Minc, despachando lixo em Rio Grande

Minc, despachando lixo em Rio Grande

Após deixar o porto de Rio Grande, o navio atracará no Porto de Santos (SP) para recolhimento de mais quatro contêineres com 950 toneladas de lixo ilegal

O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, participou neste sábado (1º), no Porto do Rio Grande, Rio Grande do Sul, do embarque do primeiro lote de 40 contêineres contendo lixo tóxico exportado ilegalmente da Inglaterra para o Brasil. Após deixar o porto de Rio Grande, o navio atracará no Porto de Santos, em São Paulo, para recolhimento de mais quatro contêineres com 950 toneladas de lixo ilegal.

O material, apreendido pela Receita Federal, foi catalogado pela Polícia Federal, Receita Federal e pelo Ibama, e será objeto de investigação pela Polícia Federal.

Antes do início do embarque da carga a ser enviada para a Inglaterra, o ministro se reuniu no porto com representantes da Receita Federal, da Polícia Federal, da Anvisa e da Superintendência do Ibama no Rio Grande do Sul para discutir medidas de prevenção contra esse tipo de crime ambiental e definir estratégias de investigação de eventuais passivos ambientais deixados no Brasil por conta de importações de outros lixos ilegais.

“O Brasil não será a lata de lixo do planeta. Teremos um papel de protagonista nesta questão, exigindo mudança neste tipo de comportamento por parte dos países ricos”, afirmou o ministro Carlos Minc.

As estratégias debatidas servirão de subsídios para a reunião na terça-feira (4), no Ministério do Meio Ambiente, em Brasília, com a Comissão Interministerial de Combate aos Crimes e Infrações Ambientais (Ciccia), cúpula dos ministérios do Meio Ambiente, da Justiça e da Defesa, Polícias Federal e Rodoviária Federal, Receita Federal, Abin, Anvisa e Secretaria de Portos.

Ainda na terça-feira, o ministro Carlos Minc terá encontro no MMA com o enviado especial dos Estados Unidos para Assuntos do Clima, Tod Stern, para tratar sobre a Convenção do Clima, que será realizada no final deste ano em Copenhague. O ministro aproveitará a oportunidade da reunião, previamente agendada, para discutir com ele medidas legais que possam ser tomadas para que crimes semelhantes não se repitam.

Durante a reunião na sede do Terminal Tecon, no Porto de Rio Grande, foram propostas algumas iniciativas a serem discutidas na reunião de terça-feira da coordenação integrada de crimes ambientais. Entre elas mudança na legislação federal para enquadrar esse tipo de crime com reforço da fiscalização e participação de agentes do Ibama, Anvisa, entre outros órgãos, além de utilização de equipamento eletrônico de Raio-X para identificação do material dentro dos contêineres.

Fonte: ASCOM/MMA e Foto: Jefferson Rudy/MMA

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