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Os reatores nucleares ociosos do Japão vão ser religados gradualmente sob o governo do recém-eleito primeiro-ministro, Shinzo Abe, conforme as unidades forem recebendo o sinal verde da Autoridade de Regulação Nuclear do país, afirmou o jornal Nikkei.

Abe, em instruções para membros do gabinete, traçou sua política de permitir que reatores nucleares retomassem as operações dando prioridade à avaliação do órgão regulador, disse o jornal japonês.

Todos os 50 reatores do Japão, com exceção de dois, continuam desligados depois que a usina de Fukushima sofreu explosões e um derretimento com o tsunami provocado por um terremoto em 2011.

O novo governo também irá rever a política de seu predecessor de desativar a energia nuclear até 2040, disse o ministro do Comércio e Indústria, Toshimitsu Motegi, em entrevista coletiva nesta quinta-feira, disse o Nikkei.

Shinzo Abe, que assumiu o posto de primeiro-ministro do Japão na quarta-feira, criticou o objetivo de “zero nuclear” do derrubado Partido Democrático do Japão como irreal.

Fonte: Terra

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O governo do Brasil acaba de criar uma nova estatal. O “Diário Oficial” desta quinta-feira traz a previsão de instituição da Amazônia Azul Tecnologias de Defesa (Amazul), empresa que será responsável pelo Programa Nuclear da Marinha Brasileira, que inclui a construção do primeiro submarino a propulsão atômica do país.

A Amazul, cujo nome deriva do entendimento de que a costa brasileira possui biodiversidade similar à da Amazônia, será criada a partir de uma cisão da estatal já existente Emgepron, também ligada à Marinha.

Segundo a lei sancionada pela presidente Dilma Rousseff, a Amazul terá como objeto “promover, desenvolver, absorver, transferir e manter tecnologias necessárias às atividades nucleares da Marinha do Brasil e do Programa Nuclear Brasileiro – PNB”, além de lidar diretamente com os submarinos.

O submarino nuclear brasileiro está atualmente em construção em Itaguaí (RJ). No entanto, a Amazul terá sede em São Paulo (SP).

Fonte: http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2012/08/09/dilma-cria-amazul-para-fazer-submarino-nuclear/

Ontem (06.08) fez 67 anos que os EUA explodiram o Japão com a boma atômica, deixando, só em Hiroshima, 140 mil mortos, onde hoje existe um forte movimento movimento antinuclear. Cerca de 50 mil pessoas se reuniram no Parque da Paz de Hiroshima, junto ao Hiroshima Peace Memorial Museum (http://www.pcf.city.hiroshima.jp/index_e2.html).

O CEA, esteve lá, em outra ocasião, mas aproveita a data para divulgar algumas de suas fotos, pelo fim do uso da energia nuclear. Lovelock que nos perdoe!!!

Japão, Hiroshima, 2000. Foto: Soler/CEA

Japão, Hiroshima, 2000. Foto: Soler/CEA

Energia Nuclear ou Guerra  Nuclear? Nuances muito próximas, que seguem acontecendo

Por Noam Chomsky

O dia 6 de agosto, aniversário de Hiroshima, deveria ser um dia de reflexão sombria, não só a respeito dos acontecimentos terríveis dessa data, em 1945, mas também sobre o que eles revelaram: que os seres humanos, em sua busca dedicada por meios de aumentarem a sua capacidade de destruição, finalmente tinham conseguido encontrar uma forma de se aproximarem desse limite final. 

Os atos em memória desse dia têm um significo especial neste ano. Têm lugar pouco antes do 50º aniversário do momento mais perigoso na história humana, nas palavras de Arthur M. Schlesinger Jr, historiador e assessor de John F. Kennedy, ao se referir à crise dos misseis cubanos. Graham Allison escreve na edição atual da Foreign Affairs que Kennedy ordenou ações que ele sabia que aumentariam o risco, não só de uma guerra convencional, mas também de um enfrentamento nuclear, com uma probabilidade que, acreditava ele, de talvez 50% , cálculo que Allison considera realista. 

