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Encerra hoje (30 de junho) a exposição denominada História do Ambientalismo Gaúcho, no Memorial da Câmara Municipal de Porto Alegre , que homenageia a passagem do Dia Mundial do Meio Ambiente (5 de Junho).
A mostra é inspirada no livro Pioneiros da Ecologia, de Elmar Bones e Geraldo Hasse (Já Editores) e reúne 16 banners que abordam aspectos do movimento em defesa da natureza no Rio Grande do Sul.
A exposição aponta as contribuições de Luis Roessler e de Padre Balduíno Rambo até a emergência da geração de militantes formada por José Lutzenberger, Augusto Carneiro, Caio Lustosa, Flávio Lewgoy e Sebastião Pinheiro. Também valoriza o trabalho das mulheres ao movimento ecológico, citando as pioneiras Hilda Zimmermann, Giselda Castro e Magda Renner, além do papel da imprensa local nas lutas pela preservação da natureza.
“As mulheres foram intelectuais de destaque no movimento, escrevendo notáveis textos em defesa da ecologia”, afirma o coordenador do Memorial da Câmara, Jorge Barcellos. “A imprensa gaúcha tomou uma posição na luta ambientalista porque colaborou na divulgação, através de inúmeros artigos de seus militantes e de pautas ambientalistas.”
Os painéis não deixam de fora grandes lutas dos ecologistas gaúchos, como o combate ao uso dos agrotóxicos e pela constituição de políticas voltadas para o meio ambiente no Estado, notadamente no município de Porto Alegre.
O pionerismo de luta ecológica da América Latina foi protagonizado pela União Propetora da Natureza (UPN) e pela Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (AGAPAN), foi fundada por gaúchos.
Entrada franca, encerra as 16 horas. Informações: (51) 3220-4187.
Fonte: www.agapan.org.br e http://roessler.org.br.
Depois de entrar em dabate ontem, 29.06, na reunião do Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente (COMDEMA) de Rio Grande/RS, a poluição do ar volta a ser tratada em outro colegiado ambiental do município, dessa vez na reunião de hoje do Fórum da Agenda 21 local, o qual se reúne hoje, 30.06, as 18 hs, no Centro de Convívio dos Meninos do Mar (CCMAR) da Universidade Federal do Rio Grande (FURG).
Também esta previsto serem tratados temas como Licenciamento Ambiental do Distrito Industrial de Rio Grande (DIRG), o qual tem relação direta com a poluição atmosférica e Drenagem Urbana, com foco na área central da cidade.
O Fórum da Agenda 21 local tem por finalidade orientar o Poder Publico a elaboração e execução de políticas na busca da sustentabilidade e conta com representação da sociedade civil, dos órgãos públicos e dos setor diretamente ligado ao capital, ou seja, os empresários.
Veja mais em: http://agenda21riogrande.ning.com/
O CEA participa das reuniões do Fórum mencionado com a Professora Aline Menezes.
Sabemos que a interferência humana levou à extinção milhares de espécies na última centena de anos. A escala da redução de populações de espécies é generalizada e muito grande, chegando a atingir cerca de vinte milhões de animais selvagens mortos por ano, apenas em regiões como a África Central. Ao que tudo indica, as principais causas de risco são a perda ou a fragmentação dos habitats, sendo que a caça também é um grande contribuidor, uma vez que a abundância das populações é em torno de trinta vezes menor nessas áreas do que em áreas de preservação. Esse panorama leva à pergunta “a interferência humana atual culminará no sexto evento de extinção em massa?” discutida no artigo intitulado “A sexta extinção em massa já começou?” na revista Nature (471, 51-57).
Tendo em mente o caráter gradual desses eventos, os pesquisadores analisaram o tempo necessário para alcançarmos a destruição de 75% da diversidade biológica existente no planeta, tomando como base as taxas de extinções conhecidas na última centena de anos e o número de espécies ameaçadas atualmente. As conclusões alarmantes indicam que alcançaríamos a sexta grande extinção entre trezentos e onze mil anos.
Embora longa em uma escala antropocêntrica, essa escala temporal é extremamente curta comparada com a escala de extinções dos outros eventos catastróficos, estimadas em centenas de milhares de anos ou mais. “Isto enfatiza que as taxas de extinções atuais são maiores que aquelas que causaram as grandes cinco extinções”, comentam os autores. De fato, as taxas de extinções atuais são comparáveis ou maiores que aquelas observadas nos outros cinco eventos catastróficos.
