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O modelo brasileiro para a formação de cooperativas de catadores de lixo e seleção de materiais recicláveis ultrapassou as fronteiras do Brasil. Além de ser adotado por países da América Latina, ele já chegou à Ásia e Leste Europeu, passando a ser uma referência internacional.
Criado pela organização Compromisso Empresarial para a Reciclagem (Cempre), fundada em 1992, o projeto já chegou a Tailândia, na Ásia. Neste ano, outros dois países asiáticos – Filipinas e Indonésia – devem implantá-lo. A Índia estuda a possibilidade fazer o mesmo, aproveitando a sua rede de organizações de catadores.
Na América Latina, onde já foi implantado pela Colômbia, o projeto deve começar a ser desenvolvido pelo Peru. No Leste Europeu, a Rússia adota o sistema brasileiro. Na Ásia, a China já vem usando-o.
O diretor executivo do Cempre Brasil, André Vilhena, disse que o modelo se ajusta bem a países em desenvolvimento, no quais há a necessidade de criação de postos de trabalho para uma parte da população que tem dificuldade de se empregar. Nesse caso, a coleta seletiva aparece como uma oportunidade, afirmou.
Vilhena destacou que o modelo de reciclagem do Cempre passou a ser referência internacional, por se tratar de um projeto que dá enorme contribuição à inclusão social. “Por isso, os países em desenvolvimento têm se inspirado nesse sistema, porque, em geral, têm desigualdade social em grande escala. Há necessidade urgente de criação de emprego e renda para a população e a coleta seletiva aparece como oportunidade, principalmente para a camada da população que tem baixa qualificação e, portanto, dificuldade de inserção no mercado tradicional de trabalho”.
O Cempre já apoiou no Brasil mais de 450 cooperativas de catadores, que somam cerca de 25 mil cooperados. Atualmente, a ONG apoia de forma direta 50 cooperativas com capacitação e doação de máquinas e equipamentos. O modelo de reciclagem do Cempre foi o tema do segundo encontro da Aliança Global para Reciclagem e Desenvolvimento Sustentável (Garsd, na sigla em inglês), em novembro de 2009, na Tailândia. A próxima reunião do Garsd está prevista para 2011, na Colômbia.
Edição: João Carlos Rodrigues
Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil
Parece que só há alguns interesses, digo, interessados em receber o mesmo…
A publicação foi entregue, simbolicamente, ao presidente da Ageflor, Leonel Menezes.
Aprovado no Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema), por unanimidade, em novembro de 2009, o zoneamento ambiental para a silvicultura (ZAS) no Rio Grande do Sul foi apresentado, em forma de publicação, pelo secretário do Meio Ambiente, deputado Berfran Rosado, em encontro que reuniu representantes da cadeia produtiva da madeira, das universidades, da Famurs, conselheiros do Consema e do Ministério Público Estadual na sede da secretaria nesta terça-feira (30). A publicação foi entregue, simbolicamente, ao presidente da Ageflor, Leonel Menezes.
Em dois volumes, a publicação traz as alterações que foram produzidas após 15 meses de debates no Consema, através de 22 reuniões na Câmara Técnica de Biodiversidade e Política Florestal. Dentre as propostas do zoneamento ambiental da silvicultura, destaca-se a que prevê o plantio em 3,5 milhões de hectares melhores distribuídos no Estado, já que a proposta original possibilitava o plantio em oito milhões de hectares, mas em locais que foram contestados. As principais alterações tratam ainda do percentual de ocupação de área de plantio, dos tamanhos de maciços (área de plantio lindeira) e das distâncias entre eles. As alterações foram construídas pelo setor produtivo, governamental e pelas ONGs ambientalistas.
A presidente da Câmara Técnica da Biodiversidade e de Política Florestal do Consema, Mauren Alves, falou sobre o trabalho empreendido para chegar-se ao atual ZAS, destacando o empenho de todos, além da metodologia aplicada dentro do maior rigorismo e técnica. O coordenador do Centro de Apoio Operacional de Meio Ambiente do Ministério Público, Júlio Almeida, falou sobre a importância do consenso e, sobretudo, da proteção ambiental que o ZAS representa, dando garantias legais ao empreendedor. Na mesma linha, o presidente da Ageflor, Leonel Menezes, frisou que o ZAS vem para acabar com as dúvidas e trazer certezas. Para o secretário Berfran, o zoneamento, com os ajustes propostos e aprovados, oferece segurança jurídica e de gestão aos projetos de silvicultura, ao mesmo tempo em que os harmoniza com a proteção dos recursos naturais do RS.
