You are currently browsing the tag archive for the ‘Fábrica de Celulose’ tag.

Foto: Tatiana Cardeal

Foto: Tatiana Cardeal.

O Brasil detém a marca de maior produtor mundial de celulose branqueada. As unidades industriais estão distribuídas entre o norte do Espírito Santo e o sul da Bahia. Nessa região, segundo dados levantados pela pesquisa O FALSO VERDE, as empresas de celulose estão ligadas a diversos crimes, dentre eles lavagem de dinheiro, fraude, corrupção, sonegação de impostos e crimes ambientais e trabalhistas.

O principal controlador das empresas envolvidas com os problemas é o BNDES, seguido por Votorantim e Fibria. O banco aumentou a injeção de recursos no setor em 2009, em decorrência da crise internacional. Hoje, é o principal investidor em celulose no mundo.
A pesquisa, liderada pelo jornalista Marques Casara, mostra o passo a passo das fraudes e dos crimes tributários, ambientais e trabalhistas ligados à cadeia produtiva da celulose.
Mostra também como as empresas da região falsificaram documentos e se uniram a oficiais do Exército para expulsar moradores que habitavam a região.
A pesquisa é uma iniciativa do Instituto Observatório Social e da Papel Social Comunicação. A íntegra do documento estará disponível para download a partir do dia 18 de dezembro, no site das duas organizações.
O responsável pelo estudo, o jornalista Marques Casara, atua em pesquisas de cadeias produtivas desde 2002, quando identificou a existência de trabalho escravo na produção do aço brasileiro. Desde então, publicou diversos estudos sobre problemas socioambientais nas cadeias produtivas da siderurgia, da mineração, da madeira e do vestuário. Casara foi duas vezes agraciado com o Prêmio Esso de Jornalismo e outras duas com o prêmio Vladimir Herzog.

Fonte: http://redesustentavelbrasil.com.br/2012/12/10/celulose-fraudes-suborno-grilagem/

Acesse a revista AQUI

Obs: Por falar em Fibria, a mesma recentemente foi multada por “brincar”na bolsa de valores: leia AQUI

Anúncios
Ricardo Carrere

Lembro de uma vez, lá em Pelotas, numa Audiência Pública sobre os impactos das monoculturas de eucaliptos, Ricardo estava e foi totalmente desrespeitado em sua intervenção que problematizou os eucaliptos no Uruguai. Lá pelas tantas, um engraçadinho disse a ele que o Uruguai exportava cidadãos pra zona sul do RS. Ricardo, com toda lucidez, questionou o vivente, se tal situação não estaria sendo ocasionada pelos mais de um milhão de hectares de desertos verdes que haviam no Uruguai. O tipo emudeceu.
A luta ecológica segue…
Cintia

Até sempre Ricardo!

Com muito pesar, informamos que neste ultimo dia 16 de agosto, faleceu nosso querido companheiro Ricardo Carrere. Apesar de que soubemos há alguns meses que estava doente, sua morte nos pegou de surpresa porque seu estado piorou muito rápido em poucos dias.

Abraçamos Mari, sua esposa, e Cecília y Francisco, seus filhos,Margarita, sua irmã, e demais familiares, neste momento de muita dor.

Quem trabalhou com ele no WRM – Ana, Lizzie, Teresa, Raquel, Flávio e Winnie – choramos por ele porque de repente ficamos sem sua lucidez, convicção e amor pelo que fazia, regado com seu compromisso integro com a justiça social e ambiental, e sempre com seu humor peculiar, otimismo e amor pela vida.

Ricardo foi coordenador do Movimento Mundial pelas Florestas Tropicais (WRM) de 1996 até dezembro 2010 quando se aposentou. Ao longo destes anos todos, ele foi fundamental na construção da organização, sua rede de contatos e articulações baseadas na confiança, e na definição do seu objetivo principal de apoiar as lutas locais de comunidades e povos por seus direitos e modo de vida.

Ricardo gostava muito de ouvir o que as pessoas destas comunidades tinham para dizer sobre a vida e suas lutas e, nesse sentido, gostava muito mais de se chamar ‘aprendiz’ do que ‘coordenador internacional’. Refletia muito sobre o que ouvia, em silêncio, durante suas sessões matinais para tomar mate, que nunca podia faltar, durante suas muitas viagens ou em casa, no seu quintal, cheio de árvores e plantas nativas que ele plantou e cuidou com tanto carinho e dedicação.