Apenas cinco eventos de “extinção em massa” – definido como situações nas quais 75 % das espécies foram extintas – foram identificados na história do planeta. Entretanto, “de quatro bilhões de espécies que estima-se que a Terra tenha apresentado nos últimos 3,5 bilhões de anos, 99% não existem mais. Isso mostra que as extinções são muito comuns, mas este fenômeno é compensado pela especiação (processo evolutivo pelo qual as espécies se formam)”, ressaltam os cientistas no artigo.
O evento mais conhecido de extinção é o ocorrido no período Cretáceo (há 65 milhões de anos), que levou ao extermínio dos dinossauros. Esse evento foi causado, provavelmente, pela colisão de um grande meteoro com nosso planeta, culminando na redução da diversidade biológica e em um evento de extinção.
Apesar do caráter pontual deste exemplo específico, os autores do trabalho apontam que em todos os eventos de extinção em massa a sinergia de diversos fatores induz a uma redução dramática do número de espécies ao longo de milhões de anos. Entre eles, são citados a dinâmica climática incomuns, mudanças da composição atmosférica e pressões ecológicas que afetam negativamente linhagens.
No trabalho, os autores afirmam que há diversas dificuldades intrínsecas a essas comparações. Por exemplo, a falta de informação paleontológica de extinção em diferentes biomas, as diferenças de classificação/identificação de espécies por fósseis e o desconhecimento do número de espécies existentes. Mesmo assim, as estimativas mais otimistas (maiores taxas de extinção no passado e menores no presente) mostram que o cenário é preocupante. Desta forma, pesquisa em alguns pontos é fundamental para aprimorar nosso entendimento destes eventos: 1) qual a chance de espécies ameaçadas se extinguirem?, 2) as taxas atuais crescerão ou diminuirão? e 3) qual é a confiabilidade das estimativas realizadas com base em dados paleontológicos.
A elaboração desse estudo chama a atenção pela análise rigorosa de dados disponíveis que aponta uma caminhada acelerada em direção à redução drástica da biodiversidade do planeta e, neste sentido aponta a importância do desenvolvimento de métodos e técnicas para a reversão desse quadro e, de forma que estes mecanismos possam adquirir o status de políticas públicas de desenvolvimento e preservação.
Por Andreia Hisi, da ComCiência, Revista Eletrônica de Jornalismo Científico, LABJOR/SBPC.
Fonte: EcoDebate
Para o CEA fica o questionamento do valor reservado ao Fundo Estadual de Meio Ambiente (FEMA) do montante arrecado pela referida Taxa, bem como qual foi a contribuição do Conselho Estadual de Meio Ambiente (CONSEMA) ao presente debate
No começo da manhã desta quarta-feira (29), os deputados aprovaram o PL 193/2011, o último dos cinco projetos do Plano de Sustentabilidade Financeira do governo do Estado. Por 29 votos a 5, o Executivo foi autorizado a instituir o Cadastro Técnico Estadual de Atividades Potencialmente Poluidoras ou Utilizadoras de Recursos Ambientais, integrante do Sistema Nacional do Meio Ambiente – SISNAMA -, a Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental – TCFA-RS -, de acordo com uma emenda de 1989 a Lei Federal nº 6.938, de 31 de agosto de 1981.
A matéria foi aprovada com as emendas 8 e 9, ambas do deputado Aloísio Classmann (PTB), que foram apreciadas após aprovação (29 votos a 7) de requerimento de preferência da líder do governo, deputada Miriam Marroni (PT), para votar as duas emendas e o texto do projeto. A emenda 8 recebeu 31 votos favoráveis e 4 contrários, enquanto que a emenda 9, 32 votos favoráveis e 2 contrários.
A primeira determina que os recursos arrecadados com a multa prevista serão destinados pelos órgãos ambientais competentes para Programas de Educação Ambiental, Estruturação e implementação de sistemas e condições com o objetivo de reduzir e agilizar os prazos de análise dos projetos, Capacitação dos servidores e agentes dos órgãos municipais de meio ambiente e Investimentos na Secretaria Estadual do Meio Ambiente e suas vinculadas.
Já a segunda emenda propõe que antes da aplicação das sanções, pessoas físicas, microempresas e empresas de pequeno porte que não estiverem inscritos no Cadastro Técnico Estadual de Atividades Potencialmente Poluidoras e Utilizadoras de Recursos Ambientais no prazo legal deverão receber uma notificação prévia dos órgãos ambientais competentes, com prazo de trinta dias para regularização.
Discussão
Defendendo a proposta, o deputado Raul Carrion (PCdoB) afirmou que não está sendo criada taxa nova, pois já existe na esfera federal. Citou que essa legislação estadual já existe nos estados de Minas Gerais, Goiás, Bahia, Santa Catarina, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e Pernambuco. A matéria também foi defendida pela deputada Marisa Formolo (PT).
