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Anualmente, no mundo, cerca de 3 milhões de pessoas se intoxicam pelo uso de agrotóxicos. Mais de 220 mil morrem. Isto significa 660 mortos por dia, 25 mortes por hora. O programa de vigilância epidemiológica dos Ministérios da Saúde e da Organização Panamericana de Saúde de sete países da América Central, estima que cada ano 400.000 pessoas se intoxicam com venenos”, escreve Graciela Cristina Gómez, argentina, advogada ambientalista e escritora, em artigo publicado no sítio Ecoportal, 03-12-2012. A tradução é do Cepat.  Publicado na página da Unisinos

Eis o artigo.

“Se soubesse que o mundo acabaria amanhã, assim mesmo, ainda hoje, plantaria uma árvore” (Martin Luther King Jr.).

Vinte anos após a catástrofe de Bophal, na Índia, mais de 100.000 pessoas ainda sofrem doenças crônicas relacionadas à contaminação causada pelo vazamento.

Esta data [03 de dezembro] foi estabelecida pela organização PAN International (Pesticide Action Network) para recordar as mais de 16.000 pessoas mortas no desastre ocorrido em 1984 pelo vazamento de 40 toneladas de gás tóxico metil isocianato, químico utilizado na elaboração de um pesticida da Corporación Union Carbide, adquirida em 2001 pela Dow Chimical. Só nos três primeiros dias morreram 8.000 pessoas. (1)

Em 2000, a Eveready, da mesma empresa (Union Carbide Argentina), foi denunciada de enterrar clandestinamente pilhas alcalinas não aptas para a comercialização. O depósito de resíduos tóxicos se encontrava em uma fazenda no quilômetro 752 da estrada 9, na cidade de Jesús María, província de Córdoba. A fábrica funcionou nesse lugar entre 1965 e 1987, mas desde 1994 funciona ali a empresa brasileira Iochpe-Maxion. Esta empresa fez um acordo com a Eveready, atualmente sob licença da empresa Ralston Purina Argentina S.A., para limpar o terreno e transladar os materiais tóxicos. A companhia Ailinco começou a remover os resíduos industriais no final de setembro para transladá-los em caminhões supostamente acondicionados para um local apropriado para ali serem enterrados ou tratados, localizado em Zárate, Buenos Aires. (2)

Anualmente, no mundo, cerca de 3 milhões de pessoas se intoxicam pelo uso de agrotóxicos. Mais de 220 mil morrem. Isto significa 660 mortos por dia, 25 mortes por hora. O programa de vigilância epidemiológica dos Ministérios da Saúde e da Organização Pan-Americana de Saúde de sete países da América Central, estima que anualmente  400.000 pessoas se intoxicam com venenos.

A ONU considera que a taxa de intoxicações nos países do sul poderá ser 13 vezes maior do que nos países industrializados, razão pela qual declarou os agrotóxicos como um dos maiores problemas em âmbito mundial. Em 1991, calcula-se que 25 milhões de trabalhadores agrícolas tenham sofrido alguma intoxicação com pesticidas e que estes seriam responsáveis por 437.000 casos de câncer e de 400.000 mortes involuntárias. (3)

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Energia Nuclear ou Guerra  Nuclear? Nuances muito próximas, que seguem acontecendo

Por Noam Chomsky

O dia 6 de agosto, aniversário de Hiroshima, deveria ser um dia de reflexão sombria, não só a respeito dos acontecimentos terríveis dessa data, em 1945, mas também sobre o que eles revelaram: que os seres humanos, em sua busca dedicada por meios de aumentarem a sua capacidade de destruição, finalmente tinham conseguido encontrar uma forma de se aproximarem desse limite final. 

Os atos em memória desse dia têm um significo especial neste ano. Têm lugar pouco antes do 50º aniversário do momento mais perigoso na história humana, nas palavras de Arthur M. Schlesinger Jr, historiador e assessor de John F. Kennedy, ao se referir à crise dos misseis cubanos. Graham Allison escreve na edição atual da Foreign Affairs que Kennedy ordenou ações que ele sabia que aumentariam o risco, não só de uma guerra convencional, mas também de um enfrentamento nuclear, com uma probabilidade que, acreditava ele, de talvez 50% , cálculo que Allison considera realista. 

Kennedy declarou um alerta nuclear de alto nível, que autorizava o uso de aviões da OTAN, tripulados por pilotos turcos (ou outros), a decolarem, voarem a Moscou e largarem uma bomba. Ninguém esteve mais assombrado pela descoberta dos mísseis em Cuba do que os homens encarregados de mísseis similares que os Estados Unidos tinha largado clandestinamente em Okinawa, seis meses antes, seguramente apontados para a China, em momentos de tensão crescente. Kennedy levou o presidente soviético Nikita Krushev à iminência da guerra nuclear e ele olhou o que se aproximava e não teve estômago para a coisa, segundo o general David Burchinal, então alto oficial do pessoal de planejamento do Pentágono.

Não se pode contar sempre com essa cordialidade. Krushev aceitou uma fórmula apresentada por Kennedy pondo fim à crise que estava a ponto de se converte em guerra. O elemento mais audacioso da formula, escreve Allison, era uma concessão secreta que prometia a retirada dos mísseis estadunidenses da Turquia num prazo de seis meses depois do fim da crise. Tratava-se de mísseis obsoletos que estavam sendo substituídos por submarinos Polaris, muito mais letais. 

Em resumo, correndo inclusive o alto risco de uma guerra de destruição inimaginável, considerou-se necessário reforçar o princípio de que os Estados Unidos têm o direito unilateral de situar misseis nucleares em qualquer parte, alguns apontados para a China ou para as fronteiras da Rússia, que até então não tinha nunca posto mísseis fora da URSS. 

Ofereceram justificações, é claro, mas não sobrevivem a uma análise. Cuba, como princípio correlato a isso, não estava autorizado a possuir mísseis para sua defesa contra o que parecia ser uma invasão iminente dos Estados Unidos. Os planos para os programas terroristas de Kennedy, a Operação Mangusto, estabeleciam uma revolta aberta e a derrocada do regime comunista em outubro de 1962, mês da crise dos mísseis, com o reconhecimento de que o êxito final exigiria uma intervenção decisiva dos Estados Unidos.

As operações terroristas contra a Cuba são descartadas habitualmente pelos comentaristas como travessuras insignificantes da CIA. As vítimas, como é de se supor, veem as coisas de uma forma bastante diferente. Ao menos podemos ouvir suas palavras em Vozes do outro lado: Uma história oral do terrorismo contra Cuba, de Keith Bolender.

Os eventos de outubro de 1962 são amplamente celebrados como o melhor momento de Kennedy. Allison os oferece como um guia sobre como reduzir o risco de conflitos, manejar as relações das grandes potências e tomar decisões acertadas a respeito da política externa em geral. Em particular, os conflitos atuais com o Irã e a China.

O desastre esteve perigosamente próximo em 1962 e não tem havido escassez de graves riscos desde então. Em 1973, nos últimos dias da guerra árabe-israelense (a guerra do Yom Kippur), Henry Kissinger lançou um alerta nuclear de alto nível. A Índia e o Paquistão tem estado há muito próximos de um conflito atômico. Tem havido inúmeros casos nos quais a intervenção humana abortou um ataque nuclear momentos antes do lançamento de mísseis, com base em falsas informações de sistemas automatizados. 

