image001Amigos da Terra Brasil, em parceria com a Pro-Reitoria de Extensão (ProREXT) e o Museu da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), trazem para Porto Alegre o Curso Cidades em Transição, que acontecerá de 18 a 20 de agosto no Campus Central da UFRGS.A iniciativa também conta com o apoio da Câmara Municipal de Vereadores de Porto Alegre, do Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB-RS), do SEMAPI Sindicato e da Cooperativa GiraSol.

image002CURSO SOBRE CIDADES EM TRANSIÇÃO

Quando se fala nas cidades do futuro, há quem visualize uma paisagem de grandes edifícios modernos, veículos e equipamentos de alta tecnologia, tudo fluindo com ainda mais rapidez… Para outros, o futuro próximo é de cidades mais verdes, mais produtivas, onde se reduzem as distâncias, entre a convivência e o trabalho, entre a produção e o consumo, entre o campo e o meio urbano. Reduz-se também o ritmo acelerado e a velocidade da mobilidade, com bicicletas e transporte coletivo de qualidade. As cidades modernas tornam-se assim espaços mais agradáveis à comunidade e propícios às economias locais, voltadas à suficiência e ao bem-estar dos cidadãos, e adaptadas ao desfio das mudanças climáticas.
Onde estamos e para onde estamos indo? Que futuro vemos para a nossa cidade? Como podemos construí-lo juntos, os diversos atores e setores da sociedade? Como tornar o lugar onde vivemos uma cidade em transição para um futuro mais sustentável ?

VENHA EXPLORAR AS FERRAMENTAS, REFLETIR SOBRE INICITATIVAS E PROCESSOS EM ANDAMENTO E CONSTRUIR A TRANSIÇÃO DA SUA CIDADE

Diferente da abordagem fatalista que prevê quadros horríveis de fome, seca, migrações climáticas e morte, as Cidades em Transição têm uma visão realista, mas positiva, do futuro. Acreditam na ação transformadora de indivíduos, comunidades e cidades, através do desenho responsável que projeta no futuro um mundo resiliente e com base local.

OBJETIVO

O Objetivo do curso “Treinamento para a Transição nas Cidades” é explorar ferramentas que estão sendo desenvolvidas pelo Movimento Cidades em Transição, dialogando e aprendendo com o contexto local sobre como a nossa cidade responderá aos desafios das mudanças climáticas e do pico do petróleo.

FORMAÇÃO PARA TRANSIÇÃO – CONTEUDO/METODOLOGIA

Através de processos participativos, os alunos irão:
*Conhecer o contexto das Cidades em Transição e as possibilidades de transformação que emergem com as Mudanças Climáticas e o Pico do Petróleo;
*Aprender como adaptar os doze passos iniciais do movimento à realidade e ao contexto da sua cidade;
*Saber como utilizar processos de visualização coletiva e tecnologias sociais para o desenho de um futuro de maior resiliência na sua cidade, bairro ou município de origem;
*Explorar a relação entre transição interior e exterior;
*Aprender a organizar encontros efetivos, como palestras públicas, espaços abertos de trocas de saberes e grupos temáticos de trabalho de acordo com o estágio de mobilização do seu grupo e local;
*Conhecer os pontos mais importantes para uma palestra inspirada sobre Cidades em Transição;
*Explorar os elementos do desenho de um plano de mudança para desenvolver a capacidade de resistir a choques externos (resiliência), como a escassez de petróleo, crises na produção de alimentos, desabastecimento, falta de água e de energia;
*Aprender a incluir nesse plano todos os setores da sociedade – governo, setor privado, movimentos sociais e cidadãos – e todos os aspectos da vida cotidiana – saúde, educação, transporte, economia, agricultura e energia.

A Formação para Transição chega ao Brasil pela primeira  vez em agosto de 2009 através de May East e Nick Osborne, do grupo de Transiton Trainers de Totnes, Inglaterra.

Em dois dias de treinamento oferecerá uma introdução detalhada, estimulando as habilidades necessárias para iniciar, desenvolver e manter um projeto de Transição nas localidades dos participantes.

O terceiro dia será dedicado a um espaço aberto de trocas entre os participantes e de debates sobre como as iniciativas e processos já em curso na sua cidade podem se apropriar e se beneficiar das ferramentas e conteúdos do curso, de modo a catalizar a necessária transição para um futuro mais sustentável no lugar onde vivemos.

PORQUE EM PORTO ALEGRE?

