Publicado no blog RS Urgente

Lideranças empresariais e do agronegócio gaúcho criticaram hoje dois decretos federais, editados em 2008, quehttps://i1.wp.com/www.cinemacomrapadura.com.br/blog/wp-content/uploads/2007/11/2410.jpg obrigam a preservação de 20% da área global de uma propriedade rural. As críticas ocorreram durante encontro de deputados da bancada estadual do Partido Progressista (PP) com entidades empresariais. O presidente da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), Carlos Sperotto, defendeu a anulação dos decretos e a reforma do Código Florestal. A posição de Sperotto foi apoiada pelo presidente da Federação das Indústrias do Estado (Fiergs), Paulo Tigre, e pelo vice-presidente da Fecomércio, Moacyr Schukster. Para este, “os decretos terão um efeito devastador na economia do país”.

A posição dos empresários ilustra bem a cegueira, ainda dominante na sociedade, em relação à gravidade dos problemas ambientais no Estado, no país e no mundo . A devastação da cobertura florestal do Rio Grande do Sul, ao longo das últimas décadas, substituída, por exemplo, pelas lavouras de soja, não foi suficiente para acalmar o “espírito empreendedor” dos ditos cujos. As cada vez mais freqüentes tragédias climáticas também. E, quando estas acontecem, estes senhores engordam as campanhas de solidariedade às vítimas, exibindo toda sua piedade nos meios de comunicação. De preferência com muita publicidade, para que todos conheçam seu espírito generoso.

Os produtores rurais gaúchos são conhecidos como “gafanhotos” em outras regiões do país. Por onde passam, poucas árvores ficam em pé. O importante é produzir e ganhar dinheiro, a qualquer custo. Preservar 20% da área de uma propriedade é considerado uma exigência “devastadora”. Para os gafanhotos gaúchos, preservação é sinônimo de prejuízo. O tempo e a natureza se encarregarão de educá-los.

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