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E a política de redução de IPI de carros?Enfim…

Ministro vê relação direta entre aumento da frota e mortes no trânsito

O crescimento da frota de veículos – em especial a de motocicletas – está contribuindo para o aumento no número de mortes no trânsito do Brasil, que subiu 21% em quatro anos, diz o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Segundo dados do ministério e da OMS (Organização Mundial da Saúde), foram 42.844 mortes no trânsito brasileiro em 2010, contra 35.155 em 2006 – número consolidado mais recente.

“Pela primeira vez o Brasil supera a marca de 40 mil óbitos no trânsito”, disse Padilha à BBC Brasil. “O número de mortes aumentou principalmente no Norte e no Nordeste e em cidades do interior. Isso está relacionado ao aumento na frota de veículos, especialmente o de motocicletas.”

A frota de motos subiu de 5 milhões para 16 milhões nos últimos dez anos; a de carros passou de 23 milhões para 41 milhões. Em agosto, a venda de veículos no país bateu o recorde de 400 mil unidades, incentivada pela oferta de crédito e a redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados).

Também segundo o Ministério da Saúde, houve em 2011 mais de 153 mil internações de vítimas de acidentes de trânsito em hospitais da rede pública, sendo que praticamente a metade (48%) envolveu motociclistas.

“Isso caracteriza uma situação epidêmica, e as causas mais comuns (dos acidentes) são a direção perigosa e a condução de motos por pessoas alcoolizadas”, disse à Agência Brasil a coordenadora Marta Maria Alves, também do ministério.

Padilha afirmou que as mortes violentas (incluindo acidentes e crimes) são a terceira maior causa de óbitos registrados no sistema de saúde brasileiro – atrás apenas de doenças cardíacas e câncer.

“Uma das ações fundamentais é apertar a fiscalização dos estados e da lei seca, impedindo que a pessoa que bebeu venha a dirigir e reduzindo em até 30% o número de acidentes”, afirmou o ministro.

País ‘motorizado’

Para Jorge Tiago Bastos, responsável por uma pesquisa da USP sobre o tema, o crescente aumento da frota não vem acompanhado de mais educação dos motoristas. “Os países desenvolvidos investem mais recursos em segurança do trânsito. Países em desenvolvimento estão mais interessados em aumentar suas economias e incentivar a motorização da população.”

A pesquisa de Bastos comparou o número de mortos no trânsito do Brasil com índices de países desenvolvidos, levando em conta o número de veículos do país e o total de quilômetros rodados pela frota.

O Brasil tem uma taxa de 54,8 vítimas fatais para cada bilhão de quilômetros rodados por veículos. No Reino Unido, esse índice é de 3,7 e na Suécia, 3,2.

Esses números colocam o Brasil em 8º no ranking da OMS de países onde o trânsito mata mais.

Primeiros socorros

Do lado do governo federal, Padilha explicou à BBC Brasil que a principal aposta para reduzir o número de mortes no trânsito é investir em resgate e primeiros socorros.

O governo Dilma Rousseff lançou em agosto um plano de ação que atualmente está em fase de consultas públicas. Ele inclui, num primeiro estágio, investimentos da ordem de R$ 720 milhões nos próximos dois anos para levar o Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) – que hoje opera apenas em grandes cidades – também para as cidades menores do interior do país.

A ideia, segundo Padilha, é treinar socorristas e fornecer equipamentos para que mais procedimentos emergenciais sejam feitos ainda nas ambulâncias – antes da chegada ao hospital.

Em uma segunda fase, o ministro diz que pretende integrar e aumentar a capacidade de UPAs (instalações médicas) e de grandes hospitais para tratar pacientes que sofrem traumas.

Fonte: BBC

Uso da bicicleta no Japão é uma necessidade. Foto: Antonio Soler/CEA

A Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados realizará na quinta-feira (20) audiência pública para debater o “uso abusivo” do transporte particular, o tráfego intenso, a poluição urbana e o aquecimento global.

O debate faz parte das comemorações do Dia Mundial sem Carro, celebrado em 22 de setembro.

O debate foi proposto pelo deputado Márcio Macêdo (PT-SE). Segundo ele, inserir a data no calendário oficial brasileiro é formalizar o movimento crescente na sociedade brasileira contra a falta de políticas eficientes para o transporte público.

