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Não conseguimos encontrar notícias sobre os 10 anos da Batalha de Seattle, mas encontramos este “pequeno” manual do Movimento Anti-globalização. Não parece ser algo “novo”, mas é interessante para estarmos nos apropriando de outros debates
1ª PARTE – UMA PEQUENA INTRODUÇÃO
Uma coisa é certa: NENHUM SISTEMA POLÍTICO É ETERNO. Muitos já ruíram, e cada dia que passa estamos mais perto do fim do capitalismo, do imperialismo e de todos esses causadores de explorações, desigualdades, fomes, tristezas…
O capitalismo é autodestrutivo! O culto ao dinheiro, ao individualismo, caminha rumo à própria destruição. Pois, é impossível no meio de tantas culturas, no meio de tanta pluralidade, com tantas diferenças econômicas e sociais realizar-se uma globalização nos moldes em que está acontecendo.
Os países não se ajudam. Aproximam-se para sugar ainda mais as forças do outro. A globalização é uma desunião disfarçada de união, onde somente o mais forte consegue vantagem.
A aproximação e a competição entre países completamente diferentes economicamente e socialmente têm gerado problemas gravíssimos. A globalização que sempre é apresentada como avanço tem acabado com recursos naturais, eliminado línguas, massacrado culturas e imposto uma única visão de mundo como correta.
Disposto a lutar contra todos esses malefícios, contra o pagamento da dívida pelos países pobres, contra a destruição do meio ambiente e contra o superpoder das multinacionais surge o MOVIMENTO ANTIGLOBALIZAÇÃO.
Na nossa memória sem dúvida ainda está a manifestação de Gênova, e a morte de Carlo Giuliani, mártir do movimento. A certeza temos de que nesse ano que se inicia (2003) muitas vezes veremos o movimento organizado, mostrando-nos que um outro mundo é possível e enchendo-nos de vontade de lutar, abrindo-nos os olhos e obrigando-nos a combater interiormente a covardia que nos prende e nos impede de fazer o melhor, não por nós, mas, pelo nosso próximo.
2003 será um ano de lutas! Gritaremos não às guerras e enfrentaremos com coragem os homens mais poderosos do mundo em busca da nossa tão sonhada liberdade, da nossa tão sonhada igualdade, da nossa tão sonhada fraternidade, as quais muitas vezes foram berradas, ditas, fingidas, mas nunca alcançadas.
Esse será o ano do MOVIMENTO ANTIGLOBALIZAÇÃO. O capitalismo está em xeque.
2ª PARTE – O QUE PRETENDE E QUEM SÃO AS PESSOAS DO MOVIMENTO?
O MOVIMENTO ANTIGLOBALIZAÇÃO é uma corrente de protesto mundial, que reúne diversos grupos que são contra o capitalismo e contra o injusto modelo neoliberal. Nele se reúnem sindicatos, intelectuais, ecologistas e grupos desfavorecidos pelo sistema atual.
Os integrantes do movimento estão há décadas estudando os problemas causados pela globalização e organizam sempre campanhas e encontros para debates e discussões para um novo mundo.
A força do movimento, a imensa militância é composta por jovens, muitos pacifistas, socialistas e anarquistas. No meio destes estão também os “Black Bloc” pequeno grupo extremamente violento, conhecido por apedrejar e quebrar os lugares por onde passa, o qual não tem a simpatia da maioria dos integrantes antiglobais, pois são os que roubam a cena, levando à TV uma imagem de violência do movimento e não uma imagem de protesto inteligente. Eles também são a desculpa para a violência policial. Já que a polícia extremamente mal preparada agride o povo no lugar de defendê-lo.
Os ativistas antiglobalização exigem uma sociedade mais justa, com uma melhor distribuição de renda. Entre seus inimigos estão as multinacionais, simbolizadas pelo Mc Donald’s e Nike. Acusadas de exploração de trabalhadores do terceiro mundo. A destruição de símbolos e propriedades dessas empresas tem sido prática dos setores mais radicais do movimento.
3ª PARTE – QUEM SÃO OS LÍDERES DO MOVIMENTO?
O MOVIMENTO ANTIGLOBALIZAÇÃO não possui um líder, nem hierarquias. Seus simpatizantes se organizam em assembléias para tomar decisões. Mas, podemos destacar alguns dos integrantes mais conhecidos, cujo os atos servem de referência ao movimento:
Walden Bello: diretor executivo do instituto “Focus on the Global South” pela democratização da economia global com sede na Tailândia. É autor de incontáveis artigos e ensaios.
José Bové: Sindicalista francês que apareceu em todos os jornais no ano de 1999 quando, ao término de uma manifestação, assaltou um Mc Donald’s para protestar contra impostos dos EUA a produtos europeus. Famoso também por protestar contra os projetos nucleares franceses.