Kennedy declarou um alerta nuclear de alto nível, que autorizava o uso de aviões da OTAN, tripulados por pilotos turcos (ou outros), a decolarem, voarem a Moscou e largarem uma bomba. Ninguém esteve mais assombrado pela descoberta dos mísseis em Cuba do que os homens encarregados de mísseis similares que os Estados Unidos tinha largado clandestinamente em Okinawa, seis meses antes, seguramente apontados para a China, em momentos de tensão crescente. Kennedy levou o presidente soviético Nikita Krushev à iminência da guerra nuclear e ele olhou o que se aproximava e não teve estômago para a coisa, segundo o general David Burchinal, então alto oficial do pessoal de planejamento do Pentágono.

Não se pode contar sempre com essa cordialidade. Krushev aceitou uma fórmula apresentada por Kennedy pondo fim à crise que estava a ponto de se converte em guerra. O elemento mais audacioso da formula, escreve Allison, era uma concessão secreta que prometia a retirada dos mísseis estadunidenses da Turquia num prazo de seis meses depois do fim da crise. Tratava-se de mísseis obsoletos que estavam sendo substituídos por submarinos Polaris, muito mais letais. 

Em resumo, correndo inclusive o alto risco de uma guerra de destruição inimaginável, considerou-se necessário reforçar o princípio de que os Estados Unidos têm o direito unilateral de situar misseis nucleares em qualquer parte, alguns apontados para a China ou para as fronteiras da Rússia, que até então não tinha nunca posto mísseis fora da URSS. 

Ofereceram justificações, é claro, mas não sobrevivem a uma análise. Cuba, como princípio correlato a isso, não estava autorizado a possuir mísseis para sua defesa contra o que parecia ser uma invasão iminente dos Estados Unidos. Os planos para os programas terroristas de Kennedy, a Operação Mangusto, estabeleciam uma revolta aberta e a derrocada do regime comunista em outubro de 1962, mês da crise dos mísseis, com o reconhecimento de que o êxito final exigiria uma intervenção decisiva dos Estados Unidos.

As operações terroristas contra a Cuba são descartadas habitualmente pelos comentaristas como travessuras insignificantes da CIA. As vítimas, como é de se supor, veem as coisas de uma forma bastante diferente. Ao menos podemos ouvir suas palavras em Vozes do outro lado: Uma história oral do terrorismo contra Cuba, de Keith Bolender.

Os eventos de outubro de 1962 são amplamente celebrados como o melhor momento de Kennedy. Allison os oferece como um guia sobre como reduzir o risco de conflitos, manejar as relações das grandes potências e tomar decisões acertadas a respeito da política externa em geral. Em particular, os conflitos atuais com o Irã e a China.

O desastre esteve perigosamente próximo em 1962 e não tem havido escassez de graves riscos desde então. Em 1973, nos últimos dias da guerra árabe-israelense (a guerra do Yom Kippur), Henry Kissinger lançou um alerta nuclear de alto nível. A Índia e o Paquistão tem estado há muito próximos de um conflito atômico. Tem havido inúmeros casos nos quais a intervenção humana abortou um ataque nuclear momentos antes do lançamento de mísseis, com base em falsas informações de sistemas automatizados. 

Há muito em que se pensar no 6 de agosto. Allison se une a muitos outros ao considerar que os programas nucleares do Irã são a crise atual mais grave, um desafio ainda mais complexo para os formuladores da política dos Estados Unidos do que a crise dos mísseis cubanos, dada a ameaça de um bombardeio israelense. A guerra contra o Irã está em processo, inclusive com o assassinato de cientistas e pressões econômicas que chegaram ao nível de guerra não declarada, segundo o critério de Gary Sick, especialista em Irã. 

Há um grande orgulho da sofisticada ciberguerra dirigida contra o Irã. O Pentágono considera a ciberguerra como ato de guerra, que dá um cheque em branco para o uso da força militar tradicional, informa o The Wall Street Journal. Com a exceção usual: não quando o Estados Unidos ou um aliado é que a realiza. A ameaça iraniana tem sido definida pelo general Giora Eiland, um dos maiores estrategistas militares de Israel, “um dos pensadores mais engenhosos e prolíficos que (as Forças de Defesa de Israel) produziram”. 

