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Fotógrafo: Eduardo Aigner/MDA

Agrotóxicos na Berlinda

A busca por uma alimentação saudável faz com que aumente cada vez mais o consumo de produtos orgânicos no país. Números do Projeto Organics Brasil apontam que o consumo no setor cresceu 40% no último ano. Resultado de uma produção sem uso de agrotóxicos e que respeita os aspectos ambientais, sociais e culturais, os orgânicos ganham espaço na mesa dos brasileiros. Hoje já são frutas, verduras, mel, cereais, cosméticos e tecidos produzidos a partir de matérias-primas sem o uso de produtos químicos.

O Ministério do Meio Ambiente (MMA) apoia a prática, por meio da Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (PNAPO), instituída pelo governo federal no último mês de agosto. “Estamos também apoiando a formação da Comissão Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica e o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) na elaboração de um edital para assistência técnica e extensão rural, a partir de 2013, para atender a 50 mil famílias para a produção de bases agroecológicas”, detalha o coordenador da Gerência de Agroextrativismo da Secretaria de Extrativismo e Desenvolvimento Rural Sustentável do MMA João D’Angelis.

Resíduos – E destaca, ainda, os benefícios do consumo de orgânicos: “Esse tipo de alimento faz bem para a saúde, para a natureza e para a economia local, o que garante a sustentabilidade da produção”. Segundo D’Angelis, são alarmantes os dados de contaminação de alimentos por resíduos de agrotóxicos. “Estudos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) mostram que, em 2010, 75% das amostras de 18 alimentos apresentaram resíduos de agrotóxicos”.

Um dos objetivos da Política Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica, lançada no último mês de agosto, é ampliar o número atual de 200 mil para 300 mil famílias envolvidas com produção orgânica e em bases agroecológicas até 2014. Além disso, o governo busca incentivar o consumo desses produtos pela população.

A PNAPO pretende, ainda, integrar, articular e adequar políticas públicas, programas e ações indutoras da transição agroecológica e da produção orgânica, contribuindo para o desenvolvimento sustentável e a qualidade de vida da população, por meio do uso sustentável dos recursos naturais e da oferta e consumo de alimentos saudáveis.

Dessa forma, com essas ações, o Ministério do Meio Ambiente espera reduzir o uso de agrotóxicos e aumentar os índices de conservação da agrobiodiversidade, além de tratar-se de mais um instrumento público que busca construir agenda sustentável para a sociedade brasileira.

Em domicílio – Reginaldo Silva, produtor de orgânicos no assentamento Monte Alto (localizado no município de Padre Bernardo, em Goiás), vive da atividade. “Há anos trabalhamos na produção de alimentos puros, sem agrotóxicos, nas quatro chácaras que constituem a nossa produção”, afirma. Além de participar de feiras específicas de produtos orgânicos, a pequena empresa do produtor, que trabalha com o pai, também faz entregas em domicílio da região de Brasília e entorno.

Questionado quanto à qualidade das frutas e verduras que ele vende, Silva mostra-se bastante firme no conceito de sustentabilidade e bem-estar. “São produtos mais saudáveis, sabemos isso, só de tirar os agrotóxicos e os produtos químicos que são um veneno para a saúde do homem, vemos a diferença”, diz o produtor. Ele acrescenta, ainda, que o consumo vem crescendo visivelmente nos últimos anos, o que fez com que a família aumentasse o número da produção para atender À nova e crescente demanda.

No mês do consumo consciente, o Ministério do Meio Ambiente, que fomenta a prática, destaca alguns pontos para incentivar o consumo de orgânicos. Confira dez motivos para consumir produtos orgânicos (fonte: Portal Ambiente Brasil):

1. Evitam problemas de saúde causados pela ingestão de substâncias químicas tóxicas;

2. São mais nutritivos. Solos ricos e balanceados com adubos naturais produzem alimentos com maior valor nutritivo;

3. São mais saborosos. Sabor e aroma são mais intensos – em sua produção não há agrotóxicos ou produtos químicos que possam alterá-los;

4. Protegem futuras gerações de contaminação química. A agricultura orgânica exclui o uso de fertilizantes, agrotóxicos ou qualquer produto químico e tem como base de seu trabalho a preservação dos recursos naturais;

5. Evitam a erosão do solo. Através das técnicas orgânicas tais como rotação de culturas, plantio consorciado, compostagem, etc., o solo se mantém fértil e permanece produtivo ano após ano;

6. Protegem a qualidade da água. Os agrotóxicos utilizados nas plantações atravessam o solo, alcançam os lençóis d’água e poluem rios e lagos;

7. Restauram a biodiversidade, protegendo a vida animal e vegetal. A agricultura orgânica respeita o equilíbrio da natureza, criando ecossistemas saudáveis;

