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por Cíntia Barenho

Lendo o Jornal do Comércio, me deparo com uma faceta que ainda não conhecida do ilustre cidadão pelotense  João Simões Lopes Neto. Era um cidadão ativo e dono de uma visão progressista, que criou além da Sociedade Protetora dos Animais e também um o Clube Ciclista Pelotense em 1897.

A nota do Jornal, problematizando o midiático processo de aluguel de bicicletas que terá em Porto Alegre (apenas no centro da cidade, aluguel privado-publicitário com o investimento em ciclovias beirando ao 0%), homenageia João Simões Lopes Neto. O mesmo foi divulgador entusiasta das vantagens do “pequeno e engenhoso invento”. Segundo a nota “outra providência do escritor foi introduzir dispositivos sobre o uso do veículo no Código de Posturas Municipais. Constava no regulamento que “o velocípede deve trazer um aparelho avisador, que somente será utilizado nas ocasiões precisas e que possa ser ouvido em distância mínima de 50 metros”. Entre outros pontos, fazia um alerta: “Ao encontrar obstáculo à passagem, o ciclista desmontará, pedindo caminho franco, por meio do aparelho avisador”. Havia multas para os infratores. Pena que hoje não tenhamos mais nem mesmo o avisador.” (Jornal do Comércio).

Buscando na internet mais informações encontro um artigo do historiador por Mario Osorio Magalhães publicado AQUI

Enfim lutar pela mobilidade urbana “não dominada pelo império dos carros” e lutar por Banhados/zonas úmidas livres de empreendimentos e de fato preservadas-conservadas é algo “antigo”que segue contemporâneo!! Pelo menos agora a bicicleta é algo bem mais popular, que reflete a necessidade de uma classe trabalhadora, que não era o caso de quando chegaram as primeiras bicis em Pelotas. Enfim, seguimos num Pedalar para Preservar.

Abaixo reproduzimos texto:

Primeiras bicicletas eram velocípedes

Em Pelotas, as primeiras bicicletas apareceram em 1885, antes da invenção do pneu. É o que conta Matias de Albuquerque, num artigo publicado no Diário Popular de 20 de setembro de 1953.

Foram adquiridas pelo Visconde de Souza Soares, para os frequentadores do Parque Pelotense. Sua armação era metálica; as rodas, de madeira, chapeadas de ferro; seus pedais acionavam a roda anterior e tinham o comprimento de um metro e 80 centímetros.

No ano seguinte surgiu um modelo mais elegante: o velocípede. A roda dianteira tinha um metro e 20 de diâmetro, a de trás, 35 centímetros; eram de borracha maciça. Seu pedal, ao contrário das primeiras, era na roda da frente. O usuário subia nela correndo, depois de dar impulso e apoiar-se num suporte, que havia na roda traseira. Pertencia, esse, a Bernardo da Nova Monteiro.

Dez anos depois apareceram seis bicicletas da marca Clement, com pneus da fábrica Dunlop. Seus proprietários: dois irmãos Leivas Leite, dois irmãos Simões Lopes, dois irmãos Souza Soares. Esses, Leopoldo e Miguel, filhos do Visconde, dono do Parque, estudavam em Rio Grande e faziam sucesso quando saíam pelas ruas da cidade vizinha, onde ainda não havia bicicleta. Acumulava-se gente nas portas das casas, dos bares, das lojas, dos armazéns, para admirar a novidade e se divertir a valer, também, com a voracidade dos cães, que se jogavam às pernas desses pioneiros do ciclismo!

Em 1897, chegou aqui um modelo de outra marca, La Française, encomendado por Carino de Souza e acompanhado por dois trajes completos de ciclista.

Pouco depois surgiu a primeira “tandem” ou “dupleta”, de grande comprimento e com dois selins. Era montada pelos irmãos Le Coultre, relojoeiros suíços.

