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Passa ano, entra ano é a história é a mesma: para que planejar a médio e longo prazo sobre a problemática da estiagem, se todos os anos é possível acessar um dinheiro “fácil” para ações emergenciais? Como nos afirma Hadj Garm’Orin “De tanto postergar o essencial em nome da urgência, termina-se por esquecer a urgência do essencial.”. Infelizmente os “interééses” são outros…

A Lei Estadual nº 13.931/2012 fica suspensa até o julgamento, pelo Órgão Especial do TJRS, do mérito da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIn) movida pelo Ministério Público.

Na decisão, o Desembargador Caminha lembrou que o teor dessa legislação, que amplia as hipóteses de utilização de fogo em pastagens nativas e exóticas além de outras formas de queimadas, já foi objeto de outra lei, editada anteriormente (nº 11.498/2000). Essa norma foi considerada inconstitucional pelo TJRS (ADIn nº 70001436658).

Salientou ainda ser sabido que a prática de queimadas, permitida somente em hipóteses excepcionais tanto pela lei federal quanto estadual, é por demais prejudicial ao meio ambiente e à qualidade de vida da população, de forma que a manutenção da sua vigência, principalmente nessa época em que o Estado do Rio Grande do Sul atravessa uma das maiores estiagens dos últimos 10 anos, pode trazer prejuízos de toda a sorte.

Ainda não há previsão de data do julgamento do mérito da ADIn.

ADIn nº 70047341656

Fonte: TJ-RS

Pelo menos agora o MP-RS está cumprindo seu dever de zelar pela constituição, já que o poder legislativo e executivo se omitiu, aprovando e sancionando algo inscontitucional e pior, que vai de encontro a coletividade e a preservação e conservação ambiental do nosso estado. Podem até dizer que o governador não sancionou a lei, mas então porque não vetou algo inconstituicional? Conivências…

Ação pede que Lei das Queimadas seja suspensa no Rio Grande do Sul

Nesta sexta-feira (3), foi distribuída no Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) contra a Lei Estadual 13.931, conhecida como Lei das Queimadas. A lei, promulgada em 30 de janeiro deste ano pelo vice-presidente da Assembleia Legislativa, deputado José Sperotto, altera o Código Florestal do Rio Grande do Sul.

A liminar pede a suspensão dos efeitos da Lei, alegando que o texto é contrário à Constituição Estadual. O artigo 251 prevê que o Estado deve desenvolver ações permanentes de proteção, restauração e fiscalização do meio ambiente, e inclusive combater as queimadas, responsabilizando o usuário da terra por suas consequências.

“A vedação é direta na legislação do Estado, e muitas legislações municipais que autorizaram as queimadas foram já declaradas inconstitucionais pelo Tribunal de Justiça, algumas desde 1995”, argumentou Ivory Coelho Neto.

Conforme a ADI, a Lei das Queimadas ampliou, de forma indevida, as hipóteses de utilização de fogo em pastagens nativas e exóticas, permitindo seu emprego para limpeza, remoção de touceiras, de palhadas e como quebra de dormência de sementes, desrespeitando a proteção ambiental assegurada constitucionalmente. Isso permite, segundo a ação, manejo que fomenta a erosão, a destruição de nascentes e banhados e acarreta perda da biodiversidade, além de oferecer “riscos imediatos à população, devido à possibilidade de incêndios e acidentes”.

Com informações do MP-RS

Fonte: Sul21

BM lança operação para combater queimadas em agosto/2011. Em 2010, o CABM constatou a queima de 3.850 hectares de área nos municípios da Região das Hortênsias e Campos de Cima da Serra. Foto Correio do Povo

BM lança operação para combater queimadas em agosto/2011. Em 2010, o CABM constatou a queima de 3.850 hectares de área nos municípios da Região das Hortênsias e Campos de Cima da Serra. Foto Correio do Povo

Então é natal e digníssimos 28 deputados (as) votaram sim ao inconstitucional PL 175/2011 que libera as queimadas no RS. Sim, no RS como um todo. Desses “papais-noéis” incendiários, dois deles são aqui da nossa região, quais sejam: Catarina Paladini (PSB) e Pedro Pereira (PSDB). Inclusive Catarina é de Pelotas e parece que se esqueceu da bandeira de juventude, pois vai deixar um legado “amargo” pra elas. O riograndino Alexandre Lindenmeyer (PT)  e a pelotense Miriam Marroni(PT) foram nossos únicos representante da região que votaram a favor da biodiversidade.

