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O programa A Liga, na quarta parte da matéria “O Perigo Mora ao Lado”, retrata a questão dos moradores de Santa Cruz, zona oeste do Rio de Janeiro, que sofrem com a presença da Thyssenkrupp Companhia Siderúrgica do Atlântico (TKCSA). O projeto da companhia foi negado em vários países por conta do seu modelo de produção ultrapassado e poluente. No Rio, foi aceito prontamente, inclusive com direito a incentivos fiscais.

 Durante a Rio+20, movimentos sociais já haviam ido à Santa Cruz ouvir a comunidade, na tour Rio+Tóxico.
Veja também o material produzido pelo CEA, durante a Cúpula dos Povos na Rio+ToxicTour AQUI
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Os particulados que caiam constantemente sobre a comunidade de Santa Cruz, mas negados pela empresa. A saúde da população local está muito comprometida. As lembrancinhas do “mal”da TKSA foram gentilmente dadas aos participantes da Toxic-Tour para auxiliar na divulgação de tal crime ambiental. Foto: Cintia Barenho/CEA

Participamos do Rio Toxico-Tour, pelo qual visitou-se o município de Santa Cruz-RJ, no qual foi terrivelmente premiado com  projeto da Thyssenkrupp Companhia Siderúrgica do Atlântico (TKCSA). Tal projeto foi negado em outros países e estados. No entanto, o Rio de Janeiro – a cidade que recebe a Rio+20 com o discurso de busca de alternativas aos impasses ambientais – acolheu prontamente a megasiderúrgica, oferecendo inclusive incentivos fiscais.

O empreendimento, instalado em 2010, operou até 2012 sem filtros em suas chaminés (para dar apenas um exemplo), ocasionando constantemente chuvas de partículados, chamados pelos moradores de “chuva de prata”. Inclusive na visita feita à comunidade, fomos presenteados com lembrancinhas do “mal”no qual colocaram os particulados para auxiliarmos no protesto, resistência e solidariedade à comunidade.

Não precisamos falar que as pessoas que “ousam” denunciar o crime vivido, estão constantemente sendo ameaçados e perseguidas. Uma das moradoras, que teve laudo médico apontando as causas de seus problemas de saúde causados pela TKCSA, não consegue atendimento e o médico que assinou tal laudo (contestado pela empresa) foi transferido do posto de saúde. A comunidade, infelizmente, está numa ilha do mal.

Vamos seguir contando mais dessa história….

Veja Fotos AQUI 

NOTA PÚBLICA ASSINADA PELOS COLETIVOS E MOVIMENTOS CONSTRUINDO A  CUPULA DOS POVOS

QUE INICIA AMANHà15 DE JUNHO NO RIO DE JANERIO

Os coletivos e movimentos sociais trabalhando na construção da Cúpula dos Povos na Rio+20 por Justiça Social e Ambiental abaixo listados vem a publico expressar sua indignação com o impedimento de entrada no Brasil e ato arbitrário que deflagra um processo de criminalização de ativista da sociedade civil e participante da Cúpula dos Povos vindo de Moçambique.

Jeremias Vunjanhe, jornalista de profissão da organização não Governamental Moçambicana JA – Justiça Ambiental, membro moçambicano da federação Internacional Amigos da Terra, foi impedido de entrar no Brasil no dia 12 de Junho de 2012 em representação desta, participante da Cúpula dos Povos e do III Encontro Internacional dos Atingidos pela Vale, para expor o polêmico caso da Vale em Moçambique e compartilhar com comunidades atingidas no mundo todo pelas corporações extrativas, também credenciado  como observador da sociedade civil na Conferencia Oficial da ONU Rio + 20.

Ao chegar no aeroporto de Guarulhos em São Paulo dia 12 de junho, foi-lhe retirado o passaporte sendo este escoltado para a sala de embarque de regresso a Moçambique pela Polícia Federal brasileira, sem qualquer explicação, apesar deste ter solicitado que fossem apresentadas as razões deste ato. O seu passaporte foi-lhe devolvido horas depois de levantar voo, carimbado com o selo de Impedido da SINPI (Sistema Nacional de Impedidos e Procurados) do Departamento da Polícia Federal.

