A aprovação “descuidada” de emenda restritiva às construções em áerea de 60 metros na orla do Rio Guaíba, fez com que, felizmente, a empresa responsável pelo projeto imobiliário (e do lobby frente a bancada do concreto da Câmara de Vereadores de Porto Alegre/RS) encaminhasse carta ao prefeito comunicando a desistência da mesma em desenvolver tal projeto insustentável.

A carta, para variar, tenta mostrar o quanto a empresa estava preocupada com o falso progresso da cidade, acusa a mobilização cidadã contrária ao projeto insustentável de pertencer a “correntes satãnicas”. Hein?! Isso mesmo…

Abaixo indicamos a leitura da brilhante resposta de Cesar Cardia (do Amigos da Rua Gonçalo de Carvalho), no qual faz um resgate de todo o processo referente a tal projeto imobiliário e que responde a altura a acusação de “sermos” (quem se mobiliza favoravelmente ao meio ambiente equilibrado e saudável a todos e todas) correntes satânicas…

Reproduziremos parte da resposta. O Restante pode ser acessado no blog  Porto Alegre RESISTE!

Satanás e o Pontal – Correntes Satânicas?

por Cesar Cardia

Na carta da BM PAR Empreendimentos, entregue ao prefeito José Fogaça no dia 9 de abril, se fez a comunicação formal de sua desistência em construir prédios residenciais na Ponta do Melo, hoje também conhecida como a região do projeto imobiliário Pontal do Estaleiro. Ela destaca uma série de motivos que, segundo o empreendedor, fazem que ocorra a desistência de construir moradias no local. Logicamente que a aprovação da emenda do vereador Ferronato, que preserva uma faixa de 60 metros é fundamental para a decisão, pois ela também impede novos aterros no local. Mas o que mais chama a atenção na citada carta é o destaque que dá ao “desgastante” processo travado pela liberação da área, dando a entender que os empreendedores e seus apoiadores seriam “vítimas” de injustos e diabólicos ataques. Diz, textualmente, certo trecho da carta:

“Um maniqueismo alcandorado, e de orquestração conhecida, utilizou todas as formas ao seu alcance, ora para denegrir o projeto, ora para denegrir a signatária, ora para denegrir seus quotistas, ora para vislumbrar torpezas entre estes e todos os que de vontade própria aderiram à idéia de que Porto Alegre é uma cidade de costas para o Guaíba, sem equipamentos urbanos à altura da sua beleza, e que a concepção arquitetônica apresentada à população da cidade era um diferencial de que ela necessitava e necessita.”

Interessante isso. Pois, com outras palavras, é o que temos dito com relação aos ataques desferidos aos que são contrários ao projeto imobiliário Pontal do Estaleiro. Os ambientalistas, participantes de entidades de moradores e ativistas sociais tem sido sistematicamente atacados e rotulados de ecoxiitas, ecochatos, inimigos do progresso, defensores do lixo, “escória da cidade” e até, em um programa de rádio, foi insinuado que estariam agindo apenas para aparecer na mídia e para “tentar conseguir algum dinheiro” [SEGUE…]

Para conhecer o restante da análise feita por Cesar Cardia, acesse AQUI

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