O debate desta quarta trará um balanço das ações no mês da Mulher na perspectiva das Mulheres da Via Campesina para o espaço de resistência e transformação da CasaNAT.
O convite, que busca fortalecer as alianças e a relações de solidariedade do Movimento Ambiental com os Movimentos Sociais do campo, é também para conhecer a agenda ambiental da Via Campesina. Entre os temas tratados, estarão a soberania alimentar e a agroecologia, o Código Florestal e a Justiça Climática. Participe!
31/03 – Debate com Saraí Fátima Brixner, do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) e da Via Campesina, Um balanço do 8 de março e a agenda ambiental das Mulheres da Via Campesina
As Quartas Temáticas são abertas à comunidade e acontecem sempre às quartas-feiras, das 17 às 19:00 na CasaNAT, na Rua Olavo Bilac,192, na Cidade Baixa, em Porto Alegre. Em 2010, este projeto de encontros semanais que já tem 8 anos, vai fazer da futura sede dos Amigos da Terra um ponto de cultura socioambiental, intercalando a realização de debates teóricos sobre os temas relevantes para a cidade com ações práticas de educação ambiental e transformação do espaço urbano.
Boa tarde companheiros,
Gostaríamos de convidar à todos para comparecer dia 31 de Março no auditório Central da UCPel para assistir ao Filme “Arquivos da Cidade”, Esse documentário busca discutir e atualizar as memórias da resistência à ditadura no Rio Grande do Sul, e, mais especificamente, em Porto Alegre. Composto por depoimentos de militantes da época, que partiram das lutas contra o regime militar e foram vítimas da repressão instaurada a partir do Golpe de 1964, o filme trás uma série de elementos que nos possibilita conhecer mais sobre esse período de nossa história. As memórias e histórias ali narradas contribuem para combater o esquecimento e a impunidade em relação aos crimes cometidos no período.
Após a exibição do filme, haverá debate com a presença dos diretores do filme, Luciana Knijnik e felipe Diniz, e das professoras Cíntia Langie ( curso de cinema e animação da UFPel) e Alessandra Gasparotto ( História -CAVG/UFPel).
Dia: 31 de março de 2010.
Horário: 19:30
Local: Auditório Central da UCPel (Campus I).
Instituto Mario Alves
Andrade Neves, 821
Telefone (53) 30257241
CEP 96020-080 Pelotas/RS
Entre no nosso Blog: www.imapelotas.blogspot.com

Protestos pipocaram por toda a Europa contra a destruição das florestas que servem de habitat para orangotangos na Indonésia. O motor dessa devastação, que colocou os primatas à beira da extinção, é a conversão do uso do solo de mata virgem para o plantio de palmáceas.
A Nestlé, que sustenta essa atividade comprando óleo de palma da Indonésia para produzir chocolates como o Kit kat, foi o alvo das manifestações no continente europeu, parte de uma campanha global que o Greenpeace lança hoje contra a companhia. A Nestlé por enquanto continua jogando de ponta de lança no time das empresas que estimulam a destruição das florestas tropicias.
Além de financiar a derrubada em massa de mata na Indonésia e empurrar os orangotangos para o abismo da extinção, a Nestlé está contribuindo para agravar o aquecimento global. Florestas ajudam a regular o clima e acabar com o desmatamento, uma das maneiras mais rápidas de reduzir as emissões de Co2 na atmosfera.
Foi por isso que escritórios da Nestlé na Inglaterra, Holanda e Alemanha acabaram sendo palco de protestos por ativistas do Greenpeace, pedindo para que a empresa deixe de utilizar óleo de palma proveniente da destruição de área antes ocupada por florestas na Indonésia.
Fonte: Greenpeace
Fábrica que contamina o Córrego das Pedras, no Espírito Santo, está construindo nova tubulação para jogar o efluente em outro rio
por Winnie Overbeek -de Linhares (ES)
Revoltados com o avanço da poluição de suas águas, cerca de 100 manifestantes denunciaram em Linhares, norte do Espírito Santo, a contaminação do Córrego das Pedras, causada pela empresa de fabricação de sucos, a Mais Indústria de Alimentos, propriedade da transnacional Coca-Cola. A empresa é conhecida pela marca Minute Maid Mais, transformado recentemente na marca Del Valle Mais.