CAPÍTULO IV DO MEIO AMBIENTE

XIII – combater as queimadas, responsabilizando o usuário da terra por suas conseqüências;
XIII – combater as queimadas, ressalvada a hipótese de que, se peculiaridades locais justificarem o emprego do fogo em práticas agropastoris ou florestais, ocorra permissão estabelecida em ato do poder público municipal, estadual ou federal circunscrevendo as áreas e estabelecendo normas de precaução; (Redação dada pela Emenda Constitucional n.º 32, de 26/06/02) (Vide ADI n.º 70005054010)

Mesmo com o PT votando pela biodiversidade onde está o governo, que tem uma maioria na assembleia, numa hora dessas? Estava apenas preocupado em votar os contratos emergenciais  etc e tal (até importantes numa SEMA/FEPAM que estão há anos sendo desmontadas) e não se preocuparam em apresentar nenhuma proposta de política pública aos produtores agropecuaristas dos Campos de Cima da Serra. De certa forma se omitaram e deixaram algo inconstitucional ser aprovada na Assembleia, nas vésperas do final do ano.

Agora contamos com o bom senso do governador Tarso Genro em seguir a risca a constituição do RS, bem como o Ministério Público volte a se manifestar e zelar pela constituição como já o fez em outras épocas.

Veja a nominata da votação do PL 175/2011 – Edson Brum


PARTIDO UF PARLAMENTAR VOTO
PT RS   Alexandre Lindenmeyer N
PT RS   Altemir Tortelli N
PT RS   Ana Affonso N
PT RS   Edegar Pretto N
PT RS   Jeferson Fernandes N
PT RS   Luis Fernando Schmidt N
PT RS   Luis Lauermann N
PT RS   Marisa Formolo N
PT RS   Miriam Marroni N
PT RS   Nelsinho Metalúrgico N
PT RS   Raul Pont N
PT RS   Valdeci Oliveira N
PMDB RS   Alexandre Postal S
PMDB RS   Álvaro Boessio S
PMDB RS   Edson Brum S
PMDB RS   Giovani Feltes S
PMDB RS   Márcio Biolchi S
PMDB RS   Maria Helena Sartori S
PP RS   Ernani Polo S
PP RS   João Fischer S
PP RS   Pedro Westphalen S
PP RS   Silvana Covatti S
PSDB RS   Jorge Pozzobom S
PSDB RS   Lucas Redecker S
PSDB RS   Pedro Pereira S
PSDB RS   Zilá Breitenbach S
PDT RS   Alceu Barbosa S
PDT RS   Dr. Basegio S
PDT RS   Gerson Burmann S
PDT RS   Gilmar Sossella S
PDT RS   Marlon Santos S
PTB RS   Aloísio Classmann S
PTB RS   Cassiá Carpes S
PTB RS   José Sperotto S
PTB RS   Marcelo Moraes S
PTB RS   Ronaldo Santini S
DEM RS   Paulo Borges S
PSB RS   Catarina Paladini S
PSB RS   Heitor Schuch S
PSB RS   Miki Breier S
PCdoB RS   Raul Carrion N

Total SIM: 28
Total NÃO: 13
Total de Votos: 41

Contra as Queimadas! O PL 175/211, que libera a prática criminosa de queimadas, estará de novo em votação na AL-RS a partir das 10hs, desta quarta-feira 21/12.

A foto abaixo evidencia a agonia de um tamanduá, espécie silvestre que ocorre na Mata Atlântica (Bioma onde está os Campos de Cima da Serra). A fotos abaixo é do fotógrafo Araquém Alcântara, que comenta a triste e revoltante cena:  “De perto, vi que estava queimado e cego. Ele ainda quis se defender, em pé, de braços abertos, mas não era mais um gesto de defesa. Era súplica. Ele parecia dizer: ‘Quem é você, o que pode fazer por mim?, lembra”.

A APEDeMA-RS está convocando para na terça-feira, dia 20, as 11 horas da manhã, estarem presentes no Gabinete da Presidência da AL/RS afim de apresentarem seus argumentos contra Queimadas (ditas por alguns como sapecadas), ou seja, contra o PL 175/2011 que poderá ir a votação caso haja acordo de líderes.

Portanto, dia 20/12, é dia de mobilização para que não aja votação ao “apagar das luzes” de 2011 e sem debate público, do qual o Conselho Estadual de Meio Ambiente (CONSEMA), também foi excluído. Cabe a nós, cidadãos e cidadãs gaúchas essa mobilização junto aos deputados e suas bancadas, bem como ao governo estadual!

Para tanto, achamos pertinente voltarmos ao ciberativismo, a fim de mostrarmos aos deputados o quanto nos indignamos frente ao uso das queimadas como “técnica” agrícola.

Sugestão de Email para deputad@s gaúchos

Caro deputado(a),

Venho através deste externar, minha contrariedade ao PL 175/11. O citado PL altera a Lei nº 9.519, que institui o Código Florestal do RS, visando permitir o uso do fogo ou queimadas nas florestas e demais formas de vegetação natural.