8. Ajudam os pequenos agricultores. Em sua maioria, a produção orgânica provém de pequenos núcleos familiares que tem na terra a sua única forma de sustento. Mantendo o solo fértil por muitos anos, o cultivo orgânico prende o homem à terra e revitaliza as comunidades rurais;

9. Economizam energia. O cultivo orgânico dispensa os agrotóxicos e adubos químicos, utilizando intensamente a cobertura morta, a incorporação de matéria orgânica ao solo e o trato manual dos canteiros. É o procedimento contrário da agricultura convencional que se apoia no petróleo como insumo de agrotóxicos e fertilizantes e é a base para a intensa mecanização que a caracteriza;

10. O produto orgânico é certificado. A qualidade do produto orgânico é assegurada por um Selo de Certificação emitido pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e garante ao consumidor estar adquirindo produtos mais saudáveis e isentos de qualquer resíduo tóxico.

Fonte: AmbienteBrasil/MMA

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por Zygmunt Bauman

Se a parafernália cada vez mais rara, escassa e inacessível que é necessária para sobreviver e levar uma vida aceitável se tornar objeto de um confronto de morte entre aqueles que estão totalmente equipados com ela e os indigentes abandonados a si mesmos, a principal vítima da crescente desigualdade será a democracia.

Publicamos aqui um trecho do novo prefácio do sociólogo polonês Zygmunt Bauman à nova edição de Modernidade líquida, publicada pela editora italiana Laterza. O artigo foi publicado no jornal La Repubblica, 21-09-2011. A tradução é de Moisés Sbardelotto. Eis o texto.

Na época do Iluminismo, de BaconDescartes ou Hegel, em nenhum lugar da terra o nível de vida era mais do que o dobro com relação ao das áreas mais pobres. Hoje, o país mais rico, o Qatar, se orgulha de uma renda per capita 428 vezes maior do que a do país mais pobre, o Zimbábue. E se trata, não nos esqueçamos, de comparações entre valores médios, que lembram a proverbial estatística dos dois pássaros. A tenaz persistência da pobreza em um planeta conturbado pelo fundamentalismo do crescimento econômico é mais do que suficiente para obrigar as pessoas razoáveis a fazerem uma pausa de reflexão sobre as vítimas colaterais do “andamento das operações”.

O abismo sempre mais profundo que separa quem é pobre e sem perspectivas do mundo opulento, otimista e barulhento – um abismo hoje só superável pelos alpinistas mais enérgicos e sem escrúpulos – é uma outra razão evidente de grande preocupação. Como advertem os autores do artigo citado, se a parafernália cada vez mais rara, escassa e inacessível que é necessária para sobreviver e levar uma vida aceitável se tornar objeto de um confronto de morte entre aqueles que estão totalmente equipados com ela e os indigentes abandonados a si mesmos, a principal vítima da crescente desigualdade será a democracia.

Mas há uma outra razão de alerta, não menos grave. Os crescentes níveis de opulência se traduzem em um crescente nível de consumo. Além disso, enriquecer é um valor tão desejado só enquanto ajuda a melhorar a qualidade de vida, e “melhorar a vida” (ou, pelo menos, torná-la um pouco menos insatisfatória) significa, no jargão dos adeptos da igreja do crescimento econômico, já difundida por todo o planeta, “consumir mais”.

Os seguidores desse credo fundamentalista estão convencidos de que todos os caminhos da redenção, da salvação, da graça divina e secular, e da felicidade (tanto imediata quanto eterna) passam pelas lojas. E, quanto mais se enchem as prateleiras das lojas que esperam ser esvaziados pelos buscadores de felicidade, mais se esvazia a Terra, o único recipiente/produtor dos recursos (matérias-primas e energia) que são necessários para encher novamente as lojas: uma verdade confirmada e reiterada cotidianamente pela ciência, mas (segundo um estudo recente) precisamente negada em 53% dos espaços dedicados à questão da “sustentabilidade” na imprensa norte-americana e ignorada ou calada nos outros casos.

O que é ignorado, nesse silêncio ensurdecedor que obscurece e desresponsabiliza, é o aviso lançado há dois anos por Tim Jackson no livro Prosperidade sem crescimento: até o final deste século, “os nossos filhos e netos deverão sobreviver em um ambiente de clima hostil e pobre de recursos, entre destruições dos habitats, dizimação das espécies, escassez de alimentos, migrações em massa e guerras inevitáveis”. O nosso consumo, alimentado pela dívida e incansavelmente instigado/assistido/amplificado pelas autoridades constituídas, “é insustentável do ponto de vista ecológico, problemático do ponto de vista social e instável do ponto de vista econômico”.

