O Centro de Estudos Ambientais (CEA) já está executando o projeto denominado “Ambientalistas Educadores”, que vem sendo preparado desde 2005, com o intuito de formação continuada/recíproca de pessoas que, de alguma maneira, participam de lutas ecológicas e projetos de educação ambiental.

Foram selecionadas, através de edital público, 30 pessoas entre representantes de ONGs com sede e atuação no Rio Grande do Sul, integrantes de coletivos nacionais ou estaduais da sociedade civil como FBOMS, CNEA, APeDEMA, Rede Mata Atlântica, Redes de Educação Ambiental, Rede Brasileira de Agendas 21 locais e outras, com participação em colegiados de gestão ambiental.

As pessoas selecionadas representam ONGs de Passo Fundo, Ijuí, Santa Vitória do Palmar, Porto Alegre, Santa Maria, Canoas, Montenegro, Tapes, Caxias do Sul, Guaíba, Rio Grande e Pelotas, conferindo uma alta representatividade dos biomas de Mata Atlântica e do Pampa. Explica o coordenador do projeto, o professor de Direito Ambiental, Antônio Soler, que se trata de um projeto inovador e com uma articulação institucional inédita para a região, pois envolve as ONGs de lutas ecológicas, a esfera estatal (MMA e Universidade Pública) e uma organização internacional, que é a UNESCO, cujo apoio garantiu que o projeto fosse executado.

Além disso, o projeto Ambientalistas Educadores cumpre com diversos dispositivos da lei ambiental, notadamente a Constituição Federal e a Lei 9795/99, da Política Nacional de Educação Ambiental. O curso é presencial, dividido em três módulos, e conta com atividades não-presenciais via rede mundial de computadores, estando essa última a cargo da coordenação do professor Carlos Machado, do Programa de Pós-Graduação em Educação Ambiental da FURG, e pelo CEA, da Mestre em Ciências Sociais, Eugênia Antunes Dias.

O 1º Módulo presencial foi realizado nos dias 6, 7, 8 e 9 de novembro, na Pousada Recanto dos Coswig, a 40km do centro de Pelotas. O segundo módulo será em Porto Alegre e o encerramento em Rio Grande. A data de realização do segundo módulo está em processo de discussão entre os participantes, mas a previsão é de que ocorra em fevereiro.

Para a mestre em Educação Ambiental, Bióloga Cíntia Barenho, do CEA, também encarregada da organização do evento, o “Departamento de Educação Ambiental do Ministério do Meio Ambiente (MMA) sempre assumiu o compromisso com a proposta do CEA e sem ele o projeto não aconteceria, pois não esta dentro de uma lógica de mercado. Suas bases estão na cooperação, na economia solidária e na sustentabilidade. O projeto também está sendo executado no estado da Bahia, em cooperação com a ONG Grupo Ambientalista da Bahia.

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