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Na cozinha da COOPESI no Brasil Rural Contemporâneo - as delícias da Lagoa Mirim sendo produzidas. Foto de Cíntia Barenho

Cooperativa de Pescadores de Santa Isabel – Arroio Grandre/RS

por Cíntia Barenho

Passeando na praça de alimentação é possível encontrarmos a banca dos Pescadores de Santa Isabel. Desde 2002, eles se organizam através da Cooperativa de Pescadores de Santa Isabel (COOPESI-Arroio Grandre/RS). A conversa foi motivada, especialmente porque em tal área a ex-VCP (até o momento) cotava instalar uma Fábrica de Celulose.
Conversei com várias pessoas da cooperativa, que estão pela primeira vez participando de uma feira e oferecendo algumas das Delícias da Lagoa Mirim.

Na cooperativa estão associdadas cerca de 40 pessoas. Silvia Marisa Colvara, atual secretária da Colônia Z-24, conta que estarem cooperativados potencializou o trabalho deles, hoje estão fazendo feiras em Arroio Grande e Santa Isabel. Também participam de um convênio com a CONAB (Fome Zero) fornecendo diretamente filés e peixes inteiros para Companhia. Mensalmente entregam 1307kg, afirmou Iramar Kerchine também integrante da COOPESI. Para ele ainda há perspectivas de aumentar a quantidade fornecida, mas dependem da quantidade de chuva que pode vir a banhar a lagoa.

Na Lagoa a variedade de peixes é grande, tem Peixe-Rei, Traíra, Pintado, Jundiá, Dourado, Viola, Trairão, Corvina, Cascuda, Tainha. Silvia Marisa afirma que a variedade é grande e que eles precisam descrever todas para o IBAMA, pois se forem pegos com um tipo de peixe não descrito eles podem ser multados. Iramar comentou que antigamente tinha muito mais, mas com a Barragem Eclusa reduziu muito, prejudicando o trabalho deles.
Outro pescador, Jorge Alexande Teixeira, pescador desde os 10 anos, contou que existem pelo menos 2 tipos de peixe-rei: o bananinha e o bicudo. O que varia é o o tamanho deste.

Delícias da  Lagoa Mirim da COOPESI = Pintado Assado. Foto de Cíntia Barenho

Delícias da Lagoa Mirim da COOPESI = Pintado Assado. Foto de Cíntia Barenho


Mas e a Fábrica de Celulose?
Quando questionados sobre a Fábrica de celulose o descontentamento foi geral. Silvia Marisa disse que “é 100% ruim pra gente”. Ela contou que chegaram lá cheios de promessas de empregos, que iriam buscar o povo para trabalhar. Sobre tais empregos ela disse que dependiam do grau de escolaridade, certamente a população local não estaria na condição exigida ou seja, “imaginam que por seremos de campanha não conhecemos o que acontece lá fora”.
Para o pescador Jorge Alexandre “Barulho de prato não é comida”, se re
ferindo aos empregos que prometeram gerar com a fábrica. Ele disse que já há comentários na região que a empresa devolverá a terra comprada. Já para Iramar, a Fábrica e os Eucaliptos são ruins para a natureza: “a terra onde são plantados os eucaliptos demora muitos anos para se recuperar; o sustento da terra é tirado com os eucaliptos”.
Para todos que moram na Vila Isabel, uma fábrica de celulose só traria prejuízo para o trabalho que desenvolve a sua comunidade: a pesca.

Enfim, parece que as alternativas econômicas para a metade sul passam longe por um único e exclusivo modelo de “desenvolvimento”.

Para quem for na Feira da Agricultura Familiar – Brasil Rural Contemporâneo – confira as Delícias da Lagoa Mirim da COOPESI – Strogonoff de bochecha (de traíra), Moqueca Santa Isabel, Pintado Assado

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Nota de apoio à comunidade de Caetanos de Cima- Amontada/Ceará

Movimentos Sociais, Redes e Fóruns, comprometidos com a justiça socioambiental, vêm a público para apoiar a comunidade de Caetanos de Cima – Amontada e denunciar as arbitrariedades promovidas pelo Estado. Leia a nota e envie seu apoio também.

