Francesa “confunde o público”, diz Monsanto

por Rafael Garcia

Apesar de não ainda ter encontrado espaço no Brasil, o documentário de Robin teve boa aceitação na Europa e em outros lugares do mundo. A única frustração que a jornalista parece ter agora é pelo fato de ainda não ter conseguido ser processada pela Monsanto.

É interessante que meu livro tenha sido traduzido para várias línguas, meu documentário visto em 20 países, e a Monsanto não tenha dito nada“, disse Robin à Folha. “Mas aqui [no Brasil] acabaram de me dizer que o site deles eles fala algo sobre meu documentário. Até aqui, em todos os lugares que eu tinha ido, os representantes da Monsanto me diziam: “sem comentários“.

A empresa de fato publicou em seu site um comunicado sob o título “Documentário francês tenta denegrir imagem da Monsanto”

O documento rebate denúncias do filme de Robin, a quem acusa de “confundir o público” e “colocar os eventos fora de contexto”.

A empresa nega que seus testes de segurança sejam insuficientes e diz que as avaliações de risco de seus produtos “se estendem por muitos anos”.

Nega também, uma a uma, as acusações de que teria omitido dados de segurança que pudessem prejudicar seus produtos, como o PCB. A Monsanto “voluntariamente parou de produzir PCBs”, afirma, “oito anos antes de a EPA (Agência de Proteção Ambiental) dos Estados Unidos bani-los, em 1979”.
Sobre o herbicida Roundup, a multinacional norte-americana diz que o produto tem “mais de 30 anos de história de uso seguro” e que “alguns ativistas já fizeram testes científicos falsos para desafiar este grande recorde de segurança”.

A Monsanto também nega usar tráfico de influência sobre governos. “Na realidade, a demanda para pessoas competentes com vasta experiência no segmento é sempre grande”, diz o comunicado. “Estamos certos de que a maior parte dos funcionários do governo comporta-se com a mais alta integridade, independente da empresa ou segmento ao qual estiveram afiliados no passado.”

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Fonte: Folha de São Paulo

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