A seguir, Hermmann Von Huelsen, mecânico aqui estabelecido, aumentou a velocidade de sua bicicleta, adaptando a ela uma pinha e uma roda dentada maiores que o normal. Nesse veículo, desafiou o campeão rio-grandino da época e o venceu, em memorável corrida no Prado Pelotense. Disputou um “match”, mais tarde, com um cavalo (!?), saindo igualmente vencedor.

Só não menciona Matias de Albuquerque, nesse artigo, que em 14 de novembro de 1897 foi fundado, em Pelotas, um clube ciclista. Nem que o seu primeiro presidente foi João Simões Lopes Neto. Deixa de comentar, por isso, um desfile realizado em fevereiro de 1898, no qual se destacaram o senhor Heráclito Brusque, com “sua custosa e elegante vestimenta, de camiseta de seda, com listras ouro e preto, calção preto e meias de seda, cores também iguais à camiseta”, e o próprio capitão João Simões, que “ostentava belíssima borboleta presa ao guidom de sua bicicleta”.

Imagine-se o que não pensaria, assistindo a esse desfile, um tropeiro rude da Campanha, depois de conduzir a Pelotas uma tropa de gado recém-vendida na Tablada.

Fonte: DiarioPopular

 

Antes da Massa Crítica estar nas ruas de muitas cidades brasileiras, muitos “Pedalar para Preservar” foram promovidos por nós do CEA..

por Jorge Barcellos

Nos Estados Unidos, uma propaganda ironizava estudantes que iam para a faculdade de bicicleta, mostrando um ciclista sendo ultrapassado por uma bela moça em um carro. Muito criticado, o anúncio, que terminou retirado, encerrava-se com a frase “Deixe de pedalar… comece a dirigir”.

O contrário bem que poderia ser o tema do 1º Fórum Mundial da Bicicleta, a ser realizado em Porto Alegre nos próximos dias. “Deixe de dirigir… comece a pedalar” é a utopia que só pode surgir na sociedade onde o automóvel cobra alto preço por sua existência. Mas, para que o seminário dê frutos e não se transforme em apenas mais um evento da Capital, seus participantes terão de responder a duas questões essenciais.

A primeira é como recuperar a necessidade da velocidade democrática. Quando foi inventado, o automóvel proporcionou a experiência inédita de andar mais rápido que diligências, carruagens, trens e bicicletas. Antes, a velocidade era democrática: todos andavam na mesma velocidade, diz André Gorz. O carro estabeleceu uma velocidade de deslocamento para a elite e outra para o povo. Mais: ele gerou uma nova forma de alienação, já que, enquanto o ciclista é capaz de consertar seu veículo, o motorista torna-se dependente de especialistas que cobram caro por seus serviços. Num mundo onde todos querem ir a qualquer lugar mais rápido, como colocar a necessidade de ir devagar?

A segunda questão é como transformar o ciclismo em questão política. No passado, no tempo em que a distância entre o mundo onde se vive e o mundo onde se trabalha era menor, a bicicleta era um bem comum e a maioria dos trabalhadores a possuía para trabalhar.

Fazia parte, portanto, dos procedimentos relativos à vida nas cidades – da pólis, daí política – o uso da bicicleta. Paradoxalmente, o que despolitizou o ciclismo foi o seu afastamento das camadas populares, transformado em esporte de elite, e a progressiva transformação do automóvel de bem de elite para bem popular. Hoje, quase todo mundo tem carro mas muitos não têm bicicleta. Tornamos as cidades inabitáveis ao deixarmos de ser proprietários de bicicletas para nos tornarmos consumidores de automóveis.

Mas politizar o ciclismo não é apenas pensá-lo somente no campo das políticas de mobilidade, atual estágio da discussão. É preciso ir mais além, pensar o bicicletar como um novo humanismo – “Pedalo, logo existo” –, como diz Marc Augé.