O protesto realizado no último dia 23 de janeiro mobilizou as famílias da comunidade do bairro Santa Cruz, vizinho à fábrica no município de Linhares, e famílias rurais camponesas ligadas ao Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA).
A fábrica que já contamina o Córrego das Pedras, afetando alguns agricultores e o bairro Santa Cruz, está construindo uma nova tubulação para poder jogar o efluente (produtos poluentes produzidos pela indústria lançado no meio ambiente) em um córrego limpo que tem contato direto com dezenas de lagoas naturais na região. Centenas de agricultores temem a contaminação deste córrego, já que pode afetar as fontes de água que usam para irrigação e para o consumo humano.
A nova fonte de contaminação afetará diretamente os pequenos agricultores da região, que já sofrem dos impactos da expansão da monocultura da cana em larga escala, realizada pela empresa Lasa. Uma das agricultoras, Cristina Soprani, explica que “o grande objetivo do movimento hoje é produzir comida limpa, comida saudável. E para isso, a gente precisa essencialmente da água, e da água preferencialmente limpa”.
A poluição avança
O problema começou em 2003 quando a empresa chamada Sucos Mais iniciou o lançamento de efluentes no Córrego das Pedras, que passa por algumas propriedades rurais e depois pelo bairro Santa Cruz. Desde então, os moradores do bairro sofrem com o mau cheiro. Uns dos agricultores mais afetados, os irmãos Zanetti, tiveram sua produção de café reduzida de 1500 para 60 sacas e não podem mais tomar água do poço na propriedade.
As reclamações feitas ao longo dos anos surtiram pouco efeito. E depois da compra do empreendimento pela Coca-Cola em 2006, a situação se agravou ainda mais. Segundo os dados do Instituto Estadual de Meio Ambiente (IEMA), a empresa requereu licença de ampliação da produção exatamente em 2006, visando a produzir outras bebidas como chás, bebidas mistas de sucos de frutos com soja, bebidas lácteas, preparados líquidos, entre outros, objetivando produzir mais 900 mil litros por mês. Apesar das denúncias, o IEMA tem concedido e renovado o licenciamento ambiental da empresa.
Em 2007, devido à situação de calamidade do Córrego das Pedras, a família dos irmãos Zanetti procurou o Ministério Público na cidade de Linhares denunciando a situação. A promotora de meio ambiente na época, Carina Jovita de Sá Santos, resolveu solicitar um laudo técnico realizado pelo IBAMA. O laudo, de 14 de julho de 2008, concluiu “uma inequívoca vinculação da degradação da qualidade ambiental do córrego “rio das Pedras” ao lançamento dos efluentes da empresa”, sobretudo no “período de junho a setembro de 2007”. O laudo constatou ainda que a Mais Indústria de Alimentos S/A, por ter poluído o Rio das Pedras e descumprindo a Licença de Operação 27/200, tinha infringido artigos 41 e 44 do decreto 3.179/99, constituindo também crime contra o meio ambiente. Posteriormente foi aberta ação criminal que tramita na 3ª Vara Criminal.
Em função do laudo do IBAMA, o Ministério Público do Espírito Santos ingressou com Ação Civil Pública para responsabilizar a empresa pelo dano ambiental. No entanto, Ministério Público e empresa resolveram celebrar um acordo sugerindo melhorias no tratamento do efluente num prazo de 120 dias.
Considerando, dentre outros, que o Córrego das Pedras continuava apresentando baixa qualidade de água, o Ministério Público resolveu celebrar no dia 27 de agosto de 2009 outro acordo contendo obrigações como apresentar dentro de um prazo de 90 dias “projeto de adequação a ser realizada para regularização do sistema de tratamento de efluentes industrial atualmente existentes na empresa”, além de “apresentar, ao IEMA, e implementar após aprovação projeto de recuperação das áreas adjacentes que possam ter sido objeto de degradação pelas obras de colocação das manilhas, no ponto de lançamento de efluentes da empresa”.
Porém, segundo os manifestantes, o efluente continua sujo e a prometida recuperação não foi realizada. “A gente percebe que o governo municipal, governo estadual, dá concessão às empresas e que os órgãos ambientais fazem todo o processo de licenciamento, e aí a gente fica se perguntando: onde fica a vida?”, reclama Cristina Soprani.
