Sede do NAT recebeu o MEG. Foto: Antonio Soler/CEA

Em meio as tentativas do capital, com quase pleno apoio do Poder Público, em flexibilizar e se possível acabar com a lei ambiental protetiva, a exemplo das leis trabalhistas, e nas vésperas da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, ou somente Rio + 20, a APEDEMA/RS segue fortemente atuante e de forma “espraiada” por todo o estado, combatendo a crise ecológica.

Prova material disso não faltam. Uma delas foi a realização no sábado passado (05.11), em Porto Alegre, a 59ª Assembléia Geral Ordinária (AGO), a qual reuniu organizações ecológicas não governamentais (ONGs) de todo RS, quando foram tratados temas atinentes a política ambiental, desde o local ao global, cujos debates principais se deram em torno da mercantilização da natureza, visão que vem ganhando força com a chamada Economia Verde (não seria inapropriado de dizer ecocapitalismo), tema central da Rio + 20. A reunião contou com o fundamental apoio da ONG Centro de Apoio Soio Ambiental (CASA).

Além de tratar dos retrocessos ambientais atuais, que passam pelo desmonte do marco legal do licenciamento ambiental, bem como do controle ambiental público, a APEDEMA também renovou sua Coordenação.

A Coordenação que sai (biênio 2009/2011) era formada pelo Centro de Estudos Ambientais (CEA) (Rio Grande/Pelotas), pelo Núcleo Amigos da Terra- NAT/Brasil (Porto Alegre) e pelo Instituto Biofilia (Porto Alegre) e empreendeu esforços para que as deliberações do Movimento Ecológico Gaúcho (MEG) se materializassem.

Nesse período, duas lutas do MEG que simbolizam o enfrentamento a esse atual momento de avanço da crise ecológica, foram levadas a frente pela APEDEMA e dizem respeito, no plano nacional, a manutenção da proteção legal da flora nativa e, no plano estadual, a manutenção do Código Estadual de Meio Ambiente.

Segundo a bióloga e mestre em educação ambiental, Cintia Barenho, do CEA, a coordenação executiva da APEDEMA “inovou propondo ações online, ou seja, ativismo digital, também conhecidas por ciberativismo, chamando para luta ecológica via e-mail e redes sociais as pessoas que não aceitam o agravamento da crise ecológica, a qual só faz aumentar as injustiças sociais.”

Cintia Barenho , da Coordenação da APEDEMA, durante a 59a AGO. Foto: Antonio Soler/CEA

Durante a gestão da Coordenação que saiu, foram realizados também o 28º Encontro Estadual de Entidades Ecológicas (EEEE), três assembléias gerais e diversas reuniões.

A coordenação que entra é formada pelo Instituto Gaúcho de Estudos Ambientais (INGA), União pela Vida (UPV) e Associação São Borgense de Proteção ao Meio Ambinte (ASPAN) e terá como desafio, além de levar adiante ações e lutas em andamento, organizar o 29º EEEE, em 2012, bem como, acompanhar a Rio + 20.

A APEDEMA-RS congrega desde sua fundação no inicio dos anos 90, em Novo Hamburgo-RS, as ONGs ambientalistas/ecologistas mais antigas e atuantes no RS, como a Associação Gaúcha de Proteção do Ambiente Natural (AGAPAN), que completou 40 anos esse ano e a União Protetora do Ambiente Natural (UPAN), inspirada na União Protetora da Natureza (UPN) de Henrique Roessler.

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