O parlamentar manifestou também preocupação com o aumento da produção de automóveis nos últimos anos. “A disponibilidade de financiamento a juros baixos e de longo prazo tem estimulado a aquisição do veículo particular, ao mesmo tempo em que os investimentos em transporte coletivo não têm a mesma prioridade”, afirmou o parlamentar.

Ele afirmou ainda que a celebração da data busca chamar atenção da sociedade e das autoridades para os danos da crescente emissão de carbono de veículos ao meio ambiente e à saúde da população, e para a falta de uma política pública que respeite o pedestre e os portadores de deficiência e que estimule o uso de transportes alternativos, como a bicicleta.
Foram convidados a participar do debate:
– o secretário de Política Nacional de Transportes do Ministério dos Transportes, Marcelo Perrupato e Silva;
– a diretora-geral do Departamento de Polícia Rodoviária Federal, Maria Alice Nascimento Souza;
– a diretora do Departamento de Análise de Situação de Saúde do Ministério da Saúde, Deborah Carvalho Neto;
– a assessora da Secretaria de Gestão do Trabalho e Educação em Saúde do Ministério da Saúde, Maria Alice Barbosa Fortunato;
– o diretor do Centro de Experimentação em Segurança Viária (Cesvi Brasil), Almir Fernandes;
– o chefe da Seção de Acessibilidade e Planejamento Sustentável da Câmara dos Deputados, Fabiano Sobreira;
– o secretário-executivo da Frente Parlamentar  Mista em Defesa das Ciclovias, Renato Zerbinato.

Às 8h30, a Frente Parlamentar das Ciclovias vai promover uma “bicicletada” saindo do Museu da República até a Câmara. O evento tem o apoio do Comitê de Gestão Socioambiental da Câmara (EcoCâmara).

 

por Cíntia Barenho

Lendo o Jornal do Comércio, me deparo com uma faceta que ainda não conhecida do ilustre cidadão pelotense  João Simões Lopes Neto. Era um cidadão ativo e dono de uma visão progressista, que criou além da Sociedade Protetora dos Animais e também um o Clube Ciclista Pelotense em 1897.

A nota do Jornal, problematizando o midiático processo de aluguel de bicicletas que terá em Porto Alegre (apenas no centro da cidade, aluguel privado-publicitário com o investimento em ciclovias beirando ao 0%), homenageia João Simões Lopes Neto. O mesmo foi divulgador entusiasta das vantagens do “pequeno e engenhoso invento”. Segundo a nota “outra providência do escritor foi introduzir dispositivos sobre o uso do veículo no Código de Posturas Municipais. Constava no regulamento que “o velocípede deve trazer um aparelho avisador, que somente será utilizado nas ocasiões precisas e que possa ser ouvido em distância mínima de 50 metros”. Entre outros pontos, fazia um alerta: “Ao encontrar obstáculo à passagem, o ciclista desmontará, pedindo caminho franco, por meio do aparelho avisador”. Havia multas para os infratores. Pena que hoje não tenhamos mais nem mesmo o avisador.” (Jornal do Comércio).

Buscando na internet mais informações encontro um artigo do historiador por Mario Osorio Magalhães publicado AQUI

Enfim lutar pela mobilidade urbana “não dominada pelo império dos carros” e lutar por Banhados/zonas úmidas livres de empreendimentos e de fato preservadas-conservadas é algo “antigo”que segue contemporâneo!! Pelo menos agora a bicicleta é algo bem mais popular, que reflete a necessidade de uma classe trabalhadora, que não era o caso de quando chegaram as primeiras bicis em Pelotas. Enfim, seguimos num Pedalar para Preservar.

Abaixo reproduzimos texto:

Primeiras bicicletas eram velocípedes

Em Pelotas, as primeiras bicicletas apareceram em 1885, antes da invenção do pneu. É o que conta Matias de Albuquerque, num artigo publicado no Diário Popular de 20 de setembro de 1953.

Foram adquiridas pelo Visconde de Souza Soares, para os frequentadores do Parque Pelotense. Sua armação era metálica; as rodas, de madeira, chapeadas de ferro; seus pedais acionavam a roda anterior e tinham o comprimento de um metro e 80 centímetros.

No ano seguinte surgiu um modelo mais elegante: o velocípede. A roda dianteira tinha um metro e 20 de diâmetro, a de trás, 35 centímetros; eram de borracha maciça. Seu pedal, ao contrário das primeiras, era na roda da frente. O usuário subia nela correndo, depois de dar impulso e apoiar-se num suporte, que havia na roda traseira. Pertencia, esse, a Bernardo da Nova Monteiro.