Não optamos pela bicicleta porque gasta menos energia ou polui menos, argumento produtivista que esquece o mais importante: optamos pela bicicleta porque ela possibilita ao cidadão experienciar a cidade como espaço de aventura, lugar de descobertas, possibilitando às pessoas se encontrarem em vez de ficarem reclusas em suas casas com medo da violência. A bicicleta transforma a vida social, aprende-se a “pedalar junto”, e isto ajuda os cidadãos a tomar consciência de si mesmos e dos lugares que habitam.

Quem diria! O velho sonho comunista encontrou uma forma secreta para retornar, agora sem sangue e sem revolução: a partir de um mundo onde simples bicicletas são de todos, onde podemos pegá-las onde quer que estejamos para deixá-las logo adiante para outra pessoa, reinventamos a ideia de bem comum tão cara à esquerda. Não é o que as experiências ciclísticas de Barcelona e Paris já mostram? A Revolução Ciclista ainda não se consumou. É preciso fazê-la o quanto antes. Ciclistas do mundo, uni-vos!

Fonte: http://sergyovitro.blogspot.com/2012/02/jorge-barcellos-ciclistas-do-mundo-uni.html

Propaganda criativa, mas que gera questionamentos do porquê não ser tão explícita…

Aproveite o final de semana e participe do Fórum Mundial da bicicletas

Veja algumas fotos da Massa Crítica ocorrida ontem durante 3 horas nas ruas de Porto Alegre

Fonte: http://vadebici.wordpress.com/2012/02/11/va-de-galinha/

https://i0.wp.com/forummundialdabici.com/wp-content/uploads/2012/01/logo-alta-branco.jpgO primeiro Fórum Mundial da Bicicleta, que acontecerá em Porto Alegre de 23 a 26 de fevereiro de 2012, é um espaço para discutir o futuro das cidades e o papel da bicicleta nos âmbitos social, econômico, ambiental, esportivo e cultural. A iniciativa partiu da reunião de moradores de Porto Alegre que utilizam a bicicleta para a prática do esporte, transporte urbano, lazer, bem como empresários do setor de comércio e serviços.

A data para o Fórum Mundial da Bicicleta foi escolhida em virtude do aniversário de um ano do atropelamento intencional que ocorreu contra os participantes da Massa Crítica de Porto Alegre, em 25 de fevereiro de 2011, que gerou manifestações de solidariedade em diversas cidades do mundo e vem fomentado a discussão sobre a violência no trânsito.

A programação provisória do evento traz painéis com a participação de expoentes do cicloativismo e das áreas de mobilidade urbana, ciclismo de competição, turismo relacionado à bicicleta e o papel da bicicleta no fomento à economia, bem como oficinas autogestionadas sobre diversos assuntos relacionados ao ciclismo urbano, turístico e esportivo. A participação tanto nos painéis quanto nas oficinas é gratuita e aberta a toda a população.

A organização do Fórum Mundial da Bicicleta é completamente horizontal e conta com o apoio de diversas pessoas e instituições. Saiba mais AQUI

Todas as atividades do Forum são gratuitas e não há necessidade de inscrição. As salas 1 a 3 e o hall ficam no térreo da Usina do Gasômetro – os painéis acontecerão no mezanino da Usina do Gasômetro.

Confira a Programação

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Excelente iniciativa, mas que precisa de apoio financeiro para se concretizar…

1º Fórum Mundial da Bicicleta

As vésperas do aniversário de um ano do trágico atropelamento de ciclistas, que ocorreu no dia 25 de fevereiro de 2011 – e que deixou 17 pessoas feridas –, um grupo de ciclistas de Porto Alegre que utilizam a bicicleta para diversos fins, assim como empresários do setor de comércio e serviços gerais, decidiu aproveitar a ocasião e debater com a sociedade o papel da bicicleta nos âmbitos social, econômico, ambiental, esportivo e cultural. Para isso, do dia 23 a 26 de fevereiro será realizado na capital gaúcha o 1º Fórum Mundial da Bicicleta, que contará com diversas atividades e oficinas relacionadas ao tema.