O deputado Giovani Feltes (PMDB) disse que, apesar de não ser uma taxa nova, o objetivo do projeto é “fazer caixa”. Questionou se a Fepam, que já tem histórico de “emperrar” os investimentos no Estado para emitir licenças ambientais, terá capacidade para fiscalização ambiental, como está previsto no projeto.
O deputado Edson Brum (PMDB) afirmou que estava preocupado com o setor da agricultura familiar, pois a taxa a ser criada aumenta a arrecadação do governo, mas aumenta os gastos dos pequenos produtores. Registrou ainda que a Fepam não tem condições de ser responsável pela fiscalização ambiental prevista.
O deputado Pedro Pereira (PSDB) também salientou o caráter arrecadatório do projeto. Citou duas emendas de sua autoria, que foram apresentadas a fim de melhorar a proposta. Ainda se manifestou o deputado Jorge Pozzobom (PSDB).
Fonte: http://www.al.rs.gov.br/ag/
Informações sobre o Cadastro Técnico Federal de Atividades Potencialmente Poluidoras e Utilizadoras de Recursos Naturais: http://www.ibama.gov.br/cadastro/manual/html/000000.htm
Luana Lourenço
Repórter da Agência Brasil
Brasília – A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, aproveitou a reunião do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), em Nova York, para convocar os países-membros da Organização das Nações Unidas (ONU) a trabalhar pelo sucesso da Rio+20, a conferência da ONU sobre desenvolvimento sustentável, que o Brasil vai sediar em junho de 2012.
Em discurso feito segunda passada (27.06.11), a ministra disse que os países devem se empenhar para construir as bases de uma economia verde voltada para a erradicação da pobreza. Izabella Teixeira disse que ainda é preciso superar a falsa contradição entre proteção ambiental e desenvolvimento, e que é possível construir um novo modelo de crescimento econômico com sustentabilidade ambiental. “Entre muitas razões para o sentimento geral de fracasso do atual modelo de desenvolvimento está a falta de um paradigma econômico que considera os riscos ambientais, escassez ecológica e as disparidades sociais”, disse.
A ministra também destacou a necessidade de novos formatos de implementação dos acordos e resoluções que poderão sair da Rio+20, para que as medidas se tornem efetivas. “Nenhuma iniciativa global terá êxito se os países não têm a capacidade de transformá-los em políticas e planos nacionais. Nosso desafio é, respeitando o legado da Rio-92, criar as condições ideais para superar o déficit de implementação dos acordos multilaterais e construir uma visão compartilhada de sustentabilidade para as próximas décadas”, declarou.
Além do papel dos governos, a mudança de perspectiva para uma economia verde, segundo a ministra, não poderá desconsiderar o papel do setor privado e da sociedade civil. “Se em 1992 nós colocamos todas as nossas expectativas em soluções multilaterais intergovernamentais, agora devemos incluir um leque mais amplo de atores, que não só são influenciados, mas também pode influenciar profundamente o processo”.
Durante a Rio+20, o governo brasileiro deverá apresentar a proposta de um novo pacto entre os países-membros da ONU para o estabelecimento de metas gerais de desenvolvimento sustentável que possam pautar políticas nacionais relacionadas à geração de energia, hábitos de consumo e outros temas ligados à sustentabilidade.
Edição: Aécio Amado
Brasília – A Caixa Econômica Federal lançou hoje (27) chamada pública para implementação de projetos para gestão de resíduos sólidos de construção e demolição, feitos por consórcios públicos e prefeituras municipais. O Fundo Socioambiental Caixa poderá aplicar até R$ 3,8 milhões nos projetos. O investimento contribuirá para a Política Nacional de Resíduos Sólidos.
Segundo comunicado da Caixa, “a seleção tem como objetivo estimular a reciclagem de resíduos de construção e demolição, e seu reaproveitamento nas obras, além de promover a educação ambiental e a mobilização da sociedade”. Os projetos serão recebidos até o dia 26 de agosto de 2011.
A geração de resíduos de construção e demolição é oriunda da construção da infraestrutura urbana e abrange a fase de implantação da obra, execução dos serviços, manutenção, reforma, desocupação e demolição. De acordo com a Caixa, estima-se que de 40% a 70% dos resíduos urbanos sejam de construção e demolição.
De acordo com a Caixa, podem se habilitar aos recursos consórcios públicos para gestão de resíduos sólidos, prefeituras de municípios com mais de 100 mil habitantes ou instituições vinculadas, responsáveis pela gestão de resíduos sólidos. É condição para a seleção a existência de Plano Integrado de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil ou Plano de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos, em vigor no município onde o projeto será implantado.
