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junte-se ao movimento ecológico!!!

CEA, desde 83, o coletivo pela sustentabilidade não antropocêntrica

artigo de José Eustáquio Diniz Alves

O antropocentrismo é uma concepção que coloca o ser humano no centro das atenções e as pessoas como as únicas detentoras plenas de direito. Poderia parecer uma manifestação natural, mas, evidentemente, é uma construção cultural que separa artificialmente o ser humano da natureza e opõe a humanidade às demais espécies do Planeta. O ser humano se tornou a medida autorreferente para todas as coisas.

A demografia, assim como a economia e as demais ciências humanas, foi fortemente marcada pelo antropocentrismo, desde suas origens. Aliás, o antropocentrismo tem suas raízes mais profundas em antigos registros religiosos. O livro do Gênesis, do Velho Testamento, descreve que Deus criou o mundo em sete dias, sendo que no sexto dia, no cume da criação e antes do descanso do sétimo dia, Ele criou o ser humano (primeiro o homem e depois a mulher) à sua própria imagem e semelhança, ordenando: “Frutificai, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todos os animais que se arrastam sobre a terra”. Esta concepção teo-antropocêntrica de superioridade e dominação humana reinou na mente das pessoas e nas diversas instituições durante milênios, especialmente no hemisfério Ocidental, e ainda está presente no mundo contemporâneo. Mesmo nos dias atuais, o “crescei e multiplicai-vos” orienta, por exemplo, as reações religiosas e conservadoras contra o processo de universalização dos métodos contraceptivos modernos.

Em reação ao mundo teocêntrico, o Empirismo e o Iluminismo – movimentos que surgiram depois da Renascença – buscaram combater os preconceitos, as superstições e a ordem social do antigo regime. Em vez de uma natureza incontrolável e caótica, passaram a estudar suas leis e entender seu funcionamento. Associavam o ideal do conhecimento científico com as mudanças sociais e políticas que poderiam propiciar o progresso da humanidade e construir o “paraíso na terra”. Os pensadores iluministas procuraram substituir o Deus onipresente e onipotente da religião e das superstições populares pela Deusa Razão. Em certo sentido, combateram o teocentrismo, mas não conseguiram superar o antropocentrismo, mantendo de forma artificial a oposição entre cultura e natureza, entre o cru e o cozido, a racionalidade e a irracionalidade.

Dois expoentes do Iluminismo foram fundamentais para lançar as bases da demografia. No bojo da Revolução Francesa e no espírito da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão (aprovada em 26/08/1789 pela Assembleia Constituinte), o marquês de Condorcet escreveu o livro Esquisse d’un tableau historique des progrès de l’esprit humain (1794) e William Godwin escreveu Enquiry concerning political justice, and its influence on general virtue and happiness(1793). Eles combateram o teocentrismo, mas não chegaram a questionar o antropocentrismo, pois estavam mais preocupados com o progresso material e cultural dos seres humanos, sem prestar a devida atenção aos direitos da natureza e das outras espécies.

Estes autores defendiam as ideias de justiça, progresso, mudanças nas relações sociais (inclusive nas relações de gênero) e perfectibilidade humana, de certa forma antecipando, teoricamente, o fenômeno da Transição Demográfica. Ambos acreditavam que os avanços da educação e da ciência e os progressos tecnológicos iriam reduzir a pobreza e as taxas de mortalidade e aumentar a esperança de vida da população. As mesmas forças racionais que ajudariam a diminuir as taxas de mortalidade também possibilitariam o decréscimo das taxas de natalidade. Como disse Condorcet: o perigo de uma superpopulação estaria afastado, pois os casais humanos não iriam racionalmente “sobrecarregar a terra com seres inúteis e infelizes”. Godwin chegou a calcular a “capacidade de carga” do Planeta e era (assim com Adam Smith) muito otimista quanto aos efeitos positivos do crescimento populacional humano (eles não estavam muito preocupados com as outras espécies e com a biodiversidade).

Foi para rebater estas concepções progressistas (e no seio da reação conservadora à Revolução Francesa) que Thomas Malthus publicou o seu panfleto anônimo, de 1798: An essay on the principle of population, as it affects the future improvement of society with remarks on the speculations of Mr. Godwin, Mr. Condorcet, and other writers. Nota-se, pelo próprio título do ensaio, que Malthus não pode ser considerado o pioneiro da demografia moderna, pois ele estava apenas rebatendo as ideias, estas sim pioneiras, de Condorcet e Godwin. E Malthus rebateu da pior maneira possível.