Segundo os seus idealizadores, “o Fórum Mundial da Bicicleta é uma saída criativa para um incidente trágico, que denuncia o quanto nossas cidades não estão estruturadas, e nossas culturas não estão voltadas para tomar cuidado com as pessoas. Pensando nisso, este será um momento para se discutir a bicicleta em todos os seus aspectos: mobilidade urbana, integração comunitária, bem-estar pessoal e social, como esporte, questões econômicas, etc”.

O 1º Fórum Mundial da Bicicleta será realizado na Usina do Gasômetro, sediando os mais variados painéis e oficinas. Somando a isso, a organização prevê também atividades paralelas como exposições e apresentações musicais em outros pontos da cidade.

A programação provisória do evento traz painéis com a participação de expoentes do cicloativismo e das áreas de mobilidade urbana, ciclismo de competição, turismo relacionado à bicicleta e o papel da bicicleta no fomento à economia, bem como oficinas autogestionadas sobre diversos assuntos relacionados ao ciclismo urbano, turístico e esportivo. A participação tanto nos painéis quanto nas oficinas é gratuita e aberta a toda a população.

Bicicletadas e passeios ciclísticos estão previstos na programação

Além das discussões e debates sobre a bicicleta como um meio de transporte alternativo e seus benefícios, passeios especiais também estão previstos nos dias do fórum.

Na abertura do evento, na quinta-feira (23), ocorrerá uma bike city tour, passando pelos principais pontos turísticos de Porto Alegre. Na sexta-feira (24), por se tratar da última do mês, o Fórum se junta à Massa Crítica, com concentração a partir das 18h15 no Largo Zumbi dos Palmares. Para o sábado (25) está programado um ato por cidades mais humanas na Rua José do Patrocínio, na Cidade Baixa, em protesto ao aniversário de um ano do atropelamento. E no domingo (26), ocorrerá um passeio reunindo os conhecedores das bicicletas reclinadas e demais ciclistas.

FMB contará com a participação de um dos idealizadores da Massa Crítica

Dentre os grandes nomes para a participação do Fórum Mundial da Bicicleta, está previsto a presença de um dos idealizadores da Massa Crítica – que aconteceu em São Francisco, EUA, em 1992 –, o cicloativista estadunidense Chris Carlsson. Além dele, já está confirmada a participação do bicampeão mundial de ciclismo paraolímpico, Soelito Gohr, o diretor geral da Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo (Ciclocidade), Thiago Benicchio e o empresário e cicloativista catarinense Eldon Jung.

Entretanto, como o Fórum está sendo organizado por um coletivo auto-gestionário, cujos participantes trabalham de forma voluntária, para a realização plena do evento é necessário que seja arrecado um valor igual ou superior a R$ 3.500, que será destinado para o pagamento das passagens aéreas de Chris Carlsson, assim como para outros gastos do evento. Para custear tais despesas, a organização lançou uma campanha de crowdfunding no site Catarse, onde é possível fazer contribuições pela internet, a partir de R$ 10,00, até o dia 22 de fevereiro.

Até o fechamento desta matéria, 68 pessoas e entidades já haviam colaborado com a construção do evento, chegando a R$ 2.515 do montante necessário, faltando 21 dias para o prazo final.

Fonte: Sul21

Nesta sexta-feira (02/12) acontecerá mais uma Massa Crítica do Cassino ate o Campus Carreiros da FURG.

A concentração será no chapéu de palha, ao lado da cancha de bocha na Avenida Rio Grande, às 8h, no Balneário do Cassino.

O objetivo desse momento será o de “celebrar mais uma pedalada neste trecho caótico e bonito, que tem como cicatriz a RS-734”, informa a organização do vento.

Divulguem e participem. Pode ser pelos faces, orkuts, emails, blogs, msns e etc. Mas, a organização lembra que a Massa só existe se pedalarem todos junt@s.