O Fundo Socioambiental Caixa recebe até 2% do lucro anual do banco para realizar investimentos em projetos sociais – de cidadania inclusiva e geração de trabalho e renda; e em projetos ambientais – de proteção da biodiversidade e para cidades mais sustentáveis.
Este mês, o Fundo Nacional do Meio Ambiente, do Ministério do Meio Ambiente, abriu chamada pública, em cooperação com o fundo, para aplicar R$ 6 milhões na biodiversidade da Caatinga. Neste caso, as inscrições estão abertas até 22 de agosto de 2011.
Edição: Juliana Andrade
Às vezes parece que nem tudo está perdido…

Espécie costuma ir à região argentina entre junho e dezembro para reprodução. (Foto: Maxi Jones/Reuters)
Baleia-franca-austral reapareceu na região costeira da Nova Zelândia. As ilhas são habitat natural da espécie, que foi fortemente caçada no século 19.
Estudo publicado nesta segunda-feira (27) mostra que exemplares da baleia-franca-austral (Eubalaena australis), caçadas até a extinção nas proximidades da Nova Zelândia, estão retornando aos poucos para a região.
De acordo com pesquisadores das universidades de Oregon (Estados Unidos) e Auckland, pela primeira vez em décadas uma pequena população de baleias que vivia nas proximidades da Antártica rumou para ilhas da Oceania, considerado seu antigo habitat de reprodução.
Registros históricos informam que existiam ao menos 30 mil exemplares no século 19, que migravam da região gélida para as baías da Nova Zelândia e Austrália.
Mas a espécie entrou em extinção devido às grandes caçadas, que tiveram seu pico entre 1830 e 1840. Desde então, eram raras as aparições do mamífero na costa. “A baleia-franca-austral é extremamente graciosa e muito espetacular de se ver”, afirmou Scott Baker, um dos pesquisadores responsáveis pelo estudo.
“Costumava haver milhares delas na Nova Zelândia e agora as baleias estão redescobrindo seu lar ancestral. Vai ser interessante ver como isto vai se desenvolver”, disse.
O mamífero pode atingir até 60 metros de comprimento e pesar até 100 toneladas. A idade média é de pelo menos 70 anos. Estima-se que existam atualmente cerca de 7.500 baleias-franca-austral em todo mundo.
Fonte: AmbienteBrasil

As podas urbanas, historica e impunimente causam danos a arborização. Balneário do Cassino / Rio Grande / RS Foto: CEA, 2009.
O Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente (COMDEMA) de Rio Grande/RS, se reúne hoje (terça-Feira, 28 de Junho de 2011) ordinariamente, às 14 horas, Instituto Chico Mendes de Proteção à Biodiversidade (CEPERG/IBAMA), com a seguinte pauta:
- Eleição do cargo de Secretário do COMDEMA.
- Criação do Parque Urbano do Bolaxa: Decreto nº. 11.110, de 08 de junho de 2011.
- Relato dos trabalhos da Câmara Técnica de Compensação Ambiental.
- Relato das ações de fiscalização sobre poda de árvores.
- Informações sobre a sugestão apresentada por Antonio Carlos para homenagem ao Sr. Jandir Martins.
- Assuntos Gerais.
O CEA acompanha o COMDEMA através da Professora Aline Menezes.
O Conselho Municipal de Desenvolvimento de Rio Grande/RS, órgão responsável a nível municipal pela realização da Consulta Popular 2011 (Processo de Participação Popular), realizará a Assembléia Pública Municipal na terça-feira, dia 28 de junho, às 19 horas no Auditório do Instituto de Educação Juvenal Miller.
A Consulta Popular indica prioridades para a realização de obras e projetos do Governo do Estado.
Este ano os órgão públicos e as entidades da sociedade civil poderão apresentar projetos em 10 áreas escolhidas pelo Conselho Regional de Desenvolvimento da Zona Sul (COREDE-SUL ):
Desenvolvimento Rural
Saúde
Educação
Segurança
Trabalho e Desenvolvimento Social
Habitação e Saneamento
Meio Ambiente
Turismo
Infraestrutura e Logistica
Desenvolvimento e promoção de investimento
As propostas escolhidas na Assembléia Pública Municipal serão enviadas para o COREDE-SUL, o qual, por sua vez definirá quais propostas constarão na cédula de votação da Consulta Popular 2011, a qual stá prevista para acontecer dia 10 de agosto.
Para participar da Assembléia Pública Municipal basta ser eleitor e comparecer com o título eleitoral ou o RG.
