Aparentemente uma “good news”…

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Barack Obama anuncia “revolução energética” no Dia da Terra

O Presidente americano, Barack Obama, anunciou hoje que os Estados Unidos irão avançar com uma “revolução” energética para pôr fim à dependência externa de petróleo e para combater as alterações climáticas, noticiou a AFP.

O Presidente defendeu ardentemente uma nova economia impulsionada pelas energias renováveis, particularmente pela energia eólica. “Os Estados Unidos demoraram demasiado a participar neste processo. (…) Convidamos os outros países a juntarem-se a nós para que possamos tratar deste problema em conjunto”, disse, reafirmando o seu desejo de ver as emissões de dióxido de carbono diminuir cerca de 80 por cento até 2050.

Barack Obama comemorou o Dia da Terra em Maytag, uma fábrica em Newton, no estado de Iowa, que cessou a actividade como produtor de electrodomésticos para se converter na Trinity Structural Towers, que produz obama-inspiraequipamentos de energia eólica.

Obama recordou ainda o peso que a importação de petróleo tem no défice comercial dos Estados Unidos e que uma diversificação dos recursos energéticos poderá significar a criação de milhares de postos de trabalho.

Simultaneamente, o tema das energias renováveis era discutido no Congresso, com particular ênfase no papel dos Estados Unidos no enquadramento mundial, de acordo com a Reuters. Todd Stern, principal representante dos Estados Unidos para as negociações para limitar as alterações climáticas, disse que os esforços mundiais para combater o aquecimento global não terão qualquer efeito se os Estados Unidos não criarem uma legislação que limite a emissão de gases que aumentem o efeito de estufa.

Em Dezembro realizar-se-á uma reunião que terá lugar em Copenhague, com países de todo o mundo para criar um novo plano para abordar as mudanças climáticas, sucessor do protocolo de Quioto.

Stern revelou ainda, perante a Comissão dos Assuntos Externos do Senado, que a Administração irá apresentar, até ao fim-de-semana, propostas de discussão para Copenhaga.

O responsável pelo Departamento de Energia e Nobel da Física, Steve Chu, afirmou, durante a sua intervenção, que os Estados Unidos estão sujeitos a duas grandes ameaças: por um lado, as consequências de uma resposta mundial demasiado tardia às consequências das alterações climáticas; por outro lado, arrisca-se a perder muito se o país não liderar este combate, e deixar fugir os novos “empregos verdes”. Isto afectaria o crescimento da economia, escreveu a AFP, citando o governante.

Chu discursou para a Comissão da Energia e do Comércio da Câmara dos Representantes, e teve o apoio de Lisa Jackson, directora da Agência de Protecção Ambiental e Ray Lahood, responsável pelos transportes.

Fonte: Última Hora

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