Entre as ameaças que ele define, a mais plausível é que qualquer enfrentamento nas fronteiras teria lugar sob um guarda-chuva nuclear iraniano. Em consequência, Israel poderia se ver obrigado a recorrer à força. Eiland está de acordo com o Pentágono e com os serviços de inteligência dos Estados Unidos, que consideram a dissuasão como a maior ameaça que o Irã representa. 

A atual escalada da guerra não declarada contra o Irã aumenta a ameaça de uma guerra acidental em grande escala. Alguns perigos foram ilustrados no mês passado, quando um barco estadunidense, parte da enorme força militar no Golfo, disparou contra uma pequena embarcação de pesca, matando um membro da tripulação indiana e ferindo outros três. Não seria preciso muito para iniciar outra guerra importante. 

Uma forma sensata de evitar as temidas consequências é buscar a meta de estabelecer no Oriente Médio uma zona livre de armas de destruição em massa e todos os mísseis necessários para o seu lançamento, e o objetivo e uma proibição global do uso de armas químicas – o que é o texto da resolução 689 de abril de 1991, do Conselho de Segurança, que os Estados Unidos e a Grã Bretanha invocaram em seu esforço para criar uma cobertura complacente para a sua invasão do Iraque, 12 anos depois. 

Essa meta tem sido um objetivo árabe-iraniano desde 1974 e nesses dias tinha um apoio global quase unânime, ao menos formalmente. Uma conferência internacional para debater formas de levar a cabo esse tratado pode ocorrer em dezembro. É improvável o progresso, a menos que haja um apoio público massivo no Ocidente. Ao não se compreender a importância dessa oportunidade, alarga-se mais uma vez a sombra que tem obscurecido o mundo desde o terrível 6 de agosto.

Fonte: Aldeia Gaulesa

Monkey see, monkey do, all what you do.. No “monkey” nukes.

Com 54 filmes sobre a temática nuclear, o 2° Festival Internacional de Filmes sobre Energia Nuclear – Uranium Film Festival – acontece na Cinemateca do MAM, de 28 de junho a 14 de julho. Temas como mineração de urânio, centrais nucleares, bombas atômicas e lixo radioativo são abordados em filmes independentes de cineastas de todo mundo.

O festival quer incentivar as produções com a temática nuclear, que é um ponto importante nas discussões sobre o futuro da humanidade no planeta. Com curtas e longas, a expectativa é despertar o interesse do público e enriquecer a discussão sobre energia nuclear.

As categorias premiadas em 2012 serão: melhor longa-metragem, melhor curta-metragem e melhor filme de animação. O prêmio é o “Yellow Oscar”, que é um modelo do último bonde do Rio de Janeiro, feito a partir de materiais reciclados, com um ligeiro “extra”, o modelo feito para o “Yellow Oscar” é um bonde movido à energia solar. “Yellow”, significa amarelo em inglês, e é a cor de alerta, além de ser a cor do próprio urânio radioativo. A cerimônia de premiação será no último dia do Festival, dia 14 de julho, no MAM.

Todos os filmes são exibidos na Cinemateca do MAM, com classificação indicativa de 16 anos. Os ingressos custam R$5,00 (inteira), maiores de 60 e estudantes pagam R$2,00. Confira a programação completa dos filmes aqui. Depois do Rio de Janeiro, o festival segue para outras cidades do Brasil e do mundo.

Serviço
O que: 2°Festival de Internacional de Filmes sobre Energia Nuclear – Uranium Film Festival
Quando: de 28 de junho a 14 de julho
Onde: Cinemateca do Museu de Arte Moderna, MAM/Av. Infante Dom Henrique, 85 – Parque do Flamengo
Ingressos: Inteira – 5 reais ; estudantes ou maiores de 60 pagam 2 reais.

Fonte: O ECO

https://i2.wp.com/www.cartamaior.com.br/arquivosCartaMaior/FOTO/62/foto_mat_27259.jpgpor Zoraide Vilasboas

O “Relatório da Missão Caetité: Violações de Direitos Humanos no Ciclo do Nuclear”, que denuncia a situação de injustiça ambiental na exploração de urânio na Bahia, será apresentado amanhã hoje, 25/11, às 14 horas, no Instituto de Geociências da UFBA, em Salvador, pela socióloga Marijane Lisboa da Plataforma Dhesca Brasil (Direitos Humanos Econômicos, Sociais, Culturais e Ambientais).