Quem defende a promoção de saúde e luta por um ambiente ecologicamente equilibrado não pode ser favorável à liberação das queimadas, porque:

  • destroem o solo, ao retirar dele a matéria orgânica, base de uma agricultura ecológica, acidificando o solo e o obrigando ao uso de adubos e calcários;
  • afetam a biodiversidade natural, destruindo a fauna e flora. A mesma biodiversidade que, numa agricultura ecológica, controla as ditas “pragas” agrícolas;
  • matam a fauna silvestre, uma vez que a mesma geralmente não consegue escapar dos locais queimados. Os animais que conseguem fugir, frequentemente, são encontrados mortos atropelados nas estradas próximas ou ainda podem se tornar risco de acidentes de trânsito;
  • destroem as melhores plantas forrageiras, deixando no campo só aquelas que resistem ao manejo com o fogo, piorando a qualidade dos pastos;
  • comprometem e descaracterizam as paisagens naturais;
  • geram gases de efeito estufa (GEF) que tem provocado processos de mudanças climáticas, onde a atividade agrícola é uma das mais atingidas, pois as secas e enxurradas ameaçam as safras
  • prejudicam e comprometem a saúde humana, por conta de doenças respiratórias e cardiovasculares relacionados aos gases tóxicos liberados;
  • colocam em risco a segurança de motoristas, pois prejudicam a visibilidade nas áreas em que há incêndios;
  • interferem na aviação, o que é extremante indesejável em rotas de aeronaves ou para regiões que querem construir aeroportos;
  • contraria a Política Gaúcha sobre Mudanças Climáticas, prevista na Lei 13.594/10, aprovada pela AL-RS, a qual o combate, justamente, as emissões de GEF, bem como os princípios constitucionais de um ambiente ecologicamente equilibrado além de representam um retrocesso ambiental. E tudo as vésperas da Rio+20!
Sendo assim, solicito o seu apoio contra o PL 175/11, que “legaliza” a destruição da biodiversidade pelas ultrapassadas queimadas é lesivo ao interesse público e a vida em geral, pelos seus aspectos ambientais, econômicos, sociais, jurídicos e de saúde.
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Endereço de Emails (mande dividido em 2 emails e em para, cc e cco)
adilson.troca@al.rs.gov.br; ajbrito@al.rs.gov.br; alceu.barbosa@al.rs.gov.br; alexandre.lindenmeyer@al.rs.gov.br; alexandre.postal@al.rs.gov.br; aloisio.classmann@al.rs.gov.br; altemir.tortelli@al.rs.gov.br; alvaro.boessio@al.rs.gov.br; ana.affonso@al.rs.gov.br; carlos.gomes@al.rs.gov.br; cassia.carpes@al.rs.gov.br; catarina@al.rs.gov.br; daniel.bordignon@al.rs.gov.br; dr.basegio@al.rs.gov.br; edegar.pretto@al.rs.gov.br; edson.brum@al.rs.gov.br; ernani.polo@al.rs.gov.br; frederico.antunes@al.rs.gov.br; gerson.burmann@al.rs.gov.br; gilberto.capoani@al.rs.gov.br; gilmar.sossella@al.rs.gov.br; giovani.feltes@al.rs.gov.br; heitor.schuch@al.rs.gov.br; jeferson.fernandes@al.rs.gov.br; joao.fischer@al.rs.gov.br; pozzobom@al.rs.gov.br; jose.sperotto@al.rs.gov.br; juliana.brizola@al.rs.gov.br; jurandir.maciel@al.rs.gov.br; lucas.redecker@al.rs.gov.br; luciano.azevedo@al.rs.gov.br; luis.schmidt@al.rs.gov.br; luis.lauermann@al.rs.gov.br; gab.manochanges@al.rs.gov.br; marcelo.moraes@al.rs.gov.br; marcio.biolchi@al.rs.gov.br; marco.alba@al.rs.gov.br; maria.sartori@al.rs.gov.br; marisa.formolo@al.rs.gov.br; marlon.santos@al.rs.gov.br; miki.breier@al.rs.gov.br; miriam.marroni@al.rs.gov.br; nelsinho.metalurgico@al.rs.gov.br; paulo.azeredo@al.rs.gov.br; paulo.borges@al.rs.gov.br; paulo.odone@al.rs.gov.br; pedro.pereira@al.rs.gov.br; pedro.westphalen@al.rs.gov.br; raul.carrion@al.rs.gov.br; raul.pont@al.rs.gov.br; ronaldo.santini@al.rs.gov.br; silvana.covatti@al.rs.gov.br; valdeci.oliveira@al.rs.gov.br; villaverde@al.rs.gov.br; zila.breitenbach@al.rs.gov.br

Em 2002, a APEDEMA/RS, através de sua coordenação – composta pela AGAPAN, CEA e Movimento Roessler – se mobilizou contra um determinado PL que tramitava na Assembleia Legislativa do RS visando a permissão da prática ultrapassada e criminosa de queimadas, como uma “técnica” de manejo agrícola. Alguns anos passaram e a matéria está de volta ao legislativo gaúcho, no qual, alguns deputados pretendem aprová-la, de forma apressada, nessa semana, a última do calendário parlamentar. De novo o Movimento Ecológico Gaúcho, através da APEDEMA, se mobilizará para evitar esse retrocesso ambiental.