Leia completo em: http://www.ecodebate.com.br/2012/06/13/do-antropocentrismo-ao-mundo-ecocentrico-artigo-de-jose-eustaquio-diniz-alves/

Vandana Shiva é uma mulher multifacetada: física, filósofa, pacifista e feminista. É uma das pioneiras do movimento ecofeminista e diretora da Fundação para a Pesquisa em Ciência, Tecnologia e Ecologia (Research Foundation for Science, Technology and Ecology, em inglês) em Nova Déli. Em 1993, recebeu o Prêmio Nobel Alternativo. É uma das vozes mais críticas contra a globalização e os alimentos manipulados geneticamente.

A reportagem é de Mercé Rivas Torres, publicada no sítio Periodismo Humano, 17-02-2012. A tradução é do Cepat.

Para Vandana, “o ecofeminismo é colocar a vida no centro da organização social, política e econômica. As mulheres já a fazem porque é deixada para elas a tarefa do cuidado e da manutenção da vida.”. “O ecofeminismo, como seu nome indica, é a convergência da ecologia e do feminismo, explica didaticamente Vandana Shiva, que ficou famosa, nos anos 1970, ao impedir em seu país o corte indiscriminado das florestas, abraçando as árvores como milhares de mulheres, criando o movimento chipko.

Detentora de uma grande força vital e intelectual, Vandana explica a importância da ecologia e do feminismo para garantir a sobrevivência e a igualdade entre homens e mulheres que formam parte da mesma espécie. Essa mulher otimista foi capaz de mobilizar cinco milhões de camponeses da Índia contra a União Geral de Tarifas do Comércio e de colocar-se na liderança da grande mobilização contra a globalização na cúpula realizada pela Organização Mundial do Comércio (OMC), em Seattle, no final de 1999.

“Penso que a ação e a reflexão devem caminhar juntas. Não existe uma ideologia perfeita, é simplesmente uma política de responsabilidade. A diversidade não é o problema, é a solução para as crises políticas da intolerância, as crises ecológicas da não sustentabilidade e as econômicas da exclusão e da injustiça”, segue afirmando com uma grande convicção.

Vandana acredita que o capitalismo tem sido apresentado como um modo de crescimento “mas na realidade é um modo de pobreza e de alguma forma a globalização é o clímax do capitalismo”, reflete Vandana em voz alta.

Grande comunicadora, sempre sorridente, ela afirma que vem de uma região do norte da Índia, aos pés do Himalaia, local em que há muitas coisas para os que não necessitam de dinheiro, só de amor mútuo. “Portanto, as relações são a alternativa ao capital. Criar relações é a alternativa para a pobreza que causa o capital”, conclui.

Autora de numerosos livros, e muito crítica com a consideração de seu país é uma potência emergente: “O modelo econômico da Índia é uma catástrofe porque só funciona para um punhado de pessoas, enquanto são milhões os que comem pouco e possuem pouca água”. E, frente à admiração pelo crescimento da economia indiana, que no ano passado foi de 9%, denuncia: “O que muitos consideram um milagre econômico é um desastre, sobretudo porque virou-se as costas para a natureza, aos seus processos ecológicos e aos ecossistemas vitais”.

Por trás de um colorido sári, que diz não pensar em renunciar nunca, já que para ela é um sinal de identidade, e “muito mais propício que um jeans”, Vandana Shiva é um furacão que sacode as consciências por onde passa. É capaz de enfrentar as grandes corporações internacionais, que ela acusa por criminalizar a agricultura, apropriar-se dos recursos básicos e espoliar a terra.

Mulher vital, valente, incansável em suas denúncias, é uma firme defensora da agricultura orgânica como a verdadeira solução para a mudança climática e acredita na necessidade urgente de se reflorestar o planeta.

Fica indignada ao falar de milhares de pessoas que comem pouco e que possuem pouca água para beber, “muitas comunidades se veem obrigadas a abandonarem suas terras para que outra fábrica possa instalar-se e milhares de agricultores estão lutando nos arredores de Nova Déli contra os projetos de conversão de suas terras de cultivo em áreas urbanas, destaca.