Os Movimentos Sociais, Redes e Fóruns comprometidos com a justiça socioambiental, vêm publicamente denunciar as arbitrariedades promovidas pelo Estado, através da ação da polícia regional de Itapipoca contra moradores e moradoras da comunidade de Caetanos de Cima, pertencente ao Assentamento Imóvel Sabiaguaba, localizado no município de Amontada – CE.

No dia 27 de agosto último, um jovem da comunidade foi abordado e violentado por dois policiais da delegacia regional de Itapipoca, sob acusação de incendiar um imóvel pertencente ao senhor Expedito Tomé, que se encontra em conflito fundiário com a comunidade. Além da violência cometida contra o jovem assentado, e mesmo sem nenhuma prova, e sem saber a causa real do incêndio, este senhor abriu inquérito policial acusando a comunidade, através da Associação dos Pequenos Agricultores e Pescadoras Assentados do Imóvel Sabiaguaba (APAPAIS), cujos membros da diretoria foram intimados a prestar depoimento sobre o fato ocorrido, o que seria um procedimento legal, se não fosse implementado de forma autoritária e violenta.

O jovem espancado prestou queixa na delegacia contra a violência policial, mas foi de antemão tratado pelo delegado, Cladiston Sousa Braga, como criminoso, tentando por meio de ameaças e pressões coagi-lo a assumir a autoria do incêndio. Toda a ação policial tem sido no sentido de intimidar e a priori culpabilizar a comunidade: pressionando o presidente da APAPAIS e ameaçando moradores, que estão vivendo sob tensão e medo, já que a própria polícia que deveria lhes dar segurança, tem se empenhado em acusá-los e amedrontá-los.
Como movimentos comprometidos com os direitos humanos de todas as populações, repudiamos que num Estado dito democrático a ação da polícia ainda se paute nos velhos mecanismos da ditadura militar. Esse é um caso claro de conflito de injustiça e racismo institucional e ambiental, onde o Estado e as autoridades ou são incompetentes para garantir os direitos com justiça e compromisso, ou assumem uma posição de favorecimento das elites locais, passando por cima daquilo que é básico para uma autoridade pública que é a justiça e equidade.

A polícia, como agente de segurança pública, não pode agir de forma simplista e autoritária baseada na sua própria ignorância sobre os contextos onde atua, ou em alianças com os desejos e interesses das elites locais, tratando as organizações comunitárias como algo a ser combatido e reprimido.  Na Zona Costeira, essa tomada do público pelo privado e o uso do aparelho do Estado pra provocar violência e negação de direitos das comunidades é recorrente, como nos casos já acontecidos no Assentamento Maceió, no despejo de acampados que lutavam para garantir o território da comunidade e na violência cometida pela polícia contra as pessoas da comunidade de Curral Velho que à época não aceitavam que seus territórios fossem tomados e destruído pela carcinicultura, e outros casos cuja lista não caberia nesta nota.

É neste sentido que viemos a público nos solidarizar com a comunidade de Caetanos de Cima e exigir do Governo do Estado a tomada de providências contra esse tipo de ação da polícia. Exigimos também que, ao invés de criminalizar, o Estado reconheça e garanta a segurança de todas as comunidades costeiras, inclusive daquelas que lutam para garantir seus territórios frente às ameaças constantes de perda de suas terras, água e de suas culturas.