Como poucas, Ricardo conseguiu transmitir sua aprendizagem para muita gente: para nos que tivemos o enorme privilegio de trabalhar diretamente com ele, e para outros/as que conheceram, colaboraram e conviveram com ele em vários momentos de sua vida, como as pessoas da nossa e outras redes de organizações e movimentos em muitos países.

Agradecemos nossos amigos e colegas pela grande quantidade de mensagens que estamos recebendo de vários cantos do mundo. Pretendemos devolver um pouco de todo este carinho no nosso Boletim de setembro que será dedicado ao Ricardo.

Queremos reforçar também a sugestão de alguns de fazer uma homenagem especial ao Ricardo no próximo dia 21 de setembro, o Dia Internacional de Luta contra as Monoculturas de Árvores. Faremos esta homenagem aqui em Uruguai e convidamos a todos/as a fazer o mesmo, onde estiverem. Mesmo assim, a melhor homenagem será somar-se a este Dia de Luta que Ricardo durante muitos anos ajudou a divulgar e promover com o entusiasmo, determinação e a paixão que sempre marcaram ele.

Até sempre Ricardo!
Ana, Lizzie, Teresa, Raquel, Flávio e Winnie


http://www.wrm.org.uy

Confira no IHU uma das ultimas entrevistas com Carrer:

Uma espécie ameaçada e adaptável: Segundo Ricardo Carrere, a biodiversidade mundial tende a ser cada vez mais padronizada e menos diversa

Montes del Plata é o nome com o qual operam no Uruguai duas empresas transnacionais vinculadas à indústria florestal, celulósica e papeleira: a chilena Arauco e a sueco-finlandesa Stora Enso. Nesta ocasião associaram-se para construir e pôr em andamento uma fábrica de celulose que produzirá no mínimo 1.450.000 toneladas de celulose.

A partir desta fusão, o consórcio Montes del Plata passou a possuir o maior latifúndio do país: 250.000 hectares de terra destinadas à plantação de monoculturas de árvores, matéria-prima necessária para o funcionamento de seu megaempreendimento celulósico.

No passado dia 25 de maio foram inauguradas as obras da fábrica de celulose, localizada no município de Conchillas, departamento de Colônia, sem que a empresa tivesse divulgado ainda o estudo de impacto social que provocará sua instalação na região, que havia sido exigido pela Direção Nacional de Meio Ambiente (DINAMA). Os dois anos de construção deste megaempreendimento implicarão a contratação de até uns 6.000 trabalhadores em seu ponto alto, que se calcula em sua grande maioria serão estrangeiros, que se mobilizarão nos arredores de um município de uns 500 habitantes.

A isso acresenta-se que nestes dias foi publicada nos jornais parte do conteúdo do contrato “secreto” de investimento assinado por Montes del Plata e o governo uruguaio, em que ambas partes se obrigavam a não divulgar informações relacionadas com tal convênio mediante uma cláusula de “confidencialidade”.

O contrato estabelece benefícios econômicos incomuns e notáveis para um investimento transnacional, aos quais os empresários nacionais não têm acesso. Sob o cálido texto “as partes farão os melhores esforços para encontrar soluções…” escondem horas e horas de reuniões da empresa com representantes do governo nacional. Com sucesso para a empresa.  Além disso, garante que no futuro a empresa será compensada diante de “mudanças significativas no regime tributário ou em questão de licenças e autorizações que irão afetar negativamente as condições econômicas do projeto”. Para conhecer alguns dos benefícios combinados vide “O contrato secreto de investimento entre o Governo e a Montes del Plata”, http://www.guayubira.org.uy/2011/05/montes-del-plata-contrato-secreto- investimento/  (veja abaixo).

O grupo uruguaio Guayubira, longamente crítico da expansão do florestamento (e seu corolário, as fábricas de celulose) por seus impactos ambientais e sociais, manifestou em um comunicado seu repúdio pelas manipulações e pressões da empresa estrangeira e alertou que esse tipo de negociações condiciona a soberania do país: “Este contrato secreto define o curso da utilização dos recursos naturais do país, de seu ordenamento territorial, de seu meio ambiente, em fim, o curso do desenvolvimento nacional, condicionando as possibilidades de intervenção das sociedade nacional e a ação soberana da nação por um longo período”.

Artigo publicado na edição de maio do WRM (Nº 166).