Bernard Cassen: Jornalista francês, diretor geral do Le Monde Diplomatique e presidente da ATTAC. Foi um dos promotores do Fórum Social Mundial, em Porto Alegre, que ele definiu como o primeiro passo de um movimento histórico.
Susane George: Norte-americana naturalizada francesa, diretora associada do Instituto Transnacional de Amsterdã e vice-presidenta da ATTAC
Hazel Henderson: Especialista em desenvolvimento humano, brilhante escritora que possui livros traduzidos para vários idiomas.
Subcomandante Marcos: Líder do Exército Zapatista de Libertação Nacional e do movimento indígena de Chiapas no México.
Ralph Nader: Advogado estadunidense, defensor dos direitos do consumidor. Durante três décadas coordenou campanhas que alertam sobre o poder das multinacionais, a ecologia e os direitos do trabalhador.
Ignacio Ramonet: Diretor do Le Monde Diplomatique e fundador da ATTAC. É um dos intelectuais mais produtivos e seus artigos e ensaios sobre o movimento são numerosíssimos. É um grande admirador do movimento zapatista e do subcomandante Marcos.
Diane Matte: Membro da Marcha Mundial das Mulheres, é especialista no impacto que a globalização tem neste setor da população.
Aminata Traoré: Pesquisadora e escritora. Trabalha no continente africano.
Oder Grajev: Coordenador da Associação Brasileira de Empresários pela cidadania.
Trevor Wanek: De Soweto, Johannesburgo, é membro do “Centro de desenvolvimento e informação alternativa pelo perdão da dívida”.
Rafael Alegría: De Honduras, representa o “Movimento Internacional de Camponeses sem Terra”.
Sandra Cabral: Diretora da “Central Única dos Trabalhadores no Brasil.
Hebe de Bonafini: Presidenta das “Madres de Plaza de Mayo”.
Fred Azcárate: Diretor executivo de “Trabalho com Justiça” nos EUA.
Njoki Njehu: Diretor da ONG norte-americana “50 years is enough” que nos EUA trabalha pela transformação do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional.
4ª PARTE – DICIONÁRIO DA ANTIGLOBALIZAÇÃO
Abaixo estão listadas algumas das intermináveis siglas, palavras e termos que você pode encontrar quando ler sobre a globalização e o movimento antiglobalização:
AGP: Associação Global dos Povos. Rede de associações de base criada em Genebra em 1998 para coordenar a resistência contra a OMC e o livre comércio.
ATTAC: Associação para a imposição do controle das transações financeiras especulativas. Criada na França em 1998. Reúne cidadãos, associações, sindicatos, e jornais que atuam como grupo de pressão para promover o controle democrático do sistema financeiro.
Banco Mundial: Organismo de finanças mundial criado em Bretton Woods em 1946. Seus projetos nos países em desenvolvimento foram muito criticados pelos movimentos de Génova.
Dívida Externa: A abolição da dívida externa dos países do sul é uma das principais reivindicações dos grupos antiglobalização.
Fundo Monetário Internacional: Instituição criada em 1946, integrada por 183 países. Encarrega-se de supervisionar e dirigir as políticas macroeconômicas do mundo. Seus planos de ajuste estrutural para os países em desenvolvimento são muito criticados pelo movimento antiglobalização.
G-8: Rússia e os sete países mais ricos do mundo (Estados Unidos, Japão, França, Reino Unido, Alemanha, Canadá e Itália). Reúnem-se anualmente para tratar temas de comercio internacional, relações com os países pobres, política macroeconômica, entre outros.
GATT: Conjunto de acordos entre os países com o objetivo de liberar o comércio, que deram lugar a OMC.
Kioto: Acordo da ONU sobre a mudança climática. Obriga os países industrializados a reduzir suas emissões de gases.
MST: Movimento dos Sem Terra do Brasil.
OMC: Organização Mundial do Comércio. Fundada em 1995, formada por 135 países. Estabelece as leis do comércio mundial. A OMC aposta na liberação do comércio, na queda das barreiras comerciais.
Outro mundo é possível: Início do discurso de Bernard Cassen, presidente da ATTAC, em Porto Alegre. Converteu-se na mensagem de apresentação dos antiglobalização.
Transgênicos: Alimentos modificados geneticamente. Os grupos antiglobalização questionam a segurança destes alimentos para a saúde e as técnicas de produção controladas por companhias como a Monsantos ou Novartis.
Via Campesina: Organização que reúne mais de 100 associações agrárias de todo o mundo. Denunciam a distribuição desigual da terra.
