Em tempo: porque iniciativa inédita podia ser uma participação social para as negociações sobre a Rio+20. Como nós, movimentos ambientais/ecológicos não temos “mandato político” para tal, nos obrigam a contentar com migalhas. E mesmo não tendo mandato, mas tem um cargo público concursado e designado para uma função política, o embaixador deixa bastante a desejar em termos de proteção ambiental.

A portas fechadas, países tentam destravar negociação da Rio+20

Representantes de cerca de 40 países que discutem os temas do documento final da Rio+20 se reúnem a partir da quinta-feira (12) no Palácio do Itamaraty, no Rio de Janeiro, para um debate informal sobre o temas centrais da cúpula das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável. O encontro se encerra na sexta-feira (13).

De acordo com o negociador-chefe da delegação brasileira, André Corrêa do Lago, negociadores de “alto nível” vindos de países que integram a União Europeia, além dos Estados Unidos e nações do bloco Basic (Brasil, China, Índia, África do Sul e Rússia) tentarão destravar a pauta do encontro.

“Mas será um encontro a portas fechadas, no estilo ‘ninguém pode dizer quem disse o quê”, afirmou Lago nesta terça-feira (10), durante encontro com jornalistas em São Paulo. Para ele, é uma forma de facilitar as decisões sobre o documento final da Rio+20, que será revisto no fim deste mês, em Nova York, durante a última rodada de negociação entre os países antes da cúpula da ONU.

Posição do Brasil

Segundo Corrêa do Lago, durante a Rio+20 o Brasil vai discutir os temas juntamente com o bloco dos países em desenvolvimento “G-77 + China”, que é presidido atualmente pela Argélia. “Estamos negociando nossa posição, buscando um consenso sobre os temas”, explicou. O embaixador rebateu críticas sobre uma possível “fuga” da pauta ambiental na discussão central da conferência sobre desenvolvimento sustentável.

“Temos que focar na questão econômica, principalmente, porque o pilar econômico acaba tendo impacto negativo nos temas ambiental e social, mas também pode ser favorável a ambos. A compreensão de economia verde para o Brasil é a inclusão dessas três peças-chave para a erradicação da pobreza”, disse.

Ele disse que ainda em abril o ministro da Fazenda do Brasil, Guido Mantega, juntamente com o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon e representantes econômicos de outros países vão se reunir na sede do Fundo Monetário Internacional (FMI), em Washington, nos EUA, para debater a interferência da economia nas decisões da Rio+20.

Rio+20 é considerada uma das principais reuniões de cúpula de toda a Organização das Nações Unidas (ONU). O nome se refere ao aniversário de 20 anos da Rio 92.

O evento completo transcorre de 13 a 22 de junho. Nos primeiros três dias, de 13 a 15, ocorrerão as negociações finais sobre o documento que será encaminhado para discussão dos chefes de estado no chamado “segmento de alto nível”, que ocorre de 20 a 22.

As discussões da sociedade civil ocorrem no intervalo, entre 16 e 19 de junho. A iniciativa, inédita, é do governo brasileiro, que reúne as responsabilidades de país-sede e de presidência do encontro.

Fonte: IHU
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