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Para onde era (e ainda é levado) o lixo nuclear gerado pelas usinas de Angra?

Usinas nucleares de Angra terão sistema de armazenamento de lixo atômico em três anos

A Eletronuclear, subsidiária da Eletrobras que administra a Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto, em Angra dos Reis, vai concluir a construção da primeira célula-demonstração para contenção do lixo atômico das usinas nucleares dentro de três anos, conforme informou o presidente da estatal, Othon Luiz Pinheiro. Ele garante que o sistema de armazenamento dos rejeitos nucleares é seguro.

A técnica adotada faz o encapsulamento de cada célula do combustível e, depois, o encapsulamento do conjunto de elementos combustíveis atômicos. “É uma proteção a mais”, observa Othon Pinheiro.

Segundo ele, o armazenamento não será imposto a nenhum município, mas aquele que se dispuser a estocar esse lixo será remunerado. “[O município] ganhará royalties por isso. Se nós tivermos a competência para demonstrar que [o sistema] é seguro, vai ter muito município com densidade populacional baixa, sem utilização para terrenos públicos, que vai ganhar com isso, sem nenhuma consequência para a população”.

Apesar de o programa nuclear brasileiro estar sendo revisto, em função do acidente que abalou a Usina Nuclear de Fukushima Daiichi, no Japão, há um ano, Othon Pinheiro acredita que não há razão para interromper a construção de centrais nucleares no país.

Em construção, Angra 3 deverá entrar em funcionamento em 2016 e vai gerar 1.405 megawatts (MW) de energia. Somando com a produção das outras duas usinas em funcionamento, Angra 1 e 2, contribuirá para a geração de 60% da energia consumida no estado do Rio de Janeiro. Othon Pinheiro destacou que, nos últimos dez anos, a contribuição de energia térmica nuclear ao sistema integrado nacional fica, pelo menos, dentro da média de 2.015 MW.

Para o presidente da Eletrobras, o acidente de Fukushima, um grande vazamento de radiação depois que os reatores foram sacudidos por um forte terremoto terremoto seguido de tsunami, em março do ano passado, acabará provando que a energia nuclear dificilmente será abandonada onde é adotada no mundo.

Mesmo descartando problemas similares aos de Fukushima, a Eletronuclear decidiu construir o prédio do reator de Angra 3 à prova de terremoto. De acordo com Othon Pinheiro, a rotina de trabalho na central nuclear brasileira prima pela segurança e pela qualidade de treinamento do pessoal.

Fonte: Agência Brasil

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Interessantíssima e revoltante publicação sobre as implicações da privatização das águas de Manaus. A capital do Amazonas, localizada no principal manancial hídrico mundial, no qual a população, especialmente às mulheres, não possui acesso à água.

Clique na imagem para baixar o PDF da publicação.

Mulheres em luta contra a mercantilização da natureza e da vida!*

Mulheres e homens de todo o mundo resistem ao fato de que a natureza seja considerada como recurso a serviço do lucro de empresas, visto como inesgotáveis ou como mercadorias mais caras à medida que se esgotam, pela má utilização. As mulheres em especial são muito ativas nessas lutas. A experiência que vivenciam de invisibilidade e desvalorização de seu trabalho de cuidados das pessoas é muito similar à invisibilidade e desvalorização da natureza. O tempo e a energia das mulheres em cuidar das pessoas, preparar a comida, os cuidados e a disponibilidade para a escuta não são visíveis e são elásticos. As mulheres são as primeiras a se levantar e as últimas a dormir na maioria das famílias. O tempo e a energia dos processos de regeneração da natureza são ocultados e tratados como impedimentos a serem superados para que a máquina de consumo funcione a todo vapor. As mulheres seguem sendo pressionadas para ajustar lógicas e tempos opostos – o da vida e o do lucro- assumindo as tensões geradas. Seu trabalho é instrumentalizado para amenizar ou ocultar as injustiças promovidas por instituições multilaterais, governos e empresas.
A sociedade capitalista e patriarcal se estrutura em uma divisão sexual do trabalho que separa o trabalho dos homens e o das mulheres e define que o trabalho dos homens vale mais que o das mulheres. O trabalho dos homens é associado ao produtivo (o que se vende no mercado) e o trabalho das mulheres ao reprodutivo (a produção dos seres humanos e suas relações). As representações do que é masculino e feminino é dual e hierárquica, assim como a associação entre homens e cultura, e mulheres e natureza.
A Marcha Mundial das Mulheres luta para superar a divisão sexual do trabalho e, ao mesmo tempo, pelo reconhecimento de que o trabalho reprodutivo está na base da sustentabilidade da vida humana e das relações entre as pessoas na família e na sociedade. Acredita que é possível estabelecer (e em alguns casos reestabelecer) uma relação dinâmica e harmoniosa entre as pessoas e a natureza e que as mulheres com sua experiência histórica têm muito para dizer sobre esse tema.
No Rio + 20, seguiremos na luta contra o capitalismo verde e afirmaremos as alternativas das mulheres.
A Sempreviva Organização Feminista, ligada à MMM, publicou um jornal em que apresenta sua posição em relação a alguns temas da Rio+20 – como economia verde, mercantilização da vida e dos territórios e justiça climática.
Acesse AQUI a publicação em PDF.

El agua es un recurso esencial a la vida y a las diversas producciones; un recurso renovable pero limitado y con disponibilidad irregular. Hoy día, más de 900 millones de personas no tienen acceso al agua potable (de estos, 322 millones son africanos y 234 millones de Asia del Sur) [2] y más de 4 mil millones no se pueden beneficiar del saneamiento.  En el planeta, solamente 3% del agua es dulce y solamente 1% es propia para utilización (99% se encuentra en los glaciares o en capas subterráneas inaccesibles). Además, el agua se encuentra desigualmente repartida sobre la tierra. Un estadounidense consume un promedio de 600 litros de agua por día, un parisiense, 240 litros por día y un africano un promedio de 50 litros por día.

El control sobre el agua es también control sobre los pueblos. En la Cisjordania un colono israelí en las ocupaciones ilegales en territorio palestino utiliza seis veces más agua que un palestino. Los palestinos, se acaso necesitan más agua, la tienen que comprar de una empresa israelí  (Mekorot) que explota el Rio Jordán, localizado en territorio palestino.

Los diferentes usos del agua también son desiguales: según la FAO [3], un 70% de la extracción del agua es usada en la agricultura, seguida de 19% en la industria y producción de energía y 11% en usos municipales (uso doméstico y en los servicios públicos).

Desde los años 1990, las reglas de la OMC y la política neoliberal vehiculadas por el FMI, el Banco Mundial y los acuerdos de libre comercio siguen considerando el agua como una mercancía como las demás. Esto quiere decir que el agua, especialmente en los países del sur puede ser considerada como la propiedad de una empresa o de un individuo que puede venderla si le conviene. En el proceso de “alivio de la deuda” de los “países pobres muy endeudados”, el Banco Mundial impone como condicionalidad la privatización de la distribución del agua en las ciudades [4].

En el auge del neoliberalismo, dichas instituciones, al igual que la Unión Europea, alardeaban que la participación de las empresas privadas era una condición para asegurar el acceso al agua potable. En realidad, la entrada de las empresas privadas en los servicios de distribución del agua ha significado el aumento abusivo de precios y la privación del acceso, por ejemplo, por medio de la instalación de medidores de prepago y corte inmediato de aguas de las familias que no podían pagar.