Carlos Walter Porto-Gonçalves*
Estamos vivendo um novo momento onde devemos ter muita lucidez para os desdobramentos políticos que advirão, por exemplo, do destino a ser dado à riqueza do pré-sal
A cena foi patética. Um general do exército, em 1975 , no mais alto cargo da república, em cadeia nacional de televisão e com um semblante absolutamente “taciturno e sorumbático”, como diria Machado, comunicava ao povo brasileiro que o Brasil começava a abrir mão do monopólio do petróleo. Não fora tão explícito, obviamente, como convém ao mundo da política, da ideologia. O semblante pesado do general, não bastasse vivermos uma ditadura tutelada pelos militares, mas também civil, revelava toda a natureza geopolítica do imperialismo logo depois do choque do 1º petróleo de 1973 procurando abrir novas possibilidades de exploração da estratégica matéria prima. Mas poderia haver também razões pessoais para o semblante tão taciturno do general, pois seu pai, também militar, havia sido um dos protagonistas da luta do povo brasileiro “O Petróleo é Nosso”. O eufemismo encontrado à época para tentar justificar o injustificável, pelo menos do ponto de vista da soberania, foi chamar a concessão que se abria de “contrato de risco”. Inaugurava-se assim uma nova fase da política de subordinação que só viria se aprofundar nos seguintes anos e ganharia seus contornos mais definitivos com FHC nos anos noventa, ele que também era filho de um militar que havia protagonizado a mesma luta “O Petróleo é Nosso”.
A nova descoberta de petróleo na camada pré-sal revela toda massa crítica produzida pela comunidade científica de nossa universidade, e sabemos, sobretudo da universidade pública brasileira. Afinal, a associação das empresas públicas (Petrobrás, Eletrobrás, Furnas, Embrapa, Vale do Rio Doce, entre tantas) com as universidades públicas lançou o país nos mais elevados níveis científicos mundiais em várias áreas do conhecimento, entre os quais o da exploração do petróleo, o da construção civil (hidrelétricas) e da agronomia. Sabemos também como todo o apoio à formação qualificada da universidade pública, assim como o padrão salarial oferecido aos funcionários dessas empresas estatais não foi capaz de lhes convencer que havia toda uma parcela significativa da riqueza social sendo neles investida e que a esse investimento se devia a condição de trabalho e de vida dignas que gozavam. Não fora isso e não entenderíamos a passividade com que a maioria deles reagiu às privatizações, explícitas ou “brancas”, das empresas públicas, apesar da convocação de abnegados ativistas sindicais, quase sempre de esquerda, contra leilões de privatização onde participavam, até mesmo, fundos de pensão. Enfim, os fundos de pensão recolhidos dos trabalhadores são, agora, geridos empresarialmente procurando extrair o máximo de mais valia para poder “valorizar” os recursos dos fundos. Eis uma das razões do “Ornitorrinco” de que nos fala Chico de Oliveira, onde trabalhadores operam como Gestores de fundos de pensão e nos mostram uma nova classe social que escapou aos analistas de outros tempos. Afinal, trata-se de não-proprietários privados cuja ação é extrair mais valia social. A confusão entre direita e esquerda não é só uma questão ideológica. É mais que isso, está inscrita na nova formação de classe, onde fundos de pensão, derivados de uma das mais genuínas formas de organização da classe operária – as associações de ajuda mútua – se transformam em seu contrário: gestores de capital sem serem capitalistas, no sentido de proprietários privados dos meios de produção. E o papel dos fundos de pensão, inclusive no capitalismo de cassino atual, tem sido enorme. No caso do Brasil, ainda temos o Fundo de Amparo do Trabalhador cujo nome chega a beirar uma ofensa quando vemos onde aplicam seus imensos recursos.
Estamos vivendo um novo momento onde devemos ter muita lucidez para os desdobramentos políticos que advirão, por exemplo, do destino a ser dado à riqueza do pré-sal. Antes de tudo, sabemos que não se aplica a máxima militar do “contrato de risco”: quem for explorar o petróleo e o gás no pré-sal não corre risco nenhum: já sabe que vai encontrar e que essa certeza é fruto do longo investimento através da associação entre empresa pública e universidade pública. Logo, a universidade pública deve estar devida e explicitamente contemplada nos destinos dessa riqueza. E está mais do que na hora de explicitarmos junto aos que estão diretamente implicados nessa associação entre empresa pública e universidade pública, que a dignidade que lhes é oferecida não pode ser um privilégio – leggio privada -, que é exatamente o contrário do sentido público, ou como diz o dicionário: “vantagem que se concede a alguém com exclusão de outros e contra o direito comum” (Dicionário Etimológico da Língua Portuguesa, de Antonio Geraldo da Cunha, Ed. Nova Fronteira, Rio de Janeiro, 1982). É hora de reinventarmos o sentido de ser republicano e, assim, superarmos tanto o patrimonialismo tradicional como esse novo patrimonialismo corporativo onde as grandes corporações empresariais se confundem com os fundos de pensão para se apropriar do que é público. Enfim, é preciso democratizar a democracia!