Há muito em que se pensar no 6 de agosto. Allison se une a muitos outros ao considerar que os programas nucleares do Irã são a crise atual mais grave, um desafio ainda mais complexo para os formuladores da política dos Estados Unidos do que a crise dos mísseis cubanos, dada a ameaça de um bombardeio israelense. A guerra contra o Irã está em processo, inclusive com o assassinato de cientistas e pressões econômicas que chegaram ao nível de guerra não declarada, segundo o critério de Gary Sick, especialista em Irã. 

Há um grande orgulho da sofisticada ciberguerra dirigida contra o Irã. O Pentágono considera a ciberguerra como ato de guerra, que dá um cheque em branco para o uso da força militar tradicional, informa o The Wall Street Journal. Com a exceção usual: não quando o Estados Unidos ou um aliado é que a realiza. A ameaça iraniana tem sido definida pelo general Giora Eiland, um dos maiores estrategistas militares de Israel, “um dos pensadores mais engenhosos e prolíficos que (as Forças de Defesa de Israel) produziram”. 

Entre as ameaças que ele define, a mais plausível é que qualquer enfrentamento nas fronteiras teria lugar sob um guarda-chuva nuclear iraniano. Em consequência, Israel poderia se ver obrigado a recorrer à força. Eiland está de acordo com o Pentágono e com os serviços de inteligência dos Estados Unidos, que consideram a dissuasão como a maior ameaça que o Irã representa. 

A atual escalada da guerra não declarada contra o Irã aumenta a ameaça de uma guerra acidental em grande escala. Alguns perigos foram ilustrados no mês passado, quando um barco estadunidense, parte da enorme força militar no Golfo, disparou contra uma pequena embarcação de pesca, matando um membro da tripulação indiana e ferindo outros três. Não seria preciso muito para iniciar outra guerra importante. 

Uma forma sensata de evitar as temidas consequências é buscar a meta de estabelecer no Oriente Médio uma zona livre de armas de destruição em massa e todos os mísseis necessários para o seu lançamento, e o objetivo e uma proibição global do uso de armas químicas – o que é o texto da resolução 689 de abril de 1991, do Conselho de Segurança, que os Estados Unidos e a Grã Bretanha invocaram em seu esforço para criar uma cobertura complacente para a sua invasão do Iraque, 12 anos depois. 

Essa meta tem sido um objetivo árabe-iraniano desde 1974 e nesses dias tinha um apoio global quase unânime, ao menos formalmente. Uma conferência internacional para debater formas de levar a cabo esse tratado pode ocorrer em dezembro. É improvável o progresso, a menos que haja um apoio público massivo no Ocidente. Ao não se compreender a importância dessa oportunidade, alarga-se mais uma vez a sombra que tem obscurecido o mundo desde o terrível 6 de agosto.

Fonte: Aldeia Gaulesa

Fragamentos plásticos encontrados no conteúdo estomacal de albatrozes e petréis

Aves oceânicas e migratórias como os albatrozes e petreis (Procellariiformes) apresentaram altos níveis de contaminação por bifenilos policlorados (PCBs) e pesticidas organoclorados, conforme constatou a bióloga Fernanda Imperatrice Colabuono em uma pesquisa realizada no Instituto Oceanográfico (IO) da USP. Em todas as 103 aves coletadas no litoral do Sul e Sudeste do Brasil foi detectada a presença desses contaminantes no tecido adiposo, no fígado e no músculo dos animais.

“Não se sabe ao certo qual os efeitos causados por estes compostos nas populações de albatrozes e petréis. Novos estudos são importantes a fim de averiguar se essa contaminação interfere ou não no organismo destas aves, e se leva a falhas na reprodução, ao aumento da mortalidade, etc”, sugere a pesquisadora. De acordo com a bióloga, a literatura científica mostra que os bifenilos policlorados (PCBs) e os pesticidas organoclorados são substâncias altamente tóxicas que interferem na produção de hormônios, além de serem cancerígenas.

Os bifenilos policlorados (PCBs) deixaram de ser produzidos há algum tempo, mas ainda persistem no meio ambiente, pois não se degradam facilmente e se acumulam nos tecidos. A substância, semelhante a um óleo e resistente a altas temperaturas, era utilizada por indústrias para o resfriamento de máquinas, em transformadores, etc. Seja pelo transporte indevido ou pelo descarte em local inadequado, a substância chegou aos oceanos.

Já os pesticidas organoclorados também tiveram seu uso proibido ou restrito. Mas durante muito tempo eles foram utilizados em lavouras brasileiras. Alguns deles, como o DDT, ainda podem ser usados em casos emergenciais de saúde pública. As chuvas acabam levando essas substâncias até os rios, e de lá, elas chegam aos mares. “Esses poluentes atingem as aves por meio da alimentação, composta, principalmente, por lulas e peixes” explica Fernanda.

Fonte: http://www.usp.br/agen/?p=100690

É visível o impacto do estilo de vida urbano no cotidiano das aves costeiras, como no caso do Saco da Mangueira, em Rio Grande/RS. Foto: Antonio Soler/CEA

O levantamento Diretrizes de Vigilância do Câncer Relacionado ao Trabalho, divulgado na segunda-feira (30) pelo Instituto Nacional do Câncer (Inca), identificou 19 tipos de tumores malignos que podem estar relacionados ao trabalho.

Além dos vilões já conhecidos como amianto, radiação solar e agrotóxicos, o estudo inclui 112 substâncias cancerígenas identificadas no ambiente de trabalho, como poeiras de cereal e de madeira. O estudo mostra também que os casos mais comuns da doença relacionada ao trabalho são leucemia, câncer de pulmão, no nariz, de pele, na bexiga, na pleura e na laringe.

Cabeleireiros e funcionários de salões de beleza estão entre as ocupações com alto risco de desenvolvimento de câncer, devido ao contato direto com tinturas, formol e outras substâncias químicas.

De acordo com a coordenadora do estudo, Ubirani Otero,o documento serve como alerta para a população, sobretudo, os trabalhadores e para as autoridades, que devem reavaliar as políticas públicas hoje existentes. Ela explicou que a relação câncer e trabalho no Brasil está subdimensionada, o que prejudica o plano de ação de enfrentamento ao câncer.

“É importante que o médico pergunte sobre o tipo de ocupação do paciente com câncer e que as pessoas prestem mais atenção a que tipo de substâncias estão expostos no seu dia a dia e que informem aos seus médicos sobre isso”.

De acordo com o estudo, cerca de 46% dos casos de câncer relacionados ao trabalho não são notificados por falta de mais informação a respeito. Dos 113,8 mil benefícios de auxílio-doença por câncer dados pela Previdência Social, apenas 0,66% estava relacionado como tendo relação ocupacional.

Em países com mais pesquisas sobre o tema e políticas públicas voltadas para o câncer relacionado ao trabalho, como Espanha e Itália, casos de câncer ocupacional variam entre 4% e 6% do total de cânceres e na maioria das estimativas dos países industrializados esse tipo de câncer corresponde a uma média de 5% dos casos da doença.

Ainda segundo a pesquisadora, a crescente inserção de mulheres em certos setores do mercado de trabalho, antes exclusivos dos homens, apontam para a necessidade de novas políticas voltadas para a saúde da mulher.

“Hoje há muitas mulheres trabalhando em postos de gasolina, com maior exposição ao benzeno; na construção civil, trabalhando com telhas de amianto, cimento; como mecânicas, ou seja, em várias novas situações de risco”.