Vandana denuncia que a economia não leva em conta os números-chave, “como o número de crianças que sofrem desnutrição ou os quilômetros que uma mulher tem que andar para conseguir água”. Sente-se muito identificada com o líder Mahatma Gandhi quando afirmava que os recursos naturais devem ser de domínio público, razão pela qual a água não pode ser privatizada nem a terra monopolizada.

Esta filósofa, reconhecida mundialmente, considera que “a igualdade pode significar dois tipos de coisas, por um lado o parecer-se, ser similar, ou pode significar diversidade sem discriminação. Eu acredito nesta última definição. Quero ter a possibilidade de ser hindu, não quero converter-me numa europeia. Eu quero ser e quero espaço para ser hindu. Eu quero ser mulher, não quero tornar-me um homem, não quero poder ser violenta, como minha segunda natureza, não quero ser irresponsável, não quero assumir que outra pessoa tenha que arrumar a desordem que deixo, eu tenho que arrumar a desordem que creio”. Portanto, resume com firmeza, “eu quero a liberdade para ser diferente, mas não quero ser castigada por isso. Para mim isso é a igualdade”.

Lúcida, revolucionária, enérgica e carismática, é consciente das críticas e rejeição que suas opiniões despertam. Afirma que “o patriarcado capitalista dominante é uma ideologia baseada no medo e na insegurança. Medo de tudo o que está vivo, já que qualquer liberdade e autonomia são ameaçadoras para eles”. Por isso, defende com unhas e dentes seu ecofeminismo, “que é a filosofia da segurança, da paz, da confiança”.

Talvez um de seus posicionamentos mais duros seja contra o Banco Mundial, porque ele forçou o Governo da Índia a reduzir subsídios que possibilitavam o funcionamento na distribuição de alimentos. “Eles chamam de subsídios, mas na realidade eram suportes. É necessário gastar para manter os direitos fundamentais de nossa gente. E o Banco Mundialdisse: ‘Não se pode gastar esse dinheiro para alimentar as pessoas’. E aí a crise alimentar”.

Em consequência dessa política, “as pessoas deixaram de comprar comida e começaram a morrer de fome. Estão a ponto de morrer de fome 50 milhões de pessoas, enquanto 60 milhões de toneladas de alimentos apodrecem nos celeiros. Entretanto, as 60 milhões de toneladas não são excedentes, eu as chamo de pseudo-excedentes e atualmente estão sendo exportados para o mercado mundial, dizendo que Índia possui tanto alimento que pode exportar. O que eles não dizem é que nós temos esse tanto de alimento porque as pessoas estão morrendo de fome”, explana com indignação.

Ela assegura que os hindus veem o que está acontecendo e protestam muito, seguem sonhando com uma biodiversidade livre, que pertença aos camponeses, em que a água seja acessível, como também a comida. “É muito simples criar o sistema”, considera de forma otimista Vandana, “mas está sendo impedido pelas políticas que nos governam em nível internacional e este é o motivo pelo qual, cada dia de minha vida, insisto que temos que parar de cooperar com essas políticas”.

Com o rosto nostálgico recorda-se de Gandhi, quando caminhou até a praia para buscar sal enquanto os britânicos diziam que eles eram os únicos que podiam fazer sal, “para assim terem mais dinheiro para financiar maiores exércitos para disparar-nos”, conclui com um sorriso irônico.

Fonte: IHU

Cinco orcas foram nomeadas como autoras de um processo na Justiça americana que argumenta que elas têm os mesmos direitos de proteção contra a escravidão que humanos.

Provocado pela PETA, Poder Judiciário dos EUA decide se as orcas tem direitos como os humanos.

A organização de defesa dos direitos dos animais Peta (People for the Ethical Treatment of Animals), três especialistas em mamíferos marinhos e dois ex-treinadores entraram com a ação contra o parque aquático SeaWorld.

Esta seria a primeira vez que um tribunal dos Estados Unidos discute se animais deveriam ter a mesma proteção constitucional que humanos.

A equipe jurídica do SeaWorld classifica o caso como um desperdício de tempo e dinheiro.

“As orcas e outros animais não foram incluídos no ‘Nós, o povo’ quando a Constituição foi adotada”, disse o advogado do parque Theodore Shaw, perante a corte.