Abaixo seguem fotos da mobilização da época, bem como o Manifesto produzido pela coordenação da APEDEMA/RS.

Apedema contra Queimadas na AL-RS. Fotos arquivo Agapan, 2002.

Apedema contra Queimadas na AL-RS. Fotos arquivo Agapan, 2002.

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Fumaça sobre Caxias do Sul – detalhe

Funciona assim, na Serra Gaúcha, mais especificamente nos Campos de Cima da Serra: com a chegada do Inverno, que é muito rigoroso nessa parte do País, o campo nativo fica queimado com o gelo das geadas. O gelo queima, você sabe disso. Como a geada dura uma noite inteira por aqui, ou, às vezes, um pouco mais, as folhas das pastagens queimam e acabam morrendo. Ou seja, perdem o seu valor nutritivo, viram uma palha seca.

Essa palha seca acaba não alimentando o gado que está no campo e que tem um dono, um fazendeiro. Essa é a época da entressafra da carne do RS todo. O gado fica magro.

Quando se aproxima o fim do Inverno, o produtor rural (de rebanhos) aguarda o momento em que ele pode acabar de uma vez por todas com esse pasto queimado pela geada e, assim, dar lugar à nova pastagem, muito nutritiva para o seu gado e ganhar dinheiro com a venda da carne. Ou seja, o fazendeiro espera a elevação da temperatura, o fim do frio, e a chegada das chuvas da Primavera. Esse processo acontece naturalmente todos os anos (o fim do Inverno, o aumento da temperatura e as chuvas da Primavera).

O gado dos fazendeiros ainda enfrenta outro problema. O pasto queimado fica rígido e machuca o focinho das reses que tentam pegar brotos mais rentes ao solo. Por esse fator também não se alimenta direito.

Bem, assim que o Inverno acaba, o fazendeiro, em vez de retirar mecanicamente o pasto queimado, com máquinas (roçadeiras – tratores), ele se utiliza de uma forma incrivelmente mais fácil de fazer o trabalho. Aliás, o trabalho que ele não faz, que é o da retirada desse pasto seco. O único trabalho dele é atear fogo no campo. O fogo trabalha gratuitamente para ele, em detrimento do meio ambiente.

Imagine: o pasto está seco e foi ateado fogo. É juntar “a fome com a vontade de comer”, ou seja, o fogo se alastra com facilidade espantosa. Ainda mais porque a passagem do Inverno para a Primavera acarreta em ventos mais fortes na região da Serra Gaúcha. É como se houvesse uma batalha em que o Inverno não quer sair, a Primavera quer chegar e o Sol já está retornando ao seu lugar de Verão (ou o planeta está mudando se ângulo em relação ao Sol, conforme o seu eixo movimenta-se), o que torna inexorável o fim do Inverno. Novamente, explicando, as geadas acabarão, a temperatura aumentará, as chuvas, que são abundantes o ano todo na região, continuarão.

Tudo isso faz com que, depois de ateado o fogo no campo, acabado o frio com formação de geadas, a temperatura começe a se elevar, chegadas as chuvas da Primavera, brote o muito nutritivo pasto novo para  alimentar o gado do fazendeiro.

O que devemos ter em mente é outra coisa da física: quando queimamos, qualquer coisa, há um resultado dessa combustão. Há, em primeiríssimo lugar, a carbonização de um combustível (o material que está sendo queimado), nesse caso as gramíneas secas pelo Inverno e uma imensurável e absurda quantidade de outros elementos, tais como inúmeros sais minerais e uma infinidade de seres vivos. Tudo é queimado. Tudo é combustível para o fogo. Outro resultado dessa combustão toda é a fumaça.

Uma fumaça muito densa (você já viu campos pegando fogo? Às vezes é uma barreira intransponível!) Como a quantidade de pasto a ser queimada está na casa dos milhares de hectares, juntando todos os fazendeiros produtores de carne dos Campos de Cima da Serra, a fumaça gira em torno das centenas de toneladas no ar atmosférico, sendo carregada pelos ventos até a fronteira Oeste do RS ou indo para o Sul (pois os ventos, ou as frentes frias, vindos do Sul estão barradas com o fim do Inverno).

Veja as fotos abaixo tiradas no dia 02 de Setembro de 2011, o primeiro dia de grandes queimas de campo no Rio Grande em 2011, em Caxias do Sul. Ainda havia mais um fator que contribuiu fortemente para que a situação chegasse naquele ponto: a umidade do ar estava em torno de 50% ou até, em certos momento, abaixo desse patamar (chegou a estar em 45% naquele dia).