Dez anos depois apareceram seis bicicletas da marca Clement, com pneus da fábrica Dunlop. Seus proprietários: dois irmãos Leivas Leite, dois irmãos Simões Lopes, dois irmãos Souza Soares. Esses, Leopoldo e Miguel, filhos do Visconde, dono do Parque, estudavam em Rio Grande e faziam sucesso quando saíam pelas ruas da cidade vizinha, onde ainda não havia bicicleta. Acumulava-se gente nas portas das casas, dos bares, das lojas, dos armazéns, para admirar a novidade e se divertir a valer, também, com a voracidade dos cães, que se jogavam às pernas desses pioneiros do ciclismo!

Em 1897, chegou aqui um modelo de outra marca, La Française, encomendado por Carino de Souza e acompanhado por dois trajes completos de ciclista.

Pouco depois surgiu a primeira “tandem” ou “dupleta”, de grande comprimento e com dois selins. Era montada pelos irmãos Le Coultre, relojoeiros suíços.

A seguir, Hermmann Von Huelsen, mecânico aqui estabelecido, aumentou a velocidade de sua bicicleta, adaptando a ela uma pinha e uma roda dentada maiores que o normal. Nesse veículo, desafiou o campeão rio-grandino da época e o venceu, em memorável corrida no Prado Pelotense. Disputou um “match”, mais tarde, com um cavalo (!?), saindo igualmente vencedor.

Só não menciona Matias de Albuquerque, nesse artigo, que em 14 de novembro de 1897 foi fundado, em Pelotas, um clube ciclista. Nem que o seu primeiro presidente foi João Simões Lopes Neto. Deixa de comentar, por isso, um desfile realizado em fevereiro de 1898, no qual se destacaram o senhor Heráclito Brusque, com “sua custosa e elegante vestimenta, de camiseta de seda, com listras ouro e preto, calção preto e meias de seda, cores também iguais à camiseta”, e o próprio capitão João Simões, que “ostentava belíssima borboleta presa ao guidom de sua bicicleta”.

Imagine-se o que não pensaria, assistindo a esse desfile, um tropeiro rude da Campanha, depois de conduzir a Pelotas uma tropa de gado recém-vendida na Tablada.

Fonte: DiarioPopular

 

Antes da Massa Crítica estar nas ruas de muitas cidades brasileiras, muitos “Pedalar para Preservar” foram promovidos por nós do CEA..

Abaixo-assinado para a construção da ciclovia na RS-734 pode ser assinada através da página: http://www.avaaz.org/po/petition/Construcao_de_Ciclovia_entre_o_balneario_Cassino_e_o_Centro_de_Rio_Grande_1/?cGDCNbb

Assinem e divulguem!!!!!

O CEA, que já realizou diversas ações voltadas para o uso da bicicleta como transporte menos poluente para o planeta, tendo de exemplo a elaboração de leis e campanhas de Educação Ambiental, como a “Pedalar da Preservar”, desenvolvida no início da década de 90, no Balneário do Cassino, apoia essa iniciativa para a construção da ciclovia.

por Jorge Barcellos

Nos Estados Unidos, uma propaganda ironizava estudantes que iam para a faculdade de bicicleta, mostrando um ciclista sendo ultrapassado por uma bela moça em um carro. Muito criticado, o anúncio, que terminou retirado, encerrava-se com a frase “Deixe de pedalar… comece a dirigir”.

O contrário bem que poderia ser o tema do 1º Fórum Mundial da Bicicleta, a ser realizado em Porto Alegre nos próximos dias. “Deixe de dirigir… comece a pedalar” é a utopia que só pode surgir na sociedade onde o automóvel cobra alto preço por sua existência. Mas, para que o seminário dê frutos e não se transforme em apenas mais um evento da Capital, seus participantes terão de responder a duas questões essenciais.

A primeira é como recuperar a necessidade da velocidade democrática. Quando foi inventado, o automóvel proporcionou a experiência inédita de andar mais rápido que diligências, carruagens, trens e bicicletas. Antes, a velocidade era democrática: todos andavam na mesma velocidade, diz André Gorz. O carro estabeleceu uma velocidade de deslocamento para a elite e outra para o povo. Mais: ele gerou uma nova forma de alienação, já que, enquanto o ciclista é capaz de consertar seu veículo, o motorista torna-se dependente de especialistas que cobram caro por seus serviços. Num mundo onde todos querem ir a qualquer lugar mais rápido, como colocar a necessidade de ir devagar?

