Já deveria ser uma “regra”e não uma exceção! Que todos e todas tenham de fato direito à educação gratuita e de alta qualidade! E pra além da educação, ou melhor, como processo educativo para nossa democracia, considerar e ouvir de fato indígenas sempre que empreendimentos, sejam governamentais ou não, afetem sua vida e daqueles que interdependem.
Denize foi homenageada em uma cerimônia especial na manhã deste sábado, na Escola de Enfermagem
Denize foi homenageada pelos professores e colegas – Fotos: Thiago Cruz
Entre os estudantes do curso de graduação em Enfermagem da UFRGS, cuja formatura ocorre neste sábado, dia 1º, está a aluna Denize Letícia Marcolino, indígena kaingang ingressante na Universidade em 2008, quando entrou em vigor a Política de Ações Afirmativas. Primeira indígena a concluir a graduação na UFRGS, Denize recebeu uma homenagem especial em cerimônia realizada nesta manhã, na Escola de Enfermagem. O evento contou com a presença de representantes da Administração Central da UFRGS e da Escola de Enfermagem, além de lideranças da comunidade kaingang da Guarita, região de origem da nova enfermeira, e de convidados das entidades de apoio aos indígenas. Denize recebeu uma placa que destaca a honra da Escola de Enfermagem em formar a primeira bacharel indígena da UFRGS.
A diretora da unidade, Liana Lautert, salientou que o êxito de Denize significa muito para a toda a comunidade universitária. “Este é o resultado de um esforço cooperativo da aluna, dos professores, dos colegas e de toda a Universidade”, afirmou. Sobre a marca que fica na Escola de Enfermagem deixada pela aluna indígena, Liana destaca a atenção para a diversidade. “Não se pode ter uma receita única para atender a todos os alunos. É preciso olhar para cada estudante de uma forma particular”, revela a diretora. A pró-reitora de Graduação, Valquíria Bassani, demonstrou o entusiasmo da Administração Central com o a conquista. “A formatura que hoje se realiza é um ato carregado de simbologia e que consagra o sucesso dessa aluna e também da Universidade. Demonstra nosso acerto na implantação da Política de Ações Afirmativas”, disse.
Denize deixou sua comunidade em 2008, distante 600 km de Porto Alegre, e morou durante quatro anos e meio na Casa do Estudante da UFRGS enquanto frequentava as aulas e realizava os estágios do seu curso. Neste período, relata que o principal desafio foi enfrentar a saudade da família. A poucos dias de retornar a sua região onde pretende atuar como enfermeira, Denize diz ter aproveitado intensamente a oportunidade de viver em Porto Alegre e de estudar na UFRGS. “Levo toda esta experiência para atuar na minha comunidade”, afirma.
Fonte: UFRGS
1 comentário
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setembro 4, 2012 às 11:00 am
Fátima Romeu de oliveira
Ficamos felizes. A comunidade indígena também ,que possam levar vários cidadãos Brasileiro ao bancos de uma Universitadade seja para qualquer curso sem necessitade de Cotas ou simplismente por serem ìndios.
Capacidade, inteligentes são.Basta oportunudade para mostrar seu papel na sociedade e na vida pública.
terça-feira,04 de setembro de 2012.
F.R.Oliveira.