Impressione-se com o ar que era respirado em toda a Serra Gaúcha, quer seja em Caxias do Sul, em Cambará do Sul, em Gramado, Canela ou Bento Gonçalves. Note na primeira foto, que mostra o horizonte da cidade, a camada escura de fumaça imediatamente acima da cidade e, mais alto, o céu lípido. E foi com esse céu limpo e atmosfera transparente que amanheceu naquele dia em Caxias do Sul.

O que houve nesse dia com a população que respirava esse ar enquanto trabalhava e fazia os seus afazeres diários? Com aquela quantidade de material particulado em suspensão no ar (fumaça e cinzas), como na maioria das combustões, imediatamente os olhos começaram a arder (as cinzas são ácidas, o que, chovendo nesse momento, cai um chuva ácida). Outras fatores também foram sentidos, concorrentes com a umidade baixa: irritação nos brônquios, garganta arranhando e boca e nariz secos.
O problema das queimadas não é apenas do meio ambiente. É também de saúde pública. As queimadas são proibidas e assim devem permanecer. O policiamento tem se preparado para a época das queimadas no RS (Agosto, Setembro e Outubro), mas não dá conta. Os produtores rurais chegam a combinar datas específicas para fazer a grande queima, em grandes números, o que dificulta a fiscalização.

A perda de habitat é o fator primordial para a extinção das espécies. As espécies, tanto animais quanto vegetais e outras, ainda, como fungos, são os que mantém o equilíbrio do nosso meio ambiente em que vivemos. O Estado deve intervir mais rigorosamente na questão das queimadas. Estamos vivendo num mundo em que a resiliência, isto é, a capacidade de retornar ao estado anterior, está cada vez mais fraca.

O planeta Terra é o único lugar em que podemos viver.

Fonte: Instituto Orbis de Proteção e Conservação da Natureza 

Ambientalistas defendem criação de um Refúgio de Vida Silvestre e acreditam que é possível conciliar proteção ambiental com geração de renda, através de visitação pública, turismo rural, turismo histórico-cultural e eco-turismo

A região dos Campos de Cima da Serra é de rica biodiversidade, baixa ocupação populacional e águas cristalinas que, também correspondem em grande parte, ao Planalto das Araucárias”. A bióloga Lisiane Becker faz um relato no site da ong Mira-Serra sobre a Expedição que os ambientalistas realizaram na última semana (23 a 28/03) visando reencontrar o local, ver as suas condições e defender junto à população a criação desta região e a do Rio Pelotas como Refúgio da Vida Silvestre (RVS) pelo Ministério do Meio Ambiente. Conforme o divulgado, a proposta é de uma unidade de conservação de proteção integral que permita que os proprietários de terras continuem a ocupá-las com seu uso tradicional. No caso dos Campos de Cima da Serra, maior área do refúgio, a atividade tradicional é a pecuária extensiva.

A importância da criação do Refúgio de Vida Silvestre se manifesta de diversas formas, como através da reunião das principais nascentes dos formadores das Regiões Hidrográficas do Lago Guaíba e do Rio Uruguai. Além de toda a exuberância dos campos de altitude que predominam na região, a bióloga citou a beleza das florestas de araucárias e das turfeiras. “Todas estas formações vegetais fazem parte do bioma Mata Atlântica, um dos cinco mais ameaçados do planeta!,” enfatiza Lisiane.

Imagens revelam a riqueza natural, como a do Rio do Touros, um dos afluentes do rio Pelotas. Os desfiladeiros, cascatas e paredões rochosos, atraem turistas. E muitas espécies da flora e fauna são endêmicas, ou seja, se perdidas pela imposição da construção de uma hidrelétrica ou barragem, não poderão ser jamais encontradas em outro lugar.

Ameaças
As ameaças à preservação da área de Refúgio incluem: plantio de alimentos com altos índices de aplicação de agrotóxicos e extensas plantações ilegais de pinus e, a implantação da usina hidrelétrica de Pai Querê, como se já não tivessem sido danosas as de Itá, Machadinho e Barra Grande. “É para manter todos os atributos biológicos, culturais, históricos e cênicos do que restou no Rio Pelotas e Campos de Cima da Serra, que existe a proposta de criação de um Refúgio de Vida Silvestre do Rio Pelotas e dos Campos de Cima da Serra, como um Corredor Ecológico na divisa do Rio Grande do Sul e Santa Catarina,” disse Lisiane. O RVS é um tipo de Unidade de Conservação do Grupo das Unidades de Proteção Integral, prevista na Lei do SNUC (Sistema Nacional de Unidades de Conservação), de julho de 2000. O objetivo é preservar a existência ou reprodução de espécies da flora local e da fauna residente ou migratória, excepcional nesta região.