Los “principios de Dublín”, resultado de la Conferencia Internacional sobre agua y medio ambiente que sucedió en Dublín, 1992, se han tornado un nuevo consenso para la gestión del agua en ámbito mundial, para los gobiernos, al igual que para las organizaciones internacionales y ONGs, porque aparentaba ser políticamente neutro y sin controversias. Sin embargo, la aplicación de estos principios tiene diversas consecuencias. El principio 3 trata del rol de las mujeres: “La mujer desempeña un papel fundamental en el abastecimiento, la gestión y la protección del agua”. Las mujeres son presentadas como una categoría social unitaria, como se conformasen un grupo políticamente, económicamente y socialmente homogéneo. Además, el reconocimiento  del “papel fundamental” de las mujeres en este contexto abre camino para su instrumentalización [5].

Las jornadas de Cochabamba, Bolivia entre enero y abril de 2000, marcan un momento de cambio en esta historia. Mujeres y hombres de los barrios populares, campesinas e indígenas se han movilizado contra la privatización de los servicios, manejados con la participación de la empresa estadounidense Bechtel, y que había resultado en el aumento del precio en más de un 50%. El episodio conocido como la guerra del agua no solamente ha desnudado la perversidad de la privatización del suministro del agua como las inúmeras posibilidades que se abren con la revuelta popular. Su victoria en revertir la privatización ha alimentado la lucha contra la Área de Libre Comercio de las Américas, derrotada en 2005, y el cambio de gobierno con la elección de Evo Morales en este mismo año. Bolivia ha considerado los derechos de la naturaleza y el agua en su Constitución, aprobada en 2009, y propone a las Naciones Unidas el reconocimiento del derecho al acceso al agua de cualidad como un derecho humano, finalmente aceptado por su Asamblea General en 2010.

En 2008, la Coalición contra la privatización del agua de Sudáfrica gana una demanda que asegura a las familias de Soweto el derecho de tener el doble de agua del grifo. En 2010, el servicio de agua de Paris vuelve a ser público. La Unión Europea empieza a fortalecer las experiencias de asociación público-público en la mejora de los servicios de abastecimiento del agua. Sudáfrica, Ecuador y Uruguay también han previsto en sus Constituciones el agua como derecho humano. [6]

Mientras la lucha por servicios públicos que garanticen el acceso al agua de cualidad sigue en el mundo, también las luchas contra otras formas de acaparamiento del agua son expandidas. En Estados Unidos, comunidades de California, Maine y Michigan han triunfado contra los tratos de favoritismo que permitían a Nestlé bombear agua de ríos, lagos y acuíferos para la venda de agua en botellas. En 2005, las comunidades y el gobierno local de Kerala en India han logrado cerrar una planta de Coca-Cola altamente contaminante y consumidora de agua.[7]  Dicho logro es particularmente simbólico, porque Coca- Cola es conocida por vender como sociales proyectos que favorecen a sus intereses. En una práctica de “gender washing” (lavandería de género), Coca-Cola firmó una asociación con ONU Mujer en 2011 para empoderamiento económico de las mujeres en pequeños negocios, como las recicladoras.

En el Valle del Narmada en India, en las tierras Maya-Lenca en Honduras, en el Valle del Omo en Etiopia y en tantos otros territorios, comunidades resisten a la construcción de mega represas y plantas hidroeléctricas que inundan tierras, desplazan populaciones y limitan los usos de los ríos que eran la base de su supervivencia y cultura.

En 2006, las mujeres de la Vía Campesina han realizado una acción en las plantas de la empresa papelera Aracruz contra el monocultivo de eucaliptus. La radicalidad de su acción ha puesto en relevo la desertificación causada por los extensivos plantíos con el uso intensivo del agua y su contaminación por agro tóxicos o por la crianza intensiva de cerdos y gallinas. Cuando un país exporta pasta de celulosa o soja también exporta grandes cuantidades de agua utilizadas en su producción.

La Gran Marcha por el agua y la vida, que sucederá en febrero del 2012, en Perú, llama la atención para el uso excesivo del agua y su contaminación por las empresas mineras. Denuncia los males causados por las empresas ya existentes, resiste a la instalación del proyecto Minas Conga, demanda la prohibición de minería en cabeceras de cuencas y glaciares y la moratoria de concesiones mineras. La explotación de oro al aire libre con cianuro utiliza millones de litros de agua potable diariamente. La denuncia del pueblo peruano se añade a la resistencia de comunidades afectadas por la minería en diversas partes del mundo como en Guatemala, Rumania, Mozambique y muchas otras.

Mujeres en la gestión del agua y en la lucha contra su privatización

En las zonas rurales, especialmente en los países del sur, las mujeres se ocupan de asegurar el agua necesario para el uso domestico, además de asegurar que el abastecimiento sea suficiente o que haya agua estocada de manera adecuada en la casa, son ellas que de hecho gestionan el agua en el domicilio. Las niñas son muchas veces privadas de la educación pues sus madres necesitan que ellas les ayuden a buscar agua a lo largo de los días. Las mujeres, especialmente las mujeres rurales, no tienen acceso al agua potable cuando es industrializada y envasada para la venta. También por que las estructuras responsables del tratamiento de agua no realizan correctamente su trabajo.

Las mujeres tienen igual rol a nivel comunitario, incluso en la construcción y manutención de las instalaciones de acceso al agua. Ellas son, en general, responsables por la manutención de las letrinas. Ellas también auxilian los niños, las personas mayores o enfermas en sus necesidades sanitarias y de higiene. Ellas se preocupan con la seguridad (sobre todo de los niños) y con la intimidad: las mujeres quieren, antes de todo, estar seguras que sus niños no van a caer en las fosas y ellas demandan puertas con cierre para se proteger de las vistas de los pasantes. Además en algunos países, la falta de aseos cerca de casa plantea grandes riesgos de violencia para las mujeres, incluida la violación, sobre todo cuando es tarde de la noche.

En las ciudades, en todas las partes del mundo, las mujeres gestionan la utilización del agua por la familia. Con el acceso limitado por los altos precios o por racionamiento son ellas las que administran la escasez y se acuerdan de guardar agua en reservatorios. En Barcelona, durante la sequía de 2008, la comunidad ha resistido a mega proyectos como la transposición del río Ebro y reflexionado sobre formas de consumir menos agua. Las mujeres, aún más, han asumido los costos de imponer reglas más rígidas en el cotidiano, especialmente a los hijos como  baños más cortos.

Mujeres y hombres de todo el mundo resisten a que el agua y la naturaleza sean consideradas recursos a servicio de la ganancia de las empresas, percibidos como inagotables o como mercancía  más cara a medida que se agota por su mala utilización.  Las mujeres en especial son muy activas en estas luchas. La experiencia que viven de invisibilización y desvalorización de su trabajo de cuidado de las personas es muy similar a la invisibilidad y desvalorización de la naturaleza. El tiempo y la energía de las mujeres en cuidar, en el preparo de la comida, en los afectos, la disponibilidad para la escucha no son visibles y son elásticos. Las mujeres son las primeras a levantar y las ultimas a dormir en la mayoría de las familias. El tiempo y la energía de los procesos de regeneración de la naturaleza son ocultos y tratados como impedimento a superar para que la máquina del consumo siga operando a todo vapor. Las mujeres siguen presionadas a ajustar las lógicas opuestas y tiempos de la vida y del lucro, asumiendo las tensiones que de ahí vienen. Su trabajo es instrumentalizado para amenizar u ocultar las injusticias promovidas por instituciones multilaterales, gobiernos y empresas. Si las mujeres caminan distancias más largas para encontrar agua o esperan horas en la cola del camión cisterna esto no es considerado un problema porque dichos agentes lo justifican como parte de su rol de madres.