Vem chegando mais um Dia de lutarmos e denunciarmos a degradação socioambiental gerada pela expansão das monoculturas de árvores exóticas, especialmente de eucaliptos sobre o Pampa gaúcho!

Segue vídeo produzido pelo Núcleo Amigos da Terra (NAT-Brasil) com colaboração do CEA.

O bloqueio da estrada 136 em Arroyo Verde não será interrompido. A decisão foi tomada neste domingo por unanimidade em uma concorrida assembleia ampliada convocada pelos ambientalistas de Gualeguaychú. Ao mesmo tempo, os assembleístas endureceram sua postura e prometeram levar adiante ações relâmpagos no marco de suas reivindicações para fechar a pasteira UPB (ex-Botnia). O núcleo duro da assembleia se negou sequer a debater qualquer proposta que tivesse a ver com a flexibilização do bloqueio e voltaram a se mostrar críticos com o governo nacional e com o uruguaio. Outro grupo de participantes, que se declara contra a manutenção do bloqueio, desistiu de participar da convocação para evitar enfrentamentos. Os advogados da Assembleia Cidadã deveriam agora avaliar se é possível, além disso, entrar com uma demanda coletiva contra o Executivo, a Secretaria do Meio Ambiente e a Comissão Administradora do Rio Uruguai (CARU) por “descumprimento dos deveres de funcionário público” – que foi aprovada pela maioria.

A reportagem está publicada no jornal argentino Página/12, 17-05-2010. A tradução é do Cepat.

Mal foi divulgada a sentença do Corte Internacional de Haia, vários assembleístas disseram que, com o veredito, o conflito, longe de se solucionar, se agravou. No domingo, na primeira convocatória ampliada da assembleia após a decisão, cerca de mil manifestantes da região apoiaram as ações levadas a cabo pelos assembleístas, inclusive o bloqueio da estrada, o que acaba jogando por terra as esperanças que se alimentavam nos dois lados do rio sobre um possível levantamento do bloqueio. O segundo objetivo era definir uma bateria de ações em resposta a uma sentença que qualificaram de “ruim, arbitrária e ambivalente”.

A tarde fria e cinzenta de domingo em Gualeguaychú atrasou a chegada dos manifestantes ao Clube Juventude Unida, sede da reunião que começou depois das 15h30. Na quadra de basquete, com capacidade para 5.000 pessoas, os participantes foram se achegando nas arquibancadas e cadeiras de plástico. Num dos lados, uma enorme tela serviria para apresentar uma síntese das provas que a Chancelaria argentina apresentou no processo levado à Corte de Haia. Através dela também se fez a ordenação da participação dos oradores e a organização do debate. Menos da metade das pessoas conseguiu ficar até o final da reunião, que se estendeu por mais de quatro horas. O placar utilizado nos jogos serviu para cronometrar as intervenções de três minutos para cada um: uma buzina indicava que o orador tinha dois minutos adicionais, depois dos quais, se ainda continuasse a falar, uma cigarra ensurdecedora o silenciava. Três coordenadores e oito observadores estavam a postos para garantir o desenrolar normal das votações. Nas paredes, as habituais faixas e blocos estavam abertos: “Se tocam no bloqueio tocam em todos nós”, rezava uma, como advertência do que finalmente se resolveria.

No ar e na água
A primeira meia hora da assembleia estava reservada a uma equipe técnica que explicou os estudos que a Secretaria de Meio Ambiente havia realizado em conjunto com os laboratórios das Universidades de Buenos Aires e La Plata. A apresentação procurou dar conta dos pontos centrais que não foram levados em conta pela decisão judicial. O propósito foi mostrar que a UPM-Botnia foi responsável por introduzir mudanças no ecossistema da bacia fluvial. Com uma crítica explícita à Haia por se declarar incompetente no que se refere à poluição do ar, a equipe de profissionais destacou os 78 episódios registrados na cidade no período de nove meses, em que se havia registrado cheiro ruim decorrente da atividade da pasteira, assim como os episódios de derramamento de efluentes líquidos. Para os técnicos, havia só uma explicação: os componentes encontrados no ar e na água provinham do processo de tratamento da pasta de celulose realizado na planta de Fray Bentos. “Estas provas permitirão levar o reclamo pelo ar poluído a outro tribunal internacional”, concluíram, otimistas. Os advogados que os sucederam na fala se expressaram no mesmo sentido.