Assinam esta nota
Associação dos Pescadores do Morro Branco
Associação Gaucha de Proteção ao Meio Ambiente –AGAPAN
Articulação Nacional de Pescadoras – ANP
Articulação de Mulheres Pescadoras do Ceará – AMP/CE
Articulação Estadual das Pescadoras de Pernambuco – AEPA
Articulação de Mulheres Brasileiras – AMB
Associação dos Catadores de Caranguejos, Marisqueiras, Artesãos e Moradores do Cumbe- Aracati
Comissão do Meio Ambiente da Associação de Geógrafos do Brasil/AGB
Confederação Nacional dos Sindicatos dos Pescadores Artesanais
Colônia dos Pescadores- Z12 de Porto de Galinhas, Pernambuco
Fórum de Defesa da Zona Costeira do Ceará – FDZCC
Fórum Carajás – Maranhão
Frente Cearense por uma Nova Cultura da Água
Frente Popular Ecológica de Fortaleza
Fórum Cearense de Mulheres – FCM
Fórum Cearense do Meio Ambiente – FORCEMA
Federação dos Pescadores do Estado de  Pernambuco
Federação dos Sindicatos de Pescadores do Piauí
Federação dos Sindicatos dos Pescadores e Psicultura Artesanal de Roraima – FESPERR
GT Ambiente da AGB- Rio e Niterói (Associação dos Geógrafos Brasileiros)
Liga Ambiental Paraná
Movimento Ibiapabano de Mulheres – MIM
Movimento Nacional dos Pescadores – MONAPE
Rede MangueMar Nacional
Rede Manglar Internacional
Rede de Educação Ambiental do Litoral Cearense – REALCE (Núcleo do Cumbe)

* A nota está aberta para receber assinaturas de Movimentos, Fóruns e Redes. Caso deseja assinar e demonstar o seu apoio à comunidade de Caetanos de Cima envie e-mail para: cristiane@terramar.org.br

Fonte: Terramar

174756313_208c3b647a_mAs comunidades pesqueiras do Chile estão travando uma batalha contra a Empresa Celulosa Arauco, a Celco. Em comunicado, divulgado no último domingo (15) o Comitê de Defesa do Mar rechaçou as informações apresentadas pela empresa na sexta-feira (13) sobre estudos de impacto ambiental para seu projeto de evacuação dos dejetos da fábrica Valdivia diretamente na baía de Mehuin-Mississipi na Região dos Rios.

408604444_d62eab4c6d_o1Segundo a organização, a entrega desses dados sobre o estudo não é mais que uma tentativa de manipular a opinião pública e esconder as verdadeiras debilidades que incomodam a Celco. “Embora se mencione as informações da consultora Ecometrix, encarregada diretamente pela autoridade meio ambiental, esta jamais realizou estudos nos diferentes lugares da margem costeira, por isso, de nenhum modo, é um referente válido para sugerir a Baía de Mehuin”, afirmam.

O comunicado alerta que a empresa Celco se preocupa com os avanços obtidos pelas comunidades mapuche lafquenches da comuna de Mariquina e Valdivia que colocaram em trâmite três espaços marinhos costeiros invocando a lei 20.249 que cria os espaços costeiros marinhos dos povos originários baseados fundamentalmente no direito consuetudinário e nos direitos coletivos.

Os pescadores alegam que a lei 20.249 resolve paralisar qualquer solicitação no mesmo espaço, antepondo-se no 2156591028_d98cc54e89_o1direito a favor dos povos originários. Além disso, o tratado internacional 169 ratificado pelo Chile demanda proteger o território e seus recursos naturais do solo e do subsolo: “Portanto, a Celco não tem, nem terá jamais espaço algum para a instalação do duto contaminador em território dos povos originários”.

Ao apresentar o projeto de “Sistema de Condução e Descarga ao Mar dos Efluentes Tratados da Fábrica Valdivia”, o gerente corporativo de Assuntos Públicos e Responsabilidade Social da empresa, Ivan Chamorro, afirmou que com a apresentação se cumpria com o que foi solicitado por meio da resolução 377 da Corema em 2005, na qual o organismo ordenou à empresa buscar um lugar alternativo de descarga diferente do rio Cruces.

As organizações sociais já lutam há vários anos contra iniciativas como a da Celco. Quase todo o mar do Chile já foi afetado. A apropriação ilegítima e a destruição do território, como no caso das salmoneiras, provocaram danos ambientais nos canais e golfos austrais, que pode ser comparado ao desastre de Chernobyl.

Fonte: ADITAL

Para maiores informações sobre a luta contra as fábricas de celulose no Chile , acesse:

Accion por los cisnes

Accion por los cisnes

Celulosa en el Río Itata

Acción por los Cisnes

Fundacion Proteger

Red de Acción por la Justicia Ambiental y Social

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O Centro de Estudos Ambientais (CEA) é a primeira ONG ecológica da região sul, constituída em Rio Grande/RS/Brasil, em julho de 1983.

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