A Embaixada do Brasil em Moçambique emitiu o visto de entrada seguindo todos os requisitos exigidos e em momento algum o Sr. Jeremias foi informado da existência de alguma questão que pudesse constituir impedimento para a sua entrada no Brasil.

Perante esta situação a organização Justiça Ambiental informou que irá utilizar todos os meios disponíveis para desvendar esta questão e razões por detrás deste vergonhoso acontecimento e que não irá desistir enquanto não for devidamente esclarecido, visto o ato prejudicar não apenas a imagem e trabalho da organização Justiça Ambiental, mas acima de atacar a imagem e integridade do Sr. Jeremias, atentando contra seus direitos sem a apresentação de qualquer fundamento.

Exigimos, unidos em solidariedade internacional e em apoio a organização Justiça Ambiental e ao ativista Jeremias, que o nome do Sr. Jeremias Vunjanhe seja urgentemente retirado da SINPI ou de qualquer outro organismo de informação a este associado. Que seja feito um esclarecimento publico e um pedido de desculpas formal e que se garanta o mais pronto possível a participação do Sr. Jeremias nas suas atividades prevista no Rio de Janeiro durante a Conferencia Rio+20 e que nenhum ato arbitrário contra ativistas venha a comprometer a garantia dos direitos e de participação democrática em processos das Nações Unidas.

A Embaixada do Brasil em Moçambique já foi contatada e esta tarde o Consul do Brasil em Maputo. Ofícios e pedidos de esclarecimentos enviados pelas organizações da sociedade civil do Brasil e internacionais ao Itamaraty, Ministério da Jstica e Secretaria Geral da Presidência.

Rio de Janeiro 14 de Junho de 2012

Grupo de Articulação da Cúpula dos Povos por Justiça Social e Ambiental Contra a Mercantilização da Natureza e em Defesa dos Bens Comuns

www.cupuladospovos.org.br

Assinam os movimentos e organizações nacionais e internacionais:

Associação de Advogados de Trabalhadores Rurais no Estado da Bahia – Salvador – BA

Alternatives international

AMB – Articulação de Mulheres Brasileira

Amigos da Terra Brasil

Amigos da Terra Internacional

ANAÍ – Salvador – BA

ANEL

Articulação Internacional dos Atingidos pela Vale

Articulação Nacional dos Comitês Populares da Copa

Associação Aritaguá – Ilhéus – BA

Associação de Favelas de São José dos Campos – SP

Associação de Moradores de Porto das Caixas (vítimas do derramamento de óleo da Ferrovia Centro Atlântica)  – Itaboraí – RJ

Associação dos Geógrafos Brasileiros GT Ambiente

Associação Socioambiental Verdemar  – Cachoeira – BA

ATTAC France

Bicuda Ecológica

Brigadas Populares

CEA

CEDEFES (Centro de Documentação Eloy Ferreira da Silva) – Belo Horizonte – MG

CEDENPA-Centro de Estudos e Defesa do Negro do Pará

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Conheci Jeremias em 2010, numa atividade internacional promovida pelo NAT em Viamão. Conversamos muito sobre as distintas realidades brasileiras e moçambicanas, especialmente por conta dos impactos da Vale, dos projetos da Embrapa (Cíntia Barenho).

Prohíben ingreso a Brasil de observador de cumbre de la ONU que denunciaría accionar de minera Vale en Mozambique

El periodista Jeremias Vunjanhe, integrante de Justicia Ambiental – Amigos de la Tierra Mozambique, fue impedido de entrar a Brasil a participar como observador en la conferencia de Naciones Unidas (ONU) sobre Desarrollo Sustentable, que se hace en Rio de Janeiro del 19 al 22 de junio (conocida como Rio+20).