Após duas horas de exposição, a palavra “bloqueio” sequer havia sido mencionada. O núcleo mais duro dos ambientalistas havia antecipado a Página/12 que a iniciativa de submeter à votação a continuidade do bloqueio não partiria deles. A polêmica pegou fogo quando um dos integrantes da assembleia, Eduardo Simón, propôs, após “conscientizar” os habitantes de Fray Bentos e de todo o Uruguai, levar adiante uma espécie de flexibilização da medida que – através de um cartaz limitador de altura para impedir a passagem de caminhões e microônibus – permitisse a circulação de carros pequenos em ambos os sentidos nos finais de semana. A iniciativa gerou alguns tímidos aplausos vindos do fundo do salão, mas quando estava a ponto de ser submetida a votação, Juan Carlos Barrios pediu uma moção de ordem para suspender a votação. Barrios havia sido o oitavo orador e havia proposto “reafirmar todas as ações (levadas a cabo pela assembleia) e incrementá-las com fatos novos”, mas, além disso, “ratificar as ações realizadas até esse momento, sem modificações”.

Esta última parte trouxe confusão, já que Barrios defendeu que a proposta flexibilizadora era redundante com a sua que havia sido aprovada por maioria. Em conversa com este jornal, Barrios afirmou que sua intenção foi não falar explicitamente de bloqueio, mas ao mesmo tempo “garantir” a sua continuidade. Esta discussão gerou alguns murmúrios entre os assembleístas que, por sua vez, defendiam a revisão do que havia sido votado antes, e por outro lado, achavam que não era necessário e que essa proposta abarcava o bloqueio. Finalmente, após um quarto intermediário, não se voltou atrás e a proposta moderada naufragou sem chegar a ser votada.

Fator surpresa
Depois do episódio, a assembleísta Silva Echavarría propôs não evitar o tema: “O bloqueio de Arroyo Verde nos representa”, afirmou. Depois disso, não apenas se aprovou a sua continuidade, como também reforços nas guardas e nas condições nas quais hoje se leva a cabo. Antes, os moradores consideraram apropriado retomar as ações surpresas para manifestar-se contra a planta – suspensas enquanto se aguardava o desfecho do julgamento em Haia –, mas dentro do marco da comissão de ações da assembleia, para evitar as “ações secretas” que já haviam sido erradicadas. Intermediando o debate, a assembleísta Natacha Crimella lançou uma iniciativa para entrar com um processo coletivo contra o governo nacional, a Secretaria de meio Ambiente e a CARU por “mau desempenho, ineficácia e inoperância como funcionário público”. A moção foi aprovada por maioria, mas surpreendeu a quantidade de abstenções que superava amplamente o número daqueles que se manifestaram favoráveis à aprovação. O tema passará para a área legal da assembleia, que avaliará a sua viabilidade.

Uma nova assembleia ampliada foi marcada para dentro de 60 dias. Intensificar as reuniões com diferentes setores da Argentina e do Uruguai; realizar uma caravana pela estrada 14 no domingo dia 30 de maio; e abrir uma comissão de acompanhamento do bloqueio de Arroyo Verde, foram ideias que colheram apoios, assim como a sugestão para que se aumentem os pedágios com destino ao Uruguai.

“Peço-lhes que continuem lutando”, exortou a ambientalista uruguaia Delia Villalba dirigindo-se à multidão e com severas críticas às autoridades de seu país, muito aplaudidas. “No dia em que o governo manifestar que seu objetivo coincide com o da luta” dos assembleístas pelo fechamento da pasteira, “nesse dia nos reuniremos e decidiremos se estão dadas as condições para uma mudança de rumo”, concluiu Martín Alazard, à maneira de resumo da mensagem que os ambientalistas enviaram.

Aproveitando o dia dedicado às Aves Migratórias, é importante denunciarmos o que aconteceu em Valdívia (Chile), num dos principais sítios Ramsar da América Latina, santuário dos Cisnes-de Pescoço-Preto. Centenas de milhares de Cisnes morreram após o início do funcionamento de fábrica de Celulose, dita como a mais moderna = menos poluente…

Mais um daqueles contos da “carochinha” muito parecidos, com os que contam aqui no RS.

