Nem sempre os órgãos públicos, responsáveis por zelar pelo cumprimento da legislação ambiental são coniventes com crimes ambientais, especialmente aqueles da classe mais abastada.

Propriedade de coreano, construída numa APA, é implodida, no litoral do Rio de Janeiro

Uma mansão de veraneio, com área de 1.600 metros quadrados, foi implodida esta semana no Saco do Mamanguá, em Paraty, litoral do Estado Rio de Janeiro. Construída irregularmente no interior da Reserva Ecológica da Juatinga e da Área de Proteção Ambiental de Cairuçu, unidades de conservação protegidas pela legislação ambiental do Estado e do Governo Federal, respectivamente, a propriedade era do industrial coreano Kyong Gon Kim.

A ação, coordenada pela Secretaria Estadual do Ambiente do Rio de Janeiro, além de punir a prática de crimes ambientais, pretende que este fato contribua também para coibir futuras construções irregulares e para alertar as pessoas sobre a necessidade de observar a legislação ambiental antes de erguer suas casas. De acordo com Marilene Ramos, secretária estadual do Ambiente, “a operação para reprimir crimes ambientais no Sul Fluminense será realizada por tempo indeterminado.”

A propriedade de veraneio do industrial coreano estava em área preservada da Mata Atlântica, sobre o costão rochoso e a praia, considerados de preservação permanente. Desde sua construção, houve notificações, multas e embargado da obra pelas autoridades competentes. De nada adiantaram. Após longa batalha judicial a Justiça Estadual determinou a demolição.

A mansão foi implodida na última terça-feira. A área será recuperada e reflorestada às custas do próprio infrator. Outras casas de veraneio irregulares, nesta mesma região, também estão com processos de demolição tramitando na Justiça Estadual e Federal.

Fonte EPTV

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