*Carlos Walter Porto-Gonçalves é professor do Programa de Pós-graduação em Geografia da Universidade Federal Fluminense. Além disso, ele é autor de um excelente livro sobre as questões socioambientais: Os (Des)Caminhos do Meio Ambiente.
Fonte: Brasil de Fato
Secretaria do Meio Ambiente é contra o PL 154, afirmou secretário adjunto ao Semapi
“Há um mês enviamos nossa posição para a governadora. Sugerimos que o PL 154 não fosse votado e sim enviado ao Consema para fazermos o debate mais amplo ao longo de 2010”, informou o secretário adjunto do Meio Ambiente, Giancarlo Tusi Pinto, reunido na manhã desta sexta-feira (27), com dirigentes do Semapi, Apedema, CUT/RS, ABES, Sindiágua e Cooperativa Girasol.
Na avaliação da secretaria, este projeto é um retrocesso e não resolve questões como a reserva legal, além de ser inconstitucional como aponta o Ministério Público. “Se for aprovado, se tornará um problema para o governo do e
stado”, destacou Giancarlo.
Segundo ele, o secretário Berfran Rosado tem conversado com os deputados da base governista para retirar o PL. “O governo está sensível, tanto que retirou o quorum na última reunião da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ)”.
O representante da Apedema Felipe Amaral entregou ao secretário o manifesto das entidades ambientalistas que será protocolado junto aos deputados da CCJ na segunda-feira (30). No documento, as entidades conclamam uma ampla e democrática participação de todos os setores da sociedade nas discussões do Projeto de Lei 154/09. “Este projeto propõe alterações que levam à descaracterização do Código Estadual do Meio Ambiente e, por consequência, uma diminuição e, até, total supressão da tutela legal do Estado sobre o ambiente, com riscos graves para a natureza e para toda a sociedade”, alerta o manifesto.
Além disso, o diretor do Semapi Antenor Pacheco sugeriu que o secretário Berfran encaminhe a posição da Sema para a próxima reunião da CCJ, na terça-feira (1º) para fortalecer o movimento contra o PL. Já o secretário de Meio Ambiente da CUT-RS e diretor do Semapi Paulo Mendes Filho solicitou o ofício e o Parecer do Defap (Departamento de Florestas e Áreas Protegidas) enviados à Casa Civil pela Sema para dar ampla divulgação. Giancarlo se comprometeu em solicitar o documento e enviar ao Semapi.
Também participaram da reunião o diretor do Sindiágua David Barros, a presidente da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental (ABES), Nanci Begnini Giugno, e a diretora do Semapi e representante da Cooperativa Girasol Iara Aragonez.
Fonte: Katia Marko – Engenho Comunicação & Arte
Projeto de lei que prevê mudança na legislação ambiental coloca em risco o ecossistema do Estado e apresenta inúmeras inconstitucionalidades
O Sindicato dos Engenheiros no Rio Grande do Sul (Senge-RS) encaminhou uma carta direcionada ao Presidente da Assembleia Legislativa, Ivar Pavan, dando o parecer contrário da categoria ao Projeto de Lei 154/2009, que dispõe o Código Estadual do Meio Ambiente, que estaria prestes a ser votado em plenário. Na carta, os engenheiros manifestam sua preocupação com as mudanças sugeridas que, segundo consta, “não foram amplamente discutidas e podem comprometer de forma decisiva a sustentabilidade dos processos de desenvolvimento do RS e a garantia de um meio ambiente equilibrado para as gerações futuras”.
O Senge-RS também alerta para as inconstitucionalidades do projeto e do momento inoportuno para a discussão, visto que está em tramitação no Congresso Nacional o aperfeiçoamento do Código Florestal Brasileiro. Para o presidente do sindicato, o engenheiro agrônomo José Luiz Azambuja, a proposta precisa ser debatida nos Conselhos Estaduais de Meio Ambiente (Consema) e de Recursos Hídricos (CRH), que não foram consultados.
Azambuja também alerta para perigos iminentes de curto prazo que as alterações podem provocar. “As áreas de Preservação Permanente (APP) seriam reduzidas, exigindo-se um limite de apenas cinco metros para proteger os cursos de água. Esta dimensão não seria suficiente, pois qualquer aplicação de agrotóxico poderia transpor essa barreira e atingir os recursos hídricos”, explica.
Na carta, os sindicalistas também apontam que as APPs remanescentes podem ser insuficientes para a regeneração natural das espécies e para abrigo da fauna silvestre. “A reserva legal é abolida da proposta, ignorando a legislação federal, e muitas propriedades poderiam eliminar a vegetação natural na sua totalidade, o que vai contra qualquer lógica de preservação que o mundo hoje nos exige”, finaliza Azambuja.