A tecnologia a serviço, único e exclusivo, do bel prazer das grandes empresas degradadoras…

Para saber mais sobre a entidade Accion por los Cisnes acesse  AQUI

Lago Baikal, Siberia. Imagem de f.stroganov

Centenas de pessoas protestam contra reabertura de fábrica de celulose acusada de poluir o lago Baikal

Várias centenas de pessoas manifestaram-se em Irkutsk, uma das maiores cidades da Sibéria, contra a recente reabertura de uma fábrica de pasta de papel, acusada de poluir o lago Baikal, a maior reserva de água doce do planeta.

De acordo com a organização ecologista internacional Greenpeace, mais de duas mil pessoas participaram no protesto. A palavra de ordem foi “Salvemos o Baikal! Salvemos Baïkalsk!”, nome da cidade onde está implantada a controversa fábrica, nas margens do lago.

A polícia, citada pela agência Interfax, falou da participação de apenas 500 pessoas. Os ambientalistas sublinham que os resíduos gerados pela fábrica contêm substâncias perigosas que destroem a vida animal do lago: 1500 espécies de animais e plantas.

Os manifestantes lançaram para o ar balões azuis, simbolizando a pureza da água deste gigantesca lago da Sibéria oriental, um local inscrito no património mundial da Unesco.

“A manifestação foi pacífica. As pessoas estavam entusiasmadas e exigiram o encerramento do complexo e a criação, na cidade de Baïkalsk, de outros empregos que permitam preservar a água do lago Baikal”, explicou uma das organizadoras da iniciativa, Marina Rikhvanova, vice-presidente da organização não governamental local Baïkalskaïa Ekologuitcheskaïa Volna, à rádio Ecos de Moscovo.

“Viemos aqui para mostrar que as pessoas são contra”, acrescentou.

A fábrica de Baïkalsk, da era soviética, foi encerrada em Outubro de 2008, depois de o Governo ter ordenado a instalação de um sistema para evitar o lançamento das águas residuais no lago Baikal. Mas, em Janeiro, o primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, autorizou a sua reabertura, algo que deverá acontecer no final de Fevereiro. Trabalham na fábrica duas mil pessoas.

Já em Agosto, Putin tinha dado a entender que pretendia levantar as restrições que evitavam o lançamento de esgotos no lago, depois de lá ter mergulhado e ouvido especialistas.

(Ecosfera, 16/02/2010)

A foto da capa deste livro mostra uma lavoura de acácias, fotografada dois anos após a colheita. Como é fácil verificar, mesmo depois deste longo período, não há apodrecimento dos tocos, a terra está visivelmente desgastada, a impossibilidade de uso desta região ainda se alongará no tempo e, qualquer recuperação do solo, exigirá desmedido esforço humano e financeiro, motivo pelo qual, se encontra abandonada. Não só esta visão, não só este lugar comprovam o logro das promessas desenvolvimentistas do plantio de “florestas”.

O local enfocado não é de um país ou município específico, mas, antes, repete-se aqui, acolá, alhures, não respeitando o tracejado de fronteiras, a barreira de oceanos, as carências humanas, ou os princípios civilizatórios mínimos baseados em valores éticos e morais.

Esta foto mostra, com inequívoca clareza, o resultado dos empreendimentos desumanos de grandes conglomerados da exploração do agronegócio, que buscam lucro sem considerar ou se importar com qualquer consequência. As sequelas das atitudes de outros empreendimentos negociais também se sucedem em retratos de destruição: ao negócio de armas, pilhas de corpos extirpados, escombros e ruínas; ao lucro sempre crescente dos bancos, famílias endividadas, empresas falidas, países pagando eternas “dívidas externas”; ao negócio da indústria farmacêutica, o auxílio só para quem pode pagar; ao negócio do tabaco, patologias de câncer, infarto, amputações. Entretanto, todos têm pontos em comum; a exploração que desconsidera o homem e sua dignidade, o consumismo com o subsequente aniquilamento da natureza [segue…] Continue lendo »

UN INFORME DE LA UNIVERSIDAD DE LA PLATA PROBO QUE LA PLANTA DE BOTNIA EMITE NONILFENOL

La sustancia detectada en las aguas aledañas a la pastera está prohibida en la Unión Europea desde 2005. En altas dosis puede alterar el sistema hormonal de personas y animales. La contaminación se originó en un enorme derrame de pulpa de celulosa.

Por Fernando Cibeira
/fotos/20091108/notas/na18fo00.jpg

La planta de Botnia tuvo una falla en enero de 2008 que produjo un derrame de pulpa de celulosa.