Para o o diretor do Departamento de Vigilância em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador do Ministério da Saúde, Guilherme Franco Netto, a publicação é inédita e mostra o tamanho do desafio para os trabalhadores, gestores do Sistema Único de Saúde, do Ministério do Trabalho, da Previdência no diagnóstico, na prevenção, assistência e vigilância nessa área..

“Esse documento permite que organizemos integradamente [governos e órgãos de saúde]os conjuntos de ações para combater o câncer relacionado ao ambiente de trabalho. Hoje, as medidas são muito pontuais. Além de nos dar suporte técnico, mostra uma dívida [do Estado] com a sociedade, que deve ser prontamente sanada”.

Guilherme Netto lembrou ainda que após o boom industrial da década de 70, somente agora casos de câncer antes incomuns estão aparecendo e que é fundamental diagnosticar esses casos, notificar e prevenir para que novos casos não aconteçam. Segundo ele, os sindicatos têm um papel vital principalmente no processo de prevenção.

“Ninguém do mercado vai apresentar uma lista dos problemas que um empregado pode ter em função de determinado trabalho. O papel do sindicato, por exemplo, é muito importante nesse sentido para alertar os trabalhadores sobre essas substâncias”, completou Netto.

Fonte:  Agência Brasil/AmbienteBrasil

por Tania Pacheco

Amianto; incineração de lixo; construção de moradias em área contaminada; empresas fumageiras e violação aos direitos da saúde; trabalho, meio ambiente e consumidor; transgênicos e segurança alimentar; trabalho escravo nas zonas rural e urbana; derramamento de petróleo na Baía de Guanabara; e diferentes formas de contaminação ambiental do solo e da água são alguns dos temas estudados em Acesso à Justiça: violações de Direitos Humanos por Empresas – Brasil. Tudo indica que a  publicação lançada pela Comissão Internacional de Juristas, sediada em Genebra, Suíça, é da maior importância para as pessoas que lutam contra o Racismo e outras formas de injustiça ambiental. O estudo é dos pesquisadores Anna Livia Arida, Flávia Scabin, Júlia Mello Neiva, Luiza Kharmandayan, Marcela Fogaça Vieira, Oscar Vilhena Vieira e Thiago Amparo, e integra o Projeto sobre “Acesso à Justiça e Remédios Legais contra Violações de Direitos Humanos por Empresas”, coordenado por Carlos López.

Na sua primeira parte, ele trata de A responsabilidade legal das empresas no direito nacional, subdividido nos seguintes itens: Direito internacional dos direitos humanos; A generosa Constituição de 1988; Âmbitos de responsabilização no direito brasileiro (Responsabilização no âmbito civil; Responsabilização no âmbito penal; Responsabilização no âmbito administrativo; Responsabilização no direito do trabalho; Responsabilização no direito ambiental; e Responsabilização no direito do consumidor); Jurisdição (Legislação civil; e Legislação penal). Continue lendo… ‘“Acesso à Justiça: violações de Direitos Humanos por empresas no Brasil” (baixável)’»

Fonte: RacismoAmbiental

A ABREA, Associação Brasileira dos Expostos ao Amianto, enviou à ABEMA, Associação Brasileira de Entidades Estaduais do Meio Ambiente, ofício onde manifesta sua perplexidade e inconformidade com o patrocínio de entidades ligadas à defesa da produção e comercialização do amianto em nosso país a um evento de caráter nacional (II Encontro Brasileiro de Secretários do Meio Ambiente), realizado entre 25 e 27 de janeiro de 2012.

Basta acessar o site do evento, porém, para se perceber que, o Instituto Brasileiro do Crisotila e a SAMA – Minerações Associadas estão ao lado de outras empresas diretamente envolvidas a atividades industriais altamente impactantes, como a Braskem (que produz resinas termoplásticas, como o polietileno, o polipropileno e o PVC), a Abiclor (que representa os interesses das principais produtoras de cloro-soda instaladas no País), além da Petrobrás e da Eletrobrás, que dispensam apresentação a quem conhece minimamente a área ambiental.

Seria bastante salutar que fossem sempre transparentes as tratativas envolvendo esse patrocínio. Quanto forneceu a empresa X e a que título? Eventualmente, podemos estar diante do cumprimento de termos de ajustamento de conduta e, nesse caso, esta situação deveria figurar expressamente na divulgação do evento, já que cumprimento de uma cláusula em TAC não é patrocínio.

Enfim, os questionamentos que se colocam, em se tratando de um evento que reune Secretários de Estado, são tantos, que a pergunta que se faz é se realmente seria necessário sair em busca de patrocínio. Afinal, hoje em dia qualquer universidade cederia gratuitamente seu auditório para a realização de evento dessa magnitude. E financiar uma ou duas passagens aéreas para que seu secretário de meio ambiente esteja presente a um evento importante não é algo que vá levar algum estado federado à bancarrota. Outras despesas, como publicação de anais do evento e contratação de atendentes, podem ser tranquilamente financiadas pelo estado anfitrião ou pelas taxas de inscrição de congressistas, quando for o caso.

Fonte: http://racismoambiental.net.br/2012/02/carta-da-abrea-para-a-abema/#more-42364

https://i2.wp.com/www.cartamaior.com.br/arquivosCartaMaior/FOTO/62/foto_mat_27259.jpgpor Zoraide Vilasboas

O “Relatório da Missão Caetité: Violações de Direitos Humanos no Ciclo do Nuclear”, que denuncia a situação de injustiça ambiental na exploração de urânio na Bahia, será apresentado amanhã hoje, 25/11, às 14 horas, no Instituto de Geociências da UFBA, em Salvador, pela socióloga Marijane Lisboa da Plataforma Dhesca Brasil (Direitos Humanos Econômicos, Sociais, Culturais e Ambientais).

A Missão Caetité pesquisou os danos sócio ambientais e econômicos causados pela unidade mínero-industrial da Indústrias Nucleares do Brasil (INB), que há 11 anos opera a única mineração de urânio ativa na América Latina, a 750 km da capital baiana, onde produz concentrado de urânio, principal matéria prima do fabrico do combustível que abastece as usinas atômicas de Angra 1 e 2 (RJ).

Durante mais de dois anos, a Relatoria para o Direito Humano ao Meio Ambiente da Plataforma Dhesca investigou as denúncias de insegurança técnico-operacional nas instalações da INB e de desastres e crimes ambientais, como a contaminação da água e do meio ambiente de uso comum de populações rurais de Caetité, Lagoa Real e Livramento. Investigou também o índice crescente de mortes por câncer na região; os conflitos pelo uso da água; a desinformação da população sobre os riscos à saúde associados à contaminação radioativa e a omissão das autoridades envolvidas.

“conspiração da ignorância”

A Relatoria Dhesca constatou a falta de transparência em todas as atividades nucleares desde a mineração, o fabrico de material radioativo, o funcionamento das usinas até a destinação final do lixo atômico. E levanta a suspeita de que novo programa nuclear militar paralelo seja o verdadeiro propulsor da retomada do Programa Nuclear Brasileiro, que usa o carimbo da segurança nacional para tentar impedir o acesso às informações sobre as atividades atômicas.

Ao avaliar a atuação dos órgãos de fiscalização nas três esferas administrativas, a Plataforma se deparou com uma realidade preocupante, identificada como uma “conspiração da ignorância” que tenta negar os danos causados pela exploração do urânio. Segundo o relatório, a conivência dos poderes públicos com o sigilo imposto pelo setor nuclear e a omissão das autoridades com as irregularidades observadas, resulta na falta de assistência aos trabalhadores e às populações afetadas pela INB.

