transgenico8A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) se reuniu em Brasília, no dia 18 de março, para uma audiência pública sobre a primeira liberação comercial de uma variedade de arroz transgênico, o Liberty Link 62, da Bayer. Ele é geneticamente modificado e tolerante a pesticidas à base de glufosinato de amônio, que apresenta alta toxidade.

A empresa, entretanto, não apresentou à Comissão estudos referentes aos resíduos de agrotóxico nos grãos e acabou recebendo críticas até de seus prováveis aliados, como a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa). Para Flávio Braseghello, representante da Embrapa, não é possível controlar o arroz transgênico e existe grande probabilidade de cruzamento da variedade com o arroz vermelho, o que é considerado ruim pelos produtores de arroz. A Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul e a Federação de Agricultura do Estado também se posicionaram contra a liberação.

Em reunião da plenária da CTNBio, no dia 19 de março, a Comissão decidiu adiar a votação sobre o arroz transgênico da Bayer até que mais pareceres técnicos sejam apresentados. Segundo o presidente da Comissão, Walter Colli, o assunto só deve voltar a ser discutido no segundo semestre deste ano. Após a contaminação genética de campos de arroz nos Estados Unidos, em 2006, muitos países passaram a rejeitar a variedade transgênica.

Fonte: Greenpeace

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