Uma outra observação assustadora de Jackson é que, em um ambiente social como o nosso, em que um quinto da população mundial desfruta 74% da renda anual de todo o planeta, enquanto o quinto mais pobre do mundo deve se contentar com 2%, a tendência generalizada para justificar as devastações provocadas pelas políticas de desenvolvimento econômico, remetendo-se à nobre exigência de superar a pobreza, nada mais é do que um ato de hipocrisia e uma ofensa à razão: e essa observação também foi quase universalmente ignorada pelos canais de informação mais populares (e eficazes), ou, na melhor das hipóteses, foi relegada às páginas e faixas horárias notoriamente dedicadas a hospedar e a dar espaço a vozes acostumadas e resignadas a pregar no deserto.

Ainda em 1990, cerca de 20 anos antes do livro de Jackson, em Governar os bens coletivosElinor Ostrom havia advertido que a convicção propagandeada incansavelmente, segundo a qual as pessoas são naturalmente levadas a buscar lucros de curto prazo e a agir com base no princípio “cada um por si e Deus por todos” não resiste à prova dos fatos. A conclusão do estudo de Ostrom sobre as empresas locais que operam em pequena escala é muito diferente: no âmbito de uma comunidade, as pessoas tendem a tomar decisões que não visam apenas ao lucro.

É hora de se perguntar: essas formas de “vida em comunidade” que a maioria de nós conhece unicamente através das pesquisas etnográficas sobre os poucos nichos que sobraram hoje de épocas passadas, “superadas e atrasadas”, são verdadeiramente algo irrevogavelmente concluído? Ou, talvez, está por emergir a verdade de uma visão alternativa da história (e, com ela, de uma concepção alternativa do “progresso”): isto é, que a corrida à felicidade é só um episódio, e não um salto à frente irreversível e irrevogável, e foi/é/vai se revelar, no plano prático, um simples desvio intrínseca e inevitavelmente temporário?

Fonte: http://racismoambiental.net.br/2011/09/os-fundamentalistas-da-economia-artigo-de-zygmunt-bauman/#more-28659

De quebra, a palavra de Bauman:

por Celeuma

A Feira Nacional de Produtos da Agricultura Familiar e Reforma Agrária, promovida pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário no Cais de Porto Alegre trouxe consigo a força a produção de quem está na terra para produzir comida para a população brasileira. A nossa comida. A concepção da Feira: “Brasil Rural Contemporâneo” foi cuidadosa e sensivelmente organizada.

Deu conta de demonstrar como um setor da sociedade que era tido como atrasado se transformou em potência nacional. Um belíssimo contraponto às monoculturas do agronegócio, que produzem commodities no mercado financeiro e não materializam bem-estar para o conjunto da sociedade, além de serem nocivas ao meio ambiente.

Foi possível se perguntar, caminhando nos decks de madeira reciclada da praça de alimentação, ouvindo onde Porto Alegre e o povo gaucho esteviram metidos nesses últimos anos. No Rio Grande do Sul as políticas públicas para a produção e o campo incentivam mais ao agronegócio do que a agricultura familiar.

Nós somos o estado dos transgênicos e dos eucaliptos.  Outros estados como Mato Grosso, Rondônia, Paraná, Pará, Rio Grande do Norte e ate o Rio de Janeiro exibiam a produção agrofamiliar. Todas caracterizadas pelo aproveitamento de recursos e riqueza locais, ou resultado de apostas pioneiras. {segue}

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http://somosandando.files.wordpress.com/2010/05/2010-05-13-brasil-rural-contemporaneo-0871.jpg

A primeira imagem é de quinta-feira, quando recém tinham sido abertos os portões da Feira, antes da abertura oficial.

por Cris Rodrigues

Continuando a discussão*…

Se forem construídos prédios no Cais do Porto, como quer o governo Yeda (com o aval da Prefeitura e da Câmara de Vereadores de Porto Alegre, que já ampliou os limites de altura das construções na área), muda toda a paisagem do Centro, elitiza, afasta a população, isola ainda mais o Guaíba. Qual é a moral, afinal de contas, de construir prédios comerciais, centro de convenções e shopping – tudo fechado – na beira do lago que é o rio mais bonito que Porto Alegre poderia querer? E que sempre se orgulhou de ter.

O Marco Weissheimer disse que “a política pode ser feita para causar bem estar e felicidade”. Eu vou além, acho que ela deve ser feita para causar bem estar e felicidade. Infelizmente, no Rio Grande do Sul, ela é feita apenas para satisfazer interesses privados. Ela se desvirtua.

Fiquei muito impressionada com o espaço usado para fazer os shows que aconteceram durante a Feira Nacional da Agricultura Familiar | BRASIL RURAL CONTEMPORÂNEO. Entre os armazéns do Cais e o Gasômetro, uma área enorme, vazia. Se houvesse interesse, vontade política, aquele espaço poderia abrigar outros tantos eventos, todo o tempo, a preço de custo ou com lucro pequeno que servisse para reinvestir e cada vez melhorar mais, podendo oferecer mais cultura e lazer para os cidadãos. Afinal, o lugar é público, não precisa dar lucro para quem gere. A primeira definição de “público” encontrada no Houaiss diz: “relativo ou pertencente a um povo, a uma coletividade”. Não é justo, pois, que fique restrito a poucas pessoas. Mais do que de todos, público deve ser para todos.