La sociedad capitalista y patriarcal se estrutura en una división sexual del trabajo que separa el trabajo de hombres y lo de las mujeres y preconiza que el trabajo de los hombres vale más que lo de las mujeres. El trabajo de los hombres es asociado al productivo (lo que se vende en el mercado) y el trabajo de las mujeres al reproductivo (la produción de seres humanos y sus relaciones). Las representaciones de lo que es masculino y feminino son duales y jerárquicas como lo es la asociación entre hombres y cultura y mujeres y naturaleza.

En la Marcha Mundial de las Mujeres luchamos para superar la división sexual del trabajo, al igual que por el reconocimiento de que el trabajo reproductivo está en la base del sostienimiento de la vida humana y de las relaciones entre las personas en la familia y en la sociedad. Creemos que es posible establecer (y en algunos casos reestablecer) una relación dinamica y harmoniosa entre las personas y la naturaleza y que las mujeres, con su experiencia histórica, tienen mucho a decir sobre el tema y deben estar implicadas en los procesos de decision y de gestión del agua.

Nuestro desafío es unir las luchas por bienes comunes y servicios públicos de las mujeres del campo y de la ciudad como la protección de la naturaleza, contra la privatización de la vida. Nuestro objetivo es fortalecer los lazos entre mujeres, concienciar sobre los problemas comunes y particulares en cada ámbito y luchar por cambios en los modelos de producción y consumo. [8]

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[1]  Entre el 14 y el 17 de Marzo de 2012, el Foro Alternativo Mundial del Agua sucede en Marsella, Francia. El Secretariado Internacional de la MMM ha elaborado  este texto con la colaboración de activistas del Colectivo 13 Femmes de Marsella et de la MMM Francia para situar la problemática de la privatización y acaparamiento del agua. Invitamos a todas las Coordinaciones Nacionales y los grupos participantes de la MMM a debatírselo y enviarnos comentarios, reacciones y acrecimos al coreo: Info@marchemondiale.org para poder avanzar en nuestro análisis y construcción de propuestas.
[2]  http://www.partenariat-francais-eau.fr/spip.php?article620
[3]  http://www.fao.org/nr/water/aquastat/water_use/indexfra.stm
[4]  http://www.cetim.ch/fr/interventions_details.php?iid=185
[5]  Trottier, Julie, “Water Crises: political construction or physical reality?”, Contemporary Politics, Vol. 14, n°2, June 2008, pp.197-214
[6]  Bell, Beverly et Colectivo Other Worlds: ¿Quien dice que no podemos cambiar el mundo? Economías y Sociedades Justas en un Planeta Injusto. Other Worlds, EEUU y Otros Mundos, Chiapas, México, Noviembre 2009, pp. 14-17.
[7]  Ibidem
[8] Marcha Mundial de las Mujeres – Campo de acción “Bien común y los servicios públicos ” http://www.marchemondiale.org/actions/2010action/text/biencomun/fr?set_language=fr&cl=fr  consultado en febrero de 2012. El agua es un bien común de la humanidad. El acceso al agua de cualidad es un derecho de todas y todos.

Fonte: http://www.marchemondiale.org/themes/biencommun/agua2012/es

por Cíntia Barenho

Primeiramente é importante reforçar que existem muitos pontos em comum entre as estratégias e discursos de dominação da natureza, dos territórios e dos corpos das mulheres. Igualmente existe um paralelo entre a exploração da natureza e do tempo das mulheres: parecem fontes inesgotáveis e flexíveis e são usados como variável que pode ser ajustada fácil e continuamente, garantindo lucro do mercado e sustentabilidade da vida às custas do sobretrabalho das mulheres e da apropriação privada dos bens comuns!

Diante disso que gostaria de colocar os argumentos que nós da Marcha Mundial das Mulheres e do CEA defendemos em relação à água pública, reforçando que o acesso à água potável e ao saneamento básico é um direito humano (não humano) essencial como declarado pela ONU em 2010.

Em 2010 nós também marchamos contra a privatização da natureza e dos bens comuns.    Para nós acesso universal à água potável e ao saneamento básico, assim como aos serviços públicos de qualidade (saúde, educação, transporte coletivo) devem ser assegurados pelo Estado, que deve atuar como garantidor dos direitos e necessidades básicas. Também discutimos questões sobre o hidronegócio, seja através do modelo energético brasileiro dominado por hidrelétricas, pela expansão da monocultura irrigada, mineração e siderurgia, e até mesmo com as grandes obras de infra-estrutura, como a transposição do São Francisco.

É importante estarmos atentas que o processo de privatização não algo de agora e muito menos uma maligna ideia de algum prefeito (apesar de…bom..) desde o final do século água passou a ser considerada pelas agências internacionais (como FMI-OMC) como tema central para as negociações nas arenas econômicas. Mas para isso inicialmente começaram a difundir a ideia de “crise mundial da água”, fixar metas de garantia de “água para todos”, assim abriu-se caminho para a privatização.

Em escala global os bens naturais passam a ser vistos como estoques, mercados de commodities ou de futuro, a serem regulados diretamente pelos conglomerados transnacionais. Isso estão fazendo não só com água, mas já estão loteando o ar, com os tais créditos de carbono.    

Assim os interesses do mercado tem pressionado os países a construir novo marco regulatório liberando o comercio de serviços públicos em geral. O que está em jogo é o domínio dos serviços de água, impulsionado por uma lógica que vê a água como mercadoria submetida à regulação do mercado, e por isso também é ambíguo o entendimento de que não é a água que está em discussão, mas os serviços.

No Brasil já vivemos amargos anos em que a política pública era da privatização. Sarney, Collor e o advento com o FHC. Muito foi privatizado e vendido a preço de “banana”, ou melhor, entregue quase de graça a iniciativa privada. Importante destacar que na América Latina houve fracasso nos processos de privatização da água, evidenciando o fracasso das políticas neoliberais no continente. Vide o caso de Cochabamba/Bolivia (2000), no episódio conhecido por “Guerra da água” (2000) onde a empresa Bechtel Corporation ( EUA) comprou a concessão por 40 anos e até as águas das chuvas estavam privatizadas.

No entanto, atualmente mesmo que a presidenta Dilma afirme que o Brasil já está vacinado ao neoliberalismo, os processos privatizações seguem, como podemos ver aqui em Santa Cruz do Sul e em outros municípios do RS. Claro que cabe lembrar que nossos últimos governos estaduais havia claro alinhamento com as políticas neoliberais.

O argumento básico é sempre o mesmo: Privatiza-se para pagar dívidas, melhor atender a demanda, aumentar a eficiência e a qualidade já que a empresa estatal não dá conta de fazê-lo;

Privatizar ou desregulamentar a água significa amortecer as nervuras sociais de uma coletividade, significa minar a capacidade de planejar as políticas públicas com foco na universalidade de direitos e no controle social.