Deputados ruralistas já tentaram colocar a PL 154/2009 em votação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa em dois momentos: um no final de outubro e outro no começo de novembro, mas por enquanto a oposição tem conseguido impedir que o projeto siga adiante.
Fonte: Comunicação Senge
Autor: Fernando Antunes
Revisão e Edição: Renata Appel
Participe do CURSO/MUTIRÃO CASANAT sobre Instalação de Sistemas de Separação e Tratamento Biológico de Efluentes na Cidade
Dias 27 e 28 de novembro em Porto Alegre
A CaSaNAT, que abrigará a nova sede dos Amigos da Terra, está em obras!
Da concepção à utilização do imóvel, passando pela implementação das estratégias de sustentabilidade e captação de recursos, nosso desejo é envolver a comunidade, sócios, simpatizantes e usuários como parceiros na realização desse sonho!
E chegou um momento importante de participar, fazer uma formação no tema da gestão das águas em edificações urbanas e colocar a mão na massa para implementar o Sistema de Separação e Tratamento Biológico de Efluentes na CaSaNAT!
PROGRAMA:
Dia 27/11, sexta-feira, das 18 às 20:30hs: Curso Teórico, com:
- Letícia Rodrigues e Fernando Campos Costa – da equipe de arquitetos CaSaNAT (Construção e Arquitetura Sustentável para o Núcleo Amigos da Terra) – A GESTÃO DAS ÁGUAS NO PROJETO CASANAT
- Davi Capua e Daltro de Deus Pereira – educador ambiental e engenheiro civil da ONG H2O Prama – O PAPEL DA SOCIEDADE CIVIL NA IMPLEMENTAÇÃO DA LEI 10.506 QUE INSTITUI O PROGRAMA DE CONSERVAÇÃO, USO RACIONAL E REAPROVEITAMENTO DAS ÁGUAS EM PORTO ALEGRE
- Luis Ercole – Eng. Sanitarista e Dr. em Engenharia pelo NORIE/UFRGS, representante dos Amigos da Terra no Comitê Gestor da Lei 10.506 – O USO DE SISTEMAS DE SEPARAÇÃO E TRATAMENTO BIOLÓGICO DE FLUENTES EM MEIOS URBANOS
Dia 28/11, sábado, a partir das 10hs, Mutirão no Jardim da CaSaNAT:
Conhecendo o fluxo das águas na CaSaNAT
Instalação do sistema de caixas coletoras e de tratamento das águas cinzas e negras
Desenho e implementação do leito de evapotranspiração no jardim
Para saber mais sobre o CURSO/MUTIRÃO CASANAT acesse AQUI
Saiba mais sobre o Projeto CaSaNAT AQUI

Marco Gottinari Show na Praça Coronel Pedro Osório. Imagem de Fer_tomiello
Show de Marco Gottinari pelo Projeto Sete ao Entardecer
Local: Teatro Sete de Abril
Data: 24/11 (terça-feira)
Horário: 18:30 às 19:30 (pontualmente às 18:30)
Ingressos: Entrada Franca
Haverá CD’s a venda no local
Saiba mais sobre Gottinari AQUI
Novas regras para plantio de florestas no RS
por Geraldo Hasse
A Câmara Técnica da Silvicultura do Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema), composta por 19 membros, aprovou por unanimidade um novo regulamento para a silvicultura gaúcha.
Segundo o engenheiro florestal Antonio Augusto Marques, que representa o Comitê da Bacia do rio Tramandaí na Câmara Técnica, o novo regulamento é fruto de um consenso arduamente trabalhado, com destaque para dois aspectos fundamentais: 1 – restringe ao máximo ou proibe o plantio de árvores madeireiras exóticas (eucalipto, pinus e acácia) em áreas críticas sob o ponto de vista hídrico; 2 – limita as dimensões dos supertalhões pretendidos pela silvicultura atrelada às indústrias madeireira e de celulose/papel.
Para ser colocado em prática, esse documento precisa passar por uma reunião plenária do Consema, que se reúne uma vez por mês. A agenda das reuniões é feita pelo presidente do Consema, Berfran Rosado, secretário do Meio Ambiente.
Este é o terceiro regulamento em três anos. O primeiro foi criado no final de 2006 pela Fepam com a ajuda da Fundação Zoobotânica e outros órgãos públicos e privados. Por ser muito “ambientalista”, foi repudiado pelo setor empresarial.
O segundo, que veio em 2007 em oposição ao primeiro, foi fruto de uma tratoragem pilotada pela Ageflor e a Farsul com o beneplácito da direção da Fepam e o apoio estratégico da indústria dita florestal, representada sobretudo pelas fábricas de celulose Aracruz, Votorantim e Stora Enso.
Colocado sub judice pelo Ministério Público Federal, o regulamento “empresarial” vem sendo aplicado aos trancos e barrancos mas tende a ser rifado porque os plantadores de árvores madeireiras sossegaram o facho desde a eclosão da crise financeira de setembro de 2008, que provocou o surpreendente colapso da Aracruz.