A Plataforma apontou as ameaças à saúde dos trabalhadores e da população como os aspectos mais graves e que exigem urgentes soluções e apresenta recomendações às autoridades competentes, relativas ao monitoramento da saúde dos trabalhadores e da população, a proteção do meio ambiente, à segurança da água, reparação por danos materiais e imateriais, acesso à justiça e ao licenciamento ambiental das atividades de mineração e processamento de urânio. Também defende a necessidade de uma auditoria independente para avaliar todos os aspectos referentes ao funcionamento da INB, reivindicada pelas populações da região desde o ano 2001.

violação dos direitos humanos

Realizada por Marijane Lisboa, José Guilherme Zagallo (relatores) e Cecília Mello (assessora), a investigação da Dhesca Brasil incluiu viagens a Caetité (2009) e Salvador (2010), visitas à comunidades rurais, o exame de farta documentação, entrevistas com comunitários e reuniões com autoridades públicas nas três esferas de governo, responsáveis pela proteção da saúde e do meio ambiente e pela gestão das águas na Bahia.

A Plataforma atua com apoio da ONU e da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão e cumpre importante papel no monitoramento, mediação e promoção de Direitos Humanos. Sobre Caetité, concluiu: “a violação dos direitos humanos ambientais se encontra associada e se expressa por meio da violação do direito humano à saúde, à moradia, à água potável, à atividade econômica e aos direitos políticos de acesso à informação, manifestação e participação nas decisões, dada a inseparabilidade das interações entre todos estes aspectos e o meio ambiente, que constitui o seu fundamento material.”

O lançamento é promovido pela Pós-Graduação em Geografia, Mestrado em Economia/Projeto GeografAR da UFBA e Rede Brasileira de Justiça Ambiental, dentro do programa “Geografando nas Sextas: o Campo Baiano em Debate”. O evento tem o apoio da Associação Movimento Paulo Jackson –Ética, Justiça, Cidadania; Associação dos Engenheiros Agrônomos da Bahia – AEABA; CESE; Comissão Paroquial de Meio Ambiente de Caetité; CREA-BA; CPT-Ba; Gambá; Greenpeace; Instituto Búzios; Instituto Quilombista; Jubileu Brasil Sul; O Lixo somos nós?; Sindae; Suport-Ba.

Zoraide Vilasboas é jornalista da Coordenação de Comunicação da ASSOCIAÇÃO MOVIMENTO PAULO JACKSON-Ética,Justiça,Cidadania

Fonte: EcoDebate

Finalmente das mamadeiras já está proibido. Agora falta proibir dos demais produtos que o contém, como potes plásticos, revestimentos de embalagens. Se as pessoas fossem esclarecidas suficientemente sobre tais informações, ou seja, se fosse garantido o acesso a informação você acha que o povo ia querer se intoxicar dessa forma? Engraçado que ao ler a matéria da Folha de 16/09, tem um destaque para a fala de Synésio B.Costa,presidente da Associação Brasileira de Produtos Infantis, que afirma:

“Somos a favor da medida, mas a agência tem de me deixar vender o estoque. Não está provado que a substância causa mal” (Synésio B.Costa, presidente da Associação Brasileira de Produtos Infantis)

Anvisa proíbe venda e fabricação de mamadeiras com bisfenol no Brasil

Químico usado na fabricação do plástico e de latas é associado a doenças como câncer, obesidade, diabetes infantil e distúrbios neurológicos; proibição vale a partir de janeiro de 2012

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) determinou a proibição, em todo o Brasil, da venda e da fabricação de mamadeiras de plástico que contenham bisfenol A (BPA). A medida entra em vigor a partir de janeiro de 2012. O principal argumento da instituição é que estudos realizados com animais mostraram que o BPA pode causar problemas neurológicos, sobretudo em crianças expostas à substância química nos primeiros anos de vida.

O bisfenol A é uma substância química usada na fabricação do plástico e no revestimento interno de latas de bebidas e de alimentos. Segundo pesquisas, pode provocar puberdade precoce, câncer, alterações no sistema reprodutivo e no desenvolvimento hormonal, infertilidade, aborto e obesidade. Por conta disso, já foi proibido na União Europeia, no Canadá, na China, na Malásia e na Costa Rica. Onze estados americanos também já vetaram o BPA em mamadeiras e copos infantis.

A decisão da Anvisa vem ao encontro da lei sancionada no ultimo dia 3 de setembro em Piracicaba, interior de São Paulo, onde já está proibida a comercialização de mamadeiras e copos de bico fabricados com BPA. A lei proposta pelo vereador Capitão Gomes e sancionada pelo prefeito Barjas Negri, ex-ministro da Saúde, fez de Piracicaba o primeiro município brasileiro a combater os perigos do bisfenol com medidas legais e estimulou outras cidades como Campinas, Americana, Tupã, Sorocaba, Indaiatuba e Rio Claro a desenvolverem iniciativas que vão além do tema das mamadeiras e que propõem a proibição imediata também em latas de refrigerantes, alimentos e em demais embalagens plásticas.

Além desses municípios, existe um movimento que reúne vereadores de todo o Brasil e que, neste momento, soma mais de 50 projetos de lei em diversas cidades e também na Assembleia Legislativa do estado de São Paulo, através do deputado José Bittencourt. Na Câmara dos Deputados, o parlamentar Alfredo Sirkis apoia a luta oficialmente desde o começo do ano, quando protocolou seu próprio Projeto de Lei que proíbe o bisfenol A em qualquer produto fabricado e vendido em território nacional. Ainda no Congresso Nacional, um outro projeto do senador Gim Argello também busca proibir a substância química em mamadeiras e copos de bico.

O site O Tao do Consumo, que foi criado há 18 meses justamente para promover um debate público nacional sobre o tema do BPA, parabeniza a Anvisa pela sua acertada decisão e agradece ao Grupo de Estudos de Desreguladores Endócrinos da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, regional São Paulo, pela parceria nesta luta que vem registrando importantes avanços nos últimos meses. Sabemos que a proibição em mamadeiras representa um primeiro passo para eliminar esse perigo que é o bisfenol A, mas com o apoio da SBEM-SP e a conscientização dos políticos e da população, estamos confiantes de que é uma luta que vale a pena.

Fonte: O Tao do Consumo

A portas fechadas, eis que Dilma Rousseff finalmente revela o que pensa sobre Angra 3. Em conversa com o presidente da Alemanha, Christian Wulff, a presidente fez um apelo para que ele interceda em favor do projeto de construção da usina, que depende de financiamento alemão.

Quase dois meses se passaram desde a tragédia japonesa em Fukushima e vários países anunciaram que irão reavaliar medidas de segurança e até mesmo repensar seus planos nucleares. Por aqui, o governo manteve silêncio, mesmo frente aos vários pedidos do Greenpeace para que interrompa a construção de Angra 3, um projeto desnecessário, caro e perigoso, com tecnologia completamente defasada.

O presidente alemão, segundo revelou nota no jornal O Globo de hoje, não teria cedido tão facilmente aos apelos radioativos de Dilma. Ele confirmou que vem sofrendo intensas pressões internas, especialmente eleitorais, para cancelar o crédito de exportação que o governo concederia para a compra dos equipamentos necessários à Angra 3.

