Manifesto Ambientalista: Voto Consciente por Sociedades Sustentáveis

As eleições 2010 sugerem algumas perplexidades inquietantes para todos os que aspiram ao crescimento mundial da autonomia política decisória das pessoas e buscam viabilizá-lo estrategicamente, pautando-se pelo aforismo de Augusto Boal – a política consiste em tornar possível o necessário, a ele acrescentando o desejado.

Nestas eleições, muitas ações midiáticas estão estrategicamente atuando na direção do retrocesso dos avanços que, nesse campo, foram produzidos no transcorrer da Era Lula. Ou seja, anti-esclarecedoras e anti-éticas, propagando-se sobre o exercício de manipulação das piores sombras da ideologia colonial de dominação, cuja manutenção parece ser seu objetivo primordial. Luta-se para confundir a leitura da nova forma de democratização que estamos processando, aberta, plural e de plenitude de direito, com a velha forma de domínio colonial, a famigerada inclusão consentida, o modelo Casa Grande e Senzala.

A questão ambiental, hoje, tornou-se questão de Estado e de luta de patentes pelo domínio do mundo e do futuro planetário! A propagação de seu discurso, na eleição de 2010, mostrou-se produção estratégica da dominação política, através da manipulação acrítica e fundamentalista de mentes e corações.

Um desafio à nossa frente é sabermos escolher quais dos vários caminhos possíveis nos aproximarão das utopias. Os legados do governo Lula, principalmente aqueles associados à construção de uma paz calcada no combate à pobreza e no respeito, valorização e conformação de uma nacionalidade fundada na interculturalidade e na diversidade social, que dialoga com o multilateralismo, compatibiliza-se e solidariza-se em aliança geopolítica com os vizinhos do sul – são sinais nítidos de uma governança democrática. É também por isso que não titubeamos em apoiar Dilma neste segundo turno. Até porque muitos de nós, especialmente Marina Silva, somos co-partícipes e testemunhos desta etapa histórica do nosso Brasil.

A atual conjuntura é portadora de oportunidade ímpar para a elevação do padrão de sustentabilidade dos rumos do país, que está ao alcance das mãos, mas que pode se realizar ou não. E para que se realize com esta força promissora contamos com a sincera e concreta receptividade de Dilma. Esta é uma construção possível e necessária, que depende da arte da sabedoria, sobretudo política.

A tantos que se expressam de formas diversas em seus coletivos ambientalistas e educadores, agregamos a nossa voz, em alto e bom tom: Dilma presidente, por um Brasil Socioambientalista Sustentável.
Assinam:
Bernardo Teixeira
Eda T. de Oliveira Tassara
Franklin de Paula Jr.
Haydée Torres de Oliveira
Heitor Queiroz de Medeiros
Isabel Cristina de Moura Carvalho
Luiz Antonio Ferraro Júnior
Marcos Sorrentino
Michèle Sato
Miriam Duailibi
Nilo Sérgio de Melo Diniz
Rachel Trajber
Ricardo Burg Mlynarz
Sandro Tonso
Simone Portugal

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