Mesmo que o segmento florestal-madeireiro entre em 2010 tendo que cumprir novas regras para o plantio de eucalipto, pinus e acácia, ainda é incerta a retomada dos plantios dito florestais e dos projetos de fábricas de celulose, pois a crise ainda está provocando uma reacomodação de forças no mercado.
Um ano depois da crise, a Aracruz não existe mais. Envolvido num tsunami financeiro, o grupo controlado por Erling Lorentzen foi absorvido pela Votorantim, que para isso precisou da ajuda do Banco do Brasil e do BNDES.
Para reduzir as dívidas, a Votorantim acaba de vender a unidade de Guaíba ao grupo chileno CMPC por US$ 1,43 bilhões, negócio de porteira fechada que envolveu 220 mil hectares de terras em dezenas de municípios gaúchos.
Até meados de outubro os chilenos não haviam aberto o jogo, mas a permanência da equipe diretiva da ex-Aracruz Guaíba sugere a manutenção do projeto de quadruplicação da capacidade da planta de 450 mil toneladas/ano de celulose.
Resta saber em quanto tempo o projeto será finalizado. Pelo cronograma original, ele devia ficar pronto em 2011. Agora não há mais pressa porque o mercado de celulose sofreu uma baixa da qual ainda não se recuperou.
Mesmo assim, o projeto de Guaíba é o mais adiantado dos três prometidos para a Metade Sul gaúcha. Se for retomado em 2010, pode entrar em operação em fins de 2012 ou no primeiro semestre de 2013.
O segundo projeto em volume de produção, área plantada e investimento total – o da Votorantim no polígono Pelotas-Rio Grande-Pinheiro Machado-Jaguarão – permanece em banho-maria porque a prioridade do grupo no momento é pagar as dívidas, estimadas em R$ 10 bilhões.
É provável que somente seja concluído na segunda metade desta década.
Finalmente, aguarda-se para o final deste ano ou o início do próximo uma definição do grupo sueco-finlandês Stora Enso sobre seu projeto no oeste do Rio Grande do Sul, onde plantou eucalipto em 20 mil dos 47 mil hectares comprados em 2005, no primeiro tempo de um investimento de mais de US$ 1 bilhão para produzir 900 mil toneladas anuais de celulose.
O plantio realizado representa 20% das necessidades de matéria-prima para a fábrica. A paralisação do projeto foi determinada pela denúncia de que a Stora Enso teria infringido a Lei de Segurança Nacional, que proíbe a posse de terras a 150 quilômetros das fronteiras por estrangeiros.
A empresa tentou contornar o problema registrando as áreas compradas em nome de brasileiros comprometidos com o projeto, mas isso só agravou a polêmica. Em agosto, finalmente, o Conselho de Defesa Nacional deu parecer favorável ao projeto, que ainda carece das necessárias licenças ambientais.
Os eucaliptais mais velhos da Stora Enso na região de Rosário do Sul, São Francisco de Assis e Santiago estão com três anos e foram liberados para pastoreio de criadores vizinhos, que já mantinham gado em regime de parceria nas áreas de preservação ambiental ou de pastos nativos nas quais é proibido plantar árvores.
Apicultores também estão sendo convidados a levar suas abelhas para pastar nas áreas da empresa, mas tudo isso são paliativos para o maior e mais antigo grupo papeleiro do mundo.
A única certeza é que não falta bala para o investimento: em meados de outubro, a Stora Enso anunciou a compra de 130 mil hectares de áreas plantadas pela espanhola ENCE na região de Fray Bentos, no oeste do Uruguai. A meia com a chilena Arauco, ela pagou US$ 344 milhões para apossar-se de um dos maiores ativos florestais da América do Sul. Não está decidido o que será feito com tanta madeira.
Fonte: Jornal JÁ

O Secretario-Presidente, Berfran Rosado(dir) e o Chefe de Gabinete, Giancarlo Tusi Pinto (esq). Imagem por Cíntia Barenho
Em tempo, o CEA, através de Cíntia Barenho, esteve presente na última reunião do CONSEMA (20/11). No entanto não pode acompanhar todo o desenrolar da reunião. Chegou a tempo de acompanhar a pauta relativa à indicação das entidades ambientalistas. Como não havia mais quórum, a reunião encerrou-se sem discutirmos tal questão.