A segunda questão é como transformar o ciclismo em questão política. No passado, no tempo em que a distância entre o mundo onde se vive e o mundo onde se trabalha era menor, a bicicleta era um bem comum e a maioria dos trabalhadores a possuía para trabalhar.

Fazia parte, portanto, dos procedimentos relativos à vida nas cidades – da pólis, daí política – o uso da bicicleta. Paradoxalmente, o que despolitizou o ciclismo foi o seu afastamento das camadas populares, transformado em esporte de elite, e a progressiva transformação do automóvel de bem de elite para bem popular. Hoje, quase todo mundo tem carro mas muitos não têm bicicleta. Tornamos as cidades inabitáveis ao deixarmos de ser proprietários de bicicletas para nos tornarmos consumidores de automóveis.

Mas politizar o ciclismo não é apenas pensá-lo somente no campo das políticas de mobilidade, atual estágio da discussão. É preciso ir mais além, pensar o bicicletar como um novo humanismo – “Pedalo, logo existo” –, como diz Marc Augé.

Não optamos pela bicicleta porque gasta menos energia ou polui menos, argumento produtivista que esquece o mais importante: optamos pela bicicleta porque ela possibilita ao cidadão experienciar a cidade como espaço de aventura, lugar de descobertas, possibilitando às pessoas se encontrarem em vez de ficarem reclusas em suas casas com medo da violência. A bicicleta transforma a vida social, aprende-se a “pedalar junto”, e isto ajuda os cidadãos a tomar consciência de si mesmos e dos lugares que habitam.

Quem diria! O velho sonho comunista encontrou uma forma secreta para retornar, agora sem sangue e sem revolução: a partir de um mundo onde simples bicicletas são de todos, onde podemos pegá-las onde quer que estejamos para deixá-las logo adiante para outra pessoa, reinventamos a ideia de bem comum tão cara à esquerda. Não é o que as experiências ciclísticas de Barcelona e Paris já mostram? A Revolução Ciclista ainda não se consumou. É preciso fazê-la o quanto antes. Ciclistas do mundo, uni-vos!

Fonte: http://sergyovitro.blogspot.com/2012/02/jorge-barcellos-ciclistas-do-mundo-uni.html

Propaganda criativa, mas que gera questionamentos do porquê não ser tão explícita…

Aproveite o final de semana e participe do Fórum Mundial da bicicletas

Veja algumas fotos da Massa Crítica ocorrida ontem durante 3 horas nas ruas de Porto Alegre

Fonte: http://vadebici.wordpress.com/2012/02/11/va-de-galinha/

https://i0.wp.com/forummundialdabici.com/wp-content/uploads/2012/01/logo-alta-branco.jpgO primeiro Fórum Mundial da Bicicleta, que acontecerá em Porto Alegre de 23 a 26 de fevereiro de 2012, é um espaço para discutir o futuro das cidades e o papel da bicicleta nos âmbitos social, econômico, ambiental, esportivo e cultural. A iniciativa partiu da reunião de moradores de Porto Alegre que utilizam a bicicleta para a prática do esporte, transporte urbano, lazer, bem como empresários do setor de comércio e serviços.

A data para o Fórum Mundial da Bicicleta foi escolhida em virtude do aniversário de um ano do atropelamento intencional que ocorreu contra os participantes da Massa Crítica de Porto Alegre, em 25 de fevereiro de 2011, que gerou manifestações de solidariedade em diversas cidades do mundo e vem fomentado a discussão sobre a violência no trânsito.

A programação provisória do evento traz painéis com a participação de expoentes do cicloativismo e das áreas de mobilidade urbana, ciclismo de competição, turismo relacionado à bicicleta e o papel da bicicleta no fomento à economia, bem como oficinas autogestionadas sobre diversos assuntos relacionados ao ciclismo urbano, turístico e esportivo. A participação tanto nos painéis quanto nas oficinas é gratuita e aberta a toda a população.

A organização do Fórum Mundial da Bicicleta é completamente horizontal e conta com o apoio de diversas pessoas e instituições. Saiba mais AQUI

Todas as atividades do Forum são gratuitas e não há necessidade de inscrição. As salas 1 a 3 e o hall ficam no térreo da Usina do Gasômetro – os painéis acontecerão no mezanino da Usina do Gasômetro.