A ambientalista acredita que o chamado RVS possa ser constituído por áreas particulares, possibilitando aos proprietários utilizarem a terra e os recursos naturais. Como exemplos de atividades que conciliariam proteção ambiental com geração de renda, citou: visitação pública, turismo rural, turismo histórico-cultural, eco-turismo. “A observação de aves (birdwatching) é uma excelente opção para a economia local. A pecuária é uma das alternativas econômicas viabilizadas de acordo com a proposta deste RVS,” concluiu.

Fonte: Mira-Serra / EcoAgência.

As belezas de uma região praticamente desconhecida do Brasil

Por Carlos Matsubara

O último recanto de vida selvagem no Rio Grande do Sul está na região dos Campos de Cima da Serra, ainda esperando para ser descoberto pelos amantes da natureza da era moderna.

Quem primeiro desbravou este paraíso ecológico foram os tropeiros de gado no início do século 18. Por lá viviam os índios Coroados, Caigangues e Botocudos – que resistiram o quanto puderam ao avanço dos brancos.

Toda beleza natural ainda está na região: rios de águas limpas e cristalinas, dezenas de cachoeiras e canyons formados há milhões de anos.

Para chegar a cada cantinho deste tesouro natural, muitas trilhas por extensos campos verdes e montanhas rochosas tomadas por florestas de araucárias, mescladas na vegetação exuberante típica da Mata Atlântica.

Na sua época, os tropeiros percorriam a região buscando o gado solto, que levavam para vender nas metrópoles de então. Eles viajavam pelo país levando os animais – assim ajudaram a fundar muitas cidades. O corredor por onde passavam hoje é conhecido como Caminho dos Tropeiros.

Muito se descobriu sobre a vida desses homens que se aventuravam por entre montanhas e rios, mas o que talvez nunca se descubra era o que se passava em suas cabeças ao se depararem com as belezas da região.

Rasgado por mais de trinta canyons que parecem terem sido cortados pela mão do homem, os Aparados da Serra são a borda da Serra Geral, daí a origem do seu nome. Do nível do mar até 1.400 metros de altitude, um horizonte verde a se perder de vista.

Os seus pontos mais deslumbrantes são os canyons do Itaimbezinhos (Parque Nacional dos Aparados da Serra), Fortaleza (Parque Nacional da Serra Geral), Monte Negro (ponto mais alto do RS), Pedra Furada e o Campo dos Padres, de onde se avista boa parte do litoral catarinense.

A ativista Káthia Vasconcellos Monteiro, da ONG ambientalista Mira-Serra, de São Francisco de Paula, vê na região um grande potencial para o turismo sustentável: “Além da importância histórica, a região apresenta rica biodiversidade que deve ser preservada e nesse sentido, o turismo sustentável pode exercer um papel fundamental”.

Ela conta que a região é um tradicional reduto gaúcho onde se pode aproveitar o convívio nos bailões nos CTGs, além de rodeios, torneios de laço e cavalgadas – tudo regado a chimarrão e churrasco.

Mais perto do céu
Em São José dos Ausentes fica o Monte Negro, ponto mais alto do Rio Grande do Sul.  Mas apesar dos seus 1.400 metros de altitude, a caminhada é relativamente fácil. De carro dá para chegar a 300 metros do canyon, o resto se faz a pé ou a cavalo. Se a neblina permitir, a vista é magnífica.

Já para subir ao pico do Monte Negro é um pouco mais complicado porque não há uma trilha demarcada, sobe-se em meio aos arbustos e pequenas árvores, caminhada de 20 minutos.

Outro passeio imperdível é a Trilha das Cachoeiras, uma atrás da outra e que serviram de cenário para a mini-série da TV Globo “A Casa das Sete Mulheres”.

Ausentes têm pouco mais de três mil moradores. Encanta pela beleza natural e pela simplicidade do povo. Seus habitantes, aliás, são um capítulo a parte. Se o gaúcho é conhecido pela hospitalidade, Ausentes tem boa parte de “culpa” nisso.

O pequeno município está localizado a 250 quilômetros de Porto Alegre, com acesso um bastante precário para quem vem por Cambará do Sul. Mas até mesmo essa aventura vale a pena já que o caminho é cercado por uma fechada vegetação de Mata Atlântica.

Para o empresário da área de Turismo Paulo Hafner, que atua há quase 20 anos na região, a riqueza histórica, ambiental e cultural dos Campos de Cima da Serra merece uma visita de pelo menos uma semana. “São tantas belezas para contemplar que menos do que isso é um pecado”.

Na parte gaúcha, Paulo cita como imperdíveis o Monte Negro, o Mirante da Rocinha, o Cachoeirão dos Rodrigues, a cachoeira da cabeceira do Rio das Antas e a Cachoeira das Sete Mulheres. Tudo isso apenas em São José dos Ausentes.