Como não estávamos no início da reunião, “perdemos” a declaração do Presidente Consema-Secretário de Meio Ambiente (isso mesmo: aquele que, basicamente, fiscaliza o trabalho de si mesmo) sobre o PL154/09 – aquele que desprotege o meio ambiente gaúcho. Seguem as palavras de um companheiro de APEDeMA-RS, presente na reunião:
“Hoje ao inicio da reunião ordinária do CONSEMA, conselho estadual, o Berfran fez uma fala destacando que não apóia o PL 154 , se posicionou com referência às discussões em nível federal, sendo prematuro e descabido esta proposição aqui. Afirmou que esteve na AL falando com deputados da base governista apresentando sua posição...”
por Felipe Amaral*
Esta semana gostaria de apresentar um fato que representa o autoritarismo e a total falta de entendimento do que representa à sociedade civil na proposição de políticas públicas, através dos colegiados deliberativos. Estou me referindo exclusivamente ao Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema), instância que congrega setores da produção, instituições de pesquisa, assentos para o governo, através das secretarias e autarquias, representantes da sociedade civil – neste caso as entidades ambientalistas, que têm cinco vagas.
As entidades ambientalistas são indicadas pela APEDeMA, que é Assembléia Permanente das Entidades em Defesa do Meio Ambiente, que congrega organizações localizadas em distintas regiões do estado. Estas organizações têm mandatos de dois anos. Em 2005, o Consema, a fim de normatizar o processo de sucessão das organizações, editou a normativa número 107, que estabelecia que as organizações não governamentais deveriam ser indicadas ao conselho através da APEDeMA.
No início deste semestre, a APEDeMA enviou ofício para o Consema, informando que em sua última assembléia geral, a entidade Amigos da Terra (NAT) comunicou que estava se afastando e que, em seu lugar, o Instituto Biofilia seria indicado.
Mas o fato é que durante a reunião ordinária do conselho, foram lidos os ofícios de afastamento do NAT, de indicação da APEDeMA, da indicação do titular do Biofilia, e logo depois, o secretário interino – visto que Berfran estava na blindagem de Yeda na Assembléia durante dois dias – como guri de recado, se manifestou informando que havia um parecer da Casa Civil rejeitando a normativa 107/2005, criada pelo próprio conselho estadual, que tem a participação coletiva e função deliberativa. E logo passou a pauta, sob protestos de algumas entidades. Veja que uma matéria, um ponto tão importante foi tratado com total simplicidade, como assunto encerrado. A participação social num colegiado que delibera sobre a política ambiental estadual do Rio Grande do Sul é tratada pela atual gestão com desprezo, sem respeito às organizações da sociedade civil organizada.
O interessante é que este parecer da Casa Civil nunca foi tornado público; não existe, simplesmente não conseguimos acesso ao documento. Prática comum nesta gestão, nada de informação para a sociedade. Nada de transparência. E se fosse uma gestão composta por uma gente com a mínima envergadura moral e ética, até poderíamos busca um diálogo. Mas não se trata disso; é um governo marcado por corrupção e desmonte do Estado.
Isso não pode ser tratado como uma questão menor. São atos autoritários deste tipo a que estamos sujeitos quando organizações criminosas tomam os partidos de assalto e logo ascendem ao poder. Numa democracia fraca, onde os investimentos em campanha eleitoral, através do financiamento privado de campanhas, na maioria das vezes definem os vencedores, não podemos perder forças nas estruturas de Estado que tem como objetivo controlar e deliberar as políticas públicas.
Vamos aguardar para ver onde isto vai dar. Acredito que temos muitas surpresas até o final deste agonizante governo, e que se diga não existe o mínimo medo de uma reeleição, já que estão mortos politicamente. De um PSDB, que não existia no RS, para um governo que não pode ser esquecido pelos gaúchos, para nunca mais incorrermos no mesmo erro.
*Felipe Amaral é ecólogo e integrante do Instituto Biofilia
Fonte: Agência Chasque
Para conhecer mais sobre o trabalho desses companheiros de luta ecológica acesse AQUI

Programa Roda Viva na Tv Cultura com a participação do ambientalista Lester Brown. Imagem de Samchio
Sinopse enviada pelo programa:
De 7 a 18 de dezembro será realizada a 15 ª Conferência das Partes, da ONU, em Copenhagen, na Dinamarca. O encontro pretende conseguir um novo tratado para substituir o Protocolo de Kyoto, que vale até 2012.
A COP – 15 vai colocar frente a frente, mais uma vez, países desenvolvidos e em desenvolvimento, nações que têm a difícil tarefa de discutir sobre quem deve se responsabilizar e se esforçar mais para combater as mudanças no clima.
A crise econômica, ambiental e social que o mundo registra hoje deve ser enfrentada, de acordo com Lester Brown, com o olho mais no futuro e com a mentalidade de que não é possível pensar em salvar a economia sem salvar o planeta.
Ele defende mudanças nos sistemas de tributação e cobrança de impostos mais pesados sobre atividades que destroem os recursos naturais.
O ambientalista Lester Brown é fundador do Instituto Worldwatch e fundador e atual presidente do Earth Policy Institute.