Programação

Sexta- feira, 24/06

18h15 – Concentração para a Massa Crítica Intergaláctica no Largo Zumbi dos Palmares
19h – Início da Massa Crítica Intergaláctica
??h – Confraternização pós-massa crítica ao término do passeio.
Premiação da melhor fantasia e melhor bicicleta decorada.
Comida vegana com Vida Vegan: pão com chilli e chá gelado a preços módicos.

Sabado, 25/06

10h – Abertura.
Dia todo: Projeto Bicicletada Jardinaria – Jardinagem comunitária na Casa (traga suas mudas!).
Feira do Desapego – desapegue-se!
12h – Almoço Vida Vegan – Espetinho de Soja.
Abertura da Barraquinha de sanduiches Até o Talo.
14h30 – Oficina Comunitária: Mecânica Básica para Bicicletas.
17h – Banda Sonários.
18h – Bate-papo sobre Cicloturismo com Klaus Volkmann.
20h – Banda Rocartê.
21h –  Festa Junina – Piquenique Comunitário com fogueira gigante (Tragam comidas típicas vegans!)

Domingo, 26/06

10h – Abertura
Dia todo: Feira do Desapego
Projeto Bicicletada Jardinaria – Jardinagem comunitária na Casa (traga suas mudas!).
12h – Almoço Vida Vegan – Almoço Recicle Sem Preço
Abertura da Barraquinha de sanduiches Até o Talo
14h – Oficina de Serigrafia com Isadora Brandelli e Naíla Sarkar – trazer tela e desenhos.
15h30 – Oficina de Comunicação Não-Violenta com Pedro Lunaris
17:30 – Banda Trio Vladimir
19h – Bate-papo Pedalando na Cidade com Segurança com os BiciAnjos
20h – Banda Electric Mind

Fonte: http://somosandando.wordpress.com

Um mês após o ato criminoso contra o Massa Crítica de POA, nessa sexta 25/03 tem mais uma bicicletada, como tradicionalmente acontece na última sexta-feira de cada mês, pós 18:30h.

Nesta sexta-feira, como de costume, é dia de Massa Crítica. Precisamos fazer dessa a maior Massa Crítica de todas. Convide suas amigas e amigos e vamos levar mais de 1000 bicicletas às ruas de Porto Alegre. Vamos encher as ruas de alegria, gentileza e vida!

Obs: A Massa Crítica acontece mesmo se estiver chovendo!

Fonte: MassaCriticaPOA

por Leandro Karam

A foto abaixo acima representa uma raridade em Pelotas. Alguns podem interpelar com o seguinte argumento: “mas em Pelotas o que mais tem é gente que anda de bicicleta”!!! Pois bem, corretíssimo. A cidade de Pelotas conta com mais de 20 mil usuários de bicicleta e apresenta uma topografia totalmente favorável esta prática de forma confortável e eficiente, além de ser positiva para a qualidade de vida da população, por ser ecológica, saudável, silenciosa, não ocupar tanto espaço quanto os automóveis e outras tantas.

O que causa espanto, considerando as condições acima citadas, é a falta (ou quase ausencia) de um projeto cicloviário eficiente que contemple estes ciclistas e contribua para sua mobilidade de forma segura.
Os órgãos de gestão pública deveria conduzir suas atividades para as pessoas. É até estranho que esta afirmação tão evidente não seja vista na prática da mesma evidente maneira, visto um contingente tão significativo de usuários deste tipo de veículo.
Conhecendo um pouco Pelotas através do uso da bicicleta, o que permite muito maior observação e apoderamento de argumentos, percebemos que algumas das única ciclofaixas que existem em conformidade com a legislação é esta ciclofaixa da Av. Adolfo Fetter (foto acima) e da R. Andrade Neves, onde é “rotina” encontrar automóveis estacionados nestes locais nos horários em que isso não é permitido (no caso da R. Andrade Neves). Um dos problemas que encontramos é poder chegar até elas com segurança.
Podemos visualizar a ausência de conexão entre as vias para ciclistas.
Fonte: http://www.ufpel.edu.br/cic/2008/cd/pages/pdf/SA/SA_00073.pdf 