Maiores informações podem ser obtidas com o Coordenador da Consulta: Julio Cesar Pereira da Silva (53) 9945-5126
Na próxima terça-feira (28) ocorre o Seminário de Apresentação dos Resultados do Plano Ar, Clima e Energia (PACE), projeto de cooperação entre o Governo Francês e o Governo do Rio Grande do Sul, no Clube do Comércio, em Porto Alegre, às 8h30min. Na ocasião, serão apresentados os resultados do estudo, por meio de documento de planejamento estratégico para uma política integrada de Ar, Clima e Energia, a ser entregue à Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema).
Este documento, desenvolvido durante um ano e meio, com trabalho técnico e discussões com os parceiros, visa apoiar a tomada de decisão do Governo do Estado para melhorar a qualidade do ar no RS, reduzir as emissões de gases de efeito estufa (mudanças climáticas), diminuir as vulnerabilidades do território às alterações do clima e melhorar a gestão da energia (energias renováveis, eficiência energética).
De acordo com a Secretária Estadual do Meio Ambiente, Jussara Cony, “o material é uma ferramenta de desenvolvimento sustentável para o RS, como solicitado na Política Nacional das Mudanças Climáticas (PNMC) e na Política Gaúcha das Mudanças climáticas (PGMC)”.
Mudanças climáticas
Além disso, durante o evento serão apresentadas recomendações focadas nas atividades realizadas pela Fepam, conforme a coordenadora do projeto, Charlotte Raymond. Ela explicou que o PACE deverá ser usado como apoio para debate de maior amplitude sobre as mudanças climáticas no sul do País. “Queremos que com o projeto essa região do Brasil esteja preparada para enfrentar essas questões”, disse ela.
O evento contará com palestra de representante do Codesul. Também estarão presentes representantes da FINEP, BNDES, Instituições Ambientais do Paraná e Mato Grosso do Sul, BRDE, Itaipu Binacional, Agência Francesa do Meio Ambiente e da Gestão de Energia, entre outros.
O seminário acontece na próxima terça-feira, 28, das 8h30min às 18h, no Clube do Comércio (Rua dos Andradas, 1085 – Centro- Porto Alegre/RS).
O programa do evento está disponível no WWW.sema.rs.gov.br.
Texto: Silvana Barletta
Edição: Redação Secom
Desgastada pelas divergências com a executiva nacional do PV, a ex-presidenciável deve formalizar sua decisão em São Paulo
Dois anos após trocar o PT pelo PV, a ex-senadora Marina Silva deve anunciar na próxima terça-feira, 28, sua saída do Partido Verde. Desgastada pelas divergências com a executiva nacional do PV, a ex-presidenciável deve formalizar sua decisão em São Paulo, após reunião com o Movimento Marina Silva, grupo apartidário que atuou na campanha presidencial da ex-senadora no ano passado.
Marina deve falar em nome de um grupo de aliados, entre eles o ex-presidente do diretório estadual do PV-SP, Maurício Brusadin, o ex-candidato ao Senado por São Paulo, Ricardo Young e o empresário Guilherme Leal, que foi seu vice na chapa presidencial.
Os aliados da ex-senadora devem retomar o Movimento Brasil Sustentável, de onde pretendem fazer a articulação política para 2014. O objetivo não é fundar um partido para disputar as eleições em 2012 – uma vez que não há tempo hábil para disputar a eleição municipal do próximo ano -, mas fazer com que o Movimento tenha potencial para se tornar um novo partido.
Segundo aliados próximos, Marina e seu grupo tomaram a decisão nesta semana, antes de sua viagem para a Espanha, onde proferiu palestra. Nos últimos dias, a ex-senadora tem feito reuniões com seus colaboradores e pretende se reunir com todos os segmentos sociais que apoiaram sua campanha para explicar sua saída do PV. “Queremos que as pessoas entendam. Isso tem que ficar claro para todos”, justificou Brusadin.
O grupo de Marina Silva tem batido de frente com o grupo do presidente da legenda, o deputado federal José Luiz Penna (SP), sobre a realização de mudanças internas, entre elas a democratização dos diretórios do PV. “Eu já estou convencido que no PV não dá mais”, desabafou Brusadin.
Luciano Zica, que fez parte da coordenação da campanha de Marina Silva no ano passado, também
deixará a legenda. “Eu já tomei minha decisão. Espero sair junto com ela”, afirmou. De acordo com Zica e Brusadin, as conversas dos últimos dias com os apoiadores têm sido fundamentais para a ex-senadora avaliar a dimensão política da sua decisão. “Essa semana ela completa o ciclo”, avisou
Brusadin.