A Missão Caetité pesquisou os danos sócio ambientais e econômicos causados pela unidade mínero-industrial da Indústrias Nucleares do Brasil (INB), que há 11 anos opera a única mineração de urânio ativa na América Latina, a 750 km da capital baiana, onde produz concentrado de urânio, principal matéria prima do fabrico do combustível que abastece as usinas atômicas de Angra 1 e 2 (RJ).

Durante mais de dois anos, a Relatoria para o Direito Humano ao Meio Ambiente da Plataforma Dhesca investigou as denúncias de insegurança técnico-operacional nas instalações da INB e de desastres e crimes ambientais, como a contaminação da água e do meio ambiente de uso comum de populações rurais de Caetité, Lagoa Real e Livramento. Investigou também o índice crescente de mortes por câncer na região; os conflitos pelo uso da água; a desinformação da população sobre os riscos à saúde associados à contaminação radioativa e a omissão das autoridades envolvidas.

“conspiração da ignorância”

A Relatoria Dhesca constatou a falta de transparência em todas as atividades nucleares desde a mineração, o fabrico de material radioativo, o funcionamento das usinas até a destinação final do lixo atômico. E levanta a suspeita de que novo programa nuclear militar paralelo seja o verdadeiro propulsor da retomada do Programa Nuclear Brasileiro, que usa o carimbo da segurança nacional para tentar impedir o acesso às informações sobre as atividades atômicas.

Ao avaliar a atuação dos órgãos de fiscalização nas três esferas administrativas, a Plataforma se deparou com uma realidade preocupante, identificada como uma “conspiração da ignorância” que tenta negar os danos causados pela exploração do urânio. Segundo o relatório, a conivência dos poderes públicos com o sigilo imposto pelo setor nuclear e a omissão das autoridades com as irregularidades observadas, resulta na falta de assistência aos trabalhadores e às populações afetadas pela INB.

A Plataforma apontou as ameaças à saúde dos trabalhadores e da população como os aspectos mais graves e que exigem urgentes soluções e apresenta recomendações às autoridades competentes, relativas ao monitoramento da saúde dos trabalhadores e da população, a proteção do meio ambiente, à segurança da água, reparação por danos materiais e imateriais, acesso à justiça e ao licenciamento ambiental das atividades de mineração e processamento de urânio. Também defende a necessidade de uma auditoria independente para avaliar todos os aspectos referentes ao funcionamento da INB, reivindicada pelas populações da região desde o ano 2001.

violação dos direitos humanos

Realizada por Marijane Lisboa, José Guilherme Zagallo (relatores) e Cecília Mello (assessora), a investigação da Dhesca Brasil incluiu viagens a Caetité (2009) e Salvador (2010), visitas à comunidades rurais, o exame de farta documentação, entrevistas com comunitários e reuniões com autoridades públicas nas três esferas de governo, responsáveis pela proteção da saúde e do meio ambiente e pela gestão das águas na Bahia.

A Plataforma atua com apoio da ONU e da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão e cumpre importante papel no monitoramento, mediação e promoção de Direitos Humanos. Sobre Caetité, concluiu: “a violação dos direitos humanos ambientais se encontra associada e se expressa por meio da violação do direito humano à saúde, à moradia, à água potável, à atividade econômica e aos direitos políticos de acesso à informação, manifestação e participação nas decisões, dada a inseparabilidade das interações entre todos estes aspectos e o meio ambiente, que constitui o seu fundamento material.”

O lançamento é promovido pela Pós-Graduação em Geografia, Mestrado em Economia/Projeto GeografAR da UFBA e Rede Brasileira de Justiça Ambiental, dentro do programa “Geografando nas Sextas: o Campo Baiano em Debate”. O evento tem o apoio da Associação Movimento Paulo Jackson –Ética, Justiça, Cidadania; Associação dos Engenheiros Agrônomos da Bahia – AEABA; CESE; Comissão Paroquial de Meio Ambiente de Caetité; CREA-BA; CPT-Ba; Gambá; Greenpeace; Instituto Búzios; Instituto Quilombista; Jubileu Brasil Sul; O Lixo somos nós?; Sindae; Suport-Ba.