Vunjanhe tenía previsto participar también en la paralela Cumbre de los Pueblos, en la misma ciudad, y denunciar los diversos impactos negativos de la minera brasileña Vale en su país, en el III Encuentro Internacional de Afectados por esa empresa. Vale aparece como uno de los apoyos oficiales de la cumbre de la ONU en Río de Janeiro. El activista formaría parte de la delegación de Amigos de la Tierra Internacional, federación ambientalista presente en cerca de 80 países.

Sin embargo, al llegar al aeropuerto de Guarulhos de la ciudad brasileña de San Pablo, el martes, Vunjanhe fue interceptado por la Policía Federal y se le retiró el pasaporte, al tiempo que se le condujo a la sala de embarque de retorno a Mozambique. Según las denuncias que está realizando NAT – Amigos de la Tierra Brasil, con el apoyo de las organizaciones a cargo de la Cumbre de los Pueblos, Vunjanhe no recibió ninguna explicación por parte de los policías, aunque la solicitó. El pasaporte se le devolvió al periodista horas después de haber emprendido el retorno a Mozambique, con el sello de “impedido” del Sistema Nacional de Impedidos y Procurados.

Radio Mundo Real logró mantener una pequeña entrevista con Anabela Lemos, integrante de Justicia Ambiental, que manifestó su indignación por lo sucedido con su colega. Catalogó el hecho como “una falta de respeto” y dijo que es uno más de los diversos ataques que ha estado sufriendo su organización en el último tiempo. Lemos no descartó que el impedimento de ingreso de Vunjanhe a Brasil pueda estar vinculado con su trabajo de denuncia del accionar de Vale en Mozambique y de apoyo a las comunidades afectadas por la empresa. No obstante, Justicia Ambiental no ha logrado tener una respuesta oficial sobre lo acontecido en San Pablo.

Justicia Ambiental, y Jeremias Vunjanhe específicamente, han estado respaldando a cientos de familias mozambiqueñas reasentadas por la minera brasileña Vale en el distrito de Moatize, provincia de Tete, que han realizado manifestaciones en los últimos meses en reclamo de derechos.

Desde 2007 Vale tiene la concesión de un proyecto de extracción de carbón mineral en Moatize, en una zona considerada como una de las mayores reservas de carbón mineral del mundo. El emprendimiento ha sido muy criticado por algunos grupos nacionales, entre otras cosas porque unas 1300 familias debieron ser desplazadas. Justicia Ambiental ha visitado la zona y confirmado las denuncias de esas familias: están en viviendas muy deterioradas, tienen dificultades de acceso al agua, a la tierra para las actividades agrícolas y a medios de transporte para la atención sanitaria, entre otras restricciones. Vale no ha cumplido con sus promesas previas al comienzo de la obra sobre estos puntos.

Numerosas organizaciones y movimientos sociales que han generado el espacio de la Cumbre de los Pueblos en Rio de Janeiro, que empieza este viernes, están manifestando su solidaridad internacional y apoyo a Justicia Ambiental y a Vunjanhe especialmente. Con el liderazgo de NAT – Amigos de la Tierra Brasil, la sociedad civil reunida para la Cumbre de los Pueblos ya contactó a la Embajada de Brasil en Mozambique y al Cónsul de Brasil en Maputo, capital mozambiqueña. Piden que se revelen las verdaderas razones por las que el periodista no pudo ingresar a Brasil, y que haya un pedido de disculpas formal.

En tanto, Justicia Ambiental ya dejó en claro que no descansará hasta conocer las causas de este caso, y este viernes realiza una conferencia de prensa en Maputo para denunciar lo ocurrido. “Jeremias es una persona íntegra, un gran activista social y ambiental”, reivindicó Lemos en la charla con Radio Mundo Real.