Violação do nosso direito à autodeterminação, direito de decidir que país e mundo queremos. E mais, tais processos visam acabar com os vínculos entre as pessoas, e entre elas e seu espaço, em função de vínculos individuais e monetários com empresas concessionárias. Combatem o usufruto coletivo da água, justificando como “fator de desperdício”. Colonizam a vida cotidiana impondo o que consideram padrões “adequados” de clientilização e de “consumo racional”.

Me preparando pro nosso debate busquei subsídios na privatização das águas de  Manaus, sob domínio da empresa Suez (monopólio transnacional francês da água, eletricidade e gás natural) que impõe, desde 2000, tarifas muito superiores às cobradas em Roma, que possui infinitamente menos corpos d’água, que a capital amazonense.

Para a Suez, foi um excelente negócio: pagou 193 milhões de reais, por um serviço com valor contábil estimado em 480 milhões, por 45 anos de concessão.

Claro que por lá, a agência reguladora estatal abandonou sua responsabilidade pública e passou a não fiscalizar a concessão.

Em Manaus há um péssimo serviço prestado pela empresa, inclusive recentemente a empresa, para evitar eventuais problemas em relação à qualidade do serviço, propôs a divisão da cidade de Manaus em duas áreas: a área “consolidada”, onde a água distribuída será potável e a área de “expansão” (isto é, boa parte da periferia) onde o respeito pelas normas de potabilidade não poderá ser garantido. Ou seja: uma espécie de apartheid social da água.
    
Mas quais são os impactos para nós mulheres? Por que nós mulheres devemos estar unidas contra a privatização da água?
A privatização das águas de Manaus, região onde há concentração de quase 70% da água doce na América do Sul, evidencia o impacto sobre a vida cotidiana das mulheres:

  • a gestão da vida cotidiana ainda é papel predominantemente feminino. O trabalho não pago exercido pelas mulheres na esfera do cuidado, no âmbito doméstico, delimitam sua inserção nas atividades do mercado. Para se ter uma ideia, se o trabalho doméstico fosse contabilizado significaria 12,7% do PIB brasileiro, algo próximo ao produzido pela agricultura. Mas para o sistema capitalista mais vantagem há em manter-se invisível o trabalho das mulheres, apropriando-se do trabalho como externalidade;
  • a privatização afeta as mulheres tanto no âmbito produtivo como no reprodutivo;
  • é predominante às mulheres o trabalho de carregar água para dentro de casa e fazer a gestão cotidiana da escassez, geralmente em penosas condições que sobrecarregam o trabalho doméstico. São as mulheres que sacrificam seu tempo de trabalho remunerado, seu estudo ou simplesmente seu momento de lazer;
  • a gestão cotidiana da água impede muitas mulheres de terem uma vida regular de trabalho. As mulheres cobram que a Suez deveria indenizá-las pelo tempo perdido;
  • a privatização dos serviços de distribuição de água agravam as situações de pobreza, consequentemente são as mulheres as maiores vítimas já que 70% dos pobres do mundo são mulheres;
  • se as mulheres são as mais pobres, consequentemente tem dificuldade em pagar as contas domiciliares, assim a água se transforma em um bem impossível de ser usado.as políticas de ajuste estrutural, de Estado mínimo, não só penalizam as mulheres como também aprofundam as desigualdades de gênero;
  • Ou seja, não há neutralidade e não há equidade de gênero nos processos de privatização.

Assim, cabe reforçarmos a luta em defesa de água pública através da aprovação da PEC da Água (206/2011) que tramita na Assembleia Legislativa e tensionar para que haja um projeto de lei nacional. Que haja projetos de Saneamento para a cidadania, não para o retorno financeiro. O direito à água facilita o trabalho cotidiano das mulheres, permitindo inclusive avanços nos processos de equidade de gênero. Sendo assim que nossa luta seja pela água como direito à vida, à equidade e ao desenvolvimento, e não como uma mercadoria.

por Yuko Tonohira*

Estou aqui para falar com você sobre o impacto do desastre nuclear no trabalho reprodutivo, e muitas vezes são as mulheres que estão sobrecarregadas com várias lutas na vida cotidiana. Primeiro, eu gostaria de atualizá-lo com alguns fatos.

O desastre nuclear de Fukushima está longe de terminar.

Os reatores ainda estão vazando substâncias nucleares radioativas.

O governo ainda não está nos dizendo que há riscos para a saúde
No momento nós não podemos ver como os efeitos da radiação vão ser, mas precisamos esperar pior do que o que já sabemos.
Claramente, área muito mais ampla em torno da planta Fukushima precisa ser evacuada.

No rescaldo do acidente nuclear, o governo japonês não nos dizem os níveis de contaminação no ar, a água, o solo, a comida. Em vez disso, eles disseram que não há efeitos imediatos para a sua saúde.

O governo, com ajuda da mídia, pediu às pessoas para continuar com suas vidas e até mesmo continuar a comer produtos da área de Fukushima, alegando que ser um ato patriota. Se você ligasse a tv que você veria celebridades mordendo vegetais das área atingidas por desastres e dizendo que é delicioso, e seguro.

O governo informou às mulheres grávidas e mães com crianças que a água é segura para beber e, mesmo se eles comerem alimentos contaminados, não terá efeitos na saúde. Disse também que o leite do seu seio é completamente seguro, e que se elas ficam muito preocupadas com a radiação haverá efeitos negativos para seus bebês.

As mulheres são mentalmente confundidas, entre a propaganda de segurança por parte do governo e a luta contra as ameaças diárias de radiação que é invisível, mas certamente deve contaminá-las.

Mais uma vez, tudo o que ouvem do governo é que não há efeitos imediatos para a saúde.

Devo evacuar? Ou devo ficar?
Que devo comer ou não?
Devo usar uma máscara?
Devo fazer os meus filhos usam máscaras?
Devo deixá-los jogar ao ar livre?
Eu deveria levantar a minha voz ou manter minha boca fechada?

Estas são as perguntas que todos se fazem todos os dias.

Por aqui, nós também vivemos sob o mesmo sistema baseado no mito de segurança e mentiras.

A energia nuclear é originada do desenvolvimento de tecnologia militar, em meados do século 20. Desde que a energia nuclear foi introduzida no Japão pelas corporações dos EUA, como a GE e a Westinghouse, durante a década de 50, manteve-se como um importante programa nacional, para o bem das relações de ‘segurança’ EUA-Japão.

Agora, as pessoas em Fukushima foram feitas de pesquisa para os experimentos nucleares. Isso é uma pesquisa sem tratamento.
Em setembro do ano passado o governo deu às crianças e mulheres grávidas crachás de dosímetros de pequena radiação. Os resultados são recolhidos pelo governo local a cada três meses e enviados para o centro nacional de câncer. O governo decidiu também que mais de 360 mil pessoas, além de recém-nascidos serão ao longo da vida objetos de exame de câncer de tireóide. Se o objetivo desta pesquisa é o de proteger as vidas humanas, deveriam ser evacuados para um lugar mais seguro em primeiro lugar.

Tantas vidas e recursos naturais são sacrificados apenas para a energia nuclear permanecer aqui, com ou sem acidentes.