Conheci Puerthttp://somosandando.files.wordpress.com/2010/05/puerto_madero-hilton-river_view.jpgo Madero, em Buenos Aires, apontado por muitos como exemplo de bom aproveitamento de orla. O projeto de revitalização de 1989, em parceria com a iniciativa privada, transformou a região no bairro mais caro da cidade. Nos restaurantes, quase se paga só de olhar. Hotéis de luxo, centros de convenções, discotecas. Puerto Madero é também um lugar de negócios, coisa típica da burguesia.

O espaço está visualmente bonito, sim. Tem espaços públicos, áreas verdes, bastante até. Mas que não são frequentados por toda a população da cidade. Imagina um Parcão: quando eu olho pro lado e vejo meninas passeando de salto alto, dondocas ostentando seus abrigos de marca, fico constrangida e prefiro frequentar outros espaços. A elitização não é só cercamento. A elitização envolve todo o ambiente, o perfil do lugar. Não me senti à vontade em Puerto Madero, como imagino que não me sentiria no projeto que está sendo proposto para o Cais do Porto.

Aqui, o site oficial de Puerto Madero.
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* Para ler mais acesse AQUI

Fonte: Somos Andando

Brasil Rural Contemporâneo
Durante quatro dias Porto Alegre foi palco de uma grande festa. A festa dos trabalhadores e trabalhadoras que produzem o alimento nosso de cada dia. Uma festa que representa uma realidade que ninguém viu, ninguém vê e ninguém verá nos meios de comunicação monopolizados.Quem têm alguma dúvida disso é só reler as edições de Zero Hora durante os quatro dias da feira Brasil Rural Contemporâneo, realizado no Cais do Porto. Isso porque esse Brasil Rural Contemporâneo- titulo que reflete de forma inequívoca a realidade do Brasil que produz- não representa aquele “Brasil Rural Atrasado” baseado no grande latifúndio na monocultura exportadora, no deserto verde, das fumajeiras, da soja, do trabalho escravo e infantil. Modelo promovido como “moderno” pelos defensores dos monopólios privados de qualquer setor econômico, principalmente das comunicações.

Um mundo que ninguém viu e nem verá jamais, na RBS…

por Paulo Marques

O Brasil Rural Contemporâneo apresentou e representa o que existe de concreto, de real, de humano , de vivo no país. Um rural que é, ao mesmo tempo urbano, pois significa essa “Outra Economia” de essência não-capitalista de que nos fala Paul Singer, Boaventura Santos. Um modo de produção que nos interstícios do sistema capitalista semeia práticas contra-hegemonicas como o trabalho e a produção familiar, cooperativa, solidária e autogestionária. Uma outra economia que reflete uma cultura de solidariedade entre os pequenos produtores e os trabalhadores urbanos, que é ignorada pela ideologia dominante. Pois essa ideologia hegemônica do capital, tenta impor, em especial nos referimos ao povo de Porto Alegre, um modo de vida artificial, que pode ser identificado na feliz definição do CATARSE sobre o constructo ideológica da oligarquia guasca basedo no trinômio- RBS-Zaffari-Grenal, que busca moldar a sociedade conforme sua ideologia liberal-conservadora, definindo uma pseudo-cultura “porto-alegrense” senão gaúcha no qual inclui a retrógrada ideologia do gauchismo dos latifundiários.

O Brasil Rural Contemporâneo mostrou que a realidade é mais concreta que o “Galpão Crioulo” e a “Expointer” fazem crer. A riqueza e pujança da produção da agricultura familiar, agroecológica, cooperativada, associativa e solidária e a cultura livre confirmam isso. A liberdade que nos referimos não é aquela dos pseudo-liberais, que querem ser livres para excravizar.

Falamos de Livre também no sentido de liberdade da jaula de ferro dos monopólios que controlam o que se deve ser, fazer e “consumir”. A cultura no capitalismo, por exemplo, é mais uma mercadoria e como tal deve ser fetichizada, massificada para obtenção de lucros rápidos. Assim temos os “Planeta Atlantidas” com as figuras carimbadas de uma “pseudo-cultura fast-food”.