Vea entrevista en video que NAT – Amigos de la Tierra Brasil le realizara a Jeremias Vunjanhe en septiembre de 2010 en la localidad brasileña de Viamao, Rio Grande do Sul, en el marco de la Escuela de la Sustentabilidad de Amigos de la Tierra de América Latina y el Caribe. En la entrevista Vunjanhe habla de la operativa de Vale en su país.

Fonte: http://www.radiomundoreal.fm/5596-asi-no-vale?lang=es

De 15 a 17 de junho, comunidades e entidades da sociedade civil guiarão ativistas, jornalistas e pesquisadores por três empreendimentos de forte impacto socioambiental na região metropolitana do Rio de Janeiro. 
O objetivo do grupo é mostrar que, na mesma cidade que promete redefinir os marcos ambientais do planeta, estão sendo erguidos ou tocados uma série de megaprojetos na contramão do discurso oficial.A jornada, batizada de Rio+Tóxico, visitará Santa Cruz, Duque de Caxias e Magé, áreas afetadas pela siderúrgica ThyssenKrupp Companhia Siderúrgica do Atlântico (TKCSA) e pela refinaria de Duque de Caxias REDUC-Petrobrás. Outros destinos são a Área de Proteção Ambiental de São Bento e o Aterro
Metropolitano de Jardim Gramacho, o maior da América Latina. Os visitantes participarão de reuniões e visitas, e poderão fazer entrevistas com lideranças e moradores locais. Os ônibus partem da sede do BNDES, no Centro do Rio, de onde sai também grande parte do financiamento desses empreendimentos tóxicos.

 
Empreendimentos Tóxicos
Localizada na Baía de Sepetiba, a ThyssenKrupp Companhia Siderúrgica do Atlântico (TKCSA) se instalou no Rio após ser negada em outros Países e estados do Brasil. A siderúrgica despeja partículas de ferro-gusa e emite toneladas de gás carbônico no ar, suficientes para aumentar as emissões na cidade do Rio de Janeiro em 76%. Isso tem afetado a saúde e o meio ambiente dos moradores e pescadores da região em um nível tão elevado que se tornou um problema para a sede da empresa, na Alemanha.Já a Refinaria Duque de Caxias (REDUC), inaugurada há 50 anos, e o Pólo Petroquímico que se formou ao seu redor se tornaram ao longo do tempo um dos maiores poluidores da Baía de Guanabara, afetando não só plantas e animais, mas também a saúde e os modos de vida das populações no seu entorno. Em 2000, um grande vazamento despejou 1,3 milhão de litros de óleo na Baía de Guanabara, trazendo à tona o custo social e ambiental do empreendimento.

Ainda em Caxias o roteiro inclui uma visita à Área de Proteção Ambiental de São Bento, ao Aterro
Metropolitano de Jardim Gramacho – o maior aterro sanitário da América Latina, desativado em junho – e a Cidade dos Meninos, um dos casos mais emblemáticos de injustiça ambiental. O problema, que se arrasta por 50 anos, envolve os resíduos de inseticidas abandonados no local e diversos atores sociais..

 
 Agenda do Toxic-Tour

15 de Junho

– 8h – Santa Cruz – Comunidade Vizinha a TKCSA (Community next to TKCSA) (Lotado/Fully Booked)
– 8h – Magé – Gasoduto da REDUC (REDUC Gas pipeline)
– 12h – Santa Cruz – Comunidade Vizinha a TKCSA (Community next to TKCSA)

16 de Junho

– 8h – Santa Cruz – Comunidade Vizinha a TKCSA (Community next to TKCSA)
– 8h – Duque de Caxias – Gramacho, REDUC, Cidade dos Meninos, APA São Bento (Landfill of Gramacho, Oil Refinery of Duque de Caxias, Cidade dos Meninos and Environmental Protection Area of São Bento)
– 12h – Santa Cruz – Comunidade Vizinha a TKCSA (Community next to TKCSA)

17 de Junho

– 8h – Sepetiba – Impactos da TKCSA na Baia de Sepetiba (Impacts of TKCSA in the Sepetiba Bay)

Saiba mais AQUI

Em uma ação batizada Rio+Leaks, a Cúpula dos Povos, evento paralelo a Rio + 20 que acontecerá entre 15 e 23 de junho no Aterro do Flamengo, divulgou a mais recente versão do documento que servirá de base para as discussões da conferência das Nações Unidas sobre desenvolvimento sustentável, que será realizada de 13 a 22 de junho no Riocentro. Para Sérgio Ricardo, da Rede Brasileira de Justiça Ambiental, texto é caminho para conferência “Rio menos 20”.