A parceria Brasil-Alemanha em projetos nucleares data da década de 1970 e o aporte do país ao projeto de Angra 3 é de cerca de R$ 3 bilhões. Sem ele, o financiamento para a construção do calhambeque atômico ficaria na mão do BNDES. O Greenpeace esteve na porta do banco em abril para pedir que ele cancele este investimento em insegurança. Esteve também em Brasília, em frente ao Palácio do Planalto, com um pedido direto à presidente pelo fim de Angra 3.

Fonte: http://www.greenpeace.org/brasil/pt/Blog/os-apelos-radioativos-de-dilma/blog/34617

Enviado por Alfredo Martín, via email original em francês. Utilizado google tradutor. Em 26 de abril de 1986 a catástrofe de Chernobyl ocorria…

A propósito, sabia que no Brasil a Energia Nuclear é responsável por cerca de 2% do total de energia elétrica utilizada? Será que uma energia tão perigosa é tão necessária?

Saiba mais das manifestações que ocorrerão na França, no chamado Chernobyl Day AQUI

Les leçons de Tchernobyl n’ont pas été tirées/As lições de Chernobyl não foram aprendidas

por Daniel Cohn-Bendit

Em 1986, 26 de abril, o quarto reator na usina nuclear de Chernobyl explodiu. Para a comunidade científica, não há dúvida sobre a ligação entre esta catástrofe nuclear e de inversão de curvas de crescimento nas regiões diretamente afetadas pela exposição à radioactividade. Sobretudo na Bielorrússia, onde há um “massacre” com uma taxa de crescimento da população – 5,9%.
Enquanto a taxa de natalidade está em queda livre, os dados sobre mortalidade estão atingindo valores alarmantes, principalmente devido a doenças cardiovasculares e cânceres, cujo número cresce a cada ano. A taxa de natalidade em declínio é ligada a distúrbios da função de sistemas reprodutivos – feminino e masculino – e as doenças graves que afectam o desenvolvimento do embrião e do feto. Chernobyl agravou o estado de saúde de pessoas perturbadas metabolismo e genoma enfraquecido porque contaminada por 25 anos com radionuclídeos, particularmente o Cs-137.

Os governos da ex-URSS e na Bielorrússia, Ucrânia e Rússia, têm sido incapazes de gerir os problemas causados ​​pelo acidente de Chernobyl. Uma das principais causas de fracasso é a falta de informações objectivas sobre o impacto dos agentes radioativos na saúde humana. A censura de informação é em grande parte explicado pelo conluio entre o lobby nuclear e do regime autocrático de Belarus.

Numa altura em que a planta continua a despejar Fukushima – e durante algum tempo – de radionuclídeos na biosfera, recordando a contaminação causada pela explosão do Chernobyl 25 anos atrás, a implementação de medidas de protecção contra as radiações nestas áreas é urgente. Durante anos, a ajuda europeia foi focada exclusivamente em assegurar o seu site e sarcófago de Chernobyl. Em 19 de Abril, a Comissão Europeia também se comprometeu 110.000.000 € extra. No entanto, é fundamental dedicar algum financiamento a projetos de saúde.

Escusado será dizer que nenhum sistema de protecção contra as radiações é eficaz na prevenção de doenças incapacitantes e fatais, sem ações concretas ou a divulgação de informações corretas.

Este ponto é crucial. Embora o número de “anomalias” em torno do desastre de Chernobyl não tem nada a ver com a situação encontrada em países democráticos, o acesso à informação imparcial não vem naturalmente.

Vimos mais uma vez no momento do acidente em Fukushima. Mas, no caso de acidentes nucleares, o princípio é literalmente vital!

Alternativas existem
Nós, portanto, medir a importância da política e coordenação “Ecologia e Saúde” em Kiev. Entre suas funções, a avaliação objectiva da situação nos territórios contaminados e à criação de dispositivos de protecção para as pessoas e equipes de resgate em caso de acidente nuclear. Além disso, a criação de um centro de reabilitação para as pessoas afetadas pelo acidente de Chernobyl, em que centenas de milhares de “liquidadores”, que se sacrificaram para salvar a Europa de uma contaminação ainda mais extensa. A instituição já tem um conhecimento sem precedentes e especialização em prevenção e reabilitação de pessoas que sofrem de doenças causadas pela radiação.

Um projeto piloto de todos os mais valioso que pode ser usado para outras áreas contaminadas, e no pior dos casos, em outros casos de acidentes nucleares, mas também ser repetido na região de Fukushima. A tecnologia nuclear e as consequências da radioactividade são uma ameaça real aos seres humanos.

Se você parar para olhar para o outro, você rapidamente entender como a corrida armamentista nuclear e para o desenvolvimento de energia nuclear civil são loucos. Mesmo se as fronteiras francesas parecem ter poderes mágicos que lhes permita deixar a nuvem radioativa de Chernobyl ou numa nota completamente diferente, os comboios de refugiados do norte da África para a Itália, mais e mais pessoas estão conscientes da riscos associados a essa tecnologia.

Sequências trágico acidente em Chernobyl e Fukushima adicionado todos aqueles qualificados como “menores”, mas também as questões pendentes de resíduos radioactivos e do desmantelamento. Além do fato de que esta tecnologia retaguarda continuou a drenar os cofres públicos tão íngreme, o impacto sobre a exposição directa e indirecta do homem são de tal forma que eles nos obrigam a considerar seriamente a nuclear phase-out.

Uma saída que é simplesmente “um sonho de iluminado”, mas uma opção política credível para alguns governos, incluindo a Alemanha, que, lembre-se, são as principais economias mundiais, muito à frente da França …

As alternativas à energia nuclear existe, como foi demonstrado por um longo tempo as organizações ambientais, mas também muitos renomados cientistas e engenheiros, como os instigadores do Negawatt cenário. Enquanto não temos as tecnologias para nos tirar da energia nuclear em cumprir os compromissos do clima até 2050, alguns estados insistem em manter o mito do renascimento.

O futuro da energia europeia e reduzir as emissões de gases com efeito de estufa dependerão dos investimentos que fazemos na próxima década. Precisamos saber se nesta luta entre os defensores da energia nuclear e as fontes de energia renováveis, nós preferimos voltar para o “bom e velho” tecnologia nuclear ou contrários às tecnologias que nos permitem construir um futuro sustentável e responsável .

Yuri Bandajevsky é professor de Patologia, reitor da Universidade de Medicina de Gomel (Belarus). Michele Rivas é deputado, fundador do Criirad (Comissão de Investigação e de informação independentes sobre radioatividade), criada na sequência do desastre de Chernobyl.

*Daniel Cohn-Bendit é o presidente dos Verdes no Parlamento Europeu.

Fonte: Lemonde

Mulheres em luta – Ação Direta na Solae em Esteio-RS. Por Cíntia Barenho

A pesquisadora que descobriu veneno no leite materno

A repórter Manuela Azenha esteve em Cuiabá, Mato Grosso, onde assistiu à defesa de tese da pesquisadora Danielly Palma. A ela coube pesquisar o impacto dos agrotóxicos em mães que estavam amamentando na cidade de Lucas do Rio Verde. A seguir, o relato:

Lucas do Rio Verde é um dos maiores produtores de grãos do Mato Grosso, estado vitrine do agronegócio no Brasil. Apesar de apresentar alto IDH (índice de desenvolvimento humano), a exposição de um morador a agrotóxicos no município durante um ano é de aproximadamente 136 litros por habitante, quase 45 vezes maior que a média nacional — de 3,66 litros.

