Capitão Paul Watson defende as baleias no Santuário de Baleias do Oceano Antártico, enquanto o navio-fábrica japonês, Nisshin Maru, esconde-se nas proximidades

Ambientalistas pedem ajuda para convencer as autoridades do Ministério de Justiça da Alemanha a anular a própria decisão, enviando mensagem a Ministra Federal de Justiça em Berlim, Sabine Leutheusser-Schnarrenberger

Barbara Veiga    

Por Tradução de Aline Louali, do Instituto Sea Shepherd Brasil

Ambientalistas convocam todos a ajudar a evitar a extradição do Capitão Paul Watson para a Costa Rica. Segundo as últimas notícias, as autoridades alemãs decidiram proceder a extradição do Capitão Watson para este país. A Sea Shepherd acredita que a única forma de salvá-lo da extradição é convencer as autoridades do Ministério de Justiça da Alemanha a anular a própria decisão. Por isso, a entidade ambientalista pede aos defensores da vida marinha que contatem a Ministra Federal de Justiça em Berlim, Sabine Leutheusser-Schnarrenberger. “Ela precisa saber que a ordem de prisão para deter o Capitão Paul Watson tem motivações políticas e, portanto, deve ser ignorada pelo Governo Alemão. Com o apoio internacional podemos conseguir a liberdade para o Capitão Paul Watson e deixá-lo longe da possibilidade de enfrentar um julgamento injusto na Costa Rica,” afirma a Sea Shepherd.

O mandado para a prisão do Capitão Paul Watson foi emitido na Costa Rica em outubro de 2011, quando o Instituto de Pesquisa de Cetáceos arquivou seu processo civil contra a Sea Shepherd Conservation Society nos Estados Unidos. A entidade ambientalista questiona: “o que fez a Costa Rica emitir um mandado de prisão para o Capitão Paul Watson em outubro de 2011?”. 

A Sea Shepherd conta com o apoio da INTERPOL, que publicou uma nota em seu website dizendo que não emitirá um alerta vermelho de busca e apreensão ao Capitão Watson porque seu escritório de processos jurídicos não está satisfeito com o pedido da Costa Rica, e que o mesmo não está em conformidade com as constituições e regras da INTERPOL. 

No Reino Unido, a entidade responde um processo proposto pelos agentes de pescado Fish & Fish, a respeito do atum-azul. Nos Estados Unidos, respondem um processo civil proposto pelo Instituto de Pesquisa de Cetáceos a respeito das atividades anti-baleeiras no Oceano Antártico. “Não importa o país nem o sistema jurídico, o Capitão Paul Watson não se intimidará e não irá parar até que a vida marinha e os ecossistemas tenham a proteção que merecem,” garantem os ambientalistas.

Fonte: http://www.ecoagencia.com.br/?open=noticias&id=VZlSXRVVONVTVFzMjdEeWJFbKVVVB1TP

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