Ele argumentou que, se o caso for bem-sucedido, pode haver consequências não só para outros parques marinhos e zoológicos, mas também para o uso de cães farejadores que ajudam a polícia a encontrar drogas e explosivos, por exemplo.

‘Caso histórico’

A organização Peta diz que as orcas Tilikum, Katina, Kasatka, Ulises e Corky são tratadas como escravas, porque vivem em tanques e são forçadas a fazer apresentações diárias nos parques SeaWorld na Califórnia e na Flórida.

Segundo analistas, não é provável que os animais consigam a liberdade, mas os ativistas já se dizem satisfeitos com o fato de que o caso chegou aos tribunais.

A ação judicial menciona a 13ª emenda à Constituição americana, que aboliu a escravidão e a servidão involuntária no país.

“Pela primeira vez na história de nossa nação, um tribunal federal ouviu os argumentos sobre se seres vivos, que respiram e sentem, têm direitos ou podem ser escravizados simplesmente porque não nasceram humanos”, disse Jeffrey Kerr, advogado que representa as cinco orcas.

“Escravidão não depende da espécie do escravo, assim como não depende de raça, gênero ou etnia. Coerção, degradação e submissão caracterizam escravidão, e essas orcas enfrentaram todos os três.”

O juiz do caso, Jeffrey Miller, levantou dúvidas sobre o fato de os animais constarem como autores do processo e afirmou que sua decisão será anunciada em outra data, ainda não definida.

Esta não é a primeira vez que orcas do SeaWorld ganham as manchetes ao redor do mundo. Em fevereiro de 2010, Tilikum afogou sua treinadora diante de espectadores horrorizados no parque da Flórida. O mesmo animal foi relacionado a outras duas mortes.

Fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2012/02/120207_orca_processo_is.shtml

P.S.: Já haviamos abordado a questão anteriormente. Veja em: https://centrodeestudosambientais.wordpress.com/2012/02/07/cinco-orcas-processam-parque-aquatico-por-escravidao/

 

Ativistas tentam acabar com a caça à baleia no Japão. Foto Guano/Flickr

A prisão de um ativista holandês no Japão voltou a mostrar a reticência deste país em ouvir as reclamações internacionais para limitar a caça de baleias e golfinhos. Por Suvendrini Kakuchi, da IPS. “A detenção de Erwin Vermeulen pretendia intimidar-nos para que abandonássemos Taiji”, povoado pesqueiro onde os golfinhos são encurralados para serem mortos em massa, denunciou Scott West, diretor de pesquisas da organização norte-americana Sea Shepherd Conservation Society (SSCS). “Contudo, o efeito foi contrário, mais voluntários estão a inscrever-se para participar de nossas atividades contra a matança de golfinhos e baleias”, disse West. Ao enviar voluntários estrangeiros como Vermeulen a Taiji, a SSCS gerou uma reação adversa no Japão, especialmente após publicar imagens da sangrenta caça de golfinhos.

As matanças em Taiji foram expostas ao mundo em 2011, quando um filme sobre esse ritual anual, The Cove, ganhou o Oscar de melhor documentário. Embora a libertação de Vermeulen, no dia 22 de fevereiro, tenha evidenciado que não era certo o crime do qual o acusavam, ter empurrado um policial no dia 16 de dezembro, os ativistas acreditam que isto não muda em nada as arraigadas atitudes quanto à caça de cetáceos neste país.

“Vermeulen ganhou o caso porque não violou a lei. Isto não significa que os que se opõem à caça de baleias se tenham feito respeitar. A prova real é se podem impedir que em Taiji se mate baleias e golfinhos”, declarou o porta-voz do capítulo japonês da organização Greenpeace, Kazue Suzuki. Apesar de também ser contra a casa de baleias, o Greenpeace distanciou-se do enfoque de confronto da SSCS e prefere centrar a sua campanha em questões como a contaminação da carne de baleia com mercúrio.

Os meios de comunicação locais retratam a SSCS como uma organização agressiva, que utiliza raios laser e barulho para assediar as baleias. Num editorial de janeiro do The Japan Times, jornal publicado em inglês, acusou a organização de “cruzar a linha dos protestos pacíficos e do controle razoável para uma confronto violento que pode prejudicar” integrantes dos dois lados.