Para Cúpula dos Povos, rascunho da Rio + 20 explicita teor neoliberal

Rio de Janeiro – Em uma ação batizada Rio+Leaks, a Cúpula dos Povos, evento paralelo a Rio + 20 que acontecerá entre 15 e 23 de junho no Aterro do Flamengo, divulgou a mais recente versão do documento que servirá de base para as discussões da conferência das Nações Unidas sobre desenvolvimento sustentável, que será realizada de 13 a 22 de junho no Riocentro. O “rascunho zero” é distribuído apenas internamente na ONU e deve sofrer mais uma revisão até chegar ao Rio.

A atual versão do texto é um calhamaço de 80 páginas, intitulado “o Futuro que Queremos” e dividido em seis seções: Visão Comum, Renovando Compromissos Políticos, Economia Verde no Contexto do Desenvolvimento Sustentável e da Erradicação da Pobreza, Moldura Institucional para o Desenvolvimento Sustentável, Moldura para Ação e Acompanhamento, e, finalmente, Formas de Implementação. Cada seção desmembra-se em até 17 itens e 21 subitens, acomodando, por exemplo, temas como “florestas” e “químicos e desperdícios” dentro da seção Moldura para Ação e Acompanhamento.

Tanto Iara Pietricovsky, antropóloga e ambientalista que participará da Rio+20 e da Cúpula dos Povos; como Sergio Ricardo, ecologista da Rede Brasileira de Justiça Ambiental, leram e reprovaram o pré-documento. A antropóloga vê uma linguagem preparada para “uma consolidação de uma tendência mais privatista do sistema global”. Por sua vez, Ricardo avalia o texto como o caminho para carimbar a conferência como “Rio menos 20”. “A crise ecológica se aprofundou da Eco 92 para cá. O planeta perdeu muito nesses 20 anos, e isso não consta do documento. Ele deveria partir de um balanço do que aconteceu. É uma omissão!”, diz.

Nuances perigosas

Segundo Iara, com a linguagem do texto aliviada em relação à Eco 92 e a rascunhos anteriores da Rio + 20, ao invés de “os países têm que realizar” entra “os países reconhecem a importância”, tirando a obrigação dos estados e estendendo tapetes vermelhos para o setor privado através de parcerias. A ambientalista aponta o conteúdo do item C, “Englobando Grupos de Discussão e Outros Conjuntos de Interessados”, da segunda seção, “Renovando Compromissos Políticos”, como um dos exemplos mais explícitos da substituição dos direitos consignados pela maioria dos países para os novos arranjos que desembocarão em vantagens comerciais de apenas alguns atores.

Ela cita o trecho “nós encorajamos novas parcerias público-privada para mobilizarmos significativos fundos para complementação de políticas”, ou ainda, “o governo deve dar suporte as iniciativas que promovem e contribuem para o setor privado”, como “pérolas” do novo rascunho.

Diferenciações

Iara também realça a quase supressão das Responsabilidades Iguais Porém Diferenciadas (CBDR, em inglês), uma das bandeiras da Cúpula dos Povos, nas seções “Moldura para Ação e Implementação” e “Formas de Implementação” do desenvolvimento sustentável. “Isso é um princípio que saiu da Eco 92 que é fundamental para que a mensuração e a mudança de paradigma se faça, em especial, nos países ricos. Esse é um princípio que vai dar as diferentes responsabilidades que os países têm no processo. Porque uns têm que fazer muito mais que outros. E se isso não se coloca, essa conta não vai ficar para os países ricos, ainda mais por causa da crise que eles estão passando”, afirma.