No Brasil Rural Contemporâneo encontramos o espaço, sempre negado pela RBS, ao nosso “rock de raiz” do Wander Wildner, Frank Jorge e Julio Reny, aquele que o Wander homenageou na canção que diz “ Julio Reny continua, nas ruas da cidade, com seu violão modelo Elvis Presley…” Representam uma geração de músicos que foi históricamente marginalizada pela mídia guasca, muito porque nunca deixaram de expressar em sua arte o pensamento contra-hegemônico e subversivo dos que não têm medo. O mesmo pensamento radical e rebelde que inspira o cantador Pedro Munhoz, poeta das lutas sociais. Pedro poderia fazer o que o bardo Woody Gutrhie fez ao escrever em seu violão na depressão americana da década de 30 quando cantava para os desempregados “ esta é uma máquina de matar fascistas”. Por isso tanto Pedro como os “irredutíveis gauleses” do rock gaúcho, parafraseando Wander, “ nunca tocarão no Planeta Atlantida…”

Por fim, temos que destacar a excelente cobertura “guerrilheira” do evento, realizada por um conjunto de blogs alternativos que concretamente furou o bloqueio da cada dia mais desacreditada mídia oligárquica. A guerra midiática está cada dia mais parecida com a guerra do Vietnã e como aquela têm tudo para derrotar o Império, pois conta com algo que só os revolucionários têm, ousadia e utopia.

Fonte: Brasil Autogestionário

O Coletivo da Biodiversidade, presente na Feira da Agricultura Familiar e Reforma Agrária, evidencia as cores, sabores e cheiros da diversidade botânica.

Estive conversando com o pessoal do coletivo, agriultores agroecológicos, permacultores, ambientalistas do Ingá. Durante esse tempo, foi possível vivenciar muitas trocas de saberes entre visitantes e expositores.

O que chamava mais atenção de todos que passavam era o Porongo Africano. Um porongo conseguido por Amilton (de Maquiné) com um amigo do Uruguai. Tal porongo lembra uma concha marinha e por conta disso muitos paravam para ver tal desconhecido. Amilton contou que plantou 3 sementes e conseguiu 15 porongos.

Algumas pessoas solicitaram sementes, que foram trocadas por contribuições financeiras expontâneas. Uma das pessoas que levou as sementes, disse que queria “só para ver crescer” tal porongo. Haviam também outros porongos, como o porongo “cobra”, a gajeta (vinda do Uruguai)

Muitas variedades de milho também estavam sendo expostas. Um milho da amazônia andina, completamente roxo, também chamava atenção. Segundo Amilton este tem pelo menos, uns 2mil anos de domesticação. Mesmo com pouco tempo de acesso a tal milho, ele já tem conseguido fazê-lo cruzar com o milho milenar dos Guaranis. Além disso, para Amilton as possibilidades de produção de variedades de milhos são infinitas, certamente há mais que 4 mil variedades de milhos (o que já foi possível de catalogar).

Um dos visitantes, um peruano, ofereceu outras variedades ao agricultor, bem como ensinou como fazer um suco de milho com tal variedade.

Também foi interesante ver a surpresa de um menino ao descobrir de onde vem o milho de pipoca. Certamente não era direto do saco. A família ficou surpresa, mas qual é o ensinamento que nossas crianças têm sobre a vida no campo, a vida junto à agricultura familiar, agroecológica e camponesa?

Também foi possível conhecer o Quino, espécie de pepino de origem africana e semelhante ao maxixe que é nativo da Mata Atlântica.

Marcelino, agricultor agroecológico e permacultor que está desenvolvendo um sistema agroflorestal em Osório-RS, contou um pouco sobre as diferenças e semelhanças entre a cúrcuma, gengibre, araruta e o caité ou lírio-do-brejo. Os três primeiros são de origem asiáticas, mas perfeitamente adaptados ao nosso ambiente; já o Lírio-do-brejo é nativo da Mata Atlântica. Ambos tem propriedades medicinais semelhantes.

Marcelino também mostrou o girassol de 4 cores (amarelo, branco, vermelho e roxo) e que pode ser planta a partir de setembro.

Uma certa surpresa de sabor, foi degustar uma folha de cravo-da-índia, com seu sabor marcante, de certa forma anestesiante.

Muitas outras sementes, grãos, legumes/raízes estão sendo expostas pelo coletivo.

A nossa agrobiodiversidade é riquíssima e precisa ser defendida.

Não podemos conceber a apropriação destes conhecimentos ecológicos tradicionais por empresas transnacionais das sementes, que querem padronizar tudo, mercantilizar todas as formas de vida, inclusive tentando mercantilizar a vida e morte das sementes (como é o caso da tecnologia Terminator).

Batata Yacon, nova “descoberta” quando voltei à banca para fotografar a nossa agrobiodiversidade. Tal batata tem propriedades medicinais contra a diabetes. Foto: Cíntia Barenho

Seu Dodô, agricultor agroecológico do Lami, oferece aos visitantes frutos de Hibiscos. Foto: Cíntia Barenho

por Cíntia Barenho

Andando pelo Brasil Rural Contemporâneo encontrei uma banca que chama atenção não só pelo que oferece, mas também pela simpatia de seus expositores.