Em Cambará, recomenda os dois parques (Aparados e Serra Geral), mas não esquecendo de vê-los também por baixo, percorrendo uma trilha no rio Malacara, pelo município catarinense de Praia Grande.

É uma trilha de grau médio de dificuldade, dependendo muito das condições físicas do visitante em andar sobre as pedras do leito do rio. A trilha mais curta pode ser feita em cinco quilômetros, com direito a banho nas piscinas naturais.

Outra caminhada das boas pode ser feita pelas bordas do canyon Fortaleza, localizado no Parque da Serra Geral – ele tem sete quilômetros de extensão e quase mil metros de profundidade.

Rio Pelotas
Falando em belezas naturais é impossível esquecer do Rio Pelotas e de sua importância biológica, cultural e histórica. Principal afluente do rio Uruguai, ele forma uma das maiores bacias hidrográficas do Sul do Brasil. Suas águas passam ainda pela Argentina e pelo Uruguai e mais tarde se juntam ao rio Paraná para formar o grande rio da Prata.

O Pelotas foi também lugar de passagem dos antigos tropeiros que atravessavam a mula guia amarrada numa espécie de botezinho, feito com couro de boi, ao qual davam o nome de pelota. Nessa “pelota” iam dois remadores. Daí para virar nome de rio foi um pulo. O Passo de Santa Vitória, na foz do rio dos Touros era o local de travessia dos tropeiros e foi também palco de um evento importante da revolução farroupilha, foi lá que aconteceu o combate de Santa Vitória, em 1839, com a presença de Anita Garibaldi lutando para derrubar as forças do império.  É também um verdadeiro paraíso entre montanhas e remanescentes de Mata Atlântica para ambientalistas e aventureiros.

Ameaças reais
E toda esta beleza está seriamente ameaçada. De um lado, extensos plantios de pinus, espécie exótica que já toma conta de grandes extensões dos campos nativos e de onde deveriam ressurgir as florestas de araucárias.

Mas é uma outra ameaça que perturba o sono dos ambientalistas. Trata-se da usina hidrelétrica de Pai-Querê, a quarta em seqüência no Pelotas (foto). Já foram construídas: Itá, Machadinho e Barra Grande, esta última “afogou” seis mil hectares de florestas de araucárias.

Pai- Querê
A hidrelétrica de Pai Querê faz parte do Programa de Aceleração de Crescimento (PAC) do governo federal e está planejada entre os municípios de Bom Jesus (RS) e Lages (SC), em um desnível de aproximadamente 150 metros em um trecho de 80 km de rio. Terá capacidade instalada de 292 MW. Serão alagados cerca de 6.100 hectares da Zona Núcleo da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica.

Em fase de licenciamento pelo IBAMA, a usina tem investimentos previstos de R$ 968,92 milhões e é um projeto controlado por um consórcio formado pelo Grupo Votorantim (80,10%), DME Energética (4,50%) e Alcoa (15,34%).

A salvação
Estando no PAC, xodó deste governo e provavelmente de qualquer outro no futuro, dificilmente a usina não será construída. A luz no fim do túnel é uma proposta do Ministério do Meio Ambiente que prevê a criação do corredor ecológico do Rio Pelotas, uma Unidade de Conservação com quase 300 mil hectares em 17 municípios, chamada de Refúgio da Vida Silvestre –  menos proibitiva para os proprietários de terra, mas que poderia barrar Pai-Querê.

O problema é que o projeto do refúgio “repousa” na mesa do presidente Lula há meses, que bem sabe da queda de braço entre os ministérios do Meio Ambiente e das Minas e Energia, este último sendo chefiado por Dilma Rousseff até pouco tempo.

A implantação do corredor é essencial para a preservação da região e para evitarmos a instalação de empreendimentos que possam afetar as riquezas naturais”, argumenta Káthia.  A ambientalista explica que o refúgio pode ser constituído por áreas particulares, de maneira a compatibilizar os recursos naturais com a utilização da terra pelos proprietários, principalmente por meio do turismo sustentável.

Estudo aponta espécies endêmicas ameaçadas pelo avanço de pínus e lavouras no sul do país

Só depois de ser reduzido a menos de 10% de sua área original, o bioma da Mata Atlântica começou a ser objeto de lutas de preservação e proteção legal no Brasil. No Sul do país, o bioma Mata Atlântica inclui as formações campestres do planalto gaúcho e catarinense, também conhecidos como Campos de Cima da Serra, que ocupam cerca de 1,3 milhão de hectares nos dois estados.

Os impactos recentes sobre a biodiversidade dos campos sulinos foi tema da Terça Ecológica, que o Núcleo dos Ecojornalistas do Rio Grande do Sul promoveu no dia 1º de setembro em Porto Alegre, tendo como palestrantes as doutoras Georgina Buckup e Ilsi Boldrini.