Porto Alegre é um local de muitas mudanças e uma referencia a nível nacional e internacional a partir do processo do Orçamento Participativo (OP). É a capital com a segunda maior área rural do país, com potencial de fornecer grande parte dos alimentos consumidos na cidade. Foi a primeira capital a adotar um Plano de Desenvolvimento Urbano e Ambiental (PDDUA), que serviu como referência para a construção do Estatuto das Cidades. A região é conhecida também como berço do movimento ambientalista nacional, desde Luiz Henrique Roessler, passando por José Lutzemberger, até a atuação pioneira de ONGs ambientalistas como a AGAPN e a ADFG, hoje Amigos da Terra. A cidade abrigou quatro edições do Fórum Social Mundial (FSM), dando visibilidade internacional e fortalecendo os movimentos sociais locais. No FSM de 2005, a ocupação de um prédio central da cidade por um grupo ligado ao Movimento Nacional de Luta pela Moradia (MNLM) deu origem ao primeiro prédio público com reciclagem de uso para moradia, com acesso a recursos públicos para reforma e acolhimento de famílias comprometidas com a transformação do espaço em um centro de aprendizagem e experiências em agricultura urbana, autogestão e de discussão do que é Reforma Urbana. Hoje Porto Alegre está em processo de revisão do PDDUA e sua cidadania debate projetos polêmicos de alteração da paisagem na orla do rio Guaíba, com um referendo público previsto para fins de agosto. Outros processos, como o debate sobre Edificações Sustentáveis e a Conferência Municipal das Mulheres, estão no horizonte próximo. Este espaço fértil de idéias e transformações pode fortalecer-se ainda mais na apropriação das ferramentas do curso Cidades em Transição que sejam adequadas ao contexto local, seja em Porto Alegre, como em outros municípios gaúchos.

O MOVIMENTO CIDADES EM TRANSIÇÃO

O movimento “Cidades em Transição”, busca a partir de contextos locais diminuir a dependência do petróleo na vida urbana e promover as economias locais. O movimento que já se expande e se enriquece em diversidade em várias vilas e cidades no mundo, não tem um modelo único de transição, nem todas as respostas para resolver o problema da escassez do petróleo e do aquecimento global.

A idéia é que cada sociedade use a criatividade para fazer a mudança. Para as grandes cidades, uma alternativa é fazer a transição pelos bairros, reforçando o comércio regional.
Totnes, no Sul da Inglaterra, considerada o berço do movimento, espera concluir sua jornada em 2030. Na linha do tempo traçada pelo movimento, quando a tarefa for concluída, muito dos hábitos e costumes da cidade terão sido modificados. As pessoas deverão consumir produtos locais e a dieta será baseada muito mais em vegetais do que em carne. As escolas passarão a preparar as crianças para as reais demandas da época, como cozinhar, plantar, construir casas a partir de materiais naturais como adobe e barro e a fazer jardinagem. Os conceitos de sustentabilidade e resiliência, que é a capacidade que um sistema possui de resistir a choques externos, passarão definitivamente a fazer parte do currículo.

O movimento das Cidades em Transição, ou Transition Towns, foi criado pelo inglês Rob Hopkins com o objetivo de transformar as cidades em modelos sustentáveis, menos dependentes do petróleo, mais integradas à natureza e mais resistentes a crises externas, tanto econômicas como ecológicas.

Hoje o movimento se faz presente em 14 países do mundo. Já são mais de 8.000 Iniciativas de Transição (em cidades, bairros e até ilhas) e 110 cidades oficiais preparando-se para a Transição.

As Iniciativas de Transição criam um processo promissor que engaja pessoas, comunidades, instituições e cidades para, juntos, pensarem e implementarem as ações necessárias de curto e longo prazo para enfrentar duas questões emergentes que já começam a se fazer sentir: as Mudanças Climáticas e o Pico do Petróleo.

LOCAL E DATA: Porto Alegre, no Campus Central da Universidade Federal do Rio Grande do Sul
De 18 a 20 de agosto de 2009, das 9hs às 18hs, total 20 horas-aula
Capacidade: 40 participantes
Inscrições: até o dia 1 de agosto de 2009

REALIZAÇÃO: Núcleo Amigos da Terra / Brasil
Pro-Reitoria de Extensão (ProREXT) e Museu da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)

APOIO: Câmara Municipal de Vereadores de Porto Alegre, Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB-RS), SEMAPI Sindicato e Cooperativa GiraSol

MAIORES INFORMAÇÕES: cidadesemtransição@natbrasil.org.br ou pelo telefone 51 3332 8884

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