Por Adriane Bertoglio Rodrigues

edieduardoEdi Fonseca deixa presidência da Agapan após 10 anos, mas permanecerá como conselheira. Com nova Diretoria, entidade manterá campanhas e promete lutar pela defesa das leis ambientais do Estado.

Depois de 10 anos à frente da Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural, a professora Edi Fonseca transferiu a presidência da entidade a Eduardo Finardi Rodrigues, advogado. A solenidade de posse da nova Diretoria para a gestão 2009/11 aconteceu na última segunda-feira, 24, durante a Assembleia Geral da entidade. Além do presidente, foram empossados o vice, Celso Copstein Waldemar, a secretária Eleara Maria Manfredi , o tesoureiro Sidnei Geisler Bueno, o segundo tesoureiro Renato Souza e os 20 integrantes do Conselho Superior e três conselheiros Fiscais.

O novo presidente da Agapan toma posse num momento de efervescência política e ambiental no Estado. Após a campanha pelo Não às construções residenciais na Orla do Guaíba, em Porto Alegre, a Agapan se prepara para fortalecer o manifesto “Parque Sim, Espigões Não” e pela manutenção das leis ambientais do RS. “Querem acabar com as conquistas ambientais do RS, flexibilizando leis que sempre foram referência para o país”, destaca o novo presidente.

Rodrigues é integrante da Agapan desde 1986. Já foi conselheiro, secretário geral e participou da Comissão de Luta pela Efetivação do Parque de Itapuã. Também representou a Agapan em algumas comissões dos Conselhos Estadual (Consema) e Nacional (Conama) de Meio Ambiente.

Edi Fonseca deixa a Agapan com um aumento expressivo de novos sócios. “Nosso envolvimento e visibilidade no Movimento Defenda a Orla estão se refletindo em novas adesões”, destaca, ao observar a qualidade técnica da nova Diretoria, “do mais alto nível e que tem contribuído muito com a Agapan”, comemora Edi.

DEFESAS E MOBILIZAÇÕES

Para o conselheiro Nestor Nadruz, que representa a Agapan no Fórum de Entidades, que acompanha as discussões para o novo Plano Diretor de Porto Alegre, “a história não acabou com a realização da consulta popular. Vamos agora batalhar para evitar edifícios daquele porte em toda a Orla”, anuncia. Para ele, a sociedade toda precisa participar dessa luta, e não apenas arquitetos e urbanistas. “Precisamos formar um grupo interdisciplinar, com a inclusão de sociólogos, biólogos, geólogos e ambientalistas”, conclama.

Nadruz defende, para a Orla, um grande e qualificado parque, que respeite os aspectos comportamentais de cada região e onde sejam instalados equipamentos funcionais de apelo, que atraia a população, que se transformou em urbana, observa. “A Agapan tem que assumir esta briga”, reforça Nadruz, ao salientar, como exemplo de luta, o cumprimento do mínimo de quantidade de 12 árvores para cada habitante, segundo a ONU.

“As construtoras têm a cidade como uma mercadoria e estão comprando uma infinidade de terrenos”, denuncia Nadruz, ao afirmar que “não devemos ficar no romantismo”. Para ele, “temos que trabalhar pela vida da cidade. A primeira ação foi o que aconteceu ontem (sobre a consulta popular). Foi benéfico. Vai nos dar força. Isso contagia as pessoas”, diz o arquiteto e conselheiro.

O conselheiro Beto Moesch, que também é vereador (PP), afirma que o primeiro argumento para a sociedade votar contra a construção de prédios residenciais na Orla foi político. “Agora tem que ser técnico”, diz, ao reforçar que “o voto Não foi de protesto da população contra toda a especulação imobiliária e política que se abate sobre uma área pública da cidade”.

Moesch expõe sua preocupação a respeito das modificações ao Código Florestal que estão tramitando na Assembléia Legislativa, que acabam com a Reserva Legal, com as ONGs (Organizações Não-Governamentais) e com a Mata Atlântica. “O RS pode estar perdendo áreas de reserva legal e os danos são irreparáveis. As modificações são danosas para a economia do Estado, não só de legalidade, mas por serem inconstitucionais”, finaliza Moesch.

A Agagan antecipa estar programando, para setembro, a realização de uma Mesa Redonda, quando serão discutidas essas alterações às leis ambientais do RS. A data e o local ainda serão definidos.

A seguir, a Nominata da Agapan – Gestão 2009-2011:

Diretoria: presidente: Eduardo Finardi Rodrigues, vice-presidente: Celso Copstein Waldemar, secretária: Eleara Maria Manfredi, tesoureiro: Sidnei Geisler Bueno, segundo tesoureiro: Renato Souza. O Conselho Superior é formado por: Alberto Pretto Moesch, Alfredo Aveline, Ana Maria Dait Valls Atz,Carlos Gustavo Tornquist, Carlos Robero Winckler, Edi Xavier Fonseca, Fábio Bueno, Flávio Lewgoy, Francisco Milanez, Celso Marques, José Guilherme Fuentefria, José Fonseca, Lezilda Torgan, Luiza Chomenko, Nestor Ibraim Nadruz, Rejane Ludwig, Rosane Marchetti, Sandra Jussara Mendes Ribeiro, Sebastião Pinheiro e Vanéte Farias Lopes. Já o Conselho Fiscal é formado por Edelweiss Galvarros Bassis, Miriam Ângela Löw, Rui José de Frias dos Santos.

Fonte: AGAPAN

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