Zoraide Vilasboas é jornalista da Coordenação de Comunicação da ASSOCIAÇÃO MOVIMENTO PAULO JACKSON-Ética,Justiça,Cidadania

Fonte: EcoDebate

A Commission de  Recherche  et d’Information  Indépendantes  sur la Radioactivité (Criirad) , em português, Comissão de Investigação Independente e Informação sobre radioatividade, publicou hoje o mapa que mostra que a França foi contaminada no dia 22 de março de 2011 por massas de ar oriundas das descargas radioativas da Daiichi Fukushima Nuclear Power Station, no Japão, o que demonstra que tal contaminação chegou dois dias antes da data prevista pelo Instituto de Radioproteção e Segurança Nuclear (IRSN). Tal nuvem de contaminação radiotaiva afetou três quartos da França (e não apenas a parte superior do Puy de Dome), apontando indices 20 vezes maior que o registrado em 24 março.

Nem o IRSN e/ou as grandes operadores nucleares podiam ignorar tal contaminação. A omissão foi deliberada? … mas porquê?

A Criirad solicitou hoje ao Primeiro-Ministro e ao Presidente da Autoridade de Segurança Nuclear uma investigação sobre a cronologia dos acontecimentos e os diferentes níveis responsabilidades.

Você pode divulgar essa informação, porque leva muitos de nós (associações e cidadãos) a mobilizar-nos e a pedir ao primeiro-ministro e à Autoridade Segurança Nuclear abertura de um inquérito. Agradecemos cordialmente por avanceBien.

Fonte: http://www.criirad.org/actualites/dossier2011/japon_bis/sommaire.html.

Enviado por Alfredo Martin.

nuclearAssim que receberam, no domingo passado, a informação de que dez contêineres com material nuclear desconhecido chegava a Caetité-BA vindo de São Paulo, o grupo que forma a Comissão Pastoral do Meio Ambiente da cidade foi às rádios da região avisar do carregamento. Ali, começava uma grande mobilização para impedir a chegada desse material à cidade. Mais de duas mil pessoas foram para a estrada fazer com que os caminhões fossem parados e o material não seguisse em frente. “A população se mobilizou por causa dos problemas ambientais, principalmente em função da contaminação da água e do solo. Caetité já tem grandes problemas fruto da exploração nuclear e de exploração de urânio e a população não aceita mais que a cidade seja considerada um depósito de lixo atômico”, explicou João Batista Pereira, agente da Comissão Pastoral da Terra da região durante a entrevista que concedeu por telefone à IHU On-Line.

A entrevista foi feita em parceria com o Centro de Pesquisa e Apoio aos Trabalhadores – CEPAT.

Confira a entrevista.

IHU On-Line – Nos últimos dias vocês impediram que nove carretas que transportavam urânio vindo de São Paulo para Caetité, na Bahia entrassem no município. Por que vocês bloquearam a entrada dessas carretas? Por que ela viajou por milhares de quilômetros e como tomaram conhecimento da carga?
João Batista Pereira – Eram dez contêineres contendo material urânífero. A exploração desse recurso aqui em Caetité já causa grandes impactos na comunidade e no meio ambiente. Não sabemos até hoje de informações seguras que material é esse, os danos que causa, os impactos que trará ao meio ambiente. Então, a população se mobilizou por causa dos problemas ambientais, principalmente em função da contaminação da água e do solo. Caetité já tem grandes problemas, frutos da exploração nuclear e de exploração de urânio, e a população não aceita mais que a cidade seja considerada um depósito de lixo atômico.

IHU On-Line – A mina de Caetité começou a exploração de urânio nos anos 1970. Qual tem sido o seu impacto sobre a vida do município e da população? A cidade se divide sobre a necessidade da mina?
João Batista Pereira – A exploração de urânio em Caetité inicia nos anos 1990. Nos anos 1970 deu-se o começo da discussão do projeto. A maior questão frente à exploração de urânio é a falta de clareza das informações. Por exemplo, sabe-se que a análise da água, do ar, do solo é feita, mas a população não tem acesso a estas informações. Pior do que isso, as informações são negadas. Para explorar e operar o material é necessário um alto volume de água. Além de a população estar insegurança com a relação da qualidade da água, ela ainda sofre em relação à quantidade de água disponível para consumo das pessoas. Têm famílias que moram a menos de um quilômetro da mina, que sofrem constantemente com o processo de larga exploração. As casas sofrem o efeito da poeira do processo de exploração que cai todos os dias sobre as mesmas. Essas famílias, hoje, não querem mais ficar naquela comunidade, é preciso, inclusive, discutir um processo de readequação destas famílias.

