O código ambiental segue agonizante. Agora a tal governadora gaúcha,  Yeda Crusius (que vive um completo desgaste de seu governo com escândalos de corrupção acobertados pela mídia local e que no seu governo tem como secretário de meio ambiente o “garoto-propaganda” das papeleiras/pasteiras), vai a Santa Catarinapedir “democratização” do código ambiental. Isto mesmo democratização! Nada mais indigno (como parece ser praxe destes) seguem fazendo ao meio ambiente, mascarado de democratização…Infelizmente é bem possível essa moda pegar por aqui. Nosso código ambiental vem sendo constantemente desrespeitado pelo atual governo estadual, em prol do grande capital transnacional.

Foto: Jefferson Bernardes/Palácio Piratini

Yeda defende democratização do código ambiental do Brasil

Em Chapecó, onde participou, nesta sexta-feira (8), de ato de apoio ao Código Ambiental de Santa Catarina, a governadora Yeda Crusius afirmou que cada estado deveria ter uma legislação ambiental própria para decidir os rumos de suas riquezas ambientais. Yeda defendeu autonomia dos estados e o pacto federativo, e disse que está na hora de se democratizar o código nacional. “Ele é da década de 1960 e foi reeditado mais de 60 vezes por medidas provisórias. Precisa ser adequado a cada realidade nacional, dada à diversidade do país, e respeitando as características regionais”, argumentou.

Aplaudida por mais de quatro mil pessoas em manifestação na Praça Coronel Bertaso, Yeda disse que se uniu às mais de 200 mil famílias de produtores de alimentos. Acompanhada do governador de SC, Luiz Henrique da Silveira, a governadora levou a palavra de apoio do Rio Grande do Sul e afirmou que, “se o povo de Santa Catarina escolheu, deve ser respeitado”. Lembrou ainda que o RS fez seu próprio código ambiental em 2000, aprovado por lei na Assembleia Legislativa, com discussão democrática, liberdade de opinião e respeito à lei.

“Nossos códigos ambientais devem ser respeitados e servir de ajuda às modificações necessárias no código nacional”, frisou a governadora, destacando que os dois estados sempre deram exemplo de como preservar o meio ambiente com desenvolvimento sustentável. Ao agradecer o apoio de Yeda, o governador Luiz Henrique disse que sancionou a lei porque ninguém defende melhor o meio ambiente do que os próprios agricultores. “O código é fruto da vontade deles de continuar na terra e produzindo. Com as modificações, serão tirados da ilegalidade 40% dos produtores de suínos e aves e 60% dos produtores de leite de Santa Catarina”, disse o governador.

Também presente no ato, o presidente da Farsul, Carlos Sperotto, referiu-se à defasagem da legislação nacional e ressaltou que a alta tecnologia empregada no cultivo agropecuário não apresenta tanto prejuízo ambiental como antes. As entidades organizadoras afirmam que o código catarinense está sintonizado com o artigo 24 da Constituição Federal. Coordenada por entidades do agronegócio e empresariais, a manifestação teve a participação de senadores e deputados.

Fonte: Site do Governo do Estado do Rio Grande do Sul

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