Un informe reciente realizado por el especialista Juan Carlos Colombo, que dirige el Laboratorio de Química Ambiental de la Universidad Nacional de La Plata, arrojó contundentes pruebas de que la planta de Botnia emite nonilfenol en las aguas del río Uruguay. El nonilfenol es una sustancia prohibida en la Unión Europea desde 2005, dado que está comprobado que en altas dosis puede alterar el sistema hormonal tanto de las personas como de mamíferos y peces. Según especulaban en el gobierno argentino, el conocimiento de la existencia de este informe fue lo que habría motivado días atrás la llamativa salida de Uruguay, cuando denunció que los funcionarios argentinos habían adulterado documentos que presentaron ante la Corte Internacional de La Haya.

De tan nuevo, el informe de Colombo no llegó a formar parte de las carpetas que el equipo legal argentino que encabezó Susana Ruiz Cerruti presentó en las últimas audiencias en La Haya, que culminaron el 2 de octubre pasado. Sin embargo, la noticia de que una explosión producida en Botnia en enero de 2008 derivó en un derrame de pulpa de celulosa con altos índices de nonilfenol apareció en el diario El Día, de Gualeguaychú, el 11 de octubre pasado. La “filtración” –en sus dos vertientes, la del diario y la de la planta–, consideran en la Casa Rosada, alteró la habitual parsimonia uruguaya, que reaccionó denunciando a su contraparte.

Pulpa amarga

Antes de las audiencias, el 30 de junio, el equipo de especialistas argentinos presentó las carpetas con los trabajos realizados por técnicos de la Universidad Nacional de La Plata y de la UBA, que estudiaron durante un año y medio las variantes producidas en las aguas del río Uruguay. Allí aseguraban que había quedado acreditado del análisis del sedimento y de las algas del río “restos de nonilfenoles y lindano”, un veneno parecido al Gammexane. Con todo, este nuevo informe elaborado por Colombo y sus colaboradores es todavía más contundente.

El origen fue una grave falla ocurrida en Botnia en enero de 2008, cuando se averió una de las tuberías de la fábrica y provocó un enorme derrame de la pulpa de celulosa. Cuestión de no dejar rastros, la empresa resolvió enterrar la pulpa dentro del terreno mismo de la fábrica. Sin embargo, gracias a algunos buenos contactos, el gobierno argentino pudo acceder a una muestra de esa sustancia que fue analizada por Colombo, en los laboratorios que la Universidad de La Plata tiene en Florencio Varela. Se trata del único equipo que existe en el país para analizar muy bajos niveles de contaminantes orgánicos.

El informe, al que accedió Página/12, demostró que esta nueva muestra de pulpa tenía niveles de nonilfenoles notablemente más elevados que las anteriores extracciones analizadas. Luego de seis pruebas, esta segunda muestra dio una concentración de 962 ng/g (nanogramos por gramo) de nonilfenol en pulpa contra los 144 que había arrojado la primera. Por otro lado, el documento destaca las diferencias según el lugar donde se haga la extracción. “En las muestras de agua y partículas extraídas de la zona cercana a Botnia se observa que las concentraciones de nonilfenoles son siempre altas, mientras que las mismas disminuyen aguas abajo y especialmente en la Bahía de Ñandubaysal”, explica. La afirmación despeja cualquier duda respecto de cuál es el lugar de emisión de la sustancia.

En Europa no se consigue

El nonilfenol y sus derivados suelen utilizarse para pesticidas, pero también son componentes de elementos de uso común como detergentes, pinturas y lubricantes. Aunque sólo por aquí. En la Unión Europea está prohibido desde enero de 2005, cuando se dispuso que sus estados miembro no podían comercializarlo por considerarlo una “sustancia peligrosa”.

La comisión del Parlamento Europeo que analizó los trabajos realizados sobre las consecuencias de la utilización del nonilfenol concluyó que “los riesgos de envenenamiento acuático, terrestre y secundario son inaceptables, siendo el medio acuático el más sensible”. Añade que la sustancia “tiende a acumularse en los organismos vivos” y que “su liberación en el medio ambiente debe ser limitada al máximo”.

En los trabajos se comprobó que en ríos de Europa expuestos a la contaminación por nonilfenol disminuía la cantidad de peces debido a que el macho no producía espermatozoides. Interrumpido el uso de la sustancia los peces volvieron a reproducirse con normalidad.

