reestruturação colocada em marcha no Paraná. Em 2008, foram produzidas 183 mil toneladas de papel LWC em Arapoti, volume que deve ter recuado a 160 mil toneladas no ano passado. Essa queda, porém, foi acompanhada de ganho de 11 pontos percentuais de participação no mercado, para 65%.

Outra conquista, segundo o executivo, foi a manutenção em níveis satisfatórios da taxa de ocupação na fábrica, que ficou parada por 32 dias no ano passado em razão da crise. Conforme Affonso, o índice anual se aproximou de 85%, o que deve garantir à unidade o posto de mais eficiente entre as fábricas do grupo. “Lançamos três produtos e alteramos o mix de gramaturas, o que permitiu a elevação da taxa de ocupação”, diz.

A operação brasileira ainda enfrenta o crescente volume de papel imune importado que é e desviado da finalidade prevista no artigo 150 da Constituição, que estabeleceu isenção tributária para o produto usado no segmento editorial. Até outubro, de acordo com dados da Associação Brasileira de Celulose e Papel (Bracelpa), 56% do papel declarado imune, ou 460 mil toneladas, foi utilizado para outros fins. Contra o uso ilegal, a Receita Federal publicou, no início de dezembro, a Instrução Normativa 976, que endureceu penas e ampliou o rigor na fiscalização do papel que entra no país. “Hoje no Brasil há uma evasão fiscal enorme”, aponta Affonso.

Apesar da interrupção dos planos no segmento de papel, em celulose a Stora Enso e a Fibria se preparam para duplicar a capacidade de produção da Veracel, após um ano de suspensão dos investimentos. Neste mês, a Veracel deve retomar o plantio de eucalipto para abastecer a nova linha – hoje, a capacidade de produção é superior a 1 milhão de toneladas de celulose por ano.
(Stella Fontes | Valor)

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