Desde 2006, ano em que ocorreu um acidente por pulverização aérea que contaminou toda a cidade, Lucas do Rio Verde passou a fazer parte de um projeto de pesquisa coordenado pelo médico e doutor em toxicologia, Wanderlei Pignatti, em parceria com a Fiocruz. A pesquisa avaliou os resíduos de agrotóxicos em amostras de água de chuva, de poços artesianos, de sangue e urina humanos, de anfíbios, e do leite materno de 62 mães. A pesquisa referente às mães coube à mestranda da Universidade Federal do Mato Grosso, Danielly Palma.

A pesquisa revelou que 100% das amostras indicam a contaminação do leite por pelo menos um agrotóxico. Em todas as mães foram encontrados resíduos de DDE, um metabólico do DDT, agrotóxico proibido no Brasil há mais de dez anos. Dos resíduos encontrados, a maioria são organoclorados, substâncias de alta toxicidade, capacidade de dispersão e resistência tanto no ambiente quanto no corpo humano.

No dia seguinte à defesa de sua tese, Danielly concedeu uma entrevista ao Viomundo.

Viomundo – A sua pesquisa faz parte de um projeto maior?

Danielly Palma – Minha pesquisa foi um subprojeto de uma avaliação que foi realizada em Lucas do Rio Verde e eu fiquei responsável pelo indicador leite materno. Mas a pesquisa maior analisou o ar, água de chuva, sedimentos, água de poço artesiano, água superficial, sangue e urina humanos, alguns dados epidemológicos, má formação em anfíbios.

Viomundo – E essas pesquisas começaram quando e por que?

Danielly Palma – Começamos em 2007. A minha parte foi no ano passado, de fevereiro a junho. Lucas do Rio Verde foi escolhido porque é um dos grandes municípios produtores matogrossenses, tanto de soja quanto de milho e, consequentemente, também é um dos maiores consumidores de agrotóxicos. Em 2006, quando houve um acidente com um desses aviões que fazem pulverização aérea em Lucas, o professor Pignati, que foi o coordenador regional do projeto, foi chamado para fazer uma perícia no local junto com outros professores aqui da Universidade Federal do Mato Grosso. Então, começaram a entrar em contato com o pessoal e viram a necessidade de desenvolver projetos para ver a que nível estava a contaminação do ambiente e da população de Lucas.

Viomundo – E qual é o nível de contaminação em que a população de Lucas se encontra hoje? O que sua pesquisa aponta?

Danielly Palma – Quanto ao leite materno, 100% das amostras indicaram contaminação por pelo menos um tipo de substância. O DDE, que é um metabólico do DDT, esteve presente em 100%, mas isso indica uma exposição passada porque o DDT não é utilizada desde 1998, quando teve seu uso proibido. Mas 44% das amostras indicaram o beta-endossulfam, que é um isômero do agrotóxico endossulfam, ainda hoje utilizado. Ele teve seu uso cassado, mas até 2013 tem que ir diminuindo, que é quando a proibição será definitiva. É preocupante, porque é um organoclorado que ainda está sendo utilizado e está sendo excretado no leite materno.

Viomundo – Foram essas duas substâncias as registradas?

Danielly Palma – Não, tem mais. Foi o DDE em 100% das mães [que estão amamentando]; beta-endossulfam  em 44%; deltametrina, que é um piretróide, em 37%; o aldrin em 32%; o alpha-endossulfam, que é outro isômero do endossulfam, em 32%; alpha-HCH, em 18% das mães,  o DDT em 13%; trifularina, que é um herbicida, em 11%; o lindano, em 6%.

Viomundo – E o que essas susbstâncias podem causar no corpo humano?

Danielly Palma – Todas essas substâncias tem o potencial de causar má formação fetal, indução ao aborto, desregulamento do sistema endócrino — que é o sistema que controla todos os hormônios do corpo — então pode induzir a vários distúrbios. Podem causar câncer, também. Esses são os piores problemas.

Viomundo – Você disse que as mães foram expostas há mais de dez anos. As substâncias permanecem no corpo por muito tempo?

Danielly Palma – Permanecem. No caso dos organoclorados, de todas as substâncias analisadas, o endossulfam é o único que ainda está sendo utilizado. Desde 1998 os organoclorados foram proibidos, a pesquisa foi realizada em 2010, e a gente encontrou níveis que podem ser considerados altos. Mesmo tendo sido uma exposição passada, como as substâncias ficam muito tempo no corpo, esses sintomas podem vir a longo prazo.

Viomundo – Durante a sua defesa de mestrado, em que essa pesquisa foi apresentada, os membros da banca ressaltaram o quanto você sofreu para realizar a pesquisa. Quais foram as maiores dificuldades?

Danielly Palma – A minha maior dificuldade foi em relação à validação do método. Porque, quando você vai pesquisar agrotóxicos, tem de ter uma precisão muito grande. Como são dez substâncias com características diferentes, quando acertava a validação para uma, não dava certo para outra. Então, para ter um método com precisão suficiente para a gente confiar nos resultados, para todas as substâncias, foi um trabalho que exigiu muita força de vontade e tempo. Foi praticamente um ano só para validar o método.

Viomundo – Essas mães que foram contaminadas exercem ou exerceram que tipo de atividade? Como elas foram expostas ao agrotóxico?

Danielly Palma – Das 62 mulheres que eu entrevistei, apenas uma declarou ter contato direto com o agrotóxico. Ela é engenheira agrônoma e é responsável por um armazém de grãos. Três mães residem na zona rural, trabalhando como domésticas nas casas dos donos das fazendas. É difícil dizer que quem está longe da lavoura não está exposto em Lucas do Rio Verde, pela localização da cidade, com as lavouras ao redor. Mas a maioria das entrevistadas trabalha no comércio, são professoras do município, algumas donas de casa, mas não são expostas ocupacionalmente. A questão é o ambiente do município.

Viomundo – Mas a contaminação se dá pelo ar, pela alimentação?

Danielly Palma –  A alimentação é uma das principais vias de exposição. Mas, por se tratar de clorados, que já tiveram seu uso proibido, então eu posso dizer que o ambiente é o que está expondo, porque também se acumulam no ambiente. No caso da deltametrina e do endossulfam, que ainda são utilizados, o uso atual deles é que está causando a contaminação. Mas, nos usos passados [dos agrotóxicos agora proibidos], a causa provavelmente foi a exposição à alimentação — na época em que eram utilizados — e o próprio meio ambiente contaminado.

Viomundo – Quais são as principais propriedades dessas substâncias encontradas?

Danielly Palma – Os organoclorados têm em comum entre si os átomos de cloro na sua estrutura, o que dá uma grande toxicidade a eles. Eles têm alta capacidade de se armazenar na gordura, alta pressão no vapor e o tempo de meia-vida deles é muito longo, por isso que para se degradar demora muito tempo. São altamente persistentes no ambiente, tanto nos sedimentos, solo, corpo humano, e têm a capacidade de se dispersar. Tanto que no Ártico, onde eles nunca foram aplicados, são encontrados resíduos de organoclorados.

Viomundo – O professor Pignati comentou que a Secretaria da Saúde dificultou um pouco a pesquisa de vocês, mas que vocês fizeram questão da participação do governo. Por que?