Pontos positivos

Para Iara, alguns pontos positivos do texto estão mantidos porque existe grande intervenção dos movimentos sociais. Ela cita “Igualdade de Gêneros e Fortalecimento das Mulheres”, subitem da seção cinco, como um deles. “A questão do direito sexual e reprodutivo das mulheres está com uma linguagem mais própria, porque eles falam ‘no direito reprodutivo’, eles não usam a linguagem ‘do direito reprodutivo’, que é completamente diferente”.

Na visão de Sérgio Ricardo, o que acontecerá de positivo é a capacidade de mobilização internacional que a Cúpula dos Povos, mais que a Rio+20, está angariando. Assim, de acordo com o ecologista, “a perspectiva da mobilização é muito forte. A metodologia de convergência valoriza a diversidade dos grupos, mas ao mesmo tempo é propositiva. Muitas propostas e experiências serão apresentadas mostrando que é possível construir uma economia ecológica. Uma economia que seja distributiva, solidária, descentralizada e respeitando a diversidade e territórios dos povos”.

Confira o rascunho da ONU AQUI 

Fonte: CartaMaior

BNDES – Índios declaram guerra a “estrada brasileira” na Bolívia

Valor Econômico, em 09 de agosto de 2011

A construção de uma rodovia na Bolívia, com financiamento do BANCO NACIONAL DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO e SOCIAL (BNDES), colocou líderes indígenas bolivianos em pé de guerra com o presidente Evo Morales e com a construtora brasileira OAS.

A estrada, que ligará os Departamentos (províncias) de Cochabamba e Santa Cruz, terá 306 km e começou a ser aberta no último dia 3 de junho. A obra está estimada em US$ 415 milhões, dos quais US$ 322 milhões veem de financiamento do banco brasileiro. O foco da tensão é o trecho 2 da estrada, com 177 km de extensão e que atravessa o Território Indígena Parque Nacional Isiboro Sécure (Tipnis), uma reserva de 1,091 milhão de hectares onde vivem entre 10 mil e 12 mil nativos dos povos moxeño, yurakaré e chimane.

Após semanas de um debate acalorado com o governo, os líderes indígenas locais decidiram na sexta-feira não permitir que a estrada corte o seu território, colocando em risco a execução da obra financiada pelo Brasil. “Nós realizamos um encontro, uma assembleia, e a decisão foi negar a passagem do trecho 2 da estrada porque ele atenta contra a integridade do parque”, disse ao Valor Adolfo Moye, presidente da Subcentral Tipnis, que representa as 64 comunidades indígenas do território. “Foi um “não” rotundo e inegociável. Não vamos aceitar.” Além do impacto ambiental sobre suas terras, Moye disse que a rodovia vai estimular a chegada de “colonizadores e a proliferação do cultivo da coca na região”. Ele afirmou ainda que a obra despertará o interesse de empresários pela exploração de madeira e hidrocarbonetos – cuja existência não é comprovada por nenhum estudo, segundo fontes – dentro da reserva. E criticou o governo brasileiro e a construtora. “Essa estrada não leva em conta o valor cultural e social das comunidades nem o serviço que se presta ao mundo ao preservar o ambiente. Há hidrocarbonetos [na reserva], e a segunda parte do projeto é explorá-los”, disse Moye. “O Brasil e a OAS estão pondo em risco a existência de comunidades em nome do desenvolvimento econômico e empresarial.”

Dos três trechos previstos para a estrada, o 2 é o único que ainda não começou a ser construído.

