A edição impressa do Le Monde Diplomatique Brasil desse mês está majoritariamente voltada a questão ambiental, especialmente a COP 15.

Dentre os artigos, destacamos o escrito por Michel Löwy, sociólogo francês e ativista do Ecossocialismo. No artigo Löwy é enfático ao afirmar que no atual modelo capitalista (neoliberal) não há como buscar a sustentabilidadem em seus mais amplos aspectos.

Assim como nos afirmaram Marcuse e Mansholt (1973): “A lógica ecológica é a negação pura e simples da lógica capitalista. Não se pode salvar o “Mundo”, dentro do quadro do capitalismo.”

Le Monde Diplomatique: Os piores cenários possíveis

Diversos modelos científicos projetam cenários catastróficos – mas não improváveis – para o planeta por conta do aquecimento global ocasionado pelo aumento de emissões de gases de efeito estufa. A partir de algumas dessas projeções, o sociólogo marxista Michel Löwy analisa a relação entre o aquecimento global e o modo de produção hegemônico. Suas ideias estão em artigo publicado na edição de dezembro do jornal Le Monde Diplomatique.

Para ele, é insatisfatório responsabilizar o homem pelo cenário preocupante que se apresenta para o futuro desta geração. Para Löwy é preciso fazer uma crítica do modelo de produção vigente.

“O homem habita a terra há milênios, porém a concentração de CO2 somente começou a se tornar um perigo há poucas décadas. Como marxistas, apontamos: a culpa é do sistema capitalista, com sua lógica absurda e míope de expansão e acumulação infinita, com seu produtivismo irracional, obcecado pela busca do lucro”, diz o sociólogo.

Ele defende haja uma convergência entre a pauta dos ambientalistas e socialistas, para forjar um novo modo de organização da produção e da distribuição de bens e riquezas, de modo a romper com a lógica capitalista da expansão infinita e aderir a outro modelo, um “ecossocialismo”.

“O que está em jogo mundialmente nesse processo de transformação radical das relações dos seres humanos entre si e com a natureza é uma mudança de paradigma civilizacional, concernente não só ao aparelho produtivo e aos hábitos de consumo, mas também ao habitat, à cultura, aos valores, ao estilo de vida” (Löwy)

Leia na íntegra o artigo AQUI

Fonte: Instituto Polis

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