Repassamos aqui notícia disponibilizada pelo INGA, companheiros de lutas ecológicas na APEDeMA-RS, no qual aborda uma informação de extrema gravidade. No “apagar das luzes” do final do ano, a FEPAM criminosamente liberou um agrotóxico de extrema toxidez aos seres humanos.

Substância está classificada pela ANVISA como extremamente tóxica para o ser humano

No dia 17 de Dezembro de 2008, a Fundação Estadual de Proteção Ambiental do RS (Fepam) autorizou a comercialização do agrotóxico Aura 200 da empresa alemã Basf. No entanto, entidades ambientalistas apontam que o mesmo agrotóxico já teve sua liberação negada em 2004, quando era nomeado apenas de Aura.

Segundo o inGazeiro e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), Paulo Brack, na época, o produto foi rejeitado pela Comissão de Agrotóxicos, formada legalmente por representantes da Secretaria de Saúde, Secretaria de Meio Ambiente, Secretaria da Agricultura e representante dos consumidores. Além disso, o Aura teve parecer contrário de técnicos da Fepam que trabalham há anos no setor.

Apesar da Basf recorrer contra a decisão da Fundação, em 2004, o produto foi mantido como proibido, por decisão da Justiça Estadual. A aprovação, no final do ano de 2008, deu-se a revelia da decisão da Comissão de Agrotóxicos e da Justiça. Para o InGá, a liberação ilegítima do agrotóxico, no atual governo de Yeda Crusius, infringe a lei mostrando irresponsabilidade perante decisões que favorecem às grandes empresas e colocam a saúde da população e o ambiente natural, novamente em risco.

No site da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o agrotóxico Aura 200 está classificado como produto muito perigoso ao meio ambiente. Apesar de ser utilizado em outros estados brasileiros, o agrotóxico é proibido em países da África e não é liberado na Alemanha, país reconhecido por sua eficiente e bem estruturada legislação ambiental.

O site da Anvisa também lista as precauções de uso, entre elas, atenta para que o agrotóxico não seja aplicado na presença de ventos fortes ou nas horas mais quentes; alerta para que as embalagens ou equipamento aplicador não seja lavado em lagos, fontes, rios e demais corpos d’água. É recomendado ainda, que a aplicação do agrotóxico não seja realizada em áreas situadas a uma distância inferior a 500 metros de povoação e de mananciais de captação de água para abastecimento público e de 250 metros de mananciais de água, moradias isoladas, agrupamentos animais e vegetação suscetível a danos.

Assim, questionamos: o Rio grande do Sul pretende coadunar com tamanha irresponsabilidade? E você? Está disposto a comer arroz com Aura 200?

É provável que a sociedade, depois de acessar informações como as descritas acima sobre esse veneno, diga não. Mas, nas mãos de quem está nossa saúde e segurança alimentar? Quem toma essa decisão? Diga NÃO Aura 200 no Rio Grande do Sul!

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