Questionado sobre o tema por jornalistas locais na semana passada, o embaixador do Brasil em La Paz, Marcel Biato, explicou que os recursos do BNDES para esse trecho somente serão liberados depois da conclusão dos estudos de impacto socioambiental, um pré-requisito do banco. A declaração técnica do embaixador, no entanto, serviu para esquentar o debate. Alguns meios locais chegaram a noticiar que o Brasil havia “congelado” o desembolso de recursos para a obra. A notícia gerou um mal-estar no governo boliviano e irritou Evo Morales. “Sim, ainda falta fazer consulta [estudo de impacto ambiental] para o segundo [trecho da obra], mas isso não é uma atribuição do governo do Brasil, e sim uma responsabilidade do governo nacional”, disse Morales em entrevista coletiva. O presidente chegou a chamar os opositores da obra de “inimigos da pátria”. E sugeriu que os líderes cocaleiros conquistassem as mulheres indígenas da região para que seus povos aceitassem a construção da rodovia, o que provocou a ira de feministas no país.

A construção da estrada expõe conflitos internos na Bolívia, mas também divide opiniões dentro do governo brasileiro, segundo apurou o Valor. Uma corrente a vê como uma obra fundamental para a integração do país vizinho, que permitirá escoar a produção agropecuária entre Beni e Cochabamba e levará desenvolvimento econômico à região. Outra parte acredita que o financiamento do BNDES não deveria ter sido aprovado antes de um consenso entre governo e índios. “Teremos problemas, qualquer que seja a posição que tomemos”, disse ao Valor uma fonte do governo familiarizada com o tema. “Se o BNDES não liberar o financiamento, a relação entre Evo Morales e o Brasil vai estremecer. Se liberar do jeito que está, o Brasil será lembrado como um espoliador por décadas. É a crônica de um problema anunciado.”

Além disso, há temor, tanto por parte dos índios quanto de setores no Brasil, quanto à proliferação indiscriminada do plantio de coca na região. A plantação de coca já avança em vastas áreas dentro do parque, o que preocupa os indígenas. Teme-se ainda que seja criada, com a rodovia, uma nova rota para o tráfico de cocaína, cujo principal destino seria o Brasil. Segundo o BNDES, ainda não foi feita nenhuma liberação de recursos para a rodovia, que liga as cidades de San Ignacio de Moxos (Beni) e Villa Tunari (Cochabamba). Isso porque as obras recém começaram, e o dinheiro é liberado de acordo com a execução dos trabalhos. Mas os contratos para os trechos 1 e 3 já estão assinados, o que ainda não ocorreu em relação ao trecho 2. Com 177 km de extensão, o trecho 2 responde por cerca de 40% do valor total da rodovia.

O início das obras está previsto para agosto de 2012, disse ao Valor Augusto César Uzêda, diretor-superintendente da área internacional da OAS. Ele afirmou que a estrada deverá ser concluída em 2014. Uzêda disse que ainda não há um traçado definitivo para o trecho da rodovia que corta o parque, o que está sendo discutido entre o governo local e os indígenas. “Hoje se busca um traçado que atenda às necessidades da população e que tenha o menor impacto ambiental possível”, afirmou, acrescentando que a OAS não participa dessa discussão.

Diferentes fontes do governo brasileiro estimam que um eventual desvio na estrada acrescentaria de US$ 60 milhões a US$ 250 milhões ao valor total da obra, exigindo, inclusive, mais dinheiro do BNDES. Mas, para ser viável, a estrada precisa atravessar a reserva. A construção da rodovia é fruto de um acordo entre o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, em seu segundo mantato, e Evo Morales.

Em 2009, o projeto foi alvo de uma investigação da Controladoria-Geral da Bolívia por suspeita de superfaturamento e favorecimento. A OAS foi a única empresa a participar da licitação da obra, realizada em 2008.