Na banca do Salvador (mais conhecido como seu Dodô) e esposa, que são agricultores ecológicos do Lami (Porto Alegre/RS) há frutos de hibiscos comestíveis sendo vendidos e oferecidos para degustação. Uma planta que pode ser usada tanto como ornamental, como comestível.

Obviamente que experimentei tal iguaria, que tem gosto bem citríco/azedinho.

Segundo seu Dodô, dependendo do uso o nome desse fruto varia. Se for usado no chá é hibisco; se for usado na salada, chama-se azedinho; se fizermos suco, torna-se groselha e se transformarmos em conserva, vira vinagreira.

Semanalmente eles vendem na feira da José do Bonifácio, uma das feiras ecológicas de POA.

Segundo seu Dodô a planta veio da Ásia e segundo contam as sementes vieram escondidas no cabelo de uma escrava. A produção mais expressiva ocorre no Nordeste Brasileiro.

A planta produz durante a Primavera-Verão, apenas em áreas secas e ensolaradas.

No Lami, eles já plantam hibisco há 4 anos e segundo o agricultor a planta se encaixou perfeitamente ao sistema agroecológico de plantio que fazem. Seu Dodô

contou que os hibiscos rendem mais que 100% de sua produção, porque além de vender como ornamental ou embaladas para o consumo direto, a família também transforma os hibiscos em sucos, geléias, pastas salgadas. Como a plantação-produção só acontece nos meses quentes do ano, tais beneficiamentos são imprescindíveis para eles.

A família está muito satisfeita com a produção agroecológica. “Vivemos em equilíbrio, perdemos todo aquele desespero de trabalhar ontem pra pagar as contas de hoje. Vivemos em equilíbrio dentro de casa, com a plantação”, afirmou seu Dodô.

Um dos únicos problemas relatados é a dificuldade de terem uma certificação.Atualmente só podem fazer venda direta ao consumidor, não podem revender a terceiros.  No entanto, diz que estão se organizando com outros produtores agroecológicos para mudar tal situação.

Caso você esteja precisando de algo digestivo, diurético, laxante e até mesmo anti-depressivo (isso só é uma parte das propriedades medicinais) quem sabe o Hibiscus sabdariffa, o hibisco comestível, do seu Dodô possa lhe ajudar (contato 51-32586556)

Leia mais em: Hibisco: do uso ornamental ao medicinal

Sacolas de pano são distribuídas a todos e todas que chegam ao Brasil Rural Contemporâneo. Foto: Cíntia Barenho

Algo que me chamou atenção desde o primeiro dia do Brasil Rural Contemporâneo é a distribuição de sacolas de pano, aquelas de algodão, também conhecidas por sacolas ecológicas.
Já na entrada da feira, os visitantes recebem as sacolas para transportar as suas compras.
Praticamente não há circulação de sacolas plásticas na feira.
Todas as pessoas que vi, dos mais diferentes estilos e padrões sociais, aderiram ao uso das sacolas
A proposta da organização da feira é muito positiva e deve ser mais que copiada.
A natureza agradece…

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Fotógrafo: Eduardo Aigner/MDA

Os apreciadores de produtos orgânicos têm um Brasil inteiro a descobrir na Feira Nacional de Agricultura Familiar e Reforma Agrária – Brasil Rural Contemporâneo, que ocorre no Cais do Porto, em Porto Alegre, até este domingo (16).  Lá estão desde as castanhas do Brasil vindas do Estado do Amazonas até arroz, feijão e milho pipoca da Cooperativa de Produtos dos Assentados de Santa Rita (Coopat), do Rio Grande do Sul.

Estão, também, os ovos orgânicos de galinhas alimentadas com pó de rocha. E os chás e temperos orgânicos trazidos do Paraná, produzidos pela organização Magia das Plantas, que trabalha em parceria com aldeias indígenas.

A lista inclui ainda uma infinidade de geleias, sucos, pães, bolos, biscoitos e até um espumante orgânico trazido pela Cooperativa Coopeg, de Garibaldi (RS). O espumante, um demi-sec  obtido pelo método champenoise, é um dos únicos do mercado, de acordo com a presidente da cooperativa, Salete Arruda da Silva. O produto é requintado, mas o preço é acessível: R$ 20,00. Inovação é algo que está no DNA da Coopeg. Salete é a primeira mulher a presidir a cooperativa e, por este fato, foi inclusive homenageada em seu município.

A coopeg também comercializa vinhos branco e tinto, além de sucos e geleias.  A Coopernatural, de Picada Café (RS), também trouxe seus vinhos bordô, merlot e Cabernet Sauvignon orgânicos (que custam de R$ entre 10,00 e R$ 18,00)

Erva-mate, banana passa, geleia de kiwi, feijão azuki, pão integral, cucas, bolos, barras de cerais, nata, requeijão e granola são mais alguns dos orgânicos que podem ser encontrados  nos estandes do Sítio Pé na Terra, da Ecocitrus e da Aecia, entre outros.