Danielly Palma – Nós vimos a importância da participação deles porque, quando a exposição da população está num nível elevado e está tendo uma incidência maior de certas doenças, é lá na ponta que isso vai estourar, é no PSF (Programa Saúde da Família). Então, a gente queria que a Secretaria da Saúde acompanhasse para ver em que nível de exposição essa população está e para que  tome medidas. Para que recebam essas pessoas com algum problema de saúde e saibam diagnosticar, saibam de onde está vindo e o porquê de tantas incidências de doenças no município.

Viomundo – Se a maioria dessas substâncias não está mais sendo utilizada, o que pode ser feito daqui para frente para diminuir o impacto delas sobre o ambiente e a saúde?

Danielly Palma – Em relação a essas substâncias que não estão sendo mais utilizadas, infelizmente, não temos mais nada a fazer. Já foram lançadas no ambiente e nos organismos das pessoas. A gente pode parar e pensar no modelo de desenvolvimento que está sendo posto, com esse alto consumo de agrotóxico e devemos tomar cuidado com as substâncias que ainda estão sendo utilizadas para tentar evitar um mal maior.

Viomundo – Como que o agrotóxico pode afetar o bebê?

Danielly Palma – Esses agrotóxicos são lipofílicos e se acumulam no tecido gorduroso, então ficam no organismo e passam para o sangue da mãe. Através da placenta, como há troca de sangue entre mãe e feto, acabam atingindo o feto. E alguns tem a capacidade de passar a barreira da placenta e atingir o feto. Durante a lactação, o agrotóxico acaba sendo excretado pelo leite humano.

Viomundo – Então, mesmo que não amamente o filho, ele pode nascer com resíduo de agrotóxico?

Danielly Palma – Sim, isso se a contaminação da mãe for muito elevada.

Viomundo – Foi o caso nas mães [pesquisadas] de Lucas do Rio Verde?

Danielly Palma – Alguns níveis [encontrados] consideramos altos, até porque o leite humano deveria ser isento de todas essas substâncias. Deveria ser o alimento mais puro do mundo. E a gente vê que isso não ocorre, tanto nos meus resultados quanto em trabalhos realizados no mundo inteiro que evidenciaram essa contaminação. A criança acaba sendo afetada desde a vida uterina e depois na amamentação é mais uma quantidade de agrotóxicos que ela vai receber. Mas é sempre bom lembrar do risco-benefício do aleitamento materno. Nunca se deve incentivar a mãe a parar de amamentar porque seu leite está contaminado. As vantagens do aleitamento materno são muito maiores do que os riscos da carga contaminante que o leite pode vir a ter.

Viomundo – Quais os riscos dessa contaminação?

Danielly Palma
– Os riscos saberemos somente com um acompanhamento a longo prazo dessas crianças. O que pode acontecer são problemas no desenvolvimento cognitivo e, dependendo da carga que o bebê receba desde a gestação, pode causar má formação, que pode só ser percebida mais tarde.

Viomundo – Esse acompanhamento dos efeitos dos agrotóxicos no corpo humano já foi feito ou ainda é uma coisa a fazer?

Danielly Palma – Quanto ao sistema endócrino, existem evidências. Estudos comprovaram a interferência dos agrotóxicos. Quanto a câncer, má formação e ações teratogênicas (anomalias e malformações ligadas a uma perturbação do desenvolvimento embrionário ou fetal),  estudos realizados em animais apontam para uma possivel ação dos agrotóxicos nesse sentido. Mas no ser humano não tem como você testar uma única substância. Quando fazem pesquisas, sempre são encontradas mais de uma substância no organismo e, portanto, não se sabe se é uma ação conjunta dessas substâncias que elevou aquele efeito ou se foi a ação de uma substância apenas.

Viomundo – Os resultados da pesquisa são alarmantes?

Danielly Palma – Foram alarmantes, mas ao mesmo tempo já esperávamos por esse resultado, até porque já tínhamos em mãos resultados da parte ambiental. Vimos que a exposição da população estava muito alta. Com o ambiente contaminado daquela forma, já era esperado encontrar a contaminação do leite, uma vez que o ambiente influencia na contaminação humana também.

Viomundo  – O que será feito com esses resultados?


Danielly Palma
– Os resultados já foram encaminhados às mães e, no início do projeto, assumimos o compromisso de, no final, nos reunirmos com elas e explicarmos os resultados. Esperamos que as autoridades do município e de todas as regiões produtoras acordem para o modelo de desenvolvimento que eles estão adotando, porque não adianta ter um IDH alto, ter boa educação e sistema de saúde, se a qualidade de vida em termos de exposição ambiental é péssima.

Para ler  entrevista com o professor Wanderlei Pignati, que coordenou toda a pesquisa, clique aqui.

Para ler  entrevista com a professora Raquel Rigotto, que pesquisa o mesmo assunto no Ceará, clique aqui.

Fonte: ViOMundo

Mulheres na luta - Ação Direta na Solae em Esteio-RS. Foto de Cintia Barenho

Essa pesquisa foi feita em MT, mas certamente poderá estar acontecendo em outros estados, com outras mães…

Contaminação do Leite Materno em MT

O leite materno de mulheres de Lucas do Rio Verde, cidade de 45 mil habitantes na região central de Mato Grosso, está contaminado por agrotóxicos, segundo uma pesquisa da UFMT (Universidade Federal de Mato Grosso), informa a reportagem de Natália Cancian e Marília Rocha publicada na Folha desta quarta-feira. Foram coletadas amostras de leite de 62 mulheres, 3 delas da zona rural, entre fevereiro e junho de 2010. O município é um dos principais produtores de grãos do MT.
A presença de agrotóxicos foi detectada em todas. Em algumas delas havia até seis tipos diferentes do produto.
Essas substâncias podem pôr em risco a saúde das crianças, diz o toxicologista Félix Reyes, da Unicamp. “Bebês em período de lactação são mais suscetíveis, pois sua defesa não está completamente desenvolvida.”
Ele ressalta, porém, que os efeitos dependem dos níveis ingeridos. A ingestão diária de leite não foi avaliada, então não é possível saber se a quantidade encontrada está acima do permitido por lei.

OUTRO LADO
A Associação Nacional de Defesa Vegetal, representante dos produtores de agrotóxicos, diz desconhecer detalhes da pesquisa, mas ressalta que a avaliação de estudos toxicológicos é complexa.

 

“De tanto postergar o essencial em nome da urgência, termina-se por esquecer a urgência do essencial.” Hadj Garm’Orin

 

Em 26 de abril de 1986 aconteceu o pior acidente nuclear do mundo, na usina nuclear de Chernobyl (leia mais AQUI), agora 11 de março de 2011, em Fukushima parece que infelizmente a história se repete.

No Brasil estão tentando ressucitar a todo custo essa matriz energética suja e radioativa, que pode até ser menos poluente se pensarmos no imediatismo capitalístico, mas que de fato traz muitos riscos a saúde ambiental.  Sem falar na mineração de urânio e outros minérios radioativos.

Sabe aquele dizer que errar é humano, mas persistir no erro … pois é … depois os ambientalistas que são eco-inconvenientes…Quando vamos de fato pensar em processos que pressupõe Soberania Energética? Até quando vamos tratar as ditas fontes alternativas de energia, como mera alternativas e não como políticas públicas de fato a serem implementadas e priorizadas em detrimentos das fontes de energia poluidoras e degradantes?