Pero, en grandes cantidades, también puede generar consecuencias a quienes viven sobre tierra. Entre otras graves consecuencias, en los hombres podría ocasionar cáncer de testículo, de próstata, disminución del nivel de testosterona y en la calidad del esperma. En las mujeres, cáncer de mama, endometriosis y hasta muerte embrionaria o fetal. Estas enfermedades, además, podrían transmitirse a los hijos que engendren.

“Esto prueba que es mentira lo que dice Botnia, que están utilizando en Fray Bentos la última tecnología que se usa en Europa. En verdad están utilizando lo que allá ya no puede usarse”, afirmaba una fuente argentina con acceso a la causa. El nuevo trabajo, sostenía la fuente, vendría a certificar los datos que los funcionarios argentinos llevaron a La Haya, aunque debido a que se terminó luego de las audiencias no se podrá agregar. Para que se incorpore al expediente es necesario que se produzca un hecho nuevo. Se calcula que la Corte dará a conocer su fallo en el primer semestre del año que viene.

Enviado por mail por Alfredo Martin.

Enfim a grande “promessa” pro RS vai para uma empresa chilena. Grande preocupação com a responsabilidade social seguem tendo o setor da celulose e papel…

Celulose no Pampa by Cintia Barenho por você.

cmpcA papeleira Aracruz Celulose confirmou ONTEM a asssinatura de contrato de venda da fábrica de celulose em Guaíba para a empresa chilena CMPC. O negócio foi fechado por UM BILHÃO QUATROCENTOS E TRINTA MILHÕES de dólares. A venda inlcui a fábrica de celulose e as terras e monoculturas de eucalipto da Aracruz. O dinheiro será utilizado na redução do endividamento da Fibria empresa que resultou da fusão entre a Aracruz e a Votorantim Celulose. A dívida da empresa chega a TREZE BILHÕES E QUATROCENTOS MILHÕES de reais.

Fonte: Agência Chasque

Informação recebida via email.

Mais uma paisagem que se destrói com a expansão dos Desertos Verdes

Mais uma paisagem que se destrói com a expansão dos Desertos Verdes

FABRICA DE CELULOSE PROMOVERÁ “BOTA FORA” NAS REGIÕES DOS COCAIS E TOCANTINS NO MARANHÃO

No periodo de 05 a 31 de agosto a fabrica, paulista, de celulose SUZANO estará consolidando o seu programa de retirada compulsoria de comunidades tradicionais da região dos cocais e do tocantins. A empresa pretende desenvolver um complexo agroflorestal à base do plantio e processamento do eucalipto naquela região. Um dos jornais de maior circulação (O Estado do Maranhão) diz que as cidades atingidas são: Porto Franco, Amarante e carolina; não é verdade. O complexo de plantação do eucalipto envolve, só na região dos cocais, 21 cidades e atinge centenas de povoados, comunidades tradicionais(quilombolas) agricultores familiares, atingindo , principalmente, seu modo de viver, produzir e reproduzir-se socialmente.

Para organizar o “bota fora” (termo utilizado pela empresa em seu termo de referencia (Projeto SPC 1008) , no que diz respeito, ao destino dos povos das terras tradicionalmente ocupadas) a SUZANO, papel e celulose, contratou a STPC do Paraná que, por sua vez, contratou no Maranhão: o Instituto de “Desenvolvimento Sustentavel”-IDESA. O esquema consiste em “escrutinar” , a partir de um diagnóstico, a vidas das populações dessas areas. Temas como uso e posse da terra, lideranças locais e movimentos sociais são informações altamente valorizadas no diagnostico.

A metodologia adotada pela STPC -PR/IDESA-MA (ao qual foi convidado para atuar como antropologo) é altamente neocolonizadora. Ela consiste em pagar altos salarios para profissionais de nivel superior(engenheiros agronômos, economistas, sociologos, antropologos, assistentes sociais, Mestres em agroecologia, em biologia, etc) para promoverem o escrutinio a partir de oficinas e uma pesquisa socieconomica e antropologica altamente high-fast. Ou seja, quando os moradores abrirem os olhos e perguntarem pra que serve aquilo, eles ja se foram.