A Aecia comercializa mais de dez produtos diferentes, produzidos por um grupo de agricultores de Antônio Prado, na Serra Gaúcha, organizados em cooperativa. Mas os mais procurados são o molho e o extrato de tomate, alem dos néctares de uva, amora e maçã, entre outros. De acordo com a secretária da cooperativa, Luciani de Boni, os músicos que se apresentam na feira sempre pedem os sucos e néctares no camarim. “O Gilberto Gil é fã de carteirinha”, diz.

Fonte: MDA

Brasil Rural Contemporâneo, Cais do Porto, Porto Alegre, Maio 2010. Foto Lucio Uberdan

Brasil Rural Contemporâneo, Cais do Porto, Porto Alegre, Maio 2010. Foto Lucio Uberdan

O Guaíba é lagoa ou rio?

por Cíntia Barenho

Essa foi a primeira pergunta que me fizeram quando cheguei ontem na Feira Brasil Rural Contemporâneo.

Um expositor do Amazonas, veio questionar ao ver essa beleza que é o Guaíba.
Tentei não fazer “juízo de valor” e minimamente falei de algumas características desse corpo d’água. Mas obviamente disse a ele que, dependendo do interesse “escolhe-se” o que é o Guaíba

O amazonense me perguntou: se ele levava a outro país?se desembocava no mar. Respondida às suas perguntas ele prontamente disse: “Então é um rio!”.

Sorri. O conhecimento popular, o conhecimento tradicional, não titubeia ao se referir aos elementos da natureza.

Enfim, parece que não haveria melhor lugar para acontecer a Feira Brasil Rural Contemporâneo. Um local que está em disputa pela especulação imobiliária, pelos interesses econômicos e políticos que não primam pelos critérios socioambientais. O Cais do Porto está sendo um excelente palco para evidenciar e fazer a junção da vida do campo (do rural) com a vida da cidade (urbana). A capital dos gaúchos e gaúchas está podendo experimentar que não há vida na cidade sem o suporte do campo. Mas que vida é esse que queremos? Para nós do CEA passa por uma vida com preservação e conservação de fato dos elementos naturais, com respeito à diversidade, com respeito a legislação ambiental, com uma agricultura com bases ecológicas, consequentemente orgânicas, e com respeito às diferentes formas de vida.

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Palco Tablado de Raiz. Foto de Fabrício Barreto

No sábado e no domingo, 15 e 16, as atividades culturais da Feira Nacional da Agricultura Familiar e Reforma Agrária – Brasil Rural Contemporâneo, no Cais do Porto, em Porto Alegre (RS), começam mais cedo. No espaço do Palco Multicultural, às 19h, acontece a apresentação do  Rock de Raiz – Frank Jorge, Julio Reny e Wander Wildner (RS) e, às 20h30min, Certa manhã acordei de sonhos intranquilos, com Otto, que convida Lirinha (PE). Já no espaço Tablado de Raiz (dentro do evento) acontecem, às 15h, as apresentações de   Xaxados & Perdidos, com Simone Raslan; às 16h,  Gilberto Monteiro (RS); às 17h, Giba Giba (RS); e, às 18h, Coco Raízes de Arco Verde (PE)

O show também se espalha pela cidade, com apresentações no Mercado Público, Praça da Encol, Cidade Baixa e Feira Ecológica, nos Cortejos Nacionais.

Atrações do fim-de-semana AQUI

Sábado e domingo os shows começam mais cedo na Feira

No sábado e no domingo, 15 e 16, as atividades culturais da Feira Nacional da Agricultura Familiar e Reforma Agrária – Brasil Rural Contemporâneo, no Cais do Porto, em Porto Alegre (RS), começam mais cedo. No espaço do Palco Multicultural, às 19h, acontece a apresentação do  Rock de Raiz – Frank Jorge, Julio Reny e Wander Wildner (RS) e, às 20h30min, Certa manhã acordei de sonhos intranquilos, com Otto, que convida Lirinha (PE). Já no espaço Tablado de Raiz (dentro do evento) acontecem, às 15h, as apresentações de   Xaxados & Perdidos, com Simone Raslan; às 16h,  Gilberto Monteiro (RS); às 17h, Giba Giba (RS); e, às 18h, Coco Raízes de Arco Verde (PE)

O show também se espalha pela cidade, com apresentações no Mercado Público, Praça da Encol, Cidade Baixa e Feira Ecológica, nos Cortejos Nacionais.