Elas integram um grupo de professores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul que desde 1998 iniciaram pesquisas sobre a biodiversidade da região, chamada no passado de Antártida Gaúcha pela sua natureza quase intocada e pela sua extrema beleza intrínseca. A paisagem composta de um mosaico de grandes extensões de campos entremeados por “tufos“ de florestas de araucárias (pinheiro brasileiro) e contornados por nascentes e rios de águas cristalinas revela também uma biodiversidade ímpar.

Segundo o estudo dos pesquisadores, pelo menos 1161 espécies vegetais e 107 espécies endêmicas de animais e plantas foram identificadas nos campos sulinos, parte delas já ameaçadas de extinção. Exemplo disto é o lagarto pintado que só existe na região de Vacaria (RS), onde o avanço do monocultivo de pinus está acabando com seu habitat natural.

A ameaça sobre a biodiversidade não vem só do pinus.

Monocultivos de frutíferas, como as macieiras, e de lavouras, como batata, cenoura e cebola, características de uso intensivo de agrotóxicos, ocupam grandes extensões e estão em crescimento vertiginoso, comprometendo a paisagem, a cultura e os manaciais hídricos. A região abriga a maior parte das nascentes do estado gaúcho que compõem importantes bacias hidrográficas, como Uruguai, Taquari-Antas, Caí e Maquiné. A prática do uso do fogo como manejo dos campos para a pecuária também é apontada como agressiva à biodiversidade.

A ameaça das águas e das cidades

A região se depara ainda com um novo inimigo: a profusão de projetos de usinas hidrelétricas de pequeno e médio portes que literalmente podem submergir a biodiversidade local. Uma delas está projetada para o Cachoeirão dos Rodrigues, em São José dos Ausentes. Outra para a Cachoeira da Mulada, em Caxias do Sul. Os dois locais são atrativos turísticos consolidados, geradores, direta ou indiretamente, de empregos e renda das respectivas populações.

Estes e outros projetos são explorados por iniciativas privadas e a energia gerada é “exportada” para outros estados já que a demanda local está suprida. As administrações públicas fazem campanhas favoráveis nas insípidas audiências públicas porque acabam detentoras de parte dos royalties. A falta de rigor na análise e fiscalização ambiental por parte dos órgãos governamentais gera episódios como o da Usina de Barra Grande, onde mais de 7 mil hectares de mata nativa foram “esquecidos” de constar no EIA-RIMA e acabaram submergindo.

A vizinhança com pelo menos um grande aglomerado urbano também desfavorece. A próspera Caxias do Sul viu nos campos uma oportunidade para varrer para baixo do “tapete verde” os resíduos domésticos diários de seus 410 mil habitantes. O projeto do novo aterro sanitário já foi aprovado. Com perfil altamente industrial, a cidade também gera projetos para instalar nos campos aterros de resíduos tóxicos industriais classe 1 e distritos industriais. Tudo permeado pela mais alta tecnologia de aterros e distritos existente nos tempos atuais mas que, logicamente, não pode prever ou contabilizar em seus estudos as variações advindas da iminente mudança climática. Episódios de ciclones extra-tropicais já surpreenderam e provocaram catátrofes em municípios da região – Muitos Capões, São Francisco de Paula e Bom Jesus – nos últimos anos.

O esforço pela preservação

”Preservar o campo é igual a preservar os recursos hídricos. Atualmente o Rio Grande do Sul – incluindo o bioma Pampa localizado no sul do estado – conta com apenas 49% de sua cobertura original de campo, informa a professora Ilsi Boldrini. “Nos Campos de Cima da Serra, dos 2,1 milhões de hectares de florestas, mais da metade é de pinus”, alerta.

Para a pesquisadora Georgina Buckup, estudar e preservar a biodiversidade é fundamental. “Sem conhecer não se pode saber o que se está perdendo em termos de equilíbrio ambiental e da própria sobrevivência das espécies, incluindo a humana”, afirma.

Em 2008 elas lançaram o livro Biodiversidade dos Campos de Cima da Serra com um caderno de atividades práticas e treinaram mais de 300 professores da região para trabalhar o tema junto a 62 mil alunos. Em agosto passado, o Ministério do Meio Ambiente publicou o livro Biodiversidade dos Campos do Planalto das Araucárias, coordenado por Ilsi Boldrini. O primeiro está esgotado e este último pode ser requerido junto ao MMA (cid@mma.gov.br).

BAIXE AQUI O LIVRO EM PDF

Fonte: EcoAgência

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O Centro de Estudos Ambientais (CEA) é a primeira ONG ecológica da região sul, constituída em Rio Grande/RS/Brasil, em julho de 1983.

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