Atualizando>> Sobre o possível evento em usina nuclear no Japão

Hiroshima, Nagasaki e agora Fukushima

Explosão em usina nuclear japonesa deixa feridos e aumenta chances de contaminação radioativa

TÓQUIO – O governo japonês confirmou o vazamento radioativo proveniente de uma explosão ocorrida neste sábado na usina nuclear Fukushima Daiichi, em Okumamachi, na província de Fukushima, um dos locais mais afetados pelo terremoto de magnitude 8,9 que gerou um tsunami devastador na costa nordeste do Japão, onde o número de mortos pode passar de 1.700. A informação foi confirmada pelo porta-voz do governo japonês, Yukio Edano, que se apressou a dizer que o reator não fora atingido. A companhia de eletricidade japonesa Tokyo Electric Power (Tepco) também confirmou o incidente e adiantou que planeja preencher o reator com água do mar para esfriá-lo e reduzir a pressão na unidade. (Leia também: Forte tremor atinge área de usinas nucleares em alerta no norte do Japão )

( Governo japonês realiza megaoperação de resgate e ajuda humanitária; mortos podem passar de 1.700 )

A direção do vento na região da usina é outro fator que preocupa as autoridades japonesas. Durante todo o sábado, ele soprou do sul em direção ao continente e assim pode causar danos ao meio ambiente e à população que vive no entorno. No entanto, a agência meteorológica local garantiu que a direção do vento pode mudar mais tarde para que ele sopre do noroeste em direção ao mar.

A zona de evacuação da região afetada foi estendida em um raio de 20 quilômetros. A agência de inspeção nuclear da ONU solicitou com urgência informações sobre a dimensão do vazamento de radiação do reator, cujo recipiente é feito de aço e revestido por um edificio de concreto. A explosão teria acontecido por conta do desabamento deste revestimento e foi mostrada em imagens da TV pública NHK. De acordo com a empresa, há pessoas feridas.

– Ainda estamos investigando a causa e a situação e vamos explicar tudo ao público quando houver mais informação – disse Edano.

( Acompanhe momento a momento a repercussão do terremoto no Japão e da tsunami causada pelo abalo )

A agência de inspeção nuclear da ONU disse estar ciente das informações da explosão e que está “urgentemente” solicitando informações às autoridades do país.

Uma autoridade da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) não deu maiores detalhes.

– Estamos cientes das informações da imprensa e estamos urgentemente solicitando maiores informações – disse a autoridade à Reuters.

O Japão declarou estado de emergência em duas usinas nucleares depois de uma falha no sistema de resfriamento de cinco reatores – dois na planta Fukushima 1 e três na vizinha Fukushima 2 -, em decorrência do forte terremoto. As cinco instalações foram fechadas e a agência nuclear ordenou a liberação de vapor levemente radioativo para reduzir a pressão e proteger os reatores de danos. No total, o país tem 55 reatores fornecendo cerca de um terço da eletricidade do país.

A central nuclear Fukushima 2 está localizada a 12 km da central Fukushima 1, onde a sala de controle de um reator registrou, pela manhã, um nível de radioatividade 1 mil vezes superior ao normal, de acordo com a agência de notícias Kyodo. Segundo medição feita num posto de controle próximo ao portão principal da usina, os níveis de radiação fora de Fukushima 1 aumentaram oito vezes nas últimas horas. Os dois complexos nucleares encontram-se a cerca de 270 km ao norte de Tóquio.

– É possível que o material radioativo na cúpula do reator possa vazar para o exterior, mas a quantidade deve ser pequena, e o vento soprando em direção ao mar será levado em conta – disse o chefe de gabinete do governo, Yukio Edano, em entrevista coletiva concedida antes da explosão da manhã deste sábado.

A agência de segurança nuclear diz que o elemento radioativo no vapor a ser liberado não vai afetar o ambiente e nem oferece risco à saúde. Apesar disso, o primeiro-ministro japonês, Naoto Kan, ordenou remover toda população em um raio de 20 km do complexo nuclear. Citando o Ministério da Indústria, a agência de imprensa Jiji afirmou cerca de 45 mil foram orientadas a deixar a região.

VEJA O MOMENTO DA EXPLOSÃO


Fonte: http://mariafro.com.br/wordpress/?p=23894

En Lousiana se encontraron al menos 500 aves muertas de manera misteriosa. ( Foto: La gaceta)

En Lousiana se encontraron al menos 500 aves muertas de manera misteriosa. ( Foto: La gaceta)

Teria alguma relação da mortandade de aves e peixes com o crime ambiental da BP?


Las autoridades estadounidenses reportaron este martes en el estado de Luisiana (sur de Estados Unidos.) el segundo caso de muerte masiva de aves y peces en el país, del cual aún no se producen explicaciones por parte de los grupos de expertos que estudian el fenómeno.

Así lo dieron a conocer medios de comunicación norteamericano, ante los que las autoridades policiales y algunos veterinarios del estado de Arkansas (centro- sur), otra entidad en la que se registró la muerte de miles de aves en tres días, ratificaron que el deceso de las aves se extendió a Louisiana, donde fueron encontrados cientos de pájaros muertos.

“En Louisiana cientos de pájaros cayeron a lo largo de casi un kilómetro de carretera, en grupos, unos mirando hacia abajo, otros hacia arriba, todos con las alas abiertas y las piernas rígidas apuntando hacia arriba”, precisó un vocero.

Algunos testigos dijeron que, en su totalidad, fueron casi 500 aves las encontradas en estas condiciones, una cantidad 20 veces menor a la registrada en Arkansas, donde hubo casi 10 mil.

Para intentar dar una explicación al misterioso caso, el veterinario de Estado, George Badley, estima que las aves, en su mayoría de las razas mirlos y estorninos, volaron en estampida por miedo a los fuegos artificiales lanzados en diciembre y, por la rapidez, “chocaron contra edificios en la noche de fin de año”.

“Las hemorragias internas detectadas en las autopsias dan fuerza a esa teoría”, aseveró el experto.

No obstante, también hay otra versión amparada por el director del laboratorio ornitológico de la Universidad de Cornell, John Fitzpatrick, quien afirmó que la muerte masiva de estas dos especies “pudieron responder a un efecto centrífuga provocado por las tormentas invernales de los últimos días”.

Mientras tanto, las autoridades de salud de Canadá han reseñado en sus informes que también podría deberse a “una cepa extremadamente virulenta de la gripe aviar, que afecta por igual a aves salvajes o de granja”.

Por otro lado, el representante de la Comisión de Caza y Pesca de Estados Unidos,  Keith Stephens, dijo a los medios locales que también se estaba investigando la inusual muerte de peces registrada en Arkansas, en donde al parecer una extraña enfermedad está afectado a esos animales.

Stephens aseguró que no se puede tratar de un químico o contaminante en la presa de Ozark, donde ocurrieron las muertes, pues  “sólo afecta a una de las especies de peces”.

Ante este panorama, los investigadores recolectaron 100 mil peces para su estudio, que hasta ahora, en su mayoría, se encontraban visiblemente enfermos, a lo que alegan que las fluctuaciones drásticas de temperatura pueden originar el desequilibrio.

No es la primera vez que ocurren acontecimientos de este tipo.Hace casi diez años, en la zona de Stuttgart (Alemania), se registró la muerte misteriosa de al menos mil  pelícanos en la zona.

Las autoridades atribuyeron el hecho a una tormenta de rayos que había azotado esa localidad; no obstante, según los veterinarios estadounidenses, en lo único que puede compararse la situación es en la muerte masiva de los animales.

Fonte: Telesur

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