Então, o que os japoneses estão fazendo? Para resumir:
-Desde 11 de março as pessoas foram rapidamente educar-se sobre diferentes tipos de materiais radioativos e seus vários efeitos ao corpo humano.
-Eles estão monitorando o nível de radiação em suas próprias comunidades, com os seus próprios contadores Geiger em suas mãos. Essas atividades baseadas na comunidade começou muito autônoma, fora da sua necessidade de obter informações mais ninguém oferece.
-As mulheres, especialmente aquelas com filhos estão protestando contra as autoridades. Na semana passada, as mulheres de todo o Japão começaram a ocupar ruas em torno do ministério da economia, e manter negociações diretas com funcionários governamentais para exigir a evacuação das crianças, a divulgação de todas as informações contaminação de alimentos e etc.

Um mês atrás, uma mãe de Fukushima visitou NY para falar sobre sua experiência. Ela disse para nós, que se pergunta se Fukushima aconteceu para toda a humanidade para mudar nossa percepção sobre o valor monetário, e para todos nós percebermos quão valiosos são nossos bens comuns: o ar, solo, água.

A luta pela abolição das armas nucleares envolve todos os elementos do nosso mundo que ainda é controlada pela sociedade altamente consumista baseada no capitalismo à custa do bem-estar humano. Como eu disse anteriormente, as mulheres são as mais fortemente opostas à propaganda do governo sobre o patriotismo e sacrfifício. Elas estão lutando para resistir a essa lógica suicida, o que exige de suas famílias consumir produtos radioativos para mostrar ao mundo que tudo está bem neste país e que energia nuclear é algo que podemos conviver. Sua resistência precisa do nosso apoio. Por favor, conecte-se conosco e preste atenção em nossas atividades aqui e no Japão.

*Yuko Tonohira é militante ecofeminista japonesa da luta anti-nuclear, que atualmente mora nos EUA. Tradução Ticiana Gabrielle Amaral Nunes.

O CEA esteve presente com a militante Cintia Barenho que contribuiu com a formação das mulheres discutindo o que está em jogo no Código Florestal  agora que tramita novamente no Congresso Nacional.

por Rachel Duarte

Sob sol intenso, mais de mil mulheres do campo e da cidade marcharam por mais amor à vida e à terra, nesta terça-feira (6), em Porto Alegre. O grupo ocupou a frente da sede do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) para sensibilizar as autoridades locais sobre os danos da estiagem aos pequenos produtores e a falta de políticas públicas preventivas à seca. Após uma hora e meia de caminhada – em meio a alguns gritos masculinos pedindo para que elas “fossem para casa trabalhar” -, as mulheres se dividiram em grupos temáticos na Praça da Matriz e organizaram a pauta reivindicatória da Jornada Nacional de Lutas das Mulheres do Campo e da Cidade, organizada pela Via Campesina por ocasião do Dia Internacional da Mulher, 8 de março. Este ano, as mulheres cobram fundamentalmente o veto da presidenta Dilma Rousseff ao Novo Código Florestal.

Mais de mil mulheres camponesas marcharam contra o Novo Código Florestal e outras lutas./Foto: Leandro Silva.

“Começamos e não vamos parar mais. Este papel de luta e esforço está na história das mulheres”, disse a representante do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Silvia Marques. Ela explica que tradicionalmente as mulheres dos principais movimentos sociais de trabalhadores aproveitam a proximidade com o Dia Internacional da Mulher para sensibilizar a sociedade e autoridades sobre as políticas de gênero necessárias nas intervenções do estado. “Somos nós que cuidamos do alimento e nos preocupamos com aquilo que está indo para a mesa. Temos pesquisas que apontam que são utilizados 5,2 litros de veneno por ser humano nos alimentos. Nós estamos querendo produzir alimentos saudáveis, mas, precisamos de condições para isso”, cobra Silvia.

Além do uso de agrotóxicos, as trabalhadoras cobram ações preventivas para evitar os danos aos pequenos produtores que sofrem há oito anos com a estiagem no RS. “Se tivéssemos um plano de irrigação não teríamos este problema. Mas, só tem nas grandes lavouras. Nestas não falta água. Nós já perdemos a segunda safra. Perdemos tudo”, lamenta a trabalhadora Adriana Pereira, do MST. Ela afirma que uma pauta específica do MST, referente ao assentamento de mil famílias prometido pelo governo gaúcho seria entregue nesta terça.

“Esperamos que a Dilma se sensibilize”

Via Campesina ocupa por uma hora e meia a Praça de Pedágios da empresa Univias, na BR 290./Foto: Leandro Silva.

As atividades no Rio Grande do Sul iniciaram às 8h30min, com a ocupação da praça de pedágios da empresa Univias, na BR-290, por uma hora e meia. Os protestos se estenderam ao condomínio Ponta da Figueira, em Eldorado do Sul. Em meio às cobranças por moradia, trabalho e direitos, as mulheres gritavam para que Dilma Rouseff não assine em baixo do texto do Novo Código Florestal, que está na pauta de votação dos deputados federais.

“É quando vamos para as ruas que as coisas acontecem. Não podemos ficar a mercê das decisões políticas. Nós queremos os nossos direitos, mas queremos produzir em uma nação soberana. Este código é a abertura das fortalezas naturais para os latifundiários. Vamos viver apenas de soja e eucalipto se isso for concretizado, é só o que sobrará”, defende a trabalhadora Silvia Marques.

“No Dia Internacional da Mulher não se comemora, se luta”

A jornada nacional de luta das mulheres seguirá ao longo da semana. As representantes do movimentos sociais defendem que a conquista dos direitos feministas devem ser feitas ao longo do ano, o que não justificaria celebrar uma data marco para as mulheres. “Nós saímos das nossas regiões para lutar constantemente. No dia 8 de março não comemorarmos, nós fazemos luta e reafirmamos a nossa caminhada por uma vida mais digna para os nossos filhos”, falou Adriana Pereira.

Jornada de Lutas inicia por Eldorado do Sul e encerra na Praça da Matriz, no Centro de Porto Alegre./Foto: Leandro Silva.

No ato desta terça, muitas mulheres marcharam acompanhadas dos filhos. No colo delas também veio a cobrança por serviços decentes e uma maior oferta de casas abrigo e Centros de Referência para Mulheres Vitimas de Violência. “No interior é uma dificuldade para registrar ocorrência em delegacias. Tem lugares que nem tem delegacia. Aqui em Porto Alegre mesmo, uma mulher da Vila Bom Jesus tem que pegar duas conduções para chegar no serviço policial mais próximo”, cobra a representante do Movimento dos Trabalhadores Desempregados (MTD), Chirlei Fischer.

A Jornada Nacional de Lutas das Mulheres do Campo e da Cidade iniciou no dia 3 de março, na Bahia. Organizada pela Via Campesina Brasil em torno do Dia Internacional de luta das mulheres, 8 de março, as ações cobram do Instituto Nacional da Colonização e Reforma Agrária (Incra) agilidade nos processos de desapropriação dos latifúndios das grandes áreas do monocultivo de eucalipto.

Nesta terça-feira, 6, mil trabalhadoras Sem Terra do Paraná também ocuparam a sede do Incra, em Curitiba, para cobrar agilidade na desapropriação das áreas para as 6 mil famílias acampadas no estado. O protesto reivindicou investimentos para habitação rural, infraestrutura para a agricultura familiar, créditos de fomento para produção agrícola e assistência técnica. Na Assembleia Legislativa do Paraná foi realizada ainda uma sessão especial contra as mudanças do Código Florestal e as mulheres também cobraram de Dilma o veto às mudanças feitas por senadores e deputados federais.