Mas a controvérsia parece estar se dirimindo a favor da SSCS. Em 21 de fevereiro, um tribunal federal da cidade norte-americana de Seattle negou uma ordem judicial solicitada pelo Instituto Japonês de Pesquisa de Cetáceos para impedir que a SSCS realizasse suas atividades contra a caça de baleias o Oceano Atlântico.

Países ocidentais como Estados Unidos e Austrália, que respeitam a moratória da Comissão Baleeira Internacional (CBI) à caça de cetáceos, querem que o Japão acabe com suas “experiências científicas”. Embora, no contexto de uma decisão de 1987, a CBI permita matar anualmente mil baleias no Oceano Atlântico para fins de pesquisa, boa parte da carne desses animais acaba sendo vendida. Por muitos anos, os conservacionistas acusaram o Japão de se aproveitar da cota autorizada pela CBI para continuar com a caça comercial, pondo em risco a existência destes mamíferos aquáticos. Este país também é acusado de gastar milhares de milhões de dólares para manter sua envelhecida frota baleeira, e de insistir em seu direito de caçar da maneira tradicional, como a Noruega, outra nação que incorre nesta prática. As táticas da Sea Shepherd puseram em evidência o gasto público excessivo para apoiar uma indústria que rapidamente se torna obsoleta.

A campanha da organização obrigou o Japão a cancelar, em março de 2011, suas capturas científicas no Oceano Atlântico. Em seu livro Como capturar golfinhos, publicado em 2010, Yusuke Sekiguchi, pesquisador do assunto, diz que a caça obedece a uma cultura na qual os animais são emboscados, mortos e comidos com gratidão à providência. Naoko Koyama, do não governamental Instituto de Biodiversidade do Japão, com sede em Kyoto, destacou que o confronto pela matança traz reminiscências do choque entre as culturas japonesa e ocidental. “Como manifestantes, temos que evitar entrar nesse debate estreito”, afirmou. A organização de Koyama, que tem 15 membros, realiza uma campanha que busca divulgar os impactos negativos de confinar mamíferos selvagens aquáticos em aquários para fins comerciais.

“Os resultados são animadores, as pessoas que nos ouvem decidem apoiar nossa organização”, comemorou. Iwao Takayama, advogado defensor de Vermeulen, disse que “os ativistas estrangeiros falam em respeitar a lei, a base para ganhar um processo. Porém, para ganhar o respeito no Japão é preciso falar claro e preferencialmente em japonês”. Os promotores tentaram apresentar o caso contra Vermeulen como um problema entre a SSCS e o governo do Japão, acrescentou. “Foi óbvio que tentavam apelar para os sentimentos nacionalistas”, ressaltou o advogado.

Fonte: http://www.esquerda.net/artigo/ca%C3%A7a-de-baleias-perde-popularidade-no-jap%C3%A3o/22196

Ocorre hoje, às 21h30min, na Feira do Livro da FURG – Praia do Cassino/RG, o lançamento do livro fruto do III EDEA – Encontro e Diálogos com a Educação Ambiental, evento promovido pelo Programa de Pós-Graduação em Educação Ambiental da FURG http://edeafurg.blogspot.com/.

Dentre os 13 artigos da publicação organizada pelos discentes e a coordenação do Programa, há um texto fruto da reflexão dos militantes do CEA Antônio Soler e Eugênia Dias, intitulado “Direito Ambiental, Educação Ambiental e o Pensamento Verde para a Superação da Crise Ecológica: práticas e Visões de Natureza”.

Igualmente participam da obra professores da FURG, da UFPel e da Udelar (Uruguai), além de militantes da questão ambiental de diferentes partes do país. Segundo seus organizadores “é uma contribuição para as discussões da educação ambiental e fruto das conferências proferidas ao longo do evento”.

Interessados em adiquirir o livro entrem em contato com a organizadora Daniela Pieper (danypieper@gmail.com).

Após ontem (24.05.11), definitivamente, os “anos dourados” (se que é existiram) da lei ambiental brasileira acabaram. A flexibilização do Código Florestal é só o começo e é uma questão menor do que ainda esta por vir em nome do mito do crescimento.

 Ontem foi um dia marcante!!!! Marcante e triste.