Outra questão é que há uma incidência muito grande de câncer. A nossa cidade não tem um centro de pesquisa e de tratamento desse problema. No ano passado, houve uma suspeita de que a água estava contaminada. Depois noticiaram que a água já não é contaminada. A população está insegura; não sabe se o ar que respira pode lhe causar algum dano, tanto quanto não sabe se a água que bebe está contaminada com material nuclear ou não.

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A portas fechadas, eis que Dilma Rousseff finalmente revela o que pensa sobre Angra 3. Em conversa com o presidente da Alemanha, Christian Wulff, a presidente fez um apelo para que ele interceda em favor do projeto de construção da usina, que depende de financiamento alemão.

Quase dois meses se passaram desde a tragédia japonesa em Fukushima e vários países anunciaram que irão reavaliar medidas de segurança e até mesmo repensar seus planos nucleares. Por aqui, o governo manteve silêncio, mesmo frente aos vários pedidos do Greenpeace para que interrompa a construção de Angra 3, um projeto desnecessário, caro e perigoso, com tecnologia completamente defasada.

O presidente alemão, segundo revelou nota no jornal O Globo de hoje, não teria cedido tão facilmente aos apelos radioativos de Dilma. Ele confirmou que vem sofrendo intensas pressões internas, especialmente eleitorais, para cancelar o crédito de exportação que o governo concederia para a compra dos equipamentos necessários à Angra 3.

A parceria Brasil-Alemanha em projetos nucleares data da década de 1970 e o aporte do país ao projeto de Angra 3 é de cerca de R$ 3 bilhões. Sem ele, o financiamento para a construção do calhambeque atômico ficaria na mão do BNDES. O Greenpeace esteve na porta do banco em abril para pedir que ele cancele este investimento em insegurança. Esteve também em Brasília, em frente ao Palácio do Planalto, com um pedido direto à presidente pelo fim de Angra 3.

Fonte: http://www.greenpeace.org/brasil/pt/Blog/os-apelos-radioativos-de-dilma/blog/34617

Enviado por Alfredo Martín, via email original em francês. Utilizado google tradutor. Em 26 de abril de 1986 a catástrofe de Chernobyl ocorria…

A propósito, sabia que no Brasil a Energia Nuclear é responsável por cerca de 2% do total de energia elétrica utilizada? Será que uma energia tão perigosa é tão necessária?

Saiba mais das manifestações que ocorrerão na França, no chamado Chernobyl Day AQUI

Les leçons de Tchernobyl n’ont pas été tirées/As lições de Chernobyl não foram aprendidas

por Daniel Cohn-Bendit

Em 1986, 26 de abril, o quarto reator na usina nuclear de Chernobyl explodiu. Para a comunidade científica, não há dúvida sobre a ligação entre esta catástrofe nuclear e de inversão de curvas de crescimento nas regiões diretamente afetadas pela exposição à radioactividade. Sobretudo na Bielorrússia, onde há um “massacre” com uma taxa de crescimento da população – 5,9%.
Enquanto a taxa de natalidade está em queda livre, os dados sobre mortalidade estão atingindo valores alarmantes, principalmente devido a doenças cardiovasculares e cânceres, cujo número cresce a cada ano. A taxa de natalidade em declínio é ligada a distúrbios da função de sistemas reprodutivos – feminino e masculino – e as doenças graves que afectam o desenvolvimento do embrião e do feto. Chernobyl agravou o estado de saúde de pessoas perturbadas metabolismo e genoma enfraquecido porque contaminada por 25 anos com radionuclídeos, particularmente o Cs-137.

Os governos da ex-URSS e na Bielorrússia, Ucrânia e Rússia, têm sido incapazes de gerir os problemas causados ​​pelo acidente de Chernobyl. Uma das principais causas de fracasso é a falta de informações objectivas sobre o impacto dos agentes radioativos na saúde humana. A censura de informação é em grande parte explicado pelo conluio entre o lobby nuclear e do regime autocrático de Belarus.