Apresentação: Laila Dawa
Participam como convidados entrevistadores:
Washington Novaes, jornalista e supervisor do quadro biodiversidade do programa Repórter Eco da TV Cultura; Ricardo Voltolini, publisher da revista Ideia Socioambiental; José Eli da Veiga, professor de desenvolvimento sustentável da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP e Martha San Juan França, repórter de sustentabilidade do jornal Brasil Econômico.
O programa é transmitdo pela TVCultura às 22:10
Proposta responde aos anseios dos ruralistas e representa um novo crime contra o meio ambiente
O deputado federal Ivan Valente, membro da Comissão Especial criada pela Câmara Federal para reformar o Código Florestal Brasileiro, criticou nesta sexta-feira (13) a Medida Provisória em elaboração pelo governo para derrubar o Decreto 6.686/08, que institui sanções penais e criminais a atividades lesivas ao meio ambiente e em desconformidade com a legislação ambiental.
A Câmara dos Deputados criou Comissão Especial para reformar o Código Florestal Brasileiro. A motivação é o prazo para entrada em vigor do Decreto 6.686 de 2008, que institui sanções penais e criminais a atividades lesivas ao meio ambiente e em desconformidade com a legislação ambiental. Os setor ruralista pretende flexibilizar ao máximo os critérios da lei ambiental, visando a livre execução de suas atividades agropecuárias sem precaução ambiental e impedindo qualquer enquadramento penal. Por isso, tenta revogar várias leis ambientais e afirmar um Código Florestal ruralista.
O preparo da MP foi anunciado pelo jornal Valor Econômico do dia 13 de novembro e também havia sido antecipado pela Folha de S. Paulo de 23 de outubro. Estaria sendo gestada pelos ministros do Meio Ambiente Carlos Minc, da Agricultura Reinold Stephanes, do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel e da Casa Civil, Dilma Roussef, mediados pelo próprio presidente Lula, em reunião realizada em São Paulo.
Eis as principais críticas apresentadas por Ivan Valente à Medida Provisória:
1. Instituir autonomia a Estados e Municípios: a responsabilidade pela determinação dos limites de Reserva Legal e Área de Preservação Permanente deve permanecer com a União. Essa mudança possibilitaria um ambiente de extrema pressão de empresas e corporações sobre frágeis órgãos ambientais locais e desarticularia o princípio constitucional da responsabilidade concorrente e complementar entre os entes federados no que tange à proteção ao meio ambiente.
2. Adiamento de 18 meses para entrada em vigor do Decreto. Essa decisão é política e visa a amaciar a bancada ruralista e particularmente atender aos ruralistas da base aliada – PMDB em primeiro lugar.
3. Transferir para outras bacias hidrográficas e até para outros biomas a obrigação do proprietário pela compensação ambiental de reflorestamento em áreas desmatadas ilegalmente pelo agronegócio, o que derruba o critério de gestão ambiental integrada a partir da unidade de gestão relativa ao dano causado e impossibilita a recomposição ecológica específica das espécies afetadas pela atividade enquadrada pela lei ambiental.
4. Estabelecimento de benefícios para propriedades de até 400 hectares na Amazônia e até 150 hectares nas demais regiões brasileiras, quando a legislação florestal atual estabelece (art. 1, parágrafo 2 da Lei 4.771/65) que pequenas propriedades rurais são aquelas de até 150 na Amazônia e até 30 hectares nas demais regiões do país.
5. Liberar atividade agropecuária e madeireira em áreas de morros, encostas e montanhas, o que significa total contra-censo diante das recentes tragédias ocorridas em Santa Catarina, onde as encostas potencializam os deslizamentos de terra e representam perigos crescentes a residências, rodovias e áreas urbanas e rurais.
6. Moratória de 120 dias como prazo adicional, durante o qual grande produtor fica anistiado da aplicação de multas, sanções financeiras e até penas restritivas de liberdade aplicada a grandes empreendimentos agropecuários que cometam crimes ambientais graves. É mais uma facilidade aos grandes proprietários.
Para Ivan Valente, além disso, esse processo acontece em meio a uma série de atropelos regimentais, constitucionais e institucionais. “Não bastassem os métodos anti-democráticos pelos quais os ruralistas quiseram dominar a Comissão Especial do Código Florestal e a tentativa frustrada, até agora, de aprovar um substitutivo apelidado de Floresta Zero (mudança do Código Florestal, particularmente em relação às Áreas de Preservação Permanente e Reserva Legal), o governo prepara uma MP que trata dos mesmos temas debatidos na Comissão e baixará medidas à revelia da discussão no Congresso, atropelando o trabalho em curso na Câmara dos Deputados”, concluiu o parlamentar.
Enviado por mail por Carlos R. S. Machado



































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