 

Outra via feita para ciclistas está na Av. Dom Joaquim. No entanto há dúvidas de que quem a projetou não é um dos mais de 20 mil usuários de bicicleta ou não buscava o conforto e segurança desta significativa parcela da população. Pois, além de estreita demais, não possui sinalização adequada às normas da legislação.
Algumas informações sobre o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) seguem abaixo:
CICLOFAIXA – parte da pista de rolamento destinada à circulação exclusiva de ciclos, delimitada por sinalização específica.
CICLOVIA – pista própria destinada à circulação de ciclos, separada fisicamente do tráfego comum.
PASSEIO – parte da calçada ou da pista de rolamento, neste último caso, separada por pintura ou elemento físico separador, livre de interferências, destinada à circulação exclusiva de pedestres e, excepcionalmente, de ciclistas.

Alguns artigos relacionados ao uso da bicicleta

  • CAPÍTULO II – DO SISTEMA NACIONAL DE TRÂNSITO
    • Art. 21
      • Compete aos órgãos e entidades executivos rodoviários da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, no âmbito de sua circunscrição:
      • II – planejar, projetar, regulamentar e operar o trânsito de veículos, de pedestres e de animais, e promover o desenvolvimento da circulação e da segurança de ciclistas;
    • Art. 24
      • Compete aos órgãos e entidades executivos de trânsito dos Municípios, no âmbito de sua circunscrição:
      • II – planejar, projetar, regulamentar e operar o trânsito de veículos, de pedestres e de animais, e promover o desenvolvimento da circulação e da segurança de ciclistas:
  • CAPÍTULO III – DAS NORMAS GERAIS DE CIRCULAÇÃO E CONDUTA
    • Art. 29
      • O trânsito de veículos nas vias terrestres abertas à circulação obedecerá às seguintes normas:
        • § 2º Respeitadas as normas de circulação e conduta estabelecidas neste artigo, em ordem decrescente, os veículos de maior porte serão sempre responsáveis pela segurança dos menores, os motorizados pelos não motorizados e, juntos, pela incolumidade dos pedestres.
    • Art. 58:
      • Nas vias urbanas e nas rurais de pista dupla, a circulação de bicicletas deverá ocorrer, quando não houver ciclovia, ciclofaixa ou acostamento, ou quando não for possível a utilização destes, nos bordos das pista de rolamento, no mesmo sentido da circulação regulamentado para a via, com preferência sobre os veículos automotores.

Podemos perceber que esta realidade que convivemos não se dá por falta de Leis apropriadas, pois as temos e elas foram elaboradas até mesmo de forma EXEMPLAR!!!!

Só depende de vontade!!! Continuemos cada um buscando fazer a sua parte, sempre!!!

Ontem em Pelotas centenas de pessoas reuniram-se para pedalar pela paz no Trâsito, pelo direito de ir e vir dos ciclistas, por mais ciclovias/ciclofaixas.

Para nós do CEA a política de mobilidade urbana deve atender de fato as diferentes formas possíveis, preferencialmente sustentáveis, de mobilidade. Mas o que vemos é uma priorização dos automóveis sobre o transporte coletivo, sobre as bicicletas e até mesmo sobre os pedestres…Alguém tem visto faixas de segurança nas ruas de pelotas?

Mais fotos AQUI

Ciclistas protestam em Porto Alegre contra o bancário Ricardo Neis, 47, responsável pelo atropelamento de várias pessoas na sexta-feira durante um passeio ciclístico chamado “Massa Crítica”, que defende o uso de bicicletas no trânsito; Neis foi internado em clínica psiquiátrica nesta terça-feira (fotos de Jefferson Bernardes/UOL)

“Atropelou,foi por querer eu quero ver o que a justiça vai fazer!”


Veja mais fotos AQUI


por Adão Paiani (*)

É inacreditável o que aconteceu durante a marcha dos ciclistas em Porto Alegre, no final da tarde da última sexta-feira (25/02). Inacreditável mas, infelizmente, real.