O Congresso Nacional, numa articulação com os governos (sim, porque muitos governadores e prefeitos também apoiaram a flexibilização do Código Florestal) e com setores do capitalismo urbano e rural (com aval dos comunistas), aprovou uma lei florestal que favorece o desmatamento e a supressão da vegetação nativa (https://centrodeestudosambientais.wordpress.com/2011/05/24/insensato-codigo-florestal/). O maior retrocesso da legislação, na história do Direito Ambiental Brasileiro, até então uma referência mundial em vários aspectos. Mais um fato que colabora para o desencantamento do mundo, cada vez mais presente, especialmente entre a esquerda e os ecologistas.

Talvez também em razão do nosso combate contra a flexibilização do Código Florestal, por outro lado, o Blog do CEA bateu mais um recorde de acesso, desde seu inicio, em 2008. Foram 1.736 visitas!!!!! Um recorde para um Blog feito por amadores… amadores da vida!!!!!!! Bem diferente dos “profissionais” da política, a serviço do agronegócio predatório, que legalizaram o incremento do desmatamento no Brasil, ontem a noite, numa ação egoísta e insensata, e mais diferente ainda daqueles que mataram e mandaram matar dois extrativistas no Pará.

É isso mesmo. Para desencanto maior, não “mataram” somente uma lei, o Código Florestal. Ontem, além de sinalizarem com a permissão do avanço da degradação ambiental, também assassinaram pessoas que defendiam a floresta. O casal José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo da Silva foram mortos por pistoleiros numa emboscada, em Nova Ipixuna, cidade a 390 quilômetros de Belém.

Repudiamos tais atos contra vida humana e não humana, protagonizados ontem pela disputa da floresta e da dominação da natureza.

E hoje? Bom hoje, para piorar ainda mais o avanço da visão egoísta individualista antropocêntrica neoliberal de mundo está sendo exaltado como o Dia da Liberdade de Impostos.

Os neoliberais não querem que o Estado intervenha nas relações de mercado, mas, contraditoriamente, exigem que esse mesmo Estado invista em infra-estrutura, como rodovias, portos e aeroportos, o que, aliás, o governo federal vem fazendo com os Planos de Aceleração do Crescimento (PACs), seguindo a cartilha neoliberal, nesse aspecto.

Os impostos servem para o Estado investir em políticas públicas e fazer justiça social, bem como promover a proteção ambiental. Como construir estradas sem impostos? Ou pior, como investir em proteção ambiental sem orçamento? Porque esses neoliberais anti-impostos e anti-ecológicos não divulgam o montante do seu lucro, resultado da exploração da natureza humana e não humana, para uma comparação com os impostos e se proponham a diminuir seus ganhos gigantescos proporcionalmente a diminuição dos impostos? Argumentam que há corrupção no Estado? Mas quem corrompe? Além do mais, se há corrupção devemos combatê-las e não ir matando o Estado ao pouquinhos, abandonando os pobres e os biomas.

Esperamos que as informações divulgadas por nós, nesse Blog e de outra forma, sirvam para que fatos como o enfraquecimento das políticas públicas, a flexibilização do Código Florestal e assassinatos (por qual motivo for e de quem quer que seja) não se repitam e que todas as formas de vida no planeta Terra e a própria Terra sejam respeitadas, mesmo que muitos achem isso uma utopia ingênua.

Caso contrário, de nada vale bater recordes e recordes de visitas, como o CEA vem conquistando com seu Blog.

Ontem foi um dia de desencanto, sim. Mas também foi um dia de acreditar na luta ecológica fortalecida pela comunicação alternativa, democrática e não antropocêntrica.

Recomendamos assistir e divulgar esse vídeo, pois o mesmo apresenta uma mensagem não antropocêntrica de visão de natureza, diferentemente das maiorias dos vídeos que andam por ai, os quais apesar de denunciarem a degradação ambiental, o fazem de forma superficial, pois não criticam as “soluções” de mercado à crise ecológica, ao contrário, as incentivam e ainda de forma antropocêntrica, ou seja, colocam sempre o homem no centro do universo, como ser superior e dominante de tudo, dos elementos naturais e de outros homens também.

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“De tanto postergar o essencial em nome da urgência, termina-se por esquecer a urgência do essencial.” Hadj Garm'Orin

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O Centro de Estudos Ambientais (CEA) é a primeira ONG ecológica da região sul, constituída em Rio Grande/RS/Brasil, em julho de 1983.

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