Fonte: http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_secao=10&id_noticia=157262
Programação
Sexta- feira, 24/06
18h15 – Concentração para a Massa Crítica Intergaláctica no Largo Zumbi dos Palmares
19h – Início da Massa Crítica Intergaláctica
??h – Confraternização pós-massa crítica ao término do passeio.
Premiação da melhor fantasia e melhor bicicleta decorada.
Comida vegana com Vida Vegan: pão com chilli e chá gelado a preços módicos.
Sabado, 25/06
10h – Abertura.
Dia todo: Projeto Bicicletada Jardinaria – Jardinagem comunitária na Casa (traga suas mudas!).
Feira do Desapego – desapegue-se!
12h – Almoço Vida Vegan – Espetinho de Soja.
Abertura da Barraquinha de sanduiches Até o Talo.
14h30 – Oficina Comunitária: Mecânica Básica para Bicicletas.
17h – Banda Sonários.
18h – Bate-papo sobre Cicloturismo com Klaus Volkmann.
20h – Banda Rocartê.
21h – Festa Junina – Piquenique Comunitário com fogueira gigante (Tragam comidas típicas vegans!)
Domingo, 26/06
10h – Abertura
Dia todo: Feira do Desapego
Projeto Bicicletada Jardinaria – Jardinagem comunitária na Casa (traga suas mudas!).
12h – Almoço Vida Vegan – Almoço Recicle Sem Preço
Abertura da Barraquinha de sanduiches Até o Talo
14h – Oficina de Serigrafia com Isadora Brandelli e Naíla Sarkar – trazer tela e desenhos.
15h30 – Oficina de Comunicação Não-Violenta com Pedro Lunaris
17:30 – Banda Trio Vladimir
19h – Bate-papo Pedalando na Cidade com Segurança com os BiciAnjos
20h – Banda Electric Mind
Segundo o Blog do Fórum da Agenda 21 de Rio Grande, no dia 20/06/11, após inúmeras reclamações para os telefones disponíveis (Empresa YARA: 08006424300 e Empresa TIMAC: 08007261140), e sem solução da denúncia junto a Emergência Ambiental da FEPAM (51-99827840), emissões de gazes com odor, oriundas de empresas do Distrito industrial de Rio Grande/RS, se acumulavam sobre a região central da cidade, com conhecimento da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SMMA). A tarde, as emissões não haviam sido reduzidas ou cessadas, como seria pertinente em condição de baixa dispersão atmosférica.
A combinação de tal condição atmonsférica com as referidas emissões resultou no visível acúmulo de poluentes sobre o Saco da Mangueira, no estuário da Laguna dos Patos por uma extensão aproximada de 3,2 Km, incidindo principalmente sobre a área central da cidade, cuja pluma das emissões atmosféricas está indicada na figura abaixo, pelas linhas vermelhas.
Fonte: http://agenda21riogrande.ning.com/
A respeito, leia também: http://centrodeestudosambientais.wordpress.com/2010/06/30/hoje-tem-reuniao-do-comdema/
por Alfredo Sirkis
(…ou com uma idiota na piscina de geleca)
Ontem terminei a noite dominado por um pessimismo resignado. Não mais aquele que Gramsci definia como o pessimismo da mente, apanágio dos lúcidos, dos desassombrados, mas algo diferente e assustador: um pessimismo no coração. Venho me empenhando em manter Marina Silva no PV pois penso que para nós sua saída seria uma perda irreparável, de natureza a comprometer irremediavelmente nosso futuro e para ela um desgaste que certamente não merece.
O diálogo com José Luiz Penna começou algo promissor, pessoalmente temos uma relação afetuosa, mas na hora dos finalmentes ele pediu mais tempo para apresentar uma “contra-proposta” após uma consulta ao “pessoal”. Ou seja àquela burocracia míope, insensível, sem-voto, sem causa da qual não seria sequer próprio dizer que pensa pequeno, pensa para lá de minúsculo. Para essas pessoas, pasmem, Marina é um estorvo, um problema a afastar com seus 20 milhões de votos… Ontem, na imprensa, havia uma pobre coitada que queria processa-la (!) por criticar dirigentes do partido… Hoje a idiota (rima com seu nome) volta à lides, na Folha de São Paulo, para usufruir de seus dez segundos de fama para jogar mais lenha na fogueira com uma afirmações de matar de vergonha qualquer verde minimamente sério. Não vi hoje nenhum gesto de Penna ou de ninguém de seu grupo desautorizando-a. Tornou-se, então, a portavoz e quem cala, consente.
Assim voltamos à piscina de geleca. Na ausência de um gesto de grandeza, um lampejo de liderança, o caminhão sem freio volta a rodar ladeira abaixo e nada mais parece capaz de contê-lo pois agora está e juntando a fome com a vontade de comer. A impaciência e a desesperança daqui encaixa perfeitamente nas manobras excludentes de lá e rumamos desabalados para uma perda política irreparável. Vejo diante de mim um leque de opções todas ruins. Vejo milhares de bons e abnegados militantes verdes perplexos, milhões de eleitores que não vão entender mais xongas e cujo tênue ânimo de participação vai minguar. Valerá sequer a pena sequer continuar fazendo política???
Tenho um compromisso com a causa verde, meus companheiros de luta e meus eleitores e vou continuar a cumpri-lo até o fim deste mandato que me confiaram com toda força e dedicação. Vou canalizar minhas energias para um movimento político suprapartidário que encarne essa causa e possa servir-lhe de instrumento autêntico no momento em que cada vez mais aparece ao Brasil e ao mundo como absolutamente crucial. Um movimento político que, sem ser partido, adquira capilaridade em todo o Brasil, sensibilize e mobilize pelo menos parte dos 20 milhões de pessoas que despertaram para nossa causa naquela memorável jornada de outubro de 2010.
Fonte: http://alfredosirkis.blogspot.com/
Segundo o estudo, vida marinha já está em um ciclo de extinção
Um novo estudo indica que os ecossistemas marinhos enfrentam perigos ainda maiores do que os estimados até agora pelos cientistas e que correm risco de entrar em uma fase de extinção de espécies sem precedentes na história da humanidade.
O levantamento vem de especialistas que integram o IPSO (sigla em inglês de Programa Internacional sobre o Estado dos Oceanos), entidade formada por cientistas e especialistas no assunto. Eles concluíram que fatores como a pesca excessiva, a poluição e as mudanças climáticas estão agindo em conjunto de uma forma que não havia sido antecipada.
A pesquisa reuniu diferentes disciplinas, incluindo ambientalistas com especialização em recifes de corais, toxicologistas e cientistas especializados em pesca. “As conclusões são chocantes. Estamos vendo mudanças que estão acontecendo mais rápido do que estávamos esperando e de formas que não esperávamos que fossem acontecer por centenas de anos”, disse o diretor científico do IPSO, Alex Rogers, também professor da Universidade de Oxford.
Lei mais em http://www.jornalagora.com.br/site/content/noticias/detalhe.php?e=4&n=13451
Aquecimento global, aumento do nível dos mares, extinção em massa de espécies: a humanidade está mudando o planeta de tal forma que um número cada vez maior de cientistas quer proclamar uma nova era geológica. Em entrevista à “Spiegel Online”, o geólogo britânico Jan Zalasiewicz defende a ideia da era Antropocena. Christian Schwägerl, Der Spiegel.
Spiegel Online: A humanidade está mudando a Terra de tantas maneiras e a longo prazo que se justifica mudar o nome da atual era Holocena para Antropocena?
Zalasiewicz: A humanidade provoca mudanças significativas na biodiversidade da Terra. Nossas emissões de CO2 levam a fenômenos como o aquecimento global e a acidificação do oceano. A lista de impactos humanos sobre o sistema da Terra é muito longa. Algumas dessas mudanças estão em andamento. Outras, como o aumento do nível do mar que provavelmente resultará do atual aquecimento global, apenas começaram, e acontecerão durante os próximos séculos e milênios. Baseado em nossos conhecimentos atuais, certamente há motivos para defender criação de uma nova era chamada Antropocena. Nossas mudanças envolvem a remodelação dos caminhos sedimentares que constroem novas camadas de solo. Isso inclui a construção dos estratos feitos pelo homem, que nós chamamos de cidades.
Spiegel Online: O que precisa ser feito cientificamente para determinar se nós já estamos vivendo na era Antropocena?
Zalasiewicz: Devemos primeiro demonstrar que as mudanças ambientais globais que aconteceram são suficientes para deixar sinais distintos e significativos nos estratos que estão se formando hoje e continuarão a se formar no futuro. Estou falando sobre sinais que marcam claramente a era Antropocena como um intervalo separado no tempo geológico. Assim, precisamos mostrar que o termo é geologicamente justificável. Em segundo lugar, precisamos estabelecer que um termo formal como este será, acima de tudo, útil para os cientistas, em vez de ser um empecilho ou um problema.
Spiegel Online: A ideia da era Antropocena foi oficialmente lançada pelo vencedor do prêmio Nobel Paul Crutzen em 2002 na revista Nature. Ela mudou sua forma de pensar como geólogo?
Zalasiewicz: Ela cristalizou uma consciência crescente de que as mudanças ambientais que estão em andamento são significativas numa escala de tempo geológica, e devem ser estudadas dentro de um contexto geológico da história profunda da Terra. Para um geólogo que é treinado para considerar períodos muito longos de tempo, este é um grande passo.
Spiegel Online: Há muita resistência à ideia Antropocena nos círculos de geologia, uma vez que ela pode ser vista como um termo precoce e especulativo?
Diante da invasão, na tarde de ontem, dia 20, por três elementos fortemente armados na residência do ambientalista Francisco Soares, presidente da Fundação Rio Parnaíba-FURPA, e conselheiro do Conselho Nacional do Meio Ambiente-CONAMA, a Rede Ambiental do Piauí-REAPI, vem a público denunciar que o ambientalista, que no momento não se encontrava em casa, foi vítima de uma tentativa de assassinato, devido o comportamento dos indivíduos, que uma vez no interior da residência, limitaram-se a procurá-lo, como não o encontraram, saíram em busca de documentos. Quarenta minutos depois, saíram sem nada levaram como fruto de roubo.
Desde 2007 Soares vem promovendo fortes denuncias de crimes ambientais no CONAMA, como os desmatamentos irregulares, as carvoarias e a grilagem de terras no Sul do Estado, na região da Serra Vermelha. Semana passada, a Ministra do Meio Ambiente, Izabela Teixeira, determinou o enviou da Polícia Federal e fiscais do Ibama e Instituto Chico Mendes-ICMBio, a região, para apurar os crimes denunciados pelo o Ambientalista. O que pode ter contribuindo para desagradar os exploradores da região.
Diante da situação, a REAPI, através das entidades que a compõem está solicitando ao Ministério do Meio Ambiente, Polícia Federal e ao Ministério da Justiça, proteção e segurança de vida ao ambientalista.
Os humanos mudaram a forma como o mundo funciona. Agora também precisam mudar a forma como pensam sobre isso, diz editorial da revista The Economist sobre as profundas e perigosas mudanças que o homem vem provocando no planeta. O curioso no texto é que ele não menciona única vez o termo ‘capitalismo’ ao longo das 1.105 palavras do ensaio sobre a transformação do planeta sob a influência humana. Mas implicitamente denuncia o modo de produção do qual é porta-voz.
The Economist
Em editorial publicado na sua última edição, a prestigiosa revista liberal britânica The Economist adverte sobre as profundas mudanças que o homem vem provocando no meio ambiente nas últimas décadas. A taxa de extinção hoje, adverte o texto, é bem mais rápida que durante períodos geológicos normais. Estamos vivendo uma era de maior instabilidade. O curioso no texto é que ele não menciona única vez o termo ‘capitalismo’ ao longo das 1.105 palavras do ensaio sobre a transformação do planeta sob a influência humana.
No entanto, toca em vários pontos assustadores intrínsecos à dinâmica do dito sistema. De modo que, implicitamente, mesmo sem querer, comete uma estrondosa denúncia do modo de produção do qual é porta-voz. Um título alternativo para o referido editorial poderia ser: “É o capitalismo, estúpido!”
Publicamos a seguir a íntegra do editorial, publicado originalmente em português no Vi o Mundo:
Bem-vindos ao Antropoceno
A Terra é uma coisa grande: se fosse dividida de forma equânime por todos os 7 bilhões de habitantes, cada um ficaria com quase um trilhão de toneladas. Pensar que o funcionamento de um ente tão vasto poderia ser mudado de forma duradoura por uma espécie que tem corrido pela superfície dele por menos de 1% de 1% de sua história parece, considerando apenas isso, absurdo. Mas não é. Os humanos se tornaram uma força da natureza que muda o planeta em escala geológica — mas numa velocidade mais rápida que a geológica.
Só um projeto de engenharia, a mina de Syncrude nas areias betuminosas de Athabasca, envolve o movimento de 30 bilhões de toneladas de terra — duas vezes mais que a quantidade de sedimento que flui em todos os rios no mundo em um ano. Aquele fluxo de sedimento, enquanto isso, está encolhendo: quase 50 mil grandes represas no último meio século reduziram o fluxo [de sedimento nos rios] em quase um quinto. É uma das razões pelas quais os deltas da Terra, onde vivem centenas de milhões de pessoas, estão erodindo num ritmo que impede que sejam reabastecidos.


















































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