Fonte: Sul21

É com grande tristeza que a família da professora Wangari Maathai anuncia seu falecimento em 25 de setembro de 2011, no Hospital de Nairobi, depois de uma brava e prolongada luta contra o cancer. Seus entes queridos estavam com ela no momento do falecimento.

A partida Professor Maathai é prematura e uma perda muito grande para todos que a conheciam, como uma mãe, parente, colega de trabalho, amiga, modelo de pessoa e heroína, ou para os que a admirava por sua determinação em fazer do mundo um lugar mais pacífico, mais saudável e melhor.

Prof Wangari Muta Maathai começou o Green Belt Movement (Movimento Cinturão Verde) em 1977, trabalhando com as mulheres para melhorar seus meios de subsistência, aumentando o seu acesso a recursos como lenha para cozinhar e água limpa. Ela se tornou uma grande defensora de uma melhor gestão dos recursos naturais e da sustentabilidade, eqüidade e justiça.

Prof Maathai deixa seus três filhos-Waweru, Wanjira e Muta e neta, Ruth Wangari. Eles são realmente muito gratos por todas as orações e apoio que receberam.

Em breve serão fornecidas mais informações sobre como a vida Prof será celebrada, onde partilhar memórias e condolências, e como se juntar a nós para construir o seu legado para as gerações vindouras.

Fonte: http://greenbeltmovement.org/index.php

A denúncia contra os desertos verdes segue com as mulheres, agora as Baianas

Por Ivonete Gonçalves*, especial para o Blog Combate ao Racismo Ambiental

Na noite do dia 27 para o dia 28 as mulheres chegaram de todas as partes do Extremo Sul da Bahia no local, onde mais tarde viria a ser o acampamento Irmã Dorothy Stang. Muitas delas carregavam os seus filhos e filhas como se fossem para a melhor festa do planeta. E por volta das 4:00 horas, do dia 28, antes mesmo que o Rei Sol surgisse no horizonte, centenas de árvores inúteis do deserto verde de eucaliptos tombavam numa área de cerca de 8 mil hectares da Veracel Celulose, a maior proprietária de terras do Estado da Bahia. E foi assim durante os 10 dias que resistem no local.

Todas as manhãs as mulheres tomadas pela consciência de que o ‘modelo de desenvolvimento’ baseado no latifúndio; no agronegócio não poderá ser tolerado pois é  responsável pela destruição da biodiversidade, cortam eucalipto e plantam alimentos. São cerca de 1500 mulheres de todas as idades, credos e cores. Cozinhas, barracos, plantios, escola, posto de saúde, construídos coletivamente. Uma verdadeira lição de cidadania e amor!

Debaixo de lonas pretas sob sol escaldante, movidas pela esperança de viver em paz com todo direito ter direitos iguais avançaram sobre um dos maiores ícones da prepotência humana. A paisagem monótona e sem vida dos eucaliptais deu lugar a barracos gigantes, com vozes, crianças, brincadeiras e muita alegria. Começam a chegar também os vendedores ambulantes, que excluídos do tal ‘mercado de trabalho’ aproveitam para ganhar o sustento. As mulheres transformaram o deserto em uma cidade criativa e diferente.

Este deserto monocultural muitos acreditam ser impermeável. Mas as mulheres, trabalhadoras rurais sem terra, expatriadas em seu próprio país, cansadas de viver precariamente não aceitam mais viver sob o jugo dos colonizadores. Stora Enso, Fíbria, Suzano, Arcelor Mital, BNDES ou qualquer outro monstro que aproxime será enfrentado e com suor e trabalho serão transformados. Muitas pessoas vieram, de perto e de longe engrossar as fileiras da luta. De todas as partes vieram apoios e conforto.

No dia 4, o trânsito da rodovia BR 101 foi interrompido, e as mulheres pediram uma audiência com o Ministro do Desenvolvimento Agrário exatamente na hora em que a Presidenta Dilma Rousseff estava na Bahia, na cidade de Irecê. Elas exigem que as famílias que estão acampadas nas estradas do Extremo Sul da Bahia sejam assentadas. São cerca de 2000 famílias vivendo debaixo de lonas enquanto a região possui cerca de 700 mil hectares de eucalipto. E, durante duas horas, trabalhadores e sociedade aguardaram a liberação da estrada. As mulheres liberaram a BR agradecendo a paciência dos motoristas e informando o objetivo da luta.

O dia 8 de março começou com uma alvorada; as mulheres cantavam animadas: “Olê mulher renderia, olê mulher rendá, saia do fogão e venha se libertar”. As mulheres do Movimento de Luta pela Terra (MLT) chegaram de outro acampamento para colaborar e participar. Trouxeram leite, farinha, feijão e verduras para complementar o almoço especial do dia Internacional da Mulher e comemorar juntas com emoção.

Os alimentos são produzidos no acampamento Baixa Verde do MLT em uma área devoluta que a Veracel plantou eucalipto. São 1.333 hectares que agora sustenta cerca de 85 famílias. Se depender das mulheres do acampamento Irmã Dorothy Stang e suas aliadas e aliados, a experiência de vida de subordinação, subjugação e discriminação terá dias contados.

Samba de couro, música popular,  poesia e mística foram as sobremesas que permearam durante toda a tarde. Políticos, sindicalistas, camaradas de todos os segmentos da sociedade vieram ver de perto a cidade de lona construída por mulheres. Na escola, 280 crianças encantaram o público com cantos, desenhos, místicas e brincadeiras. A oradora militante começa o discurso dizendo que ‘enquanto houver tanta gente sem terra e tanta terra sem gente a luta vai continuar. Não podemos ver nosso país refém de empresas como Stora Enso e Fíbria, que envenena terra e gente. Não queremos ser herdeiros das ruínas que este projeto resultará. O clima já se transformou e certamente virá tempestades e mudanças que nós hoje sequer podemos imaginar. Não podemos apenas assistir. Temos que construir outra realidade ’.

As mulheres lembraram também que as empresas que plantam eucalipto e possuem fábricas de celulose são também responsáveis pelo aquecimento do planeta. Para plantar eucalipto eles derrubam a Mata, em nosso caso a Mata Atlântica. As empresas usam venenos que tem como base o petróleo, grande responsável pelo aquecimento global e, ainda, no processo de produção de papel, utilizam muita energia e isso causa emissão de carbono. E ainda querem nos fazer crer que estas mesmas empresas podem solucionar o problema. Buscam ainda receber créditos do chamado ‘mercado de carbono’, sob o argumento de que a plantação de eucalipto capta, em seu período de crescimento, uma quantidade de dióxido de carbono. Mas se o eucalipto é cortado em 7 anos, o que acontece?  Isso certamente é apenas mais uma estratégia para gerar mais lucros e tentar limpar a sua imagem e realidade ameaçadora.

E, diante disso, as mulheres seguem na luta pelo direito à terra e ao território!  Pelo direito à vida! Contra a todas as formas de racismo, de opressão e de exploração!

*Ivonete Gonçalves é do CEPEDES – Centro de Estudos e Pesquisas para o Desenvolvimento do Extremo Sul/Ba.

