Para a professora de Filosofia da Universidade de São Paulo (USP), apoiar José Serra significa a agroindústria ligada ao latifúndio e, portanto, o ataque ao meio ambiente e também à possibilidade de reformar a situação da terra no Brasil. “É preciso conversar com os ambientalistas”, defendeu Marilena Chauí, e “mostrar que o mapa da votação indica que José Serra foi vitorioso em todas as regiões da agroindústria, do latifúndio que ataca o meio ambiente”. “Não é pouco que isso se refira à estrutura da terra criada desde a colonização, que isso seja ligado aos obstáculos contra a Reforma Agrária e que se refira também ao ataque contra o meio ambiente”, adverte.

Em ato realizado na última sexta-feira na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, em São Paulo, a professora de Filosofia da Universidade de São Paulo (USP), Marilena Chauí, apresentou um argumento para a campanha de Dilma Rousseff atrair, neste segundo turno da eleição, os votos de ambientalistas que foram para Marina Silva no primeiro turno: “É preciso mostrar aos ambientalistas que José Serra foi vitorioso em todas as regiões da agroindústria, do latifúndio que ataca o meio ambiente”, defendeu. Reproduzimos a seguir a fala de Marilena Chauí sobre essa questão:

“O mapa da votação mostra que José Serra foi vitorioso em todas as regiões da agroindústria. Portanto, foi vitorioso nas regiões que, no meu tempo, quando era jovem, chamávamos de latifúndio. Ele foi vitorioso no latifúndio e no latifúndio que ataca o meio ambiente e que impede a Reforma Agrária”.

“Não é pouco. Não é pouco que isso se refira à estrutura da terra criada desde a colonização, que isso seja ligado aos obstáculos contra a Reforma Agrária que se refira também ao ataque contra o meio ambiente”.


“Então, é preciso conversar com os ambientalistas, pelos quais tenho o maior respeito. Ao chegar na minha idade, a questão principal é o futuro das novas gerações. Eu penso nos jovens que estão aqui. Eu penso nos meus netos. É preciso lembrar aos ambientalistas que apoiar José Serra significa apoiar a agroindústria e, portanto, o ataque ao meio ambiente e à possibilidade de reformar a situação da terra no Brasil”.

Fonte: CartaMaior

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