Fonte: Brasil de Fato
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Local: CIDEC-SUL – Universidade Federal do Rio Grande/Rio Grande – RS
Período: 07 a 09 de abril de 2010.
O II EDEA (Encontros e Diálogos com a Educação Ambiental) é um espaço aberto à discussão e ao repensar da prática da Educação Ambiental dentro dos quatro eixos balizadores que pautam as diretrizes do Programa, a dizer o Ensino, a Pesquisa, a Extensão e a Gestão.
A realização do projeto justifica-se por constituir um momento de interação entre docentes e discentes do Programa de Pós-Graduação em Educação Ambiental em um movimento que oportuniza refletir acerca da Educação Ambiental e da formação. O EDEA em sua segunda versão pretende continuar buscando essa conexão entre os envolvidos no curso, versando abordar em torno das múltiplas visões da Educação Ambiental que dialogam no cenário acadêmico.
Objetivos:
Problematizar a relação entre teoria e prática da Educação Ambiental;
Refletir sobre o papel do Educador Ambiental na sociedade contemporânea;
Conjugar Ensino, Pesquisa, Extensão e Gestão como esteios que compõem a educação ambiental presente no Programa de Pós-Graduação em Educação Ambiental da Universidade Federal do Rio Grande. [segue...]
A denominação “florestas plantadas” é um termo cunhado pela FAO com o objetivo de equiparar as culturas florestais às florestas que gradativamente tem ido se espalhando e assimilando por inúmeros organismos internacionais e nacionais, fato que foi aproveitado pelas multinacionais do setor florestal para incidir nessa equiparação, tal como ficou demonstrado no último Congresso Florestal Mundial celebrado no mês de outubro de 2009 na Argentina.
Tratar uma floresta e uma cultura florestal como se fossem sinônimos não deixa de ser uma incongruência, por não dizer uma aberração, já que não têm nada ou têm muito pouco em comum, a não ser a presença de árvores, e mesmo assim a diferença é abismal, pois na grande maioria das culturas florestais as árvores costumam ser alóctones e na maior parte dos casos, tirando obviamente as motivações econômicas, produzem mais prejuízos do que benefícios para o meio ambiente, embora sejamos bombardeados com as vantagens ecológicas que as culturas de árvores trazem consigo, que focalizam principalmente a redução da poluição atmosférica produzida pelo dióxido de carbono.
Então, se as vantagens para o meio ambiente não são tão grandes, o que é que se esconde por trás de tal equiparação? Única e exclusivamente um grande negócio, potenciado pelas empresas do setor florestal que não têm nenhum receio em admiti-lo como tal embora façam questão de revesti-lo de verde ou eco, o que atualmente vende muito.
O que nós colocamos não é produto de nossa invenção, nem de nosso “radicalismo” eco- egocêntrico, nem sequer de nossa “ignorância”, como preferem nos qualificar alguns mal intencionados, aliás, bem interessados, com o único propósito de continuar levando à frente determinados interesses. O que nós dizemos está refletido nas Conclusões e Ações Estratégicas da Declaração de Buenos Aires do XIII Congresso Florestal Mundial (celebrado de 18 a 23 de outubro na Argentina), onde são colocadas certas ações a ser desenvolvidas:
* Implementar mecanismos de monitoramento e relatórios inter-setoriais a fim de influir sobre as políticas e as ações relacionadas com as florestas.
* Promover a reforma da posse da terra proporcionando direitos garantidos para as comunidades locais e outras partes interessadas quanto ao uso e o manejo dos recursos florestais.
* Desenvolver estratégias nacionais de financiamento no contexto de programas florestais nacionais usando instrumentos inovadores e melhorar as condições para o investimento e o desenvolvimento do mercado na atividade florestal.
* Estabelecer, como primeira prioridade, os mecanismos relativos à mudança climática com especial atenção aos temas relacionados com a REDD.
* Reconhecer a importância das florestas plantadas para satisfazer as necessidades econômicas, sociais e ambientais.
* Focalizar as atividades em paisagens degradadas, especialmente para a restauração de terras florestais degradadas.
* Desenvolver e implementar tecnologias que permitam manter ou incrementar a produtividade das florestas plantadas e suas contribuições em escala local e de paisagem. Leia o resto deste post »

Só os desertos verdes avançam, nenhuma Unidade de Conservação pública é vislumbrada. Eucaliptos em Pedro Osório- RS. Foto de Marília G.
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