Fabio Murakawa

Fonte: http://www.riosvivos.org.br/Noticia/BNDES+++Indios+declaram+guerra+a++estrada+brasileira++na+Bolivia++/17427

https://centrodeestudosambientais.files.wordpress.com/2010/11/cop16.jpg

A duas semanas da 16ª Conferência das Partes da Organização das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-16), em Cancún, no México, a secretária executiva da convenção no setor de negociações, Christiana Figueres, destacou que o sucesso dos acordos depende do compromisso dos países. O Brasil deve apresentar mais informações sobre o compromisso assumido na conferência do ano passado, em Copenhague, de reduzir as emissões brasileiras entre 36,1% e 38,9% até 2020.

Segundo Figueres, a indicação de que há interesse no assunto foi dada durante a Cúpula do G20 (que engloba as maiores economias mundiais), na Coreia, quando os presentes demonstraram que o “crescimento econômico” deve ser associado ao “desenvolvimento sustentável do meio ambiente”. As informações são da Organização das Nações Unidas (ONU).

“Cancún vai ser um sucesso, se houver comprometimento das partes”, disse a secretária. “[Os países] têm de equilibrar suas expectativas de modo que cada um leve para casa resultados positivos, permitindo que outros façam o mesmo. É assim que acordos multilaterais são feitos em outros lugares e é assim que tem que acontecer com o clima também.”

Como exemplo de esforço para mudar a situação atual, Figueres citou a China, que recentemente anunciou um plano – com prazo de cinco anos para a execução – para o desenvolvimento da economia de energia com alternativas ao desenvolvimento sustentável.

“Somente uma resposta sustentada e cada vez mais ambiciosa a longo prazo para a execução de propostas relativas às alterações climáticas vão permitir um ajuste bem sucedido a outras grandes mudanças políticas, econômicas e sociais”, disse Figueres.

A 16ª Conferência das Partes da Organização das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-16) ocorrerá no período de 29 novembro a 10 de dezembro. O objetivo é adotar medidas mundiais que possam reduzir o aquecimento global e minimizar o aumento da temperatura.

O Brasil deve apresentar ainda, durante a COP-16, o Fundo Nacional sobre Mudança do Clima que prevê orçamento inicial de R$ 226 milhões, a maioria vindo de recursos do petróleo.

Reportagem de Renata Giraldi, da Agência Brasil, publicada pelo

Fonte: EcoDebate

por Alejandro Villamar

Por su propio origen, las causas políticas que dieran paso a la creación del G20 están más centradas en la reconstrucción de la hegemonía global, (buscando la legitimidad perdida como G7) y la reproducción ampliada del modelo neoliberal, bajo ciertas limitadas regulaciones en la esfera de la arquitectura financiera global, pero muy alejadas de los propósitos de la CMNUCC. Por lo tanto, las políticas o instituciones para enfrentar la crisis climática o la justicia climática o comercial u otras materias de equidad y justicia y global se encuentran subordinadas o marginadas en la agenda del G20.

Si anteriormente las reuniones fueron usadas para otros propósitos como? para mostrar a sus públicos internos que estaban “haciendo algo” acerca de la calamitosa situación económica mundial, cuando en realidad no estaban haciendo nada que de alguna manera significativa salvar el barco que se hunde? (Wallerstein, mayo de 2009)

Hoy la problemática global se ha profundizado y tres factores parecen influir en la ruta de reuniones inmediatas del G20: Seúl (2010) -París (2012):

– La enorme contradicción manifiesta en la ?guerra de divisas?, en medio de la evidente perspectiva de profundización de la recensión de las economías de los países imperiales.

– La emergencia de una nueva hegemonía multi-polar global (BASIC ) y de bloques regionales que colaboran o resisten las tradicionales recetas, como es el caso de las negociaciones en las Instituciones Financieras Internacionales (IFIs), la CMNUCC, la OMC o la CDB (Convención de Diversidad Biológica)

– Un aumento de la resistencia y movilización popular con propuestas alternativas ante el fracaso de la política tradicional

Recordemos que en materia de cambio climático el G20 ha reducido sus promesas a dos temas: la reforma a los multimillonarios subsidios ineficientes a los combustibles fósiles y a las negociaciones en la UNFCCC.

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