Confira a Programação

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Excelente iniciativa, mas que precisa de apoio financeiro para se concretizar…

1º Fórum Mundial da Bicicleta

As vésperas do aniversário de um ano do trágico atropelamento de ciclistas, que ocorreu no dia 25 de fevereiro de 2011 – e que deixou 17 pessoas feridas –, um grupo de ciclistas de Porto Alegre que utilizam a bicicleta para diversos fins, assim como empresários do setor de comércio e serviços gerais, decidiu aproveitar a ocasião e debater com a sociedade o papel da bicicleta nos âmbitos social, econômico, ambiental, esportivo e cultural. Para isso, do dia 23 a 26 de fevereiro será realizado na capital gaúcha o 1º Fórum Mundial da Bicicleta, que contará com diversas atividades e oficinas relacionadas ao tema.

Segundo os seus idealizadores, “o Fórum Mundial da Bicicleta é uma saída criativa para um incidente trágico, que denuncia o quanto nossas cidades não estão estruturadas, e nossas culturas não estão voltadas para tomar cuidado com as pessoas. Pensando nisso, este será um momento para se discutir a bicicleta em todos os seus aspectos: mobilidade urbana, integração comunitária, bem-estar pessoal e social, como esporte, questões econômicas, etc”.

O 1º Fórum Mundial da Bicicleta será realizado na Usina do Gasômetro, sediando os mais variados painéis e oficinas. Somando a isso, a organização prevê também atividades paralelas como exposições e apresentações musicais em outros pontos da cidade.

A programação provisória do evento traz painéis com a participação de expoentes do cicloativismo e das áreas de mobilidade urbana, ciclismo de competição, turismo relacionado à bicicleta e o papel da bicicleta no fomento à economia, bem como oficinas autogestionadas sobre diversos assuntos relacionados ao ciclismo urbano, turístico e esportivo. A participação tanto nos painéis quanto nas oficinas é gratuita e aberta a toda a população.

Bicicletadas e passeios ciclísticos estão previstos na programação

Além das discussões e debates sobre a bicicleta como um meio de transporte alternativo e seus benefícios, passeios especiais também estão previstos nos dias do fórum.

Na abertura do evento, na quinta-feira (23), ocorrerá uma bike city tour, passando pelos principais pontos turísticos de Porto Alegre. Na sexta-feira (24), por se tratar da última do mês, o Fórum se junta à Massa Crítica, com concentração a partir das 18h15 no Largo Zumbi dos Palmares. Para o sábado (25) está programado um ato por cidades mais humanas na Rua José do Patrocínio, na Cidade Baixa, em protesto ao aniversário de um ano do atropelamento. E no domingo (26), ocorrerá um passeio reunindo os conhecedores das bicicletas reclinadas e demais ciclistas.

FMB contará com a participação de um dos idealizadores da Massa Crítica

Dentre os grandes nomes para a participação do Fórum Mundial da Bicicleta, está previsto a presença de um dos idealizadores da Massa Crítica – que aconteceu em São Francisco, EUA, em 1992 –, o cicloativista estadunidense Chris Carlsson. Além dele, já está confirmada a participação do bicampeão mundial de ciclismo paraolímpico, Soelito Gohr, o diretor geral da Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo (Ciclocidade), Thiago Benicchio e o empresário e cicloativista catarinense Eldon Jung.

Entretanto, como o Fórum está sendo organizado por um coletivo auto-gestionário, cujos participantes trabalham de forma voluntária, para a realização plena do evento é necessário que seja arrecado um valor igual ou superior a R$ 3.500, que será destinado para o pagamento das passagens aéreas de Chris Carlsson, assim como para outros gastos do evento. Para custear tais despesas, a organização lançou uma campanha de crowdfunding no site Catarse, onde é possível fazer contribuições pela internet, a partir de R$ 10,00, até o dia 22 de fevereiro.

Até o fechamento desta matéria, 68 pessoas e entidades já haviam colaborado com a construção do evento, chegando a R$ 2.515 do montante necessário, faltando 21 dias para o prazo final.