Em qualquer país sério do mundo um episódio bárbaro desses teria repercussão muito maior, merecendo resposta mais adequada dos órgãos públicos competentes; que não apenas declarações de um Delegado de Polícia tentando justificar uma atitude boçal; colocando no mesmo patamar agressor e vítimas, sem nem ao menos ter ouvido qualquer uma das partes.

O mais lamentável de tudo é que tal Delegado – absolutamente sem noção – é justamente o responsável pela delegacia que investiga delitos de trânsito; pelo que se pode até entender as razões pelas quais crimes desse tipo acabam sendo tratados de forma, muitas vezes, tão benevolente; o que só acaba por incentivar o massacre cotidiano que vivenciamos nas ruas e estradas deste Estado e do país.

Ao fazer um juízo de valor totalmente antecipado, e que desqualifica qualquer investigação séria, o Delegado Titular da Delegacia de Delitos de Trânsito de Porto Alegre certamente deve ter se identificado com o condutor do automóvel; que se julgou no direito de atropelar dezenas de pessoas, pelo simples fato de que elas estavam “atravancando” seu caminho, na hora e no momento errado. Naquele momento, era ele, o motorista, em sua pressa, investido do papel de Deus e a máquina que dirigia, covarde e irresponsavelmente. Nada mais importava.

Ainda que possamos dar ao motorista o benefício da dúvida; uma vez que ele alega ter agido em legítima defesa, ao ser agredido antes por alguns dos integrantes da marcha, e que estava ao seu lado, no veículo, seu filho menor de idade – aliás, que belo exemplo um pai dá ao filho com uma atitude dessas -; nada pode justificar um revide com tamanha violência. E cabe à autoridade policial conduzir o inquérito com um mínimo de isenção, ou se afastar dele, dando-se por impedido.

Nada explica, convincentemente, que um agente público, investido do poder de polícia, se coloque desde o primeiro momento de forma tão vergonhosamente parcial ao lado de alguém que, dolosamente, atentou contra a vida de dezenas de outras pessoas. Sim, dolosamente, pois as imagens e os depoimentos que vimos e ouvimos até agora só nos permite ter a percepção de que estamos diante de tentativa de homicídio, e não apenas de lesões corporais, como já antecipou o entendimento do responsável pelo inquérito. Tentativa de homicídio, nada menos do que isso. Mas pelo que se extrai de suas declarações, não vamos duvidar que o delegado acabe por indiciar as vítimas por terem atropelado, de costas, o veículo e seu condutor.

É aquela velha história. O problema, muitas vezes, não é o governo, mas o guarda da esquina. A postura tomada por um agente da lei, que deveria, na dúvida, agir em benefício da sociedade, mas se porta de forma tão escandalosamente favorável ao ensandecido condutor de um veículo que, ao utilizá-lo como arma, colocou em risco a vida e a integridade física de dezenas de cidadãos; acaba por acaba por desconstruir todo um discurso de governo que se julgava comprometido em estabelecer uma política séria de combate a violência no trânsito.

E o estrago, nesse caso, não se resume apenas às bicicletas retorcidas, aos corpos estirados no chão de uma via pública; feridos física e moralmente por um ato de insanidade. Tem a ver com a consciência que o Estado, por seus agentes, deve ter do seu papel na defesa de todos os seus cidadãos. Tem a ver com credibilidade. Tem a ver com a vontade manifesta de transformar discurso em prática cotidiana.

E isso não pode ficar a cargo do guarda da esquina.

(*) Advogado

Charge: Kayser

Fonte: RSUrgente

Saiba mais AQUI

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“De tanto postergar o essencial em nome da urgência, termina-se por esquecer a urgência do essencial.” Hadj Garm'Orin

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O Centro de Estudos Ambientais (CEA) é a primeira ONG ecológica da região sul, constituída em Rio Grande/RS/Brasil, em julho de 1983.

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