Desse modo, coerente com minha ética e responsabilidade que avalia as consequencias de um ato tão desastroso como esse; além disso, projetando, metaforicamente, o futuro com poços secando, plantas e animais silvestres morrendo; homens, mulheres, crianças e adolescentes morrendo de sede, de fome, ou migrando para cidade para se prostituir; entregando-se as fazendas de trabalho escravo, ou mesmo, de trabalho infantil. A verdade é que a partir desses valores (etica e responsabilidade) ou desse pesadelo, que resolvi fazer um parecer cientifico e, me desligar, oficialmente, da pesquisa antropologica high-fast proposta pelo ITPC e pelo IDESA/MA . Por outro lado, resolvi escrever esse artigo, denunciando e solicitando as pessoas sensatas que olhem a carta e mande sugestões e propostas para nos contrapormos a neocolonização do seculo XXI no Maranhão; afinal, o diabo é high fast e temos que sê-lo também; caso contrario, teremos o inferno como unica certeza para todos nós; devotos ou não devotos do demo.

escrito por Denilton (Sociologo -Especialista em sociologia das interpretações do Maranhão: Povos, comunidades tradicionais, politicas etnicas e desenvolvimento sustentavel).

Fonte: Fórum Carajás

Papel e Celulose

Celulose no Pampa by Cintia BarenhoPor Raquel Casiraghi – Agência Chasque

Porto Alegre (RS) – A Votorantim Celulose e Papel (VCP) confirmou nesta terça-feira (20) a compra de 28,03% do capital votante da Aracruz Celulose. A operação totalizou R$ 2,71 bi e ainda pode ser maior, já que a Votorantim estuda adquirir mais ações.

Somente o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai desembolsar até R$ 2,4 bi para viabilizar a operação das papeleiras. O integrante do Centro de Estudos Ambientais (CEA) da cidade de Rio Grande (RS), Luis Rampazzo, lamenta que mais uma vez dinheiro público será usado para ajudar grandes empresas e sem a garantia de empregos. Argumentando perdas com a crise, a Votorantim já demitiu cerca de 200 trabalhadores de suas lavouras de eucalipto no Sul gaúcho e terceirizadas da Aracruz, mais de 700 empregados na região metropolitana.

Com metade desse dinheiro todo que os governos estão despejando em grandes empresas e no sistema bancário, já começaríamos a resolver os problemas climáticos do Planeta. Tanto dinheiro esse, que é público, que está sendo usado para fins privados“, diz.

A compra da Aracruz pela Votorantim ameniza as perdas que as duas empresas tiveram com operações especulativas e a queda nas exportações. Para viabilizar a venda, a Aracruz financiou em até nove anos sua dívida de US$ 2,13 bilhões com bancos estrangeiros.

Rampazzo prevê que a formação da megaempresa traz benefícios somente ao setor, que agora terá mais força política para expandir as monoculturas de pínus e eucalipto no estado, aumentando os impactos ambientais.Celulose no Pampa by Cintia Barenho

Teremos megacorporações que irão criar mais dificuldades politicamente porque terão uma condição financeira de pressionar governos e, de uma forma bastante incisiva, modificar políticas. Como já temos visto nos últimos tempos no RS com relação à monocultura de árvores exóticas“, argumenta.

O acordo das duas papeleiras também prevê a retomada da expansão da fábrica de celulose da Aracruz na cidade de Guaíba.

Fonte: Agência Chasque

Imagem: Cíntia Barenho

midialivre

arte2

BannerForum120x240

codigoflorestal22

Assine e receba as atualizações do Blog do CEA por email. Basta clicar no link acima, ao abrir uma janela, coloque seu email, digite o código que aparece e confirme. Será enviado um email solicitando sua confirmação. Obrigad@.

Frase

“De tanto postergar o essencial em nome da urgência, termina-se por esquecer a urgência do essencial.” Hadj Garm'Orin

Apresentação

O Centro de Estudos Ambientais (CEA) é a primeira ONG ecológica da região sul, constituída em Rio Grande/RS/Brasil, em julho de 1983.

Nos siga no Twitter

Acessos desde 04/11/08

  • 1,172,899 Visitas

Campanhas e Parcerias

Flickr PIT 531 - Logotipo Pedal Curticeira - Pedal Curticeira2 um-carro-a-menos_outra2 Flickr

Flickr

Flickr

Visitantes on-line

Países Visitantes

free counters

Pesquise por Temas

Direito à Informação Ambiental

As publicações elaboradas e publicadas pelo CEA, bem como suas fotos são de livre reprodução, desde que não haja fins econômicos, que sejamos informados através do mail ongcea@gmail.com e com expressa citação da fonte nos termos a seguir: Fonte: Blog do Centro de Estudos Ambientais (CEA).
%d blogueiros gostam disto: