You are currently browsing the monthly archive for maio 2011.
Nestlé: além da doença vai vender a cura também
A companhia suiça Nestlé, através de sua divisão de Ciências da Saúde, adquiriu a empresa farmacêutica americana Prometheus Laboratories, especializada no diagnóstico e tratamento de enfermidades gastro-intestinais e oncológicas, por uma quantidade que não foi revelada, segundo informou o grupo em um comunicado.
A Nestlé destacou que a companhia com sede em San Diego apoia “totalmente” a ambição de sua divisão de Ciências de Saúde de ser pioneira em soluções nutricionais baseadas na ciência para oferecer uma melhor atenção médica personalizada aos doentes.
Asim mesmo, informa que ao redor de 500 empregados da Prometheus passarão a formar parte da Nestlé como consequencia da operação, que está pendente da aprovação dos reguladores. Además, sublinha que as vendas de Prometheus em 2012 estão previstas que alcancem os 250 milhões de dólares (177 milhões de euros).
O presidente e conselheiro delegado da Nestlé Health Science, Luis Cantarell, assinala que esta aquisição é um “movimento estratégico”, já que os conhecimentos da Prometheus e a experiência de seus visitadores médicos constituem uma “robusta” plataforma para acelerar seu atual e futuro negócio relacionado com o cuidado da saúde.
Por sua parte, o presidente e conselheiro delegado da Prometheus Laboratories, Joseph M. Limber, se mostrou encantado de poder unir-se a Nestlé e compartilhar seu compromisso com o cuidado da saúde personalizada. “Juntos, aceleraremos o desenvolvimento de nossas inovadoras plataformas de diagnóstico para oncología e gastroenteorologia”, destacou.
Fonte: www.insurgente.org
trad.português: P. Markes
Fonte: http://economiasocialistads.blogspot.com/2011/05/nestle-ja-tem-sua-propria-mutinacional.html
A Commission de Recherche et d’Information Indépendantes sur la Radioactivité (Criirad) , em português, Comissão de Investigação Independente e Informação sobre radioatividade, publicou hoje o mapa que mostra que a França foi contaminada no dia 22 de março de 2011 por massas de ar oriundas das descargas radioativas da Daiichi Fukushima Nuclear Power Station, no Japão, o que demonstra que tal contaminação chegou dois dias antes da data prevista pelo Instituto de Radioproteção e Segurança Nuclear (IRSN). Tal nuvem de contaminação radiotaiva afetou três quartos da França (e não apenas a parte superior do Puy de Dome), apontando indices 20 vezes maior que o registrado em 24 março.
Nem o IRSN e/ou as grandes operadores nucleares podiam ignorar tal contaminação. A omissão foi deliberada? … mas porquê?
A Criirad solicitou hoje ao Primeiro-Ministro e ao Presidente da Autoridade de Segurança Nuclear uma investigação sobre a cronologia dos acontecimentos e os diferentes níveis responsabilidades.
Você pode divulgar essa informação, porque leva muitos de nós (associações e cidadãos) a mobilizar-nos e a pedir ao primeiro-ministro e à Autoridade Segurança Nuclear abertura de um inquérito. Agradecemos cordialmente por avanceBien.
Fonte: http://www.criirad.org/actualites/dossier2011/japon_bis/sommaire.html.
Enviado por Alfredo Martin.
Um agricultor foi encontrado morto no assentamento agroextrativista Praialta-Piranheira, em Nova Ipixuna, no Pará, onde na última terça-feira (24) o casal de ambientalistas José Cláudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo foram assassinados. Santos é o quarto trabalhador morto em uma semana na Amazônia.
Segundo a Agência Brasil, a Polícia Civil do Pará afirma que o corpo do agricultor Eremilton Pereira dos Santos, de 25 anos, foi achado por uma equipe do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), que fazia uma fiscalização na área. Santos estava desaparecido desde quinta-feira (26).
De acordo com a polícia, o corpo tinha marcas de ferimentos a tiros e estava às margens de um lago, na área do assentamento, cerca de 7 quilômetros do local onde o casal de agroextrativistas foi vítima de uma emboscada no início da semana.
A Comissão da Pastoral da Terra (CPT) levanta a hipótese de que Santos foi testemunha da execução do casal de ambientalistas. Mas a polícia avalia que ainda não é possível vincular os dois crimes. A Polícia Federal também está na região para apurar os crimes.
Além dos três assassinatos em Nova Ipixuna, na sexta-feira (27) um líder camponês foi morto a tiros em Vista Alegre do Abunã, em Rondônia. Adelino Ramos, o Dinho, era líder do Movimento Camponês Corumbiara, e vinha sendo ameaçado de morte por denunciar a ação de madeireiros na divisa dos estados do Acre, Amazonas e de Rondônia.
Fonte: Diario da Liberdade
por Carlos Carvalho
Era uma vez uma planeta chamado Terra onde não havia concordância entre seus habitantes e no entanto, a concordância verbal de suas declarações de guerra entre seus povos era quase impecável. O mesmo se dava em tratados de superioridade econômica onde um país impunha a outros países os preços que lhes interessavam aos seus produtos, mesmo que isso significasse a falência social de outros países, esses obviamente menos letrados economicamente. Essas eram verdadeiras peças literárias de imperialismo real.
Banqueiros corruptos, formados nas melhores universidades do planeta, e falando mais de três línguas, com suas respectivas concordâncias, contrataram advogados, contadores e economistas também formados nas melhores universidades do planeta para escreverem peças que não deixavam a menor margem de dúvida sobre a concordância dos clientes desses bancos em perderem dinheiro sem que por isso o banqueiro fosse preso.
Nas indústrias químicas, além de engenheiros químicos, foram contratados engenheiros agrônomos e profissionais da publicidade que foram pagos para criarem verdadeiras peças de engenharia linguística para convencer a todos que discordavam, que os novos produtos dessas indústrias químicas, o glifosato, utilizado para combater pragas na agricultura, eram concordantes com as necessidades da natureza. Peças publicitárias que, vamos concordar, quase falam da vida real, tamanha a capacidade linguística em convencer a todos a concordar com um novo mundo de transgênicos onde todos seriam felizes.
Em um país chamado Brasil, um dos seus maiores eruditos, mandou esquecer tudo que havia escrito, mandando às favas toda a concordância verbal e esmero literário gastos nos seus escritos que deveriam agora ser ignorados pelos ignorantes e letrados.
O esmero linguístico também foi fundamental em decretos que proibiram pessoas de falar, principalmente por escrito, e de ter opinião, coisa que só alguns, bem letrados e outros nem tanto mas que tinham o poder da palavra escrita, poderiam usufruir. A livre circulação de letras era um crime inafiançável.
O Conselho Municipal de Defesa do Meio Ambiente (COMDEMA) do Rio Grande enviará, nesta semana, ofício ao prefeito Fábio Branco informando-o sobre sua deliberação em favor do Arroio Vieira, um dos últimos mananciais de água doce existentes próximo à zona urbana do Município. A decisão é no sentido de que o Executivo Municipal recupere o leito natural desse arroio, que tem aproximadamente dez quilômetros de extensão, passando pelos bairros Parque São Pedro, Parque Marinha e Jardim do Sol.
Essa resolução do COMDEMA, de número 002/2011, define o leito original do manancial como o seu curso original e natural, sujeito à legislação ambiental e a normas aplicáveis para sua proteção como ecossistema aquático. Também enuncia as medidas necessárias para recuperação do corpo hídrico natural, separando as águas do arroio da drenagem pluvial. Entre as ações determinadas, estão a desobstrução dos impedimentos ao fluxo hídrico no leito natural do Arroio Vieira e a instalação de bueiros e pontes necessários para a passagem de pedestres.
Estabelece ainda a continuidade da canaleta de drenagem pluvial do trecho onde ela se une ao arroio, até o Parque Marinha, ao final da avenida dos Oceanos, e fechamento das conexões da canaleta com o manancial, de maneira a excluir a drenagem dos bairros Parque Marinha e Jardim do Sol desse recurso hídrico. São determinadas ainda a realização de plantios de espécies nativas para recomposição de vegetação ciliar na Área de Preservação Permanente (APP) do Arroio Vieira e a coleta, seguida de destinação, de todos os resíduos sólidos lançados na APP, mais a implantação de uma Central de Resíduos Sólidos para os bairros do entorno
Buscar o tombamento do arroio como Patrimônio Histórico e Arqueológico Municipal, devido à sua importância como ícone referente à Tradição Vieira, e a implementação de programa de estudo e monitoramento de sua qualidade hídrica, bem como da fauna e da flora, também estão entre as medidas enunciadas na resolução. Conforme Ronaldo Costa, coordenador executivo da Associação dos Amigos do Arroio Vieira, a partir da deliberação do COMDEMA, cabe à Prefeitura do Rio Grande executar as ações definidas.
Segundo Costa, a execução das medidas estabelecidas pelo COMDEMA é uma vitória para toda a cidade, pois vai melhorar as condições de vida para toda a população, principalmente para os moradores dos bairros Parque Marinha, Parque São Pedro e Jardim do Sol. As medidas objetivam eliminar o acúmulo de lixo e a contaminação das águas do manancial, que foi desviado de seu curso e canalizado por volta da década de 80, passando a receber efluente tratado e in natura da Estação de Tratamento de Efluentes (ETE) Parque Marinha, além de esgotos pluviais contaminados.
O Arroio Vieira é um curso de água típico da planície costeira sul do Rio Grande do Sul, que nasce na região dos cordões litorâneos, atravessa a região urbana do município e deságua em uma enseada estuarina rasa – o Saco da Mangueira. Esse último deságua no Oceano Atlântico e tem grande importância como berçário para diversas espécies da pesca comercial do Município
Fonte: http://www.jornalagora.com.br/site/content/noticias/detalhe.php?e=3&n=11453
Saiba mais em: http://pro-vieira.blogspot.com/
Na última terça-feira (17) foi realizada em Brasília audiência pública sobre o feijão geneticamente modificado. Desenvolvido pela Embrapa para ser resistente ao vírus do mosaico dourado, o produto está na pauta de liberação comercial da CTNBio.
A audiência foi realizada na sede da própria Embrapa, que é a proponente do pedido. O fato inédito suscitou dúvida se a CTNBio passará a adotar o procedimento de “consulta à sociedade” na sede das empresas requerentes, podendo uma próxima ser quem sabe na sede da Monsanto. O presidente da CTNBio Edílson Paiva disse que não haviam encontrado outro auditório disponível em Brasília e daí a escolha.
A representante da Terra de Direitos questionou a extensão do sigilo conferido a diversos trechos do relatório apresentado pela Embrapa. A CTNBio manteve sob sigilo mais informações do que as solicitadas pela empresa, fato que dificulta as ações de monitoramento de impactos pós-comercialização do produto. Houve um caso em que o acesso à íntegra dos dados foi negado até mesmo a um integrante da Comissão e relator do processo.
Os estudos de campo foram realizados em apenas três localidades e por dois anos, o que de forma generosa poderia significar que os impactos ambientais da tecnologia foram testados em no máximo dois biomas. A lei nacional exige estudos em todos os biomas onde a planta modificada poderá vir a ser cultivada. No caso do feijão transgênico, apesar da inexistência desses dados o pedido é para liberação do cultivo em todo o território sem restrições, como destacou a Terra de Direitos.
O representante do Consea enfatizou que o direito humano à alimentação saudável e adequada será atingido pela agroecologia e não pelo desenvolvimento de sementes geneticamente modificadas. Relatou experimentos de 8 anos da Embrapa que mostram grande sucesso no controle do mosaico do feijoeiro, sem perda de produtividade, por meio do manejo orgânico.
No relatório apresentado pela Embrapa a Associação Brasileira de Agroecologia – ABA é citada como tendo endossado a tecnologia no contexto de uma oficina para avaliação de uma metodologia sobre análise de risco de transgênicos. O representante da ABA leu na audiência manifestação da entidade denunciando a forma anti-ética como a Associação foi citada, já que esse nunca foi seu posicionamento, como mostram os próprios relatórios da oficina. A ABA pediu retratação por parte da Embrapa pelo fato de seu nome ter sido usado com má-fé.
Com Colaboração de Guilherme Machado, que nos deu a dica do vídeo
Título original: The Story of Cosmetics
Título traduzido: A História dos Cosméticos
Ano: 2010
Legenda: Português
Duração: 8:17mins
Escrito por Annie Leonard, Jonah Sachs, Louis Fox
Produzido por Free Range Studios
Dirigido por Louis Fox
Tradução: Fernando Soares, Guilherme Machado e Patrícia Fish
Apoio: Michèle Sato
Pólo Temático Materiais de EA da REA/PR
Twitter @MateriaisdeEA
Para o download do vídeo basta criar uma conta no Vimeo.
A Comissão Organizadora divulga os resultados da ”avaliação” do III EDEA.
Foram entregues 55 fichas de avaliação em um total de aproximadamente 100 distribuídas.
Os demais indicadores quantitativos podem ser visualizados em: http://edeafurg.blogspot.com/
Assim que receberam, no domingo passado, a informação de que dez contêineres com material nuclear desconhecido chegava a Caetité-BA vindo de São Paulo, o grupo que forma a Comissão Pastoral do Meio Ambiente da cidade foi às rádios da região avisar do carregamento. Ali, começava uma grande mobilização para impedir a chegada desse material à cidade. Mais de duas mil pessoas foram para a estrada fazer com que os caminhões fossem parados e o material não seguisse em frente. “A população se mobilizou por causa dos problemas ambientais, principalmente em função da contaminação da água e do solo. Caetité já tem grandes problemas fruto da exploração nuclear e de exploração de urânio e a população não aceita mais que a cidade seja considerada um depósito de lixo atômico”, explicou João Batista Pereira, agente da Comissão Pastoral da Terra da região durante a entrevista que concedeu por telefone à IHU On-Line.
A entrevista foi feita em parceria com o Centro de Pesquisa e Apoio aos Trabalhadores – CEPAT.
Confira a entrevista.
IHU On-Line – Nos últimos dias vocês impediram que nove carretas que transportavam urânio vindo de São Paulo para Caetité, na Bahia entrassem no município. Por que vocês bloquearam a entrada dessas carretas? Por que ela viajou por milhares de quilômetros e como tomaram conhecimento da carga?
João Batista Pereira – Eram dez contêineres contendo material urânífero. A exploração desse recurso aqui em Caetité já causa grandes impactos na comunidade e no meio ambiente. Não sabemos até hoje de informações seguras que material é esse, os danos que causa, os impactos que trará ao meio ambiente. Então, a população se mobilizou por causa dos problemas ambientais, principalmente em função da contaminação da água e do solo. Caetité já tem grandes problemas, frutos da exploração nuclear e de exploração de urânio, e a população não aceita mais que a cidade seja considerada um depósito de lixo atômico.
IHU On-Line – A mina de Caetité começou a exploração de urânio nos anos 1970. Qual tem sido o seu impacto sobre a vida do município e da população? A cidade se divide sobre a necessidade da mina?
João Batista Pereira – A exploração de urânio em Caetité inicia nos anos 1990. Nos anos 1970 deu-se o começo da discussão do projeto. A maior questão frente à exploração de urânio é a falta de clareza das informações. Por exemplo, sabe-se que a análise da água, do ar, do solo é feita, mas a população não tem acesso a estas informações. Pior do que isso, as informações são negadas. Para explorar e operar o material é necessário um alto volume de água. Além de a população estar insegurança com a relação da qualidade da água, ela ainda sofre em relação à quantidade de água disponível para consumo das pessoas. Têm famílias que moram a menos de um quilômetro da mina, que sofrem constantemente com o processo de larga exploração. As casas sofrem o efeito da poeira do processo de exploração que cai todos os dias sobre as mesmas. Essas famílias, hoje, não querem mais ficar naquela comunidade, é preciso, inclusive, discutir um processo de readequação destas famílias.
Outra questão é que há uma incidência muito grande de câncer. A nossa cidade não tem um centro de pesquisa e de tratamento desse problema. No ano passado, houve uma suspeita de que a água estava contaminada. Depois noticiaram que a água já não é contaminada. A população está insegura; não sabe se o ar que respira pode lhe causar algum dano, tanto quanto não sabe se a água que bebe está contaminada com material nuclear ou não.
http://tv.softwarelivre.org/embed/1199
O #BlogProgRS terá transmissão ao vivo direto aqui no blog, numa parceria entre blogueir@s, TV Software Livre e a Procergs do Governo do RS.
Aviso aos navegantes
O #BlogProgRS não será transmitido no limpíssimo navegador Internet Explorer, mas no (sujo) Firefox e no (livre) Chrome.
Mais um recorde de visitas no Blog do CEA. Foram 1.736 e 1.779 visitas no Blog do CEA, em dois dias seguidos!!!!
Mais um recorde batido quarta (25.05.11).
Registramos 1.779 visitas. Na terça, (24.05.11), atingimos a marca de 1.736. Nossa marca maior anterior foi no dia 16.03.11, com 1.485 visitas no Blog do CEA (http://centrodeestudosambientais.wordpress.com/2011/03/21/blog-do-cea-aumenta-visualizacoes/).
As visitas médias continuam oscilando entre 1.100 a 1.300 por dia.
É bom lembrar que o Blog do CEA entrou na internet em novembro de 2008 (antes mantínhamos Boletins Informativos com periodicidade variável), quando registrou uma média diária de 41 visitantes.
Esperemos que a informação aqui divulgada seja revertida em transformações das condições materiais de exploração da vida humana e não humana.

Projeto do governo local (2001/2002) para a proteção da Mata Atlântica, em Pelotas/RS, 2005. Foto: Antonio Soler / CEA
Hoje, 27 de maio, é considerado o Dia Nacional da Mata Atlântica ou que sobrou dela.
Presente em 17, dos 26 estados brasileiros, do Rio Grande do Sul ao Piauí, ela apresenta diferentes paisagens e uma diversidade de vida que chega a mais de 22 mil espécies de animais e plantas.
Por que 27 de maio? A escolha da data, estabelecida em um decreto presidencial de 1999, remonta à colonização do Brasil pelos portugueses. Foi no ano de 1560 que, sensibilizado com a extraordinária biodiversidade da Mata Atlântica, o Padre José Anchieta escreveu a famosa Carta de São Vicente, primeiro registro histórico sobre o Bioma. Na Carta, endereçada ao Padre Geral de São Vicente, o Padre Anchieta descreveu a fauna, a flora e os moradores das “florestas tropicais”, como chamou a Mata Atlântica na época. A Carta foi assinada no dia 27 de maio – daí a origem do Dia Nacional da Mata Atlântica.
Dados da ONG SOS Mata Atlântica, obtidos em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), indicam que existem 976.959 hectares de florestas da Mata Atlântica no RS, o que corresponde a praticamente 905 mil campos de futebol. Isso representa pouco mais de 7% dos mais de 13 milhões de hectares que existiam originalmente.
A Mata Atlântica é considerada Reserva da Biosfera, pela UNESCO, fruto do seu programa Homem e a Biosfera (MAB). O CEA representa o Fórum Brasileiro de ONGs e Movimentos Sociais para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento (FBOMS), no Comitê Brasileiro do Programa MaB (COBRAMAB), o qual nao tem cumprido seu calendario anual de reuniões, em razão de desarticulação pelo Ministério do Meio Ambiente (MMA), responsável em garantir seu funcionamento.
Informações do Comitê Estadual da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica (CERBMA) / RS e do CEA.
Divulgando a pedido de Cristiane Rafael, que nos mandou mail solicitando. Segundo Cristiane vai ter uma feira de troca de sementes e mudas com o pessoal de comunidades, assentados do MST e quilombolas juntamente com pessoas da cidade que ainda tem “quintais”.
Convidamos Vs. para fazer parte da Rede de Segurança Alimentar Saúde & Vida!
O evento iniciará com apresentação em Apiaí – SP na Praça Alberto Dias Baptista no dia 28 de maio de 2.011, sábado a partir das 8:00 da manhã.
Haverá apresentação de diversas atividades voltadas para a alimentação nutricional e qualidade de vida.
Compareça e confira seu peso ideal, níveis de diabetes, glicemia, pressão, IMC, entre outros.
Participe da feira de troca de sementes e mudas.
O evento faz parte da formação de multiplicadores em Segurança Alimentar e Nutricional do Instituto Orsa e o Ministério do Desenvolvimento Social.
Apóie essa iniciativa!
Venha experimentar algumas receitas deliciosas e fazer parte da Rede Social de Segurança Alimentar
por Elaine Tavares
Vivemos um eterno retorno quando se trata da proteção aos latifundiários e grandes empresas internacionais. No Brasil contemporâneo, pós-ditadura, nunca houve um governo sequer que buscasse, de verdade, uma outra práxis no campo. Todos os dias, nas correntes ideológicas do poder, disseminadas pela mídia comercial – capaz de atingir quase todo o país via televisão – podemos ver, fragmentadas, as notícias sobre a feroz e desigual queda de braço entre os destruidores capitalistas e as gentes que querem garantir vida boa e plena aos que hoje estão oprimidos e explorados.
Nestes dias de debate sobre o novo Código Florestal, então, foi um festival. As bocas alugadas falavam da votação e dos que são contra o código como se fossem pessoas completamente desequilibradas, que buscam impedir o progresso e o desenvolvimento do país. Não contentes com todo o apoio que recebem da usina ideológica midiática, os latifundiários e os capatazes das grandes transnacionais que já dominam boa parte das terras brasileiras, ainda se dão ao luxo de usar velhos expedientes, como o frio assassinato, para fazer valer aquilo que consideram como seu direito: destruir tudo para auferir lucros privados.
Assim, nos exatos dias de votação do novo código, jagunços fuzilam Zé Claudio, conhecido defensor da floresta amazônica. Matam ele e a mulher, porque os dois incomodavam demais com esse papo verde de preservar as árvores. Discursos tolo, dizem, de quem emperra a distribuição da riqueza, deles próprios, é claro. E o assassinato acontece, sem pejo, no mesmo dia em que os deputados discutem como fazer valer – para eles – os seus 30 dinheiros sujos de sangue.
Imagens diferentes, mas igualmente desoladoras. De um lado, a floresta devastada e as vidas ceifadas à bala, do outro a tal da “casa do povo”, repleta de gente que representa, no mais das vezes, os interesses escusos de quem lhes enche o bolso. Pátria? País? Desenvolvimento? Progresso? Bobagem! A máxima que impera é do conhecido personagem de Chico Anísio, o deputado Justo Veríssimo: eu quero é me arrumar!
No projeto construído pelo agronegócio só o que se contempla é o lucro dos donos das terras, dos grileiros, dos latifundiários. Menos mata preservada, legalização da destruição, perdão de todas as dívidas e multas dos grandes fazendeiros. Assim é bom falar de progresso. Progresso de quem, cara pálida? Ao mesmo tempo, os “empresários” do campo, incapazes de mostrar a cara, lotam as galerias com a massa de manobra. Pequenos produtores que acreditam estar defendendo o seu progresso. De que lhes valerá alguns metros a mais de terra na beira de um rio se na primeira grande chuva, o rio, sem a proteção da mata ciliar, transborda e destrói tudo? Que lógica tacanha é essa que impede de ver que o homem não está descolado da natureza, que o homem é natureza.
Que tamanha descarga de ideologia os graúdos conseguem produzir que leva os pequenos produtores a pensar que é possível dominar a natureza, como se ao fazer isso não estivessem colocando grilhões em si mesmo? Desde há muito tempo – e gente como Chico Mendes, irmã Doroty e Zé Claudio já sabia – que o ser humano só consegue seguir em frente nesta terra se fizer pactos com as outras forças da natureza. E que nestes pactos há que se respeitar o que estas forças precisam sob pena de ele mesmo (o humano) sucumbir.
O novo código florestal foi negociado dentro das formas mais rasteiras da política. Por ali, na grande casa de Brasília, muito pouca gente estava interessada em meio ambiente, floresta, árvore, rio, pátria, desenvolvimento. O negócio era conseguir cargo, verba, poder. Que se danem no inferno pessoas como Zé Cláudio, que ficam por aí a atrapalhar as negociatas. Para os que ali estavam no plenário da Câmara gente como o Zé e sua esposa Maria não existem. São absolutamente invisíveis e desnecessárias. Haverão de descobrir seus assassinos, talvez prendê-los por algum tempo, mas, nas internas comemorarão: menos um, menos um.
Assim, por 410 x 63, venceram os destruidores. Poderão desmatar a vontade num tempo em que o planeta inteiro clama por cuidado. Furacões, tsunamis, alagamentos, mortes. Quem se importa? Eles estarão protegidos nas mansões. Não moram em beiras de rio. Dos 16 deputados federais de Santa Catarina apenas Pedro Uczai votou não. Até a deputada Luci Choinacki, de origem camponesa votou sim, contrariando tudo o que sempre defendeu.
Então, na mesma hora em que a floresta chorava por dois de seus filhos abatidos a tiros, os deputados celebravam aos gritos uma “vitória” sobre o governo e sobre os ecologistas. Daqui a alguns dias se verá o tipo de vitória que foi. Mas, estes, não se importarão. Não até que lhes toque uma desgraça qualquer.
O cacique Seatlle, da etnia Suquamish, já compreendera, em 1855, o quanto o capitalismo nascente era incapaz de viver sem matar: “Sabemos que o homem branco não compreende o nosso modo de viver. Para ele um torrão de terra é igual ao outro. Porque ele é um estranho, que vem de noite e rouba da terra tudo quanto necessita. A terra não é sua irmã, nem sua amiga, e depois de exaurí-la, ele vai embora. Deixa para trás o túmulo de seu pai sem remorsos. Rouba a terra de seus filhos, nada respeita. Esquece os antepassados e os direitos dos filhos. Sua ganância empobrece a terra e deixa atrás de si os desertos. Suas cidades são um tormento para os olhos do homem vermelho, mas talvez seja assim por ser o homem vermelho um selvagem que nada compreende”.
Zé Claudio e Maria eram assim, vistos como “selvagens que nada compreendem”. Mas, bem cedo se verá que não. Eles eram os profetas. Os que conseguiam ver para além da ganância. Os que conseguiam estabelecer uma relação amorosa com a terra e com as forças da natureza. Eles caíram à bala. E os deputados vende-pátria, quando cairão?
Já os que gritam e clamam por justiça, não precisam esmorecer. Perdeu-se uma batalha. A luta vai continuar. Pois, se sabe: quem luta também faz a lei. Mas a luta não pode ser apenas o grito impotente. Tem de haver ação, organização, informação, rebelião. Não só na proteção do verde, mas na destruição definitiva deste sistema capitalista dependente, que superexplora o trabalho e a terra. É chegada a hora de uma nova forma de organizar a vida. Mas ela só virá se as gentes voltarem a trabalhar em cada vereda deste país, denunciando o que nos mata e anunciando a boa nova.
fONTE: Artigo da jornalista Elaine Tavares, originalmente publicado no seu blogue Palavras Insurgentes






































Comentários