Fonte: racismoambiental

A cultura patriarcal tem uma dimensão particularmente perversa: a de criar a ideia na opinião pública que as mulheres são oprimidas e, como tal, vítimas indefesas e silenciosas. Este estereótipo torna possível ignorar ou desvalorizar as lutas de resistência e a capacidade de inovação política das mulheres.

por Boaventura de Sousa Santos

No passado dia 8 de março celebrou-se o Dia Internacional da Mulher. Os dias ou anos internacionais não são, em geral, celebrações.

São, pelo contrário, modos de assinalar que há pouco para celebrar e muito para denunciar e transformar. Não há natureza humana assexuada; há homens e mulheres. Falar de natureza humana sem falar na diferença sexual é ocultar que a “metade” das mulheres vale menos que a dos homens. Sob formas que variam consoante o tempo e o lugar, as mulheres têm sido consideradas como seres cuja humanidade é problemática (mais perigosa ou menos capaz) quando comparada com a dos homens. À dominação sexual que este preconceito gera chamamos patriarcado e ao senso comum que o alimenta e reproduz, cultura patriarcal.

A persistência histórica desta cultura é tão forte que mesmo nas regiões do mundo em que ela foi oficialmente superada pela consagração constitucional da igualdade sexual, as práticas quotidianas das instituições e das relações sociais continuam a reproduzir o preconceito e a desigualdade. Ser feminista hoje significa reconhecer que tal discriminação existe e é injusta e desejar activamente que ela seja eliminada. Nas actuais condições históricas, falar de natureza humana como se ela fosse sexualmente indiferente, seja no plano filosófico seja no plano político, é pactuar com o patriarcado.

A cultura patriarcal vem de longe e atravessa tanto a cultura ocidental como as culturas africanas, indígenas e islâmicas. Para
Aristóteles, a mulher é um homem mutilado e para São Tomás de Aquino, sendo o homem o elemento activo da procriação, o nascimento de uma mulher é sinal da debilidade do procriador. Esta cultura, ancorada por vezes em textos sagrados (Bíblia e Corão), tem estado sempre ao serviço da economia política dominante que, nos tempos modernos, tem sido o capitalismo e o colonialismo. Em Three Guineas (1938), em resposta a um pedido de apoio financeiro para o esforço de guerra, Virginia Woolf recusa, lembrando a secundarização das mulheres na nação, e afirma provocatoriamente: “Como mulher, não tenho país. Como mulher, não quero ter país. Como mulher, o meu país é o mundo inteiro”.

Durante a ditadura portuguesa, as Novas Cartas Portuguesas publicadas em 1972 por Maria Isabel Barreno, Maria Teresa Horta e Maria Velho da Costa, denunciavam o patriarcado como parte da estrutura fascista que sustentava a guerra colonial em África. “Angola é nossa” era o correlato de
“as mulheres são nossas (de nós, homens)” e no sexo delas se defendia a honra deles. O livro foi imediatamente apreendido porque justamente percebido como um libelo contra a guerra colonial e as autoras só não foram julgadas porque entretanto ocorreu a Revolução dos Cravos em 25 de Abril de 1974.

A violência que a opressão sexual implica ocorre sob duas formas, hardcore e softcore. A versão hardcore é o catálogo da vergonha e do
horror do mundo. Em Portugal, morreram 43 mulheres em 2010, vítimas de violência doméstica. Na Cidade Juarez (México) foram assassinadas nos últimos anos 427 mulheres, todas jovens e pobres, trabalhadoras nas fábricas do capitalismo selvagem, as maquiladoras, um crime organizado hoje conhecido por femicídio. Em vários países de África, continua a praticar-se a mutilação genital. Na Arábia Saudita, até há pouco, as mulheres nem sequer tinham certificado de nascimento. No Irão, a vida de uma mulher vale metade da do homem num acidente de viação; em tribunal, o testemunho de um homem vale tanto quanto o de duas mulheres; a mulher pode ser apedrejada até à morte em caso de adultério, prática, aliás, proibida na maioria dos países de cultura islâmica.

A versão softcore é insidiosa e silenciosa e ocorre no seio das famílias, instituições e comunidades, não porque as mulheres sejam inferiores mas, pelo contrário, porque são consideradas superiores no seu espírito de abnegação e na sua disponibilidade para ajudar em tempos difíceis.
Porque é uma disposição natural. não há sequer que lhes perguntar se aceitam os encargos ou sob que condições. Em Portugal, por exemplo, os cortes nas despesas sociais do Estado actualmente em curso vitimizam em particular as mulheres. As mulheres são as principais provedoras do cuidado a dependentes (crianças, velhos, doentes, pessoas com deficiência). Se, com o encerramento dos hospitais psiquiátricos, os doentes mentais são devolvidos às famílias, o cuidado fica a cargo das mulheres. A impossibilidade de conciliar o trabalho remunerado com o trabalho doméstico faz com que Portugal tenha um dos valores mais baixos de fecundidade do mundo. Cuidar dos vivos torna-se incompatível com desejar mais vivos.

Mas a cultura patriarcal tem, em certos contextos, uma outra dimensão particularmente perversa: a de criar a ideia na opinião pública que as mulheres são oprimidas e, como tal, vítimas indefesas e silenciosas.

Este estereótipo torna possível ignorar ou desvalorizar as lutas de resistência e a capacidade de inovação política das mulheres. É assim que se ignora o papel fundamental das mulheres na revolução do Egipto ou na luta contra a pilhagem da terra na Índia; a acção política das mulheres que lideram os municípios em tantas pequenas cidades africanas e a sua luta contra o machismo dos lideres partidários que bloqueiam o acesso das mulheres ao poder político nacional; a luta incessante e cheia de riscos pela punição dos criminosos levada a cabo pelas mães das jovens assassinadas em Cidade Juarez; as conquistas das mulheres indígenas e islâmicas na luta pela igualdade e pelo respeito da diferença, transformando por dentro as culturas a que pertencem; as práticas inovadoras de defesa da agricultura familiar e das sementes tradicionais das mulheres do Quénia e de tantos outros países de África; a resposta das mulheres palestinianas quando perguntadas por auto-convencidas feministas europeias sobre o uso de contraceptivos: “na Palestina, ter filhos é lutar contra a limpeza étnica que Israel impõe ao nosso povo”.

Boaventura de Sousa Santos é sociólogo e professor catedrático da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (Portugal).

Fonte:http://www.cartamaior.com.br/templates/colunaMostrar.cfm?coluna_id=4984

Documentário sobre sementes crioulas contrapõe cultura dos transgênicos

O belíssimo documentário “Mulheres da Terra”, sobre o trabalho de camponesas de Santa Catarina com a preservação das sementes crioulas, veio a público nas últimas semanas para contrapor a avassaladora cultura das sementes transgênicas. Produzido pela Plural Filmes, o documentário mostra a profunda relação de camponesas com a terra e reforça que é possível descartar os agrotóxicos sem a necessidade de recorrer a sementes geneticamente modificadas.

Com 27 minutos, o documentário mostra a luta de seis camponesas em preservar a tradição e defender um futuro de biodiversidade por meio de sementes crioulas, que são sementes guardadas, reproduzidas e melhoradas milenarmente por comunidades tradicionais. Essas sementes aparecem como uma opção para pequenos agricultores que desejam uma forma de germinar mais resistente, com sementes mais fortes, porque foram escolhidas por meio da seleção natural.