Numa altura em que a planta continua a despejar Fukushima – e durante algum tempo – de radionuclídeos na biosfera, recordando a contaminação causada pela explosão do Chernobyl 25 anos atrás, a implementação de medidas de protecção contra as radiações nestas áreas é urgente. Durante anos, a ajuda europeia foi focada exclusivamente em assegurar o seu site e sarcófago de Chernobyl. Em 19 de Abril, a Comissão Europeia também se comprometeu 110.000.000 € extra. No entanto, é fundamental dedicar algum financiamento a projetos de saúde.

Escusado será dizer que nenhum sistema de protecção contra as radiações é eficaz na prevenção de doenças incapacitantes e fatais, sem ações concretas ou a divulgação de informações corretas.

Este ponto é crucial. Embora o número de “anomalias” em torno do desastre de Chernobyl não tem nada a ver com a situação encontrada em países democráticos, o acesso à informação imparcial não vem naturalmente.

Vimos mais uma vez no momento do acidente em Fukushima. Mas, no caso de acidentes nucleares, o princípio é literalmente vital!

Alternativas existem
Nós, portanto, medir a importância da política e coordenação “Ecologia e Saúde” em Kiev. Entre suas funções, a avaliação objectiva da situação nos territórios contaminados e à criação de dispositivos de protecção para as pessoas e equipes de resgate em caso de acidente nuclear. Além disso, a criação de um centro de reabilitação para as pessoas afetadas pelo acidente de Chernobyl, em que centenas de milhares de “liquidadores”, que se sacrificaram para salvar a Europa de uma contaminação ainda mais extensa. A instituição já tem um conhecimento sem precedentes e especialização em prevenção e reabilitação de pessoas que sofrem de doenças causadas pela radiação.

Um projeto piloto de todos os mais valioso que pode ser usado para outras áreas contaminadas, e no pior dos casos, em outros casos de acidentes nucleares, mas também ser repetido na região de Fukushima. A tecnologia nuclear e as consequências da radioactividade são uma ameaça real aos seres humanos.

Se você parar para olhar para o outro, você rapidamente entender como a corrida armamentista nuclear e para o desenvolvimento de energia nuclear civil são loucos. Mesmo se as fronteiras francesas parecem ter poderes mágicos que lhes permita deixar a nuvem radioativa de Chernobyl ou numa nota completamente diferente, os comboios de refugiados do norte da África para a Itália, mais e mais pessoas estão conscientes da riscos associados a essa tecnologia.

Sequências trágico acidente em Chernobyl e Fukushima adicionado todos aqueles qualificados como “menores”, mas também as questões pendentes de resíduos radioactivos e do desmantelamento. Além do fato de que esta tecnologia retaguarda continuou a drenar os cofres públicos tão íngreme, o impacto sobre a exposição directa e indirecta do homem são de tal forma que eles nos obrigam a considerar seriamente a nuclear phase-out.

Uma saída que é simplesmente “um sonho de iluminado”, mas uma opção política credível para alguns governos, incluindo a Alemanha, que, lembre-se, são as principais economias mundiais, muito à frente da França …

As alternativas à energia nuclear existe, como foi demonstrado por um longo tempo as organizações ambientais, mas também muitos renomados cientistas e engenheiros, como os instigadores do Negawatt cenário. Enquanto não temos as tecnologias para nos tirar da energia nuclear em cumprir os compromissos do clima até 2050, alguns estados insistem em manter o mito do renascimento.

O futuro da energia europeia e reduzir as emissões de gases com efeito de estufa dependerão dos investimentos que fazemos na próxima década. Precisamos saber se nesta luta entre os defensores da energia nuclear e as fontes de energia renováveis, nós preferimos voltar para o “bom e velho” tecnologia nuclear ou contrários às tecnologias que nos permitem construir um futuro sustentável e responsável .

Yuri Bandajevsky é professor de Patologia, reitor da Universidade de Medicina de Gomel (Belarus). Michele Rivas é deputado, fundador do Criirad (Comissão de Investigação e de informação independentes sobre radioatividade), criada na sequência do desastre de Chernobyl.

*Daniel Cohn-Bendit é o presidente dos Verdes no Parlamento Europeu.

Fonte: Lemonde

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