Atrações do fim-de-semana AQUI

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Pedro Munhoz e Fernando Anitelli durante o show do "O Teatro Mágico" na Feira do Brasil Rural Contemporâneo, Porto Alegre. Foto de Fabrício Barreto

por Cris Rodrigues

Às vezes a gente liga no automático e só vai. Pra mim, defender a agricultura familiar e a reforma agrária é uma coisa óbvia. Claro, por causa dos benefícios sociais que trazem, que os números do último post comprovam e coisa e tal. Mas qual o sentido disso? O que faz esses números, esses benefícios, deixarem de ser apenas informações e se tornarem de fato relevantes?

Durante o show do Teatro Mágico – especialmente quando o palco foi dividido com Pedro Munhoz e que uma faixa produzida por diversos movimentos foi levada ao palco -, a vibração, as palavras, a sensação… Era tudo tão forte, a emoção tão grande e veio uma luz, uma coisa que dizia que a palavra por trás disso tudo é solidariedade. Tá, não foi a primeira vez que cheguei a essa conclusão, mas é que a rotina é tão cruel que às vezes nos impede de sentir o tanto que deveríamos.

Agricultura familiar faz sentido porque as pessoas vivem melhor. Reforma agrária é boa porque é justa. Porque não tem um motivo racional, uma razão lógica que explique que uma pessoa tenha milhares de hectares de terra pra plantar produtos pra vender e nem ver o dinheiro enquanto outra batalha a vida inteira e não consegue ir longe. Não porque não é capaz, mas porque não nasceu no mesmo lugar, não veio da mesma barriga, não teve as mesmas chances.

Por isso, o Movimento dos Sem Terra defende terra para todos. O Teatro Mágico defende cultura para todos. Mulheres lutam para ter as mesmas condições que os homens. Tantas lutas. Luta. Palavra que lembra briga, guerra. Por que devemos lutar para conseguir o que seria tão natural?

Foi nesse espírito que um dia disseram que todos somos iguais. E isso não significa que a lei vale da mesma forma para todos, mas que temos todos o mesmo valor, devemos ter os mesmos direitos e oportunidades e a mesma condição de manter uma vida digna. E feliz.

Mais do que solidariedade, do que compaixão, do que amor ao próximo – todos esses lemas que a igreja roubou mas que são muito mais transcendentes, muito mais profundos e verdadeiros quando pensados por eles mesmos, sem deus nenhum por trás -, o sentido de tudo isso é a felicidade. Que todos tenham o mesmo direito a ela.

Fonte: Somos Andando

 

 

CEA e outros sobem ao palco, no show do "O Teatro Magico" com Pedro Munhoz durante a Feira Brasil Rural Contemporâneo = Música Livre do Jabá, Pampa Livre do Eucalipto e Mulher Livre do Machismo! Foto de Lucio Uberdan

 

por Cíntia Barenho

O CEA juntamente com outras organizações ambientalistas, feministas e militantes da cultura/música livre, conseguiram concretizar um bom momento durante o Show do “O Teatro Mágico”. Durante a participação do companheiro músico, Pedro Munhoz, nosso parceiro antigo, uma militante do CEA e outras duas feministas subiram ao palco com a Faixa: Música Livre do Jabá, Pampa Livre do Eucalipto e Mulher Livre do Machismo! Pedro Munhoz cantava a canção da Terra, uma música de sua autoria, mas que para ele já transpôs as barreiras da autoria, e ganhou o mundo.

Mas, apesar de tudo isso
O latifúndio é feito um inço
Que precisa acabar
Romper as cercas da ignorância
Que produz a intolerância
Terra é de quem plantar
A Terra, Terra,
Terra, Terra…

Quando subimos ao palco, na metade da música, a emoção foi muito forte. Houve uma recepção extremamente positiva da nossa presença com aquela faixa, denunciando as diferentes formas de opressão, de apropriação privada, que tem transformado tudo em mercadoria: a natureza, as mulheres, a cultura/música, a vida…

Música Livre do Jabá, Pampa Livre do Eucalipto e Mulher Livre do Machismo!

Mais fotos AQUI ou no Flickr do CEA ou de CíntiaBarenho

CEA e outros sobem ao palco, no show do "O Teatro Magico" com Pedro Munhoz durante a Feira Brasil Rural Contemporâneo = Música Livre do Jabá, Pampa Livre do Eucalipto e Mulher Livre do Machismo! Foto de Lucio Uberdan

CEA e outros sobrem ao palco, no show do "O Teatro Magico" com Pedro Munhoz durante a Feira Brasil Rural Contemporâneo = Música Livre do Jabá, Pampa Livre do Eucalipto e Mulher Livre do Machismo!

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“De tanto postergar o essencial em nome da urgência, termina-se por esquecer a urgência do essencial.” Hadj Garm'Orin

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O Centro de Estudos Ambientais (CEA) é a primeira ONG ecológica da região sul, constituída em Rio Grande/RS/Brasil, em julho de 1983.

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