You are currently browsing the tag archive for the ‘opelamento’ tag.

Ontem em Pelotas centenas de pessoas reuniram-se para pedalar pela paz no Trâsito, pelo direito de ir e vir dos ciclistas, por mais ciclovias/ciclofaixas.

Para nós do CEA a política de mobilidade urbana deve atender de fato as diferentes formas possíveis, preferencialmente sustentáveis, de mobilidade. Mas o que vemos é uma priorização dos automóveis sobre o transporte coletivo, sobre as bicicletas e até mesmo sobre os pedestres…Alguém tem visto faixas de segurança nas ruas de pelotas?

Mais fotos AQUI

Anúncios

Ciclistas protestam em Porto Alegre contra o bancário Ricardo Neis, 47, responsável pelo atropelamento de várias pessoas na sexta-feira durante um passeio ciclístico chamado “Massa Crítica”, que defende o uso de bicicletas no trânsito; Neis foi internado em clínica psiquiátrica nesta terça-feira (fotos de Jefferson Bernardes/UOL)

“Atropelou,foi por querer eu quero ver o que a justiça vai fazer!”


Veja mais fotos AQUI


por Adão Paiani (*)

É inacreditável o que aconteceu durante a marcha dos ciclistas em Porto Alegre, no final da tarde da última sexta-feira (25/02). Inacreditável mas, infelizmente, real.

Em qualquer país sério do mundo um episódio bárbaro desses teria repercussão muito maior, merecendo resposta mais adequada dos órgãos públicos competentes; que não apenas declarações de um Delegado de Polícia tentando justificar uma atitude boçal; colocando no mesmo patamar agressor e vítimas, sem nem ao menos ter ouvido qualquer uma das partes.

O mais lamentável de tudo é que tal Delegado – absolutamente sem noção – é justamente o responsável pela delegacia que investiga delitos de trânsito; pelo que se pode até entender as razões pelas quais crimes desse tipo acabam sendo tratados de forma, muitas vezes, tão benevolente; o que só acaba por incentivar o massacre cotidiano que vivenciamos nas ruas e estradas deste Estado e do país.

Ao fazer um juízo de valor totalmente antecipado, e que desqualifica qualquer investigação séria, o Delegado Titular da Delegacia de Delitos de Trânsito de Porto Alegre certamente deve ter se identificado com o condutor do automóvel; que se julgou no direito de atropelar dezenas de pessoas, pelo simples fato de que elas estavam “atravancando” seu caminho, na hora e no momento errado. Naquele momento, era ele, o motorista, em sua pressa, investido do papel de Deus e a máquina que dirigia, covarde e irresponsavelmente. Nada mais importava.

Ainda que possamos dar ao motorista o benefício da dúvida; uma vez que ele alega ter agido em legítima defesa, ao ser agredido antes por alguns dos integrantes da marcha, e que estava ao seu lado, no veículo, seu filho menor de idade – aliás, que belo exemplo um pai dá ao filho com uma atitude dessas -; nada pode justificar um revide com tamanha violência. E cabe à autoridade policial conduzir o inquérito com um mínimo de isenção, ou se afastar dele, dando-se por impedido.

Nada explica, convincentemente, que um agente público, investido do poder de polícia, se coloque desde o primeiro momento de forma tão vergonhosamente parcial ao lado de alguém que, dolosamente, atentou contra a vida de dezenas de outras pessoas. Sim, dolosamente, pois as imagens e os depoimentos que vimos e ouvimos até agora só nos permite ter a percepção de que estamos diante de tentativa de homicídio, e não apenas de lesões corporais, como já antecipou o entendimento do responsável pelo inquérito. Tentativa de homicídio, nada menos do que isso. Mas pelo que se extrai de suas declarações, não vamos duvidar que o delegado acabe por indiciar as vítimas por terem atropelado, de costas, o veículo e seu condutor.

É aquela velha história. O problema, muitas vezes, não é o governo, mas o guarda da esquina. A postura tomada por um agente da lei, que deveria, na dúvida, agir em benefício da sociedade, mas se porta de forma tão escandalosamente favorável ao ensandecido condutor de um veículo que, ao utilizá-lo como arma, colocou em risco a vida e a integridade física de dezenas de cidadãos; acaba por acaba por desconstruir todo um discurso de governo que se julgava comprometido em estabelecer uma política séria de combate a violência no trânsito.

E o estrago, nesse caso, não se resume apenas às bicicletas retorcidas, aos corpos estirados no chão de uma via pública; feridos física e moralmente por um ato de insanidade. Tem a ver com a consciência que o Estado, por seus agentes, deve ter do seu papel na defesa de todos os seus cidadãos. Tem a ver com credibilidade. Tem a ver com a vontade manifesta de transformar discurso em prática cotidiana.

E isso não pode ficar a cargo do guarda da esquina.

(*) Advogado

Charge: Kayser

Fonte: RSUrgente

midialivre

arte2

BannerForum120x240

codigoflorestal22

Assine e receba as atualizações do Blog do CEA por email. Basta clicar no link acima, ao abrir uma janela, coloque seu email, digite o código que aparece e confirme. Será enviado um email solicitando sua confirmação. Obrigad@.

Frase

“De tanto postergar o essencial em nome da urgência, termina-se por esquecer a urgência do essencial.” Hadj Garm'Orin

Apresentação

O Centro de Estudos Ambientais (CEA) é a primeira ONG ecológica da região sul, constituída em Rio Grande/RS/Brasil, em julho de 1983.

Nos siga no Twitter

Acessos desde 04/11/08

  • 1.197.515 Visitas

Campanhas e Parcerias

Flickr PIT 531 - Logotipo Pedal Curticeira - Pedal Curticeira2 um-carro-a-menos_outra2 Flickr

Flickr

Flickr

Visitantes on-line

Países Visitantes

free counters

Pesquise por Temas

Direito à Informação Ambiental

As publicações elaboradas e publicadas pelo CEA, bem como suas fotos são de livre reprodução, desde que não haja fins econômicos, que sejamos informados através do mail ongcea@gmail.com e com expressa citação da fonte nos termos a seguir: Fonte: Blog do Centro de Estudos Ambientais (CEA).
Anúncios
%d blogueiros gostam disto: