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Índia protesta com um facão na mão contra a construção da hidrelétrica de Belo Monte, no Pará - André Penner/AP

Da RadioagênciaNP

Moradores que vivem em torno do Rio Xingu e na cidade de Altamira (PA) continuam apreensivos. O motivo é a construção da Hidrelétrica de Belo Monte. Apesar das constantes manifestações contra o projeto, o governo não dá sinais de recuo sobre a concretização de um dos maiores planos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

A obra deve ir a leilão neste ano, mas para isso, é preciso que o Ibama (Instituto do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) conceda uma licença ambiental, liberando a obra. Caso isso aconteça, serão grandes os prejuízos socioambientais conforme explica o bispo do Xingu, Dom Erwin Kräutler.

“Pouco se fala sobre a situação do povo aqui. Altamira está beirando a cifra de 100 mil habitantes. Ora, um terço da cidade de Altamira vai para o fundo [do lago da hidrelétrica]. A pergunta que nós fizemos para o setor energético do governo até hoje não foi respondida: onde vão colocar essas 30 mil pessoas? Até agora, temos promessas não detalhadas, promessas que não sabemos como, quando e aonde irão se concretizar.”

Estudos prevêem ainda que áreas ribeirinhas e indígenas – inclusive áreas já demarcadas – serão inundadas pelas águas da hidrelétrica. Segundo o bispo, as populações dos municípios Senador José Porfírio, Porto de Móis e Vitória do Xingu, mesmo sendo prejudicadas pela obra, ainda não tiveram audiências públicas.

Os movimentos sociais denunciam, ainda, que as audiências de outros municípios já realizadas não foram suficientes para esclarecer a população.

Fonte: MST

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