Diferentemente das promessas comerciais que envolvem sementes geneticamente modificadas – que visam menor custo com maior rentabilidade –, as sementes crioulas têm suas raízes na tradição passada de pai para filho, na troca, na agroecologia. Acima de tudo, a cultura das sementes crioulas presa pela diversidade de plantas e cultivos, pelo respeito ao tempo da natureza, pela preservação das espécies nativas.

“(…) O homem pensa na terra em como ganhar dinheiro, forma de lucro, e ele não se dá conta de que, dependendo do que ele está colocando na terra para tirar aquele lucro, ele está matando a terra” – Zenaide T. Milan da Silva, uma das agricultoras do Movimento de Mulheres Camponesas de Santa Catarina, de que trata o documentário.

O documentário é tocante e revela a lógica da real sustentabilidade e a manutenção de uma agricultura sustentável, onde o plantio convive pacificamente com áreas de preservação. Aliás, não só convive, como se auto-complementa. A mata ajuda a preservar as sementes crioulas e sua riqueza genética, enquanto as sementes crioulas preservam a fertilidade do solo e mantêm fortes e vivas as áreas preservadas.

“A transformação, eu tenho certeza, que ela vem através da semente. A semente que a gente resgata, a semente das organizações, a semente das atitudes. Tem que ser pela semente. Nós somos uma semente. Isso não precisa aprender numa faculdade. Isso tem que sentir que está na hora de mudar. É uma transformação mágica” – Lourdes Bodaneze, também camponesa do movimento.

O documentário é a história de mulheres que “cuidam da terra e são cuidadas por ela”, como bem diz o produtor Will Martins, e “a semente crioula aparece como uma tendência para o futuro”. “Essas camponesas não estão fazendo só um plantio, mas estão plantando uma história. A agricultura é um dos empregos mais antigos do mundo, que elas estão projetando para o futuro”, conclui Will.

Assista o Vídeo AQUI

(Por Renata Camargo*, Congresso em Foco, 01/04/2010)

Mulheres indígenas do Mato Grosso, foto by Cíntia Barenho

A mulher indígena e a grande aldeia

Na comemoração dos 100 anos do dia internacional da mulher, nada mais justo do que lembrar as mulheres que há mais de dez mil anos são as primeiras responsáveis pela vida humana nesta parte do planeta terra. As mulheres indígenas são as sabias guardiães dos segredos da continuidade da vida e da construção da harmonia e felicidade na interação de todas as formas de vida, na pluralidade da bio e sociodiversidade.

Dona Francisca Vera senta-se  dentro do barraco onde o corpo de seu filho Jenivaldo está “guardado”, e onde ele  viveu até ser brutalmente assassinado e jogado no rio Ypo’i no início de novembro de 2009.  As lágrimas se revoltam. A mão da mãe as recolhe procurando esconder a dor.  O sofrimento de Dona Francisca representa hoje   a homenagem da revolta silenciosa de milhares de mães indígenas, Kaiowá Guarani, que choram pelos filhos cujas  vidas  foram ceifadas pela violência extrema que hoje se abate sobre e dentro das aldeias  desse povo indígena, numericamente o maior do Brasil submetido às  maiores brutalidades e violências no país. Nos últimos anos, os assassinatos anuais de Kaiowá Guarani foram  sempre mais da metade dos ocorridos com os mais de 230 povos indígenas, conforme o relatório de violência do Cimi. E dentro das aldeias quem mais fortemente sofrem com essa violência são as mulheres.  Essa homenagem às mulheres Kaiowá Guarani é uma forma de protesto contra toda sorte de violência e sofrimento, de que são vítimas as mulheres indígenas.

Na aldeia de Ypo’i outra mãe, Damita relatava sua angustiante situação. A esposa do professor Rolindo, com seus quatro filhos, o mais velho 8 anos,e a mais nova menos de quatro meses, tendo nascido poucos dias depois do pai ter sido agarrado, batido e possivelmente assassinado e seu corpo ocultado até hoje. Damita está  passando fome e privações  sem saber como manter os filhos.  Aos soluços, suplica ajuda, pois a situação é cada dia mais angustiante e difícil. Faz um veemente apelo para obter informações sobre o corpo de Rolindo, pois está com a alma ferida.

Comissão de Dreitos Humanos em aldeias Kaiowá Guarani
Neste dia internacional da mulher, uma Comissão ligada a organismos dos direitos humanos, estará visitando o acampamento Indígena  de Laranjeira Nhanderu e Passo Piraju. Nesta última serão ouvidos os pais de Jenivaldo e Rolindo, que lhes entregarão um documento em que pedem providências urgentes, fim da impunidade e identificação e demarcação de sua terra tradicional, Ypo’i. Será um gesto significativo dentro do mar de sofrimento e violências que se abatem hoje sobre as aldeias Kaiowá Guarani, no cone sul do Mato Grosso do Sul.

As mulheres indígenas e um outro mundo possível
Sem dúvida a crescente organização, visibilidade e luta das mulheres indígenas , nativas, no mundo inteiro está sendo uma das forças e esperanças na construção desse outro mundo possível. Mulheres indígenas tem se destacado na luta pelos seus povos e pelos direitos humanos indígenas no mundo, como  Rigoberta Menchu, que recebeu o Premio Nobel da Paz, na década de 90, e Blanca Schancoso,  que tem participado intensamente nos diversos espaços de luta pela vida, dignidade e mudanças sociais mais profundas e igualitárias no mundo inteiro.

Neste momento em que na grande aldeia global se comemoram 100 anos da instituição dessa importante data , para lembrar a luta das mulheres por um mundo de mais igualdade e menos injustiça e violência, nas pequenas aldeias, em retomada,  um longo e difícil caminho está sendo  construído

Egon Heck
Campanha Povo Guarani
Guarujá do Sul, 100 anos de dia internacional da mulher

Uma boa dica é acompanhar o especial da WRM sobre Mujeres, bosques y plantaciones


Para saber mais acesse AQUI

Hoje no Dia internacional de luta das mulheres, é muito interessante publicarmos um pouco de história, para sairmos da mesmice que ronda tal data.

Os temas das mulheres são todos!

por SOF – Sempreviva Organização Feminista

A referência histórica principal das origens do Dia Internacional das Mulheres é a Segunda Conferência Internacional das Mulheres Socialistas realizada em 1910, em Copenhague, na Dinamarca, quando Clara Zetkin e outras militantes apresentaram uma resolução com a proposta de instituir oficialmente um dia internacional das mulheres.

Nessa resolução, não se faz nenhuma alusão ao dia 8 de março. Clara Zetkin apenas menciona, nas discussões, seguir o exemplo das socialistas norte-americanas. É certo que a partir daí, as comemorações começaram a ter um caráter internacional, expandindo-se pela Europa, a partir da organização e iniciativa das mulheres socialistas. Essa resolução e outras fontes históricas intrigaram a pesquisadora Renée Côté, que publicou em 1984, no Canadá, sua instigante pesquisa em busca do elo ou dos elos perdidos da história do Dia Internacional das Mulheres. Outras pesquisadoras também se dedicaram a desvendar essa história.

Para acessar o restante do artigo clique AQUI

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