Fonte: Sul21

Foi então que estreou no Teatro Municipal de São Paulo a peça clássica Electra,tendo comparecido ao local alguns agentes do DOPS para prender Sófocles,autor da peça e acusado de subversão, mas já falecido em 406 a.C. Era junho e o pensador católico Tristão de Ataíde, o mesmo Alceu de Amoroso Lima, uma das personalidades mais festejadas da cultura brasileira, chegava à mesma conclusão da flor dos Ponte Preta em relação à burrice reinante, ao declarar, numa conferência:

A maior inflação nacional é de estupidez”.

(Stanislaw Ponte Preta – Febeapá 1, p.12)

Rua Gonçalo de Carvalho, a primeira rua Patrimônio Ambiental de Porto Alegre, foi também a primeira rua declarada de “Uso Especial” por decreto do executivo em 5 de junho de 2006. – Foto: Amigos da Rua Gonçalo de Carvalho

Uma Secretaria do Meio Ambiente que não gosta do Meio Ambiente

No Dia da Árvore, 21 de setembro, deveria ocorrer a votação do projeto de lei que tramita desde 2008 na Câmara que declara cerca de 70 “Túneis Verdes” como Áreas de Uso Especial, objetivando preservar sua vegetação.

O projeto deveria ser votado, mas foi adiado.

O curioso é que a própria secretaria do Meio Ambiente de Porto Alegre (SMAM) foi contrária ao projeto e apresentou um documento onde, entre outras “razões” para posicionar-se contra a votação do projeto, destacam que os Túneis Verdes podem ser “empecilho à mobilidade urbana” e “inclusive atrapalhar o licenciamento ambiental das áreas prioritárias com vista a Copa 2014“.

Parece piada tirada do famoso livro de Stanislaw Ponte Preta, chamado FEBEAPÁ – Festival de Besteiras que Assolam o País, mas não é…

Alguns vereadores apresentaram emendas ao projeto e com a “justificativa” de passarem as emendas pelas Comissões da Câmara, o projeto teve sua votação adiada e ninguém arrisca uma nova data para votação.  Uma das emendas quer que os “moradores da rua sejam ouvidos e por votação decidam se na rua tem ou não um “Túnel Verde”, mas para ser considerado “Túnel Verde” os votos deverão ser superiores a 2/3 do total”. Interessante esse raciocínio, caso 2/3 dos votantes decidirem que as árvores não são árvores, elas deixarão de ser árvores?

Certamente será depois de 2014, aí a Copa do Mundo não correrá mais riscos com os perigosos Túneis Verdes.

Segundo o jornal Zero Hora, em sua edição digital, o próprio secretário do Meio Ambiente, Luiz Fernando Záchia, assinou o documento da SMAM dirigido à base do governo orientando os vereadores a não votar o projeto:

O secretário Luiz Fernando Záchia, por sua vez, assinou um documento direcionado à base, orientando os vereadores a não votarem o projeto nesta quarta-feira. O governo, segundo ele, é contrário ao texto, em razão do número de avenidas que constam na proposta. Segundo ele, se aprovada, a lei pode prejudicar algumas obras, inclusive as previstas para a Copa do Mundo de 2014.

Cabe lembrar que ele não é o secretário de Obras, nem o secretário extraordinário da Copa, Záchia é o secretário do Meio Ambiente, mas demonstra estar mais preocupado com o futebol que com as árvores.

Como se não bastasse, o texto abaixo está sendo compartilhado pelo Facebook:

Ouvi hoje de um integrante da cúpula da SECRETARIA MUNICIPAL DO MEIO AMBIENTE que “não podemos criar túneis verdes a varrer”, que “não se pode escurecer a cidade com a sombra das árvores”, que essa pessoa “jamais moraria na rua Gonçalo de Carvalho” – considerada a rua mais bonita do mundo por sua arborização – por não querer ser um tuberculoso. Pode?

Que se preparem os admiradores da Rua Gonçalo de Carvalho, chamada “A rua mais bonita do Mundo”, pois a SMAM poderá colocar placas de advertências no mais conhecido Túnel Verde da cidade:

A SMAM adverte: Túneis Verdes fazem mal a saúde!

Claro que a SMAM não fará isso, é apenas uma piada, mas motivada pelas atuais ações da secretaria que já foi a mais conceituada entre todas as secretarias municipais, algum tempo atrás. Foi uma secretaria respeitada pela seriedade de seus atos mas hoje é motivo de chacota.

Fonte: http://poavive.wordpress.com/2011/09/22/isso-e-historico-tuneis-verdes-atrapalham-a-copa-